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12

16.11.10

Há 12 anos era segunda-feira. Estava sol, não chovia. Era um dia normal. Mas foi o dia que mudou a minha vida.
Há 12 anos fui tomar o pequeno-almoço ao terraço da faculdade. Estava com uma saia bordeaux e uma camisola bege. Ele estava com uma camisa aos quadradinhos em tons de vermelho, com uns jeans e com aquele casaco que eu adorava ver-lhe. Não sei quem chegou primeiro.

Na véspera tínhamos passado a tarde nas Amoreiras. Entornei-lhe uma imperial por cima e fiquei azul. Levámos mais de uma hora, na estação da Baixa-Chiado, a despedir-nos. Ele ia apanhar o metro, eu ia apanhar o comboio. Mas nenhum de nós conseguia virar costas e ir-se embora. Demorei horas a adormecer, numa ansiedade brutal para que chegasse o dia seguinte.

Tomámos o pequeno-almoço, conversámos, os dois sem saber onde pôr as mãos. Não sei quem mais estava naquele terraço, se é que estava mais alguém.

Seriam umas 11h30, mais coisa menos coisa. No meio da conversa, das confissões, do nervoso miudinho, ele chegou perto de mim e perguntou “posso?”. Respondi um “podes”. E foi o nosso primeiro beijo. Saímos dali de mãos dadas, sem questionar o que era aquilo que tínhamos. Sem pensar muito no assunto, éramos namorados. E assim continuámos, até que a vida nos separou. Mas, porque nunca nos esquecemos, voltámos a ser namorados. O resto vocês já sabem…

(Amo-te.)


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Girlz

12.11.10
Fim de semana de meninas! Adoro... Adoro acordar e andar ao ritmo dela. Levar-lhe o leite à cama enquanto vemos uns desenhos animados quaisquer. As mãos dela a agarrarem-me a cara enquanto ela me diz "gosto tanto de ti, minha mãe linda". Fazer torradas que partilhamos. Escolher a roupa para ela e responder ao "vamos passear as duas, mamã?" com um "sim". Passear com ela, mostrar-lhe coisas, rir e brincar (e ralhar também, que ela não aguenta uma manhã sem disparatar!). Regressar a casa e preparar o almoço com ela a ajudar. Aproveitar a sesta dela para dormir também ou para ler ou para ver uns episódios ou para fazer um bolo ou para não fazer nada disto. Tomarmos um banho de espuma as duas, com muita brincadeira pelo meio. Jantar. Ler histórias que ela escolhe. Dar-lhe mil beijos antes de a deitar e render-me ao "eu adoro-te, mãe, dóme bem, bons sonhos!". E depois aproveitar o serão para... dormir e contar a
s horas para ser domingo outra vez e ele já estar ao pé de nós...


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Nesting

08.11.10
Andámos a adiar a coisa até ser possível. Andei eu, na verdade, que já sei que a vontade é dos dois, mas a execução cai sempre em cima da mesma... Mas bom, algum dia tinha que ser e foi este fim de semana. Despejar roupeiros, organizar a roupa por estações, tirar todas as tralhas da miúda que já não têm uso, deixar apenas o que tem utilidade, arrumar tudo o resto, separar roupa de cama, resgatar uns 40 cabides vazios que andavam pelo roupeiro, seleccionar roupa para dar, acabar de arrumar a arrecadação... et voilá: casa organizada, arrumada e limitada ao que se usa (o que não se usa bem que pode estar no Pólo Norte que não damos por falta de nada).

Falta a despensa. Mas para isso tínhamos mesmo que tratar da arrecadação primeiro e como o tempo não dá para tudo há que ter prioridades. Esse monstro ficará para outras núpcias, para breve. E bem precisa... que a quantidade de tralha que lá está e que eu não uso é qualquer coisa de inenarrável (inclui passe-vite eléctrico, batedeira, serviços de copos, alguidares, uma fritadeira... tudo coisas que lá em casa só servem para ocupar espaço...!


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1 ano

04.10.10



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A quem tem perguntado

29.09.10
Pelo meu marido: infecção dos ouvidos desaparecida em parte incerta, com ajuda de muitas drogas (legais, bem entendido). Ainda alguma incerteza quanto a perda parcial de audição. Segue para otorrino e a ver vamos no que vai dar... Mas o pior já passou... achamos nós!

(Curiosamente, ele diz que adorava saltar novamente, devidamente equipado e sem nada no estômago, porque adorou o salto... Agora, que eu pague, vai saltar é o caraças, é que vai!).


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Love Actually

27.09.10
A uma semana do primeiro aniversário de casamento revimos o filme que acabou, sem que nos apercebêssemos, por se tornar no tema do nosso casamento. Já o vimos dezenas de vezes. Continua a fazer o mesmo sentido de sempre.

(Estamos a uma semana do primeiro aniversário de casamento. É uma das nossas datas. As outras, 16 de Novembro e 19 de Abril, marcam viragens muito marcantes na nossa vida. Esta, 4 de Outubro, é a data que confirma todas as outras).


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Pós presente envenenado

20.09.10
Felizmente tínhamos marcado consulta para hoje, com o pediatra da miúda (que foi/é o pediatra de toda a gente da família dele, homens de 30 anos incluídos).

Ele aproveitou a boleia para perguntar sobre os ouvidos. E saiu de lá com 5 ou 6 medicamentos para tomar. E com o comentário muito animador do médico:

"Só espero que isto não te dê perda de audição..."


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Um presente envenenado

20.09.10
Este fim-de-semana foi uma espécie de fim-de-semanus horribilus. Foi tudo ao lado. Vejamos.

Sábado de manhã arrancámos para Évora, apesar do céu nublado. Estávamos em cima do tabuleiro da ponte quando nos ligam a dizer que o salto de pára-quedas não vai acontecer de manhã, por causa do tempo. Pode, eventualmente, fazer-se à tarde. É ir andando, almoçar, e aparecer lá para as 15h ou 16h. Assim fazemos: nas calminhas até Évora, almoço por lá e, como ainda era relativamente cedo, fomos procurar um vestido para a miúda levar a um baptizado que vamos ter em Outubro (giro, giro, giro, by the way).

Seguimos para o aeródromo. Mil pessoas à espera para saltar e o céu já limpo. Depois de uma hora, mais coisa menos coisa, lá é chamado o senhor meu marido para se equipar e saltar. Antes disso tínhamos estado a observar a rotina de equipa, põe pára-quedas, entra no avião, salta, aterra, enrola pára-quedas, volta a equipar, volta a entrar no avião, etc.

Lá foi ele, feliz, contente e entusiasmado, para a sua experiência radical... que foi bem mais radical do que seria de prever!

Quando aterrou vinha todo transpirado e assim meio branco. Sentou-se e... vomitou. Achei que a transpiração era mesmo por ter um fato de voo vestido por cima da roupa dele, mas afinal não. Ninguém nos avisou de que era suposto usar tampões nos ouvidos para saltar. Mas era. Portanto as diferenças de pressão rebentaram-lhe com os tímpanos, perdeu o equilíbrio, fartou-se de vomitar e de ter suores frios. Melhor era difícil...

Passei o resto de sábado a tratar dele. E ele passou o resto de sábado a vomitar e a transpirar, completamente azamboado. Só me dizia que aquilo parecia a pior bebedeira da vida dele. E eu, que assisti às duas bebedeiras monumentais da vida dele, afirmo: não chegaram aos calcanhares deste dia...

Depois de ele se restabelecer (coisa pouca) fomos para o hotel (presente de casamento de um casal amigo - thanks, J. e E.!). À saída do aeródromo pede-me para parar (no meio de uma rotunda)... parei, ele abriu a porta e vomitou. Seguimos. Chegámos ao hotel e fui fazer o check-in só com a miúda. Ele ficou a vomitar no carro. Depois peguei nele quase ao colo e levei-o para o quarto. Ela ficou a tomar conta dele (muito sossegadinha, sentada à cabeceira dele, a olhar para ele e a fazer-lhe festinhas) enquanto eu fui buscar as malas.

Lá o despi, meti-o na banheira e dei-lhe banho. Depois eu e ela fomos jantar, ele ficou a dormir (e a - adivinhem! - vomitar).

Sobre o jantar: havia um baptizado lá no hotel, pelo que só havia um prato principal: migas de espargos com carne frita. Claro que não é coisa que a criança esteja habituada a comer. Pedi para lhe fazerem um ovo mexido ou estrelado, o que fosse mais simples. Resposta: impossível, a cozinheira está sem mãos a medir. Ok, come sopa, carne, pão e fruta. Até que, quando estávamos a acabar de jantar, entra na sala a Dália Madruga mais o Bernardo não sei quê que é namorado dela. Estavam na mesa mesmo em frente a nós. Sôdona Dália faz cara de enjoada perante a perspectiva das migas. Pede se lhe podem arranjar uma alternatia. "Sim, senhora, podemos. Quer esparguete ou macarrão?". Fiquei possessa.

Lá voltámos ao hotel, deitei a miúda, ele continuava a dormir e assim ficou. Eu fui para a sala ler e descansar um bocadinho (porque estava, vá, ligeiramente derreada!). Acordei as 4h30, comecei a rebolar na cama, nisto acorda ela, lá sossegámos as duas e conseguimos só nos levantar às 8h30. Engonhar um bocadinho, vestir e ir tomar o pequeno almoço, dar uma voltinha pelo hotel e abancar na piscina biológica durante uma horinha, a ler e a relaxar. Depois almoço em Estremoz e o regresso à base, com ele já bem melhor (mas ainda a ouvir esquisito) e com ela a dormir.


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Do céu

17.09.10
Amanhã, algures durante a manhã, um avião vai sobrevoar uma cidade que adoramos. Dentro desse avião vai estar ele. Agarrado a um homem qualquer, suponho. Agarrado a cabos e a um pano que, espero, seja o suficiente para o suster no ar e o fazer descer devagarinho, até tocar com os pés no chão.

Amanhã, algures durante a manhã, o meu marido vai atirar-se de um avião. E eu só espero não ficar viúva no processo...


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Late nights

19.07.10
Sábado à noite, marido numa despedida de solteiro que andou por duas casas de strip (oh well, é na boa, não me faz "espécie"). Mulher em casa, a fazer zapping, acaba parada na Sic Radical, a ver a Academia do Sexo que, para quem não sabe, é um programita dinamarquês assim a atirar para o interessante.

Pronto, era isto: sintonizados, mas com 30kms de distância entre nós.

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Intimidades

23.06.10
Há coisas que só uma relação longa, estável e sólida traz. A intimidade. Ontem tive um momento que me marcou.

O meu marido anda, com o alto patrocínio do trabalho que tem, com um ombro lixado. Ontem, onze e tal da noite, ele deitado, eu a pôr-lhe um saco quente no ombro, depois a massajá-lo com Voltaren, depois a ajeitar-lhe o lençol para dormir. Eu, de pijama (parte de cima descombinada da de baixo, que eu não aguento as calças de um pijama nem a camisola do outro), meias a prender as calças, cabelo amarrado num rabo-de-cavalo mal feito. Sexyness? Zero.

Mas sei que ele me ama. Sei que não me troca por nada. Sei que é comigo que se sente bem. Não se importa que eu esteja mais gorda, mais magra, de cabelo mais curto ou mais comprido. Não se importa de me ver com a maquilhagem por tirar nem de pijama vestido, na tal figura que descrevi. E isso eu nunca tive com mais ninguém. Nunca me senti à vontade com mais ninguém para ser eu, para estar confortável em casa, para não pensar no que o outro iria pensar. E isto não é desleixo. É intimidade. Desleixo seria se eu só andasse assim. Não é, de todo o caso (ainda ontem, ao chegar a casa, ele tratou de elogiar o vestido que eu tinha posto). Chegámos (há muito tempo, não é de agora) àquele ponto em que a outra pessoa é parte de nós, em que, não sendo nós apenas uma pessoa, somos um do outro como de mais ninguém. E a isto também se chama felicidade.

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Sunday morning...

06.06.10
A minha filha tem uma característica que eu não tenho e que adorava ter: acorda sempre cedo (7h30, sharp) e bem-disposta. Às 7h30 a única coisa que eu consigo é grunhir um "anda cá ao pé da mãe e dorme mais um bocadinho", coisa que ela cumpre caso estejamos só as duas em casa. Quando estamos os três desata a cantar, a puxar cabelos e a exigir "levanta-te, quero brincar". Esta parte do "levanta-te" nunca me cabe a mim, thank God, que eu tenho um marido altruísta que se deixa enrolar na conversa dela e que me deixa a mim enrolar nos lençóis mais um bocado. Portanto, 7h30, eles levantaram-se e eu dormi até às 10h45. Maravilha.

Entretanto, o polvo-à-espera-de-arroz descongela, eu saco (adquiro?) os episódios que me faltam do Flashforward e escrevo aqui. Com prazer, pela primeira vez desde Paris - aquela viagem matou parte de mim. Portanto é isto: ontem fiz profiteroles recheados com creme de pasteleiro (bage cremim para os gulosos-entendidos), ia vomitando, não vomitei (comi demasiados, estão deliciosos, depois queixo-me do peso - e só daqui a um ano é que me vou preocupar com o número que a balança me dá, so help me God).

Logo à tarde há um lanche especial do lado de lá do rio e eu estou feliz. Não posso é com a puta da vuvuzela que grasna todo o dia, todos os dias, de manhã à noite, aqui na minha rua. Cada vuvuzela devia vir equipada com um pequeno elemento pirotécnico que rebentasse com os beiços de quem soltasse ar por aquilo - que me desculpe a Selecção, mas acho que aquilo vai correr tão mal que o mais sensato era fazer a coisa sem grande alarido, para não se dar por nós. Mas equipados de vuvuzelas vamos dar nas vistas: olha aqueles, perderam esta merda mal aqui acentaram os pés e ainda fazem barulho por isso, tsss tsss tsss...

É isto: have yourselves a very nice Sunday! I sure will!!

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Alentejo

31.05.10
Cada vez que ponho os pés no meu Alentejo é como se nada mais existisse. Foi um fim-de-semana bom. Mesmo bom. Família, boa comida, muitas horas de sono, muito, muito descanso. Mesmo o que eu precisava.

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Da vida social

15.04.10
Contas feitas tenho, até ao final de Junho, UM fim-de-semana sem nada combinado... Entre viagens, trabalho, casamentos, despedidas de solteira, almoços, jantares, festas de aniversário, almoços de família e afins, há UM fim-de-semana em que vamos poder ficar em casa, sem fazer rien de rien...

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Do fim-de-semana

12.04.10
Terrinha dele. Sol, vento frio. Chegámos antes de almoço, no sábado. E depois foi fazer o almoço, almoçar, trabalhar, planear trabalho, ver "O Rapaz do Pijama às Riscas" (menos o finalzinho que, não sei porquê, não ficou gravado na pen). Depois jantar, arrumar a cozinha e começar a ver o "The Shutter Island", que não acabei porque adormeci.

Domingo rumar a Torres Novas, conhecer a prima Maria pequenina-pequenina, passear num jardim fantástico, ir almoçar ao Entroncamento, dormir parte da viagem de regresso, ele ir ter com o irmão para lanche de aniversário, eu ir com a miúda ao parque (onde ela fez o favor de se estampar do escorrega abaixo, nada de grave, contudo), depois regressar a casa, jantar sopa e um batido, arrumar a cozinha, ver um episódio do Flash Forward e meio do Lie to Me, ler um bocadinho e dormir.

Foi um dos melhores fins-de-semana lá. E ele a dizer-me "não gostaste, pois não? é que ninguém te vê...". E eu a responder "pois não, e é mesmo por isso que gostei tanto... porque estive lá, no meu canto, sem fazer fretes"...

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Da real noção das coisas

21.03.10
Há coisa de meia hora o meu marido veio ter comigo à cozinha (onde passei o dia, já disse? E que é a minha divisão da casa preferida, ainda não disse, pois não? Mas é. Recentemente até me deu para a decorar, imagine-se. E agora sim, sinto-me em casa nesta cozinha. E estou cá por gosto e não por obrigação - e sim, estou a escrever... na cozinha). Bom, dizia eu, ele veio ter comigo à cozinha e perguntou-me Tu gostas de cozinhar? E eu fiquei, confesso, estupefacta. O que é que achas? Acho que sim, mas a Bimby veio aguçar-te isso ainda mais, não foi? Não, a Bimby veio poupar-me tempo. É que eu sou alentejana há mais tempo do que gosto de cozinhar, sabes?

E foi isto, 11 anos e meio depois, ele pergunta-me se eu gosto de cozinhar...

(Cheesecake de Limão e Queijadas de Sintra, para um almoço que vamos ter amanhã).

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Dia perfeito

13.03.10
Acordar cedíssimo - a bela resolveu que oito da manhã era uma hora porreira para começar o andamento. Acontece que não me apetecia, portanto fui dormir a horinha que me faltava para a cama dela (caibo mesmo à rasquinha).
Depois fomos ver se conseguíamos cortar o cabelo à miúda que, tirando uma vez que achei por bem aparar-lhe umas pontinhas, nunca cortou o cabelo (franja não é cabelo, é franja, e isso eu corto de vez em quando). Não conseguimos, que o nosso cabeleireiro é top e tinha que ir para a ModaLisboa - e para a semana vai para o Portugal Fashion e portanto também não vai poder tratar da mini.
Parque dos Poetas, nós e mais 50 casais com uns 80 miúdos (estou a exagerar, mas só um bocadinho). Escorregas, baloiços e afins... e o meu momento alto foi quando resolvi ir matar saudades de andar de baloiço: alto, bem alto, cabelos a voar. Depois eu e ele resolvemos andar numa daquelas coisas que ora pende para um lado ora para o outro, ele a insistir que eu sou mais pesada do que ele - mentira, que sem fazermos força era sempre ele que ia com o rabo abaixo!
Depois almoço nos meus pais. Sesta. Cozinha - ide ver. O jantar vai ser fettucine com molho de cogumelos - mais logo mostro. Depois sessão de home cinema. Perfeito!

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E mais... cinema!

26.02.10
Hoje lá vamos nós, cinemar como se quer. É dia de comédia romântica: Valentine's Day. Apetece-me, pronto (e ele alinha, que remédio!).

Amanhã tenho que levar a cria ao carro da Kitty. Falei-lhe num malfadado carro da Kitty presente num centro comercial das redondezas e ela não se esqueceu... Anda há uma semana a perguntar pelo carro da Kitty. Como eu cumpro sempre o que prometo, lá vamos nós, para a criança delirar um bocado com o carro da Kitty (que, a propósito, não é o Smart da Rita Pereira).

A tarde está reservada para mais uma limpeza a fundo ao guarda-fatos. Preciso de espaço. Tenho carradas de roupa que já não uso (95% porque não me serve, mas pronto...). Preciso MESMO de espaço e vou desfazer-me de uma carrada de coisas.

Mónica Lice, o jeitaço que tu me davas lá em casa amanhã, rapariga...!

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Home, sweet home!

20.02.10
Tenho um pão caseiro a meio do processo. Estou a levar uma estafa de Manon (quem vive no planeta Canal Panda sabe...). Estava a ver o 2º episódio do 24 mas fui interrompida. Agora vamos lanchar. Logo haverá sessão de cinema caseira. Está frio na rua e quente aqui ao pé do meu saco de água quente. Tenho um vizinho qualquer a dar na house music meets kizomba há horas. O marido andava a montar prateleiras na cozinha mas teve que interromper porque lhe faltava uma peça - foi às compras. Digam lá que isto não é uma vida de charme...

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Paridades

17.02.10
O meu marido queixa-se de que eu gasto muito dinheiro em roupa, sapatos, etc. Coisas inúteis, como ele lhes chama. Não contesto. Gasto, efectivamente, algum dinheiro nisto (reparem como disse "algum" e não "muito", como ele alega).

Contudo, o meu marido gasta muito dinheiro em multas. Coisas inúteis, como eu lhes chamo. Só este mês já foram € 120 por ir a falar ao telemóvel e € 80 por não ter pago parquímetro.

Ora eu, num mês, não gasto, nem de perto nem de longe, € 200 em coisas inúteis das minhas. Parece-me, portanto, que ele não tem muito de que falar...!

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Do descanso

14.02.10
Ontem: passeio pequenito de manhã e festa de anos à tarde. Dois filmes ao serão.

Hoje: compras de manhã. Dolce fare niente à tarde.

Adoro matar tempo assim...!!

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Ainda sobre o fim-de-semana

08.02.10
Acordar mais cedo do que me apetecia, com uma filha histérica e um marido rendido aos histerismos da filha. A custo, mentalizar-me de que, já que estamos a pé, melhor será aproveitar o sol a meio. E fomos. Belém e as bicicletas, as gaivotas que comem peixes e outros pássaros a rasar o rio "eu venho já, esperem por mim", na voz dela, sem timidez, para quem quisesse ouvir. Depois o frio. E um almoço envidraçado, com vista para o rio e para o Padrão, com amigos. Inesperado. Delicioso. Ou de como se consegue ter uma refeição perfeitamente calma com duas crianças a rondar os dois anos (fácil: porque as crianças ou estavam em dia sim ou estão socializadas e pronto, sabem estar. Às vezes).

Depois o regresso. E séries e uma sesta. E o jantar e o "Gandhi", que dava na RTP Memória e que eu nunca tinha visto. Depois o livro. E o sono.

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E hoje, o pequeno-almoço

16.01.10
Scones acabados de fazer. E néctar caseiro (bimbado, claro) de maçã e cenoura. Café para fechar. Na sala, a ver um episódio do Mentalista. Perfeito.

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Afinal

16.01.10
Foi o Sherlock. Foi bom. Houve meia hora, lá mais para o final, que me soube pela vida - adoro dormir no cinema. Antes disso jantar numa cervejaria aqui na rua. Cada um é para o que nasce, diz-se. Eu sou gaja de petiscos.

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The day after

15.01.10
Conversámos. Discutimos o que havia para discutir. Continuamos a não nos focar na mesma coisa. Eu foco-me nas origens, ele foca-se nas reacções. Faz parte, cada um dá ênfase ao que o magoa. Não acredito que a coisa se cure do dia para a noite, mas acredito que comece a melhorar e que vá melhorando com o tempo. Estamos melhor, mas a mim estas coisas não me passam com um estalar de dedos. Levará dois ou três dias. É a vida.

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Limites

14.01.10
Ontem cheguei a casa tarde, 20h30, com a miúda ao colo e uma quantidade imensa de sacos na mão, mais o chapéu de chuva, chaves, mala, tudo a cair. Marido em casa desde as 19h45. Entro e

loiça no balcão por arrumar
mesa por pôr
ele sentado no sofá a ver uma merda dum jogo qualquer do Benfica

Passei-me. Sobra tudo sempre para o mesmo lado e eu passei-me. Por acaso a miúda já tinha tomado banho, mas se não tivesse lá ia eu dar-lho. Quando eu digo que me passei entendam isso desta forma: foi a sério. Tão a sério que aqueci o meu jantar e comi em pé, na cozinha, enquanto tratava do dela e aproveitei também para arrumar a loiça. Pus a mesa. Depois dei-lhe o jantar a ela, tratei do que havia a tratar e pu-la na cama. Entretanto ele não jantou mas lavou as cinco peças de loiça que havia por lavar, limpou-as e arrumou-as a seguir - que querido. Sentei-me no sofá a ver séries e ali estive até ser quase meia-noite e eu me ter apagado. Fui para a cama. E ele lá. Hoje de manhã ela quis falar com ele e eu liguei, pu-los a falar, falei eu com ele, disse que sim, estava tudo bem - mas não estava e ele percebeu-mo na voz - e desliguei. Já voltámos a falar e eu já expliquei o que havia a explicar: aquilo não é um apart-hotel e eu não sou criada de ninguém. Não fazer já é mau, mas nem sequer ajudar leva-me ao limite. Foi onde ele me levou ontem: ao limite. E continua. Porque acha que eu lhe falei mal - e falei! -, porque acha que eu é que tenho que lhe pedir desculpas, sim senhor, ele errou mas eu também errei mimimimimimimimimi...

A vida não é cor-de-rosa. A minha, pelo menos, não é. E agora haverá por aí eventualmente uma voz crítica que vem e diz que eu não tenho filtros e que conto coisas incontáveis, que não se devem contar. Que sa f***. Eu não vivo num conto de fadas e há dias maus. E isto é a vida como ela é. Sem máscaras, sem rodeios, sem floreados. Há dias em que as pessoas se zangam. E se há quem prefira comer e calar, há também que prefira desabafar. Como ali em cima. Era isto.

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Uns bebem, aos outros faz-lhes efeito...

12.01.10
Ontem o meu marido parecia uma grávida em maré de enjoo matinal: vomitou, vomitou,vomitou. E eu, a efectivamente grávida, andei a fazer torradinhas e chá para o menino, andei a tratar dele como se fosse ele a grávida. Uma gripe, aparentemente.

Acabei a jantar torradas e leite. Deitei-me às 22h. Quando estava mesmo, mesmo a adormecer, levanta-se ele disparado para ir vomitar outra vez. E eu demorei mais uns 40 minutos para adormecer novamente...

Estou a pensar seriamente em fingir-me de morta, tipo cachorrinho... ou de grávida, pronto.

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Alma de viajante

05.01.10
É o que eu tenho. Por mim, passava a vida de aeroporto em aeroporto, de cidade em cidade, a conhecer este mundo e o outro. Mas não tenho Champallimaud no nome, não me saiu o Euromilhões e não desenterrei nenhuma arca com um tesouro, portanto faz-se o que se pode.

Conheço pouquíssimos países (Espanha, França, Dinamarca, Itália, Marrocos e Cabo Verde) e mesmo destes falta-me conhecer uma data de sítios que considero imperdíveis (Madrid, Paris, Nápoles, a Ilha da Boavista e Marrocos quase de fio a pavio). Mas estou prestes a juntar à lista uma da minhas (nossas) cidades de sonho. Londres. Este ano, se não formos a mais lado nenhum, vamos pelo menos a Londres. É a nossa prenda de aniversário um para o outro (visto que fazemos anos com 11 dias de diferença).

O meu medo é apenas um: e se me apetece ficar por lá? É que esta é daquelas cidades onde eu acho que podia perfeitamente viver!

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Do Natal - o after party

28.12.09
Depois do jantar de Natal com as best-friends (um sushi delicioso que levámos para casa da best L. e do seu namorido), depois da ida ao Silk para a festa de Natal (e eu já não ia a um sítio apinhado de gente há uma vida, portanto estranhei - mas amei), na manhã (tarde, na verdade) seguinte ia perdendo o comboio - mas não perdi. Fui para a terra do marido. Pensava eu. Ele foi buscar-me ao comboio e, surpresa, levou a catraia. E embicou para uma estrada que eu não reconhecei. E que só estranhei quando, passado um bom bocado, vi a indicação de que a terra dos meus pais ficava a 14km. E perguntei. Ele disse que íamos ver os meus pais. Tranquilo. Com o detalhe de que os meus pais estavam a anos-luz da terra, atrasadíssimos como é costume. Ali fomos ficando, decidimos que ficávamos para jantar e que os avós viam a neta antes do Natal.

A meio da tarde disse que ia ao carro buscar o meu livro, para me entreter um bocado. E ele disse que tinha trazido o saco para cima e que estava no quarto X. E eu lá fui. E vi malas, sacos, tudo e mais alguma coisa. E fui perguntar o que era aquilo. E ele disse

Surpresa... Só te quero ver feliz. E sei que estavas muito triste por irmos passar o Natal sem a tua família. Portanto, passamos o Natal aqui...

E eu chorei. E depois disso o Natal foi feliz, como todos os Natais...

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Ainda do Natal que está a chegar

21.12.09
Este será o meu primeiro Natal sem os meus pais. Eu, filha única sem manias de filha única, independente, desprendida, arraçada de tractor, estou morta por dentro por saber que vou estar sem os meus pais. Eu sei que tenho a minha filha e tudo o resto. Mas há uma parte de mim onde, neste assunto, impera o ser filha. E sei que aos meus pais vai custar. Porque eles são pais de filha única, com poucas manias de pais de filha única, independentes, desprendidos e arraçados de tractor. Mas passar o Natal sem filho nenhum cheira-me que não deve ser grande coisa...

[E para o ano é em minha casa. Quem quiser ir, vai. Quem não quiser, não vai.]

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