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Do Dia da Mulher - repost

08.03.13

(Escrevi este texto em 2011. Hoje, dois anos depois, não lhe mudo uma vírgula.)

 

Continuo sem perceber porque é que se há-de atribuir UM dia às mulheres. Como se não fossem as mulheres a carregar o mundo às costas. Começa na procriação. Para se gerar um filho não é preciso que a mulher tenha um orgasmo, mas é imperativo que o homem o tenha. Donde, o prazer dela é dispensável, o dele, essencial. Começamos bem, portanto. Depois são nove meses. De poesia e dores no corpo. E o grand finale, onde nasce um ser novo e terminam as horas de sofrimento por que a mulher teve que passar (ignoremos que existe epidural e assumamos que todas as mulheres têm um parto dolorido). Os períodos (coisa fabulosa de que os homens se safaram). O ter que fazer chichi sentada, sendo absolutamente necessária uma casa de banho ou, no limite do desespero, um arbusto bem guardado, coisa que não há por aí aos pontapés.

Mas, acima de tudo, a Wonder Woman que se espera que todas sejamos. Trabalhar oito horas por dia (pelo menos), pôr e trazer os filhos da escola, dar banhos, fazer jantares, fazer as compras da semana, manter a casa arrumada, mantermo-nos arrumadas, prontas para o que der e vier, não deixar que falte nada em casa, ter a solução para tudo, do Ben-U-Ron para os princípios de febre, ao vinagre para tirar cheiros, à acetona para tirar nódoas de sangue, saber as respostas mais longínquas, para poder ajudar nos trabalhos de casa, conhecer todas as personagens das Winx, do Ben10, do Bob, o Construtor, e não as baralhar. Saber os tamanhos que vestem todas as pessoas que vivem na nossa casa, não esquecer que o marido gosta de meias sem elástico e de gravatas 100% seda, não esquecer que se paga à empregada ao dia 1 de cada mês, tratar de todos os pendentes, sejam as contas do banco ou as marcações de férias, estar sempre disponível para ir com os filhos ao médico, nem que para isso se vire a vida do avesso. Ter que pedir favores para poder ter duas horas por semana com as amigas ou uma tarde para ir às compras. Chegar ao fim do dia com um sorriso, de negligé, fresca e perfumada na cama, à espera do marido que terá, eventualmente, AJUDADO nalgumas das tarefas sem ter efectivamente FEITO nenhuma delas.

Depois disto tudo dão-nos UM dia em jeito de homenagem, numa de "vá, toma lá uma geribéria que hoje é dia da mulher".

Caríssimos, que pariu! Merecemos 365 dias de homenagem por ano. Merecemos mimos todos os dias. Merecemos flores todos os dias. Merecemos que, de uma vez por todas, reconheçam que sem a nossa dedicação, a nossa entrega, o nosso desenrascanço, a nossa força de vontade, a nossa destreza, a nossa argúcia, o mundo era uma bela merda de sítio para se viver.

É por isso que não celebro o dia da mulher. Acho sexista, discriminatório, idiota. É melhor que nada, dizem uns. É uma forma de valorizar, dizem outros. Os homens não têm nenhum dia de homenagem e, ainda assim, o mundo continua, ilusoriamente, a girar à volta deles.

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Da Playboy

02.03.10
Depois de uma Nereida despida (oh que espanto, até parece que foi novidade... novidade, como disse a Cat, era vê-la vestida!), eis que este mês a Playboy volta a entrar nos eixos e tem mais uma boa produção. Quanto a mim, a terceira boa produção (depois da Cristina Areia e da Débora Montenegro). Podia pôr aqui a foto da menina que acho que vai fazer sensação... Oh well, que se lixe:
Rute Penedo, 1ª Playmate Portuguesa

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Essa idiotice chamada feminismo

04.12.09
Eu digo muitas vezes que não dava para dondoca - e por "dondoca" entenda-se ficar em casa a tomar conta dos filhos (se calhar devia usar o outro termo que uso muitas vezes: stay-at-home-mom). Mas. Estou de férias e ainda não parei um bocadinho. Descansar - que é para isso que as férias servem -, 'tá quieto. Na semana que vem vou trabalhar mais cansada do que estava quando vim de férias. E dou por mim a repensar se não me daria bem como stay-at-home-mom.

As idiotas das feministas, quando desataram a exigir direitos iguais, esqueceram-se que, para as coisas serem realmente equilibradas, os homens teriam que abdicar de alguns hábitos (que eu acho que entretanto passaram para o cromossoma Y e, portanto, nascem todos com eles enraizadinhos). Para haver igualdade, os homens teriam que fazer tudo o que as mulheres fazem. E toda a gente sabe que isso é um mito, uma fantasia, um mero fairytale.

Antes de terem desatado a exigir os mesmos direitos em termos de trabalho, as idiotas das feministas deviam ter-se assegurado que teriam em casa quem dividisse irmamente as tarefas com elas. Não aconteceu. Portanto o que aconteceu foi que as mulheres passaram a ter que trabalhar (e, obviamente, não são todas), mas não deixaram de ter que fazer as 1500 coisas que já faziam antes de terem mais oito horas do seu dia empatadas a fingir que são iguais aos homens. Não digo com isto que as mulheres são piores profissionais que os homens. Como em tudo, há para todos os géneros.

Eu trabalho sete horas e meia por dia, às vezes mais. Antes de ir trabalhar já organizei o dia à criança pequena. Depois de sair do trabalho ainda tenho mais umas duas ou três horas de trabalho caseiro pela frente. O meu marido nem é dos que trabalha pouco e chega a casa e não faz nenhum: levanta-se todos os dias às cinco da manhã, começa a trabalhar às seis e só sai às sete e meia da tarde (com uns intervalos pelo caminho, claro) - é o que dá não ter patrões. Mas chega a casa, dá banho à miúda e senta-se para jantar. Põe a miúda para dormir e deita-se ele também. Pelo meio, ali ando eu, a ser mulher e a fingir que sou como os homens. Uma canseira.

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As mulheres e o mundo árabe

30.11.09
Alguém ali em baixo, num comentário, levantou a questão de ser difícil para mim, mulher, estar num país muçulmano.

Marrocos é talvez o país mais aberto de todos os países muçulmanos. E nem todos os países muçulmanos são o Irão... As mulheres marroquinas trabalham, são bem tratadas pela sociedade. Algumas trabalham de lenço na cabeça, outras não. O país não é fundamentalista nem extremista ao ponto de as perseguir nem nada que se pareça.

Para mim, ocidental em Marrocos, a coisa foi igual ao que seria cá. Não me senti ameaçada, nem julgada, nem olhada de lado, nem em nada disso. As coisas más que se passam ali não são só com mulheres. São com toda a gente, por uma questão cultural e de país e não são direccionadas em específico para nós. Senti-me como me senti não por ser mulher mas por estar naquela situação.

Portanto, a reter: nem todos os países muçulmanos são casas dos horrores. Nem todos são fundamentalistas. Em Marrocos anda-se lindamente, sem problema. Claro que se nos metermos em souks às tantas da manhã nos arriscamos, da mesma forma que se nos metermos na Damaia cá à mesma hora nos arriscamos.

Eu gosto muito da cultura árabe. Gosto e não discrimino: não acho que tudo o que vem de lá é péssimo. Nem sequer acho que o Corão seja assim tão ameaçador como se quer fazer crer. A questão está sempre na forma como se vêem as coisas: se se levar o Corão à letra então sim, aquilo é um tratado de violência. Se se souber ler aquilo com as devidas distãncias, não. Da mesma forma, se se ler a Bíblia à letra (como fez o Saramago), a coisa parece bárbara e se se ler de forma contextualizada não é mais do que uma metáfora. Como em tudo, há que saber dosear.

E sim, eu sou das que gosta de ler e aprender sobre os árabes, sobre a vida, a cultura, a sociedade, a história, etc. E não me sinto ameaçada por isso... 

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Demi

10.11.09

 
Tem photoshop? Tem. Mas a Demi Moore é um mulherão, independentemente do photoshop. Quem me dera a mim chegar à idade dela assim... (in your dreams...)

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As meninas da Playboy

29.10.09
Este mês é a Marta Faial, ex-moranguinha, a fazer as honras da capa. E a tonta da miúda mata qualquer hipótese que tinha de ser levada a sério com esta declaração:

“Estou farta que as pessoas me vejam como uma menina. Eu já sou uma mulher, e é assim que quero ser vista. Não tenho as medidas de uma top model, mas não quer dizer que seja menos bonita. Nesta produção provo que sou um mulherão.”

Nas fotos talvez prove que é um mulherão. Com o que diz prova apenas que é parva.

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Inspiração

17.04.09


Esta mulher é uma inspiração! Acho-a linda, elegantíssima, cheia de charme e de pinta. Não me parece uma cabeça oca e acho-a a top das tops. Está grávida do 4º filho; ela e o Seal são um casal imbatível e é enternecedor "ver" o amor deles acontecer.

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