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Regressando...

29.08.13

Já me organizei. Já tenho a casa em piloto automático. Mudei umas quantas rotinas (minhas) e a coisa está a andar muito bem. Tenho trabalho a chegar. Só quando recomeçarem as aulas é que vou voltar a 100%, com mais tempo disponível mas, até lá, estou a entrar no ritmo. E estou muito contente. Há encomendas de bolos (e uma página sobre este assunto aí a estalar), há workshops de costura já com data atrobuída, há crónicas e textos e capítulos alinhavados. Estou entusiasmada e com muita vontade de voltar ao meu ritmo habitual. Este ano vai ser mais puxado do que o ano passado. E ainda bem!

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O bolo do Afonso

08.08.13

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Say yes...

08.08.13

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Caminhos

18.04.13

Eu sou de marketing. Tirei o curso, sempre trabalhei na área. Portanto, não percebo quando é que passei a ser - e passo a citar - "a miúda que percebe dessas cenas da net". Por isto entenda-se a miúda que regista domínios, que cria contas de alojamento, que configura DNS, que cria contas de email, que brinca com forwarders, etc. Não percebo, juro.

 

[Mas, quando me aparece um problema qualquer que eu não consigo resolver, percebo que esta não é mesmo a minha praia...]

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Esta semana...

08.04.13

... foi assim... uma espécie de solidão...

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Do fim de semana alentejano

03.04.13

Este é o meu Alentejo.

Desta vez com uma incursão por um sítio inusitado (em modo pesquisa para o que vem a seguir). Desta vez olhado com olhos de ver, para absorver bem a toponímia, para reconhecer rostos e histórias (ainda da pesquisa). Desta vez com os miúdos a adorarem aquela tarde. E comigo a recordar a terra que se cravou no meu coração desde que nasci e da qual só tenho bos recordações.

 

O paraíso existe. O meu é ali.

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Mais um post sobre os blogs e a publicidade

20.03.13

Já disse várias vezes: não tenho nada contra publicidade nos blogs, desde que seja claro o que é publicidade (logo, envolve pagamento) e o que não é.

 

Não sejamos ingénuos: alimentar um blog dá trabalho, consome tempo, exige pesquisa, exige criatividade. Pode ser só um passatempo, mas dá trabalho.

As marcas que querem usar os blogs para se promover têm que perceber esta equação: estão a promover produtos/serviços, o seu objectivo é ter lucro. Os blogs garantem-lhes público, portanto parece-me justo que ganhem alguma coisa neste "negócio". Assumindo que um blog não é a Santa Casa e que quem tem o trabalho é o blogger, parece-me lógico que tire algum benefício da relação com as marcas.

 

Acho estranho que as marcas abordem os blogs e lhes peçam batatinhas. Ah, e tal, gostávamos tanto que nos ajudasse a divulgar o nosso produto/serviço... Ora, caracinhas! O objectivo das marcas é o lucro. O que é que o blogger ganha com esta relação? Não pode ganhar zero. Ninguém gosta, como diz a Maria Guedes do Stylista, de ser pago em vernizes. Se um blogger investe tempo, se trabalha para ajudar uma marca, tem que ser compensado por isso.

 

Não me choca minimamente que os bloggers ganhem dinheiro com a publicidade que têm nos blogs. Desde que a mesma esteja claramente identificada, qual é o problema? Compramos uma revista e já sabemos que há anúncios. Vemos TV e já sabemos que nos intervalos há anúncios. Podemos passar as páginas de publicidade em frente e podemos mudar de canal nos intervalos. Certo. E também podemos passar à frente os posts publicitários (mas, para isso, é preciso que estejam claramente identificados).

 

Disse aqui há dias, no Facebook, que havia de voltar a falar nisto aqui no blog. Num dos posts sobre o Giveaway da Corine de Farme perguntaram-me se ia transformar o blog num antro de publicidade. Não, não vou. Mas se houver marcas interessadas em comunicar através do meu blog, se forem marcas com que eu me identifique, vou considerar a hipótese. E vou cobrar por isso. Porque, da mesma maneira que as marcas não são a Santa Casa, eu também não sou. E se tenho trabalho, tenho que ser paga por isso. Tenho filhos para alimentar, contas para pagar e parece-me muito injusto ajudar marcas a divulgarem-se e não ganhar nada com isso. E, lá está, ninguém gosta de ser pago em vernizes... (até porque ninguém se alimenta de vernizes). Se o blog se tornar autosuficiente, então eu vou poder investir mais tempo aqui, vou poder produzir melhores conteúdos, vou poder escrever mais e melhor.

 

É isto que eu acho que algumas marcas ainda não perceberam. Não podem partir do princípio de que os bloggers terão toda a boa vontade do mundo a custo zero. Lá fora, nos Estados Unidos, em Inglaterra, etc., a publicidade em blogs está mais do que aceite, é clara, toda a gente faz isso. E não há problema nenhum. Dou-vos dois exemplos: A Cup Of Jo e Putting Me Together. O primeiro tem posts pagos, são óbvios. O blog é fabuloso, ela escreve maravilhosamente e não perde essência por ter publicidade no blog. Aliás, é isso que lhe permite continuar a ser apenas blogger. No outro, a autora tem patrocinadores mensais, recebe algumas ofertas de marcas e tudo corre normalmente. Não há nada encapotado, não há nada disfarçado nem há razão para isso, parece-me.

 

Já aconteceu aqui - e há-de acontecer mais vezes - eu falar de marcas sem que ninguém me encomende o sermão. Posso deparar-me com um produto muito bom e falar nisso (e isso não significa que receba dinheiro por isso). Posso querer dar-vos a conhecer uma marca "handmade" ou qualquer coisa que vi num blog estrangeiro. Posso querer aconselhar um sítio, um passeio, o que for. A não ser que eu diga claramente que aquilo é publicidade, não é. Sou só eu a partilhar conhecimento e a dar a minha opinião. Parece-me simples.

 

Portanto, acho que vai sendo tempo de nos habituarmos a esta nova dinâmica. Os blogs nasceram como diários de bordo, mas evoluíram, como evoluiu o mundo. Não vem mal nenhum ao mundo se um blog tiver patrocinadores, não vem mal nenhum ao mundo se as marcas usarem os blogs para se promover. Agora, aprendam a fazer as coisas. Cá para os meus lados escusam de enviar press releases sem serem claros no que pretendem. Já recebi vários assim, a seco. Não faço nada com eles. Já recebi convites que recusei e já recebi convites que aceitei (o mais recente foi o do Ikea). Nunca recebi dinheiro por nada do que se passou aqui no blog, mas já recebi produtos (a Corine de Farme, por exemplo, ofereceu-me um kit igual aos que sorteei). Se e quando acontecer ser paga para escrever sobre alguma marca, tudo derá feito na legalidade: recibo emitido e tal, assim à séria. Se e quando acontecer ser paga para escrever sobre alguma marca, vocês serão os primeiros a saber. E poderão ler o que tenho a dizer sobre o assunto ou passar adiante. Como em tudo na vida, a escolha é vossa.

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Varandas, terraços, alpendres, jardins, quintais... e inveja

18.03.13

Há dez anos (dez anos??? Como dez anos?? Já??), quando andei à procura de casa, uma das coisas que, para mim, eram opcionais eram as varandas. Quer dizer, vivi 24 anos numa casa com três varandas (transformadas em marquises), reconhecia o jeito que aquilo dava (para secar roupa, essencialmente), mas havia de sobreviver sem varandas.

Quando encontrei a minha casa (esta, onde ainda vivo), encolhi os ombros e soltei um "oh, não tem varandas, não faz mal" e comprei a casa. Só precisei de UM inverno aqui para perceber que tinha feito asneira. Na altura, solteira e sem filhos, a quantidade de roupa que precisava de secar não justificava a compra de um secador de roupa. Nem de grandes invenções. Um estendal no meio da sala e a coisa dava-se. Agora não é bem assim. Agora passo o inverno a levar roupa para secar em casa da minha mãe, a tal que tem três varandas transformadas em marquises.

Por outro lado, é um facto que o sítio onde vivo (esta rua em particular) não convida a grandes cowboyadas exteriores, nem sequer no verão. Quer dizer, no ano passado houve TRÊS noites de verão nesta rua (sim, contei-as). De resto, não se pode andar na rua numa de t-shirt de alças e havaianas nos pés. O vento não deixa. Coisas como jantares lá fora são para esquecer. E neste sentido, não me chateia muito não ter um espaço exterior. Portanto, dada a minha conjuntura, a cena das varandas já deixou de me moer há muito tempo.

Até que.

 

Na semana passada, o Ikea convidou-me para assistir à apresentação da colecção Outdoor deste ano. Ora, convites do Ikea só recuso se não puder mesmo ir. É que eu e o Ikea... amigos para a vida! Bom, adiante. Lá estive eu, a ver a apresentação... e a auto-rogar-me cinquenta mil pragas. Porquê, senhores, porque é que eu comprei uma casa sem varandas?? A colecção é gira, as cores são giras e as possibilidades são infinitas. Eu, que quando chego a essa parte lá no Ikea, passo ao largo, abri finalmente os olhos para o admirável mundo do mobiliário e decoração de exteriores e... QUEM É QUE ME MANDOU COMPRAR UMA CASA SEM UMA VARANDINHA SEQUER PARA AMOSTRA???

 

Gostei mesmo... quer dizer, como é que dá para não gostar? Ora vejam...

 

Portanto, se eu tivesse uma varanda, já sabia o que havia de lhe fazer. Não tendo, limitei-me a babar perante estas imagens e perante os diversos espaços instalados no Ikea de Alfragide. Deu-me vontade de arranjar uma varanda ASAP (e quem diz uma varanda diz um terraço... ou um alpendre... ou um jardim... mas para isso já teria que incluir a palavra Euromilhões no cenário e... não me parece!).

 

{Muito obrigada ao Ikea pelo convite, pelos ensinamentos... e pela sensação de inveja - da boa - com que fiquei de toda a gente que tem a sorte de ter um espacinho exterior para tomar pequenos-almoços com sol e calor, para ler, para jantar com amigos, para pensar na vida, para secar roupa ou... seja lá para o que for!}

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Hoje é dia de...

14.03.13

Papel...

 

E esta semana há Rádio na revista.

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Entretanto...

13.03.13

... vejam lá se conhecem...

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Busy. Bee.

13.03.13

Isto hoje está em modo correria: manhã @ Ikea. Almoço @ Colombo. Tarde @ Papel. Mais tarde ainda @ Ikea de novo. Mas é bom...! É mesmo muito bom voltar a ter esta agitação justificada e gira e propensa a gerar ideias. Eu gosto!

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New stuff

07.03.13

A Papel sai às quintas. Hoje é quinta, logo... Pois. Nova edição da Papel já disponível. Tema da semana: comer. OMFG... tanta, mas tanta coisa boa para ler, para nos inspirar, para nos ensinar...

Eu contribui com duas "coisinhas". A realidade, aqui. E a ficção, aqui. Por favor, leiam (tudo, não só os meus textos). E opinem. Para nós, que estamos por dentro da revista, é importante termos o vosso feedback. Para melhorarmos, para evoluirmos, para fazermos uma revista que seja simplesmente imprescindível. Para mim, já é. É que, sabem, amo esta ideia, a equipa, a forma como as coisas acontecem e amo, obiviamente, o resultado final que salta cá para fora todas as quintas-feiras. E, com a vossa ajuda, a coisa só pode melhorar.

 

[Thank you!!]

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E um behind the scenes...

06.03.13

Eu não quero ser má língua mas acho que, se nos tivessem deixado, tínhamos ficado à conversa tarde fora... e depois teríamos ido jantar... e ficado na conversa... Não sei. Eu achei que sim!!

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Uma espreitadela ao que aconteceu no sábado...

06.03.13

Estes somos nós. Todos muito orgulhosos deste projecto que nos juntou.

Mais notícias... em breve!!

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Para hoje

04.03.13

Saramago. Papel. As Àrvores. A agenda. Acabar de arrumar a barraca. Consolidar uma ideia de uma parceria que tem tudo para ser maravilhosa e para funcionar. Ginástica. Pintar o cabelo. Tratar da roupa cá de casa.

Quantas pessoas pode uma mesma pessoa ser num dia?

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:D

02.03.13

Acabadinha de chegar de uma sessão fotográfica (duas na mesma semana... até parece que passo a vida nisto...).

Juntaram-se uma série de bloggers (elas são todas incrivelmente giras e cheias de pinta!), uns fotógrafos queridos e super profissionais e uma equipa de produção maravilhosa. Deu para conversar um bocadinho, para ligar caras a nomes... e deu para ficar com muita vontade que chegue o próximo rendez-vous deste grupo. Só fiquei com pena de não ter conhecido pessoalmente alguns membros da trupe (mas há-de acontecer!).

A parte melhor? Ainda a procissão vai no adro! O que aí vem vai ser tão bom!

 

[De caminho, obrigada às marcas que nos mimaram hoje: Corine de Farme, Vasenol, Isto Faz-se, Açúcar às Bolinhas, e Rosa Vilas e Carlos Vilas Fotografia.]

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Dicas, precisam-se!!

26.02.13

Preciso de comprar material de trabalho. Andei a pensar em comprar um netbook porque preciso de uma coisa pequena, levezinha, fácil de transportar, que funcione sem ter que estar ligado à corrente (sim, eu sei que, de início, são todos assim - mas o meu já não é e isto é coisa que atrapalha!). Depois, por alerta do marido, comecei a olhar para os tablets, visto que os netbooks rumam a toda a velocidade para a extinção. Acontece que, para mim, uma cena sem um teclado "tradicional" é coisa que está (ainda) fora de questão. Se calhar por nunca ter tentado escrever num tablet, dá-me ideia de que é coisa para demorar uma vida, entre escrever e corrigir os resultados dos dedos nos sítios errados. 

Portanto, a pergunta é: tablets-com-teclado-"analógico", há? E disto por menos de 500 euros, hum?

Agradecida!!

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Trabalho

15.02.13

Tenho uma série de ideias a florescer. Tenho muita vontade de as agarrar com força e em força e de as fazer vingar. Estou ansiosa por arrumar de vez com a semana de mini-férias e entrar de cabeça na semana que vem, que vai ser de estruturações, de planeamentos, de definição de estratégias. De progressos, espero.

 

Preciso de me sentir útil. Preciso de aplicar os meus conhecimentos e as minhas capacidades. Preciso de dar destino à criatividade. Preciso de arregaçar as mangas. Preciso de me desafiar. Preciso de apostar de novo em mim. Preciso de arrumar com o passado que tanto me deitou abaixo. Preciso de recuperar a minha energia. Preciso de voltar a ter vontade de saltar da cama para me pôr a trabalhar. Preciso de me tornar válida novamente (e sim, estou a falar do ponto de vista financeiro). Preciso de me mexer. Estou farta de me sentir incompleta e diminuída. Estou farta de não contribuir com quase nada para o rendimento familiar. Estou farta de me sentir mal aproveitada. Estou farta de estar farta. Sei que sou capaz de mais e de melhor. E sei que sou capaz de muito. Só preciso é de começar...

 

[Fingers crossed!]

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Estava capaz...

05.02.13
Estava capaz de agarrar no portátil e de o levar para a piscina, para escrever enquanto a miúda nada...

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Ajustes

04.02.13

De vez em quando é preciso ajustar pequenas coisas para seguir em frente. No meu caso, o drama chama-se "horário". Já percebi que tenho que ter muito bem definido na minha cabeça o que é trabalho e o que é trabalho-de-casa. Como estou em casa todo o dia, acabo por sentir que estou sempre em modo trabalho-de-casa. E não pode ser. É por isso que vou passar a sair mais de casa para escrever. Nem que seja ir para o café aqui de baixo (onde já descobri uma tomada). Depois, à parte disso, percebi que tenho que ter uns bocadinhos em que não me sinta culpada por não estar a trabalhar. Ora se toda a gente tem momentos de pausa, eu também preciso, certo?

Assim sendo, as manhãs e os serões passam a ser de trabalho. As tardes, de trabalho-de-casa. As horas de almoço de pausa. Tentei acordar às seis da manhã. Sabem bem, consigo passar a ferro enquanto vejo uma série, mas não consigo fazer mais nada. Não posso fazer barulho. E não consigo escrever de manhã. A minha mente criativa funciona muito melhor à noite, quando já estou cansada de tudo o resto. É quando aparece o meu lado "noir", que é o que gosto de usar para escrever. É tudo uma questão de respeitar os nossos próprios ritmos e de tentar encontrar o que melhor se adapta a nós.

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Publicidade: o mundo

25.01.13

Quem trabalha ou trabalhou (ou quer vir a trabalhar em publicidade) conhece a premissa: mais por quase nada. É apanágio dos clientes (quase todos) exigir o impossível: ter quem trabalhe de borla. Pedem orçamentos, abrem concursos e depois afinal não há dinheiro para pagar campanhas. Mas as campanhas, essas, têm que ser premium, têm que cumprir objectivos, têm que ser geniais, têm que estar em todo o lado e mais algum. Pagar que é bom, esqueçam, não há dinheiro, ai a crise.

 

Meus amigos, como dizia uma ex-colega minha, sem dinheiro não há palhaços. Não dá para fazer com mil euros o mesmo trabalho que se faz com dez mil. Ou com cen mil. Não dá. Porquê? Porque o tempo gasto a trabalhar nas campanhas de mil não pode nunca ser o mesmo que é gasto nas outras. Porquê? Porque as agências não vivem do ar. E, se só ganham mil com aquela campanha, então têm que trabalhar noutras que lhes garantam dinheiro para, entre outras coisas, pagar ordenados. Às pessoas que fazem as campanhas, pessoas essas, que também não vivem do ar.

 

Sobre isto, leiam uma opinião aqui.

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A sério...

09.01.13

... há coisas que me deixam boquiaberta. Tenho que fazer um template de PowerPoint. O tempo que o designer demorou a desenhar uma imagem com a explicação do que quer e com as medidas todas direitinhas tinha dado e sobrado para fazer a porcaria do template. Designers com medo do PowerPoint... really???

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Dúvidas e certezas

29.10.12

Há um ano, quando fui levada a esta "escolha" de trabalhar em casa (por força de uma mudança de emprego que não podia ter corrido pior), mudou tudo. Tem sido um ano de adaptações e afinações. Ainda não está perfeito. Há dias em que acordo com saudades de me vestir de executiva, correr para o comboio e ir trabalhar fora de casa. Há outros em que bendigo (MUITO!) a sorte que tenho em poder estar aqui, no meu canto, a fazer as minhas coisas, ao meu ritmo. Há muito que sei para onde quero ir, mas só há pouco tempo comecei a trilhar este caminho. E ainda não é nada certo, falta-me afinar muitas coisas, falta-me aprender muito, falta-me trabalhar muito. Mas sei para onde quero ir.

 

Só que há dias em que as dúvidas são mais que muitas. Em que tenho medo de estar a fazer a escolha errada (embora o meu coração me diga que não). Há dias em que me sinto triste e penso que, se morresse agora, não deixava marca nenhuma no mundo (além dos meus filhos, que são umas pegadas de dinossauro enormes!). Há dias em que penso que o dinheiro que os meus pais gastaram no meu curso superior foi o dinheiro mais mal gasto da história da humanidade (tirando os submarinos do Paulo Portas). No fundo sei que não, mas o que é facto é que já pouco trabalho faço relacionado com o curso que tirei (e, sinceramente, não lamento muito esta parte - até porque, no fundo, sei que não devia ter tirado aquele curso). Depois lembro-me de que foi na faculdade que conheci o meu marido e se calhar foi só mesmo para isso que lá andei.

 

Gostava de poder ver-me daqui a cinco anos. Dar só uma espreitadela para ver onde vou estar, só para ver se valerá a pena este caminho que estou a fazer. Claro que perdia metade da piada, mas eu sou curiosa e ansiosa por natureza, quero tudo para ontem e era perfeito isto de poder olhar e pensar "ok, escolhi bem, agora é continuar". Quero acreditar que o meu coração é que sabe. E é para lá que vou, para onde ele me manda. Mas há dias, como hoje, em que as dúvidas são mais que as certezas e isso... é uma gaita, é o que é!

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Greve

24.11.11
Nunca fiz. Não sei se alguma vez farei. Respeito quem faz. Gosto que me respeitem porque não faço. E não faço porquê? Porque, no fundo, acredito que, com greves, todos perdemos muito mais do que ganhamos. No dia seguinte nunca muda nada (nem nos meses seguintes, pronto) e nos entretantos perdeu-se toda a produção de um dia de trabalho. E também nunca hei-de entender estas greves às quintas-feiras. Nunca há uma greve à quarta. Não, é sempre à quinta ou à sexta, que é para pegar com o fim-de-semana. E depois, quem faz greve fá-lo mais para aproveitar o fim-de-semana grande do que para efectivamente lutar contra o que quer que seja (estou a generalizar; é óbvio que há muita gente que faz greve mesmo a sério, não para curtir o fim-de-semana mas para protestar). Mas eu acho - e não sou de direita! - que nada é superior ao poder do trabalho. Estamos numa crise profunda. Precisamos de produzir. Precisamos de exportar o que produzimos. Precisamos de gerar dinheiro. Um dia de greve assim só nos afunda ainda mais. Porque, lá está, neste paraíso à beira-mar plantado, as greves nunca dão em nada...

Portanto, hoje trabalho. Mesmo que estivesse a trabalhar a tempo inteiro fora de casa, trabalhava. Porque temos (os que optam por trabalhar) tanto direito ao trabalho como os que fazem greve têm direito a fazê-la.

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Workshop!

18.11.11
Pois que chegou a hora de dar mais um passo neste meu projecto de vida. De maneira que é isto...

Dia 26 (sábado), às 15h, na Bolo-de-Pano (Mercado de Campo de Ourique), vou partilhar convosco um bocadinho do que sei... Vou dar um workshop, onde vou ensinar a fazer uma carteira de documentos. Esta carteira:


Valor do workshop: 25 euros, incluindo materiais (tecidos, entretelas, linhas e fechos magnéticos).
Há 7 vagas. Vai ser giro! Alistem-se!!

(Informações e inscrições via bolodepano.campodeourique@gmail.com ou através do Facebook).

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Esta coisa de trabalhar em casa - breve nota para quem não trabalha

15.11.11
O facto de trabalharmos em casa não significa que:

- estejamos disponíveis para cafés, almoços, idas às compras e passeios no geral, todos os dias, a toda a hora, sem critério;
- estejamos disponíveis para estar duas horas ao telefone;
- estejamos disponíveis para estar em chats vários;
- possamos responder a mails 3,2 segundos depois de eles entrarem na inbox;
- possamos ver os 19 mil vídeos que nos mandam, seja por que via for;
- possamos alimentar vacas, colher cogumelos, erguer fortalezas, levar autocarros de turistas ou seja lá que tarefa for, no âmbito dos joguinhos do Facebook (pela parte que me toca, desactivei tudo, não jogo nada, não respondo a nada, escusam de me mandar pedidos disto e daquilo). 

Ou seja, trabalhar em casa é isso mesmo: trabalhar. Isso implica disciplina. Temos, como vocês que trabalham fora de casa, objectivos a cumprir, metas a alcançar, trabalho para fazer. Significa também que, ao contrário do que acontece com a maioria de vocês, que trabalham fora de casa (e não são os vossos próprios patrões), se não trabalharmos não ganhamos dinheiro. Significa igualmente que tanto podemos estar a trabalhar das 9h às 18h, como das 8h às 24h. É conforme. Temos que ser nós a gerir o tempo, as distracções, as solicitações, as dispersões. Significa também que não temos aquela fronteira que nos permite fechar a porta do trabalho no final do expediente e mudar de frequência. Em casa, a frequência é sempre confundível. Significa ainda que temos que ser ainda mais nazis do que o mais nazi dos chefes. Para evitar desastres, se é que me entendem.

Ou seja, era bom que vocês, mundo em geral, percebessem que, apesar de quem trabalha em casa ter à partida mais facilidade na gestão de horários, isso não significa que possa ser a bandalheira total. À vontade não é à vontadinha e há que cumprir os mínimos para a coisa correr bem.

E o pior, pela parte que me toca, em todas as solicitações de que sou alvo, é que me apetece dizer que sim a tudo, ir a todas, estar em todo o lado menos a trabalhar. Mas não posso. Mesmo. E era bom que entendessem isto...

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Seis anos

14.11.11
Há seis anos, miúda de 26, a achar que sabia muito, a achar que tinha sempre resposta e que fazia e que acontecia, entrei por aquela porta, sexto andar de um prédio de habitação em Oeiras. Cheia de medo, cheia de vontade, cheia de sonhos e de esperança. Entrei, percorri o corredor e sentei-me na secretária, de costas para a porta, roupeiro a servir de estante, colega alta, loira, impossível, na mesa da frente.

Há seis anos, acolhida debaixo de uma asa empresarial, a minha vida mudou. Entrei por quatro meses, depois logo se via. Soube depois que, ao fim de pouco tempo, já se tinha decidido o meu futuro. Ninguém mo comunicou. Andei ansiosa uns meses, até ter tido a coragem de perguntar se ficava ou se seguia caminho. Ficava. Fiquei. Seis anos.

Tive, aqui há dias, aquele percalço. Continuo no mesmo caminho que comecei a traçar há seis anos. As pessoas mudaram, mantêm-se as essenciais: quem manda e quem me levou para lá. Hoje, seis anos depois, só tenho a agradecer tudo. Mesmo tudo.

É bom pertencer a esta casa, a esta família, a este coração. Seis anos são qualquer coisa. Espero que haja pelo menos mais seis anos para contar histórias.

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Atraso

11.11.11
Hoje cheguei ao trabalho uma hora atrasada. Que é como quem diz, em vez de ter começado às 10h, comecei às 11h. Hoje vou sair a meio da tarde. Que é como quem diz, desligo as máquinas e vou tratar de arrumar a casa...

Já disse que gosto disto de estar em casa e poder gerir os meus horários?

[E já disse que ontem estive a trabalhar até às 3h30??]

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Corporate Life - Horas Extra

10.11.11
Na senda da minha última aventura empresarial, dei por mim a falar com vários amigos que trabalham em comunicação. Dizem-me todos eles que em agência de publicidade nenhuma há horários que são cumpridos. Isto, além de ser a triste realidade, é uma estupidez. Senão vejamos.

Nas agências de publicidade de média e grande dimensão é normalissimo que se entre às 10h e se saia às 2h da manhã. Isto pode ser por uma de duas razões: ou a pessoa passa o dia a fazer nada e depois, a dez minutos de sair, é que se apercebe de que tem tudo por fazer (e fica mais oito horas a fazer o que devia ter feito nas oito horas anteriores) ou o trabalho que aquela pessoa está a fazer (assumindo que até trabalha mesmo aquelas horas todas e que está sempre a produzir) não é trabalho de uma mas de duas pessoas. Ou seja, há pessoas a menos para trabalho a mais.

Ora, isto é perfeito. A empresa paga a UM empregado para fazer o trabalho de DOIS. Não lhe paga horas extra, não lhe dá dias de férias para compensar. E, como nas agências de publicidade isto é prática corrente, ninguém se atreve a contestar.

É a total falta de respeito pela vida pessoal das pessoas. É tratarem-nas como máquinas e não como seres humanos. Quem é que ganha com isto? Os empregados não são de certeza! No fundo, o que acontece é matemática simples: lucro superior para a agência, sem lucro nenhum para o empregado. E, no meio da publicidade, é bem visto quem fica para lá da hora de saída, que não se queixa de trabalhar aos fins-de-semana, quem está disponível para tudo e mais um par de botas e, all in all, quem não tem filhos ou quem, tendo filhos, também tem uma empregada a tempo inteiro para tratar da casa e para educar os filhos.

[E, para mim, está absolutamente fora de questão contratar alguém para fazer as vezes de mãe dos meus filhos. Mesmo.]

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"Ir ao céu e voltar"

09.11.11
É a antítese do que foram as minhas últimas duas semanas. Uma coisa em que apostei tudo e que poderia ter sido o céu revelou-se o oposto disso.

Eu não fui talhada para corporate life. Não vibro com horas extra, não fico em êxtase por estar 12 horas a trabalhar, sem ganhar mais por isso. E isto não é preguiça. É um par de filhos e um marido e uma casa e uma vida para além do trabalho.

Nos últimos 6 anos vivi o paraíso empresarial: uma empresa pequena, onde as pessoas são tratadas como pessoas. Um sítio onde se pode dizer uma asneira sem que daí se assuma que vamos "asneirar" com clientes. Uma empresa onde o trabalho é levado a sério, mas onde há espaço para as pessoas serem como são, para se exprimirem, para serem, vá, pessoas. Uma empresa onde as pessoas são tratadas pelo nome que as mãezinhas delas lhes deram e não por um nome que alguém (que não é a nossa mãe) resolveu que vai ser o nosso.

Achei que era altura de arriscar, de ir à procura de mais segurança financeira para a minha família. Mas o dinheiro não paga tudo. Não há bilião de euros que pague os finais de dia com os meus filhos. Nem os mimos deles. Nem as brincadeiras. Nem o facto de poder jantar às 20h30. Não há dinheiro que pague a paz de espírito. Não há dinheiro que pague a leveza de saber que fiz tudo o que podia, o melhor que podia, e que agora é tempo de mimar os meus.

Se eu fosse super-corporate, tinha aguentado. Tinha, pelo menos, insistido. Não sou. E percebi imediatamente que eu não fui talhada para o lugar que fui ocupar. Não fui talhada para trabalhar naquela empresa. Aquilo estava way out of my league. Felizmente.

Ora acontece também que eu não sou de me ficar por sítios em que não me sinto bem. Não gosto de estar em sítios onde não sou bem-vinda. Vai daí... quem está mal muda-se. Na sexta-feira passada, depois de duas semanas a adormecer e acordar com dor de cabeça, depois de duas semanas a estar meia hora por dia com os meus filhos, resolvi que era tempo de parar. E que tinha que ir atrás do que realmente me faz feliz. Falei com o meu (ex)patrão e acordámos o meu regresso.

Com a minha saída da empresa houve uma série de coisas que mudaram. Isso permitiu que hoje esteja neste ponto.

Sou freelancer. Continuo a ter uma avença com a empresa, continuo a trabalhar para ela. Vou trabalhar em casa. Vou dar um empurrão valente no not so fast*handmade* (nomeadamente ao nível das encomendas todas que tenho para entregar!). Vou escrever. Vou gerir o meu tempo. Vou trabalhar tanto ou mais do que trabalhava antes, mas sem o desgaste das horas nos transportes, sem o desgaste de estar longe de casa. Vou ter que me organizar ainda mais. Mas vou ter tempo e cabeça e vontade e garra e oportunidade de agarrar uma série de projectos que quero muito agarrar. Vou fazer o que sempre quis fazer, como sempre quis fazer. E, com sorte, com empenho, com trabalho, vai correr bem.

Vai correr tudo bem.

[Wish me luck...]


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