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Patrocinador Orgulhoso das Mães

03.08.12

Apareceram há uns tempos uns anúncios da P&G (Procter & Gamble) que tinham por tema central os Jogos Olímpicos e a forma como as mães são a pedra basilar dos campeões. Aquilo termina com a frase "P&G, patrocinador orgulhoso das mães". Os anúncios são giros, sim senhor, tocam no ponto nevrálgico, sim senhor (não há nada como uma mãe para "fazer" um campeão", porque as mães estão em todas as frentes e ajudam e fazem e acontecem), mas termina com aquela frase que, para mim que sou mãe, é um atentado. Porquê? Eu explico.

 

O que é um patrocínio?


patrocínio

s. m.
Amparo, auxílio, protecção.

 

O sentido como comummente se usa o termo "patrocínio" tem a ver com dinheiro: neste sentido, um patrocinador é alguém que ajuda financeiramente, para que o ajudado consiga alcançar objectivos. E é por isto que não gosto daquela frase no final dos anúncios. A mim, enquanto mãe, a P&G não me patrocina de forma nenhuma. Nunca me deu nada para que eu alcance os meus objectivos. Mais: se eu quiser alcançá-los com a "ajuda" da P&G, sou eu que tenho que pagar. Falamos de detergentes, champôs, etc., não falamos de nada mais importante do que isso. Mas se eu, que sou mãe, quiser manter, por exemplo, a roupa dos habitantes desta casa limpa recorrendo ao uso de produtos da P&G, sou eu que tenho que os comprar, não é a marca que mos fornece. É uma leitura de marketeer, assumo. Mas é a minha. E eu sou, além de marketeer, mãe. E não me revejo minimamente naqueles anúncios. E se eu já não era consumidora dos produtos da marca (que são caros - mais caros do que as marcas brancas, que até podem ser produzidas pela P&G, mas são vendidas sob outra insígnia), agora sou menos ainda. No dia em que a P&G quiser ser realmente patrocinadora desta mãe que vos escreve, aí sim, voltamos a falar. Até lá... não mesmo!  

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Ídolos

31.07.12

Não acompanhei regularmente esta última edição do Ídolos. Acompanhei a fase de castings (sim, para ver as desgraças!!) e fui picando aqui e ali durante as galas. O suficiente para perceber várias coisas: a Mariana era a melhor cantora que lá estava, a par com a Inês. O Diogo canta bem, sim senhor, mas não me parece que tenha ganho pelo que canta.

 

Posto isto, sou completamente a favor de uma lei qualquer que proíba as miúdas com menos de 25 anos de votar em programas destes. Aquilo não era um concurso de beleza, era um concurso de talento vocal. Aquilo não era um desfile de misses, era um concurso de cantores. Não devia ter ganho o mais bonitinho, mas sim quem cantava melhor. E o Diogo não era quem cantava melhor... (não canta mal, obviamente. Tem carisma, e tal... mas ganhou por ser bonito e não por saber cantar).

 

Generalizando: toda a gente sabe que as miúdas com menos de 25 anos avaliam, em primeiro lugar, a beleza. Só depois vem o resto. Depois dos 25 anos, começamos a valorizar mais outras características em detrimento da beleza. Porque é também quando começamos a sentir na pele a mais transparente das verdades: a beleza morre com o tempo. Tudo o resto, nem por isso.

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La crise... Esclarecendo (o que não devia precisar de esclarecimento)

18.07.12

Quando se lê o que está escrito evitam-se confusões. Quando se lê o que NÃO está escrito a probabilidade de haver mal entendidos é grande.

 

Portanto, cá vai:

 

- eu não disse, em lado nenhum, que sou a favor do corte dos subsídios. Não sou.

 

- eu não disse, em lado nenhum, que acho mal que os funcionários públicos EM GERAL se queixem dos cortes dos subsídios.

 

- eu trabalho no sector privado e, pasmem-se, no ano passado não recebi subsídios nem de férias nem de natal. Não interessam os quês nem os porquês. Interessa que, apesar de não ser funcionária pública, no ano passado não entraram na minha conta bancária quaisquer subsídios. Portanto sim, sei o que é ficar sem os receber. Mais até do que os funcionários públicos que, até à data, só tiveram um subsídio retirado.

 

- é-me perfeitamente indiferente que os funcionários públicos vão de férias para a Caparica, o Algarve, as Bahamas ou o Burkina Faso. Mas se vão é porque podem. E isto não é a minha noção de viver muito mal. Para mim, viver muito mal é não ter dinheiro para pagar contas, para comer, para comprar manuais escolares dos filhos ou para comprar medicamentos, por exemplo.

 

- aquilo que disse foi que não tenho pachorra para gente que se queixa de viver muito mal graças ao corte dos subsídios e depois vai de férias como se nada fosse.

 

Portanto, queixem-se do corte dos subsídios pelo que ele é: uma injustiça e uma ilegalidade. Não se queixem porque isso faz com que vivam muito mal quando depois fazem coisas típicas de quem não tem problemas financeiros nenhuns.

 

[E se escolhem passar o ano a jantar sopa de batata com cenoura para depois poderem ir uma semana para a Quinta do Lago é problema vosso. Mas é idiota queixarem-se de quão mal se alimentam se o fazem em prol de uma semana de férias que vos fica num balúrdio!]

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La crise...

17.07.12

Ouço hordas de funcionários públicos a queixarem-se da falta dos subsídios de férias. "Ah, se isto fosse um país civilizado recebia o subsídio este mês". (Em Inglaterra, por exemplo, não há subsídios. E, tanto quanto sei, é um país civilizado).

 

Depois, de caminho, ouço-os contarem dos planos de férias: Algarve, Costa Alentejana, quiçá um salto ao sul de Espanha. Pedem sugestões de hotéis, de restaurantes, de coisas para ver e de sítios onde ir. Mas "ah, se isto fosse um país civilizado...". E queixam-se da falta dos subsídios, do quão mal têm que viver por não ter direito ao subsídio de 2012.

 

Cá em casa somos quatro. Vivemos com o equivalente a um (UM) ordenado que, não sendo o ordenado mínimo, não é um ordenado fora do comum. É um ordenado mileurista, normal. E somos quatro pessoas a viver com esse dinheiro. Desse ordenado só a sexta parte recebe subsídios. Equivale a cerca de metade de uma prestação da nossa casa.

 

Ou seja, obviamente, não dá para férias no Algarve, nem na Costa Alentejana, muito menos no sul de Espanha. Dá para que vivamos todos os meses, sem extravagâncias. Ninguém passa fome, ninguém anda sem roupa, ninguém dorme ao relento. E ninguém se queixa do que por aqui se ganha. Porque, em primeiro lugar, não é impossível viver assim. É até um óptimo exercício de criatividade e sobrevivência. A minha filha, por exemplo, sabe o que pode e o que não pode pedir. E respeita os nãos, da mesma forma que celebra os sins, quando acedo a dar-lhe um mimo na forma de um chupa ou de um gelado. Não somos infelizes por viver assim. Em 2007 vivíamos com o dobro do que temos agora. Não nos queixamos. Somos felizes. Não temos o último iPhone, não pomos os pés num avião desde 2010, não vamos ao Algarve desde 2008, não jantamos foram mais do que duas vezes por ano, não fazemos festas de aniversário aos nossos filhos. Mas todos os dias há comida na mesa, sorrisos e tema de conversa.

 

Este ano, como nos últimos anos, a praia faz-se quase à porta de casa. As férias são repartidas entre a terra dos meus pais e a terra dos pais dele, onde temos gente que nos dá dormida. Não perguntamos por restaurantes onde ir porque não podemos ir a nenhum. Mas somos felizes na mesma. Portando, lamento, mas não tenho a mínima pena de quem se queixa da falta de subsídios e a seguir pergunta por um bom hotel algures a sul do país. Que pariu é, na verdade, o que me apetece responder.

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Sobre a mana CR7

04.01.12
Ando há dois dias a tentar alinhar pensamentos para escrever uma breve nota sobre a produção "hot" que a mana mais velha do Cresteane fez para uma revista online.

Várias considerações:

- Diz a menina algures (acho que foi ao Correio da Manhã) que sempre foi magra, nunca se preocupou. Ora eu lembro-me de ler, não há muito tempo, que ela andava no Póvoas (acho que era neste), a fazer uma dieta rigorosíssima, que já estava a ter resultados. Ora se foi fazer a dieta não foi com certeza por ser magra e por não se preocupar...

- A produção para a tal revista parece um catálogo MUITO manhoso da roupa das lojas das manas mais parasitas que conheço.

- As poses dela mostram tanto à vontade como o que eu tenho perante um tubarão.

- O mau gosto é uma cena que assiste toda aquela família. Começando na pancada tigresse da mãe, passando pela mania bimbalhona da mana que canta música pimba, curvando nestas poses reles da mana mais velha e terminando no ar azeiteiro do provedor de toda aquela horda de gente. Esse, o único laivo de bom gosto que teve atende por Irina e também já viu melhores dias.

[Enerva-me muito esta gente que é famosa por... nada. Por ser mãe ou pai ou tio-avô do primo da mulher do irmão do canário do periquito. Gente que nunca fez nada de memorável, que não trouxe acrescento nenhum (intelectual, cultural ou whatever-mente falando) à humanidade mas que é famosa só porque sim. Argh!]

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Wannabe

28.11.11
Hoje armei-me em chique e fui ao Chiado (mentira: armei-me em costureira e fui à Feira dos Tecidos, que fica na Baixa, logo, muito perto do Chiado, e subi ao Chiado para ir almoçar com a minha prima que trabalha lá). Pois que ali andei eu, ankle boots, skinny jeans, cardigan, necklace, cross-shoulder bag, a passear. Aproveitei para fazer uma coisa que adoro: observar pessoas, absorver tiques, perceber comportamentos. De facto, não há zona mais bem povoada que o Chiado. Gente gira, gente fashion, gente freak. Ninguém a mais, ninguém a menos. Pessoas de iPhone na mão, pessoas de RayBan Wayfarer, pessoas de oxford nos pés.

Almocei com a minha prima, pusemos a conversa em dia, entre ruralidades e trivialidades, sem querer saber de quem estava ao lado. Fui à Fnac e não comprei nada. Fui ao Starbucks porque me apetecia uma bebida quente. Não quis perder tempo, pedi uma manga de cartão e continuei caminho de copo na mão (com salpicos a cada passo). O copo dizia Mariana, que é o nome que me apetece no Starbucks (coisa que justifica o título do post, bem entendido). Subi a Rua Garrett, virei na Rua Anchieta, fugi de uma fuga de água, contornei o quarteirão, entrei na Igreja dos Mártires (de copo do Starbucks na mão, que aquilo estava quente pa caraças e não o consegui acabar antes), voltei a descer a Rua Garrett e fui resgatar o carro ao parque de estacionamento, de volta ao meu subúrbio do coração.


[E no meio disto tudo percebi: eu nunca serei fotografada pelo Zé Cabral. Não tenho nada do que ele tem nas fotos dele. Zero. Mas se o tivesse visto por lá era eu quem o interpelava e trazia uma foto como recordação.]

Eu nunca serei Chiado. Serei sempre Cacém. Suburbana, pés na terra, pantufas e roupão manhoso em casa, sem pejo em sair à rua de fato de treino e sem maquilhagem na cara. Nunca serei ankle boots nem skinny jeans nem cardigan nem necklace nem cross-shoulder bag. Serei sempre botas pelo tornozelo, calças justas, casaco de malha, fio e mala à tiracolo. E eu até uso muitos (demasiados!) termos em inglês. Mas não sou - nem nunca serei - um ícone de estilo ou porra que o valha. Sentir-me-ei sempre peixe (muito!) fora de água no Chiado. Cada um é para o que nasce e quem nasce para lagartixa nunca chega a jacaré. E eu sou mais paredes do que pântanos. Sempre. Em tudo.

(Post publicado com vários dias de atraso...)

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Flexibilizar

23.11.11
Hoje, aqui.

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Sobre o vox pop universitário da Sábado

17.11.11
Confesso que não sei o que é pior: se um molho de universitários claramente ignorantes (péssimo) se uns jornalistas que não lhes ficam muito atrás: a água não tem símbolo químico. Tem, isso sim, uma fórmula química que inclui dois símbolos químicos. H2O é água. Significa que uma molécula de água é composta por dois átomos de hidrogénio e um de oxigénio. Vai daí, a pergunta dos jornalistas é tão estúpida quanto as respostas dadas pelos universitários.

É incontestável que estamos perante uma geração que anda a leste. Neste vídeo percebe-se isso (se virmos o todo pela parte). O cinema, a literatura, a religião, a política, a arte, a cultura (e a vida no geral) não são com eles. E eu pergunto: se nada disto "é comigo" (com eles), o que é que é? Por que é que eles se interessam? O que é que querem saber? O que é que lêem? Que filmes vêem? Ou, para eles, a vida é só facebook, playstation e pouco mais?

A sério, isto preocupa-me. Porque tenho dois filhos que, daqui a uns meros 14 anos, estarão na pele destes miúdos do vídeo. E eu não quero que eles façam figuras destas.

E daqui partimos para algo maior: a escola serve para ensinar. Mas os pais, a família, serve para educar. E se não educarmos os miúdos no sentido de fazer deles pessoas interessadas, empenhadas, que querem aprender e saber, não importa quão boa é a escola onde eles estudem. Eles não vão querer saber.

[E eu sei que nem todos os miúdos são assim, como estes do vídeo. Haverá miúdos cultos, interessados, sabedores de mais coisas do que estes. Mas eu não estou livre de me sair um filho desta lavra. Ou dois. Por isso cabe-me a mim, enquanto mãe, mostrar-lhes que há mundo para além da tv que temos na sala...]

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Austeridade

14.10.11
Raramente discuto política. Não acho que seja tema que se discuta de ânimo leve e evito. Mas hoje tem que ser.

Não percebo porque é que de repente toda a gente se vira contra a única pessoa que teve tomates para chamar os bois pelos nomes e assumir as coisas como elas são. Portugal tem uma dívida enorme, um buraco daqui à Austrália. Não foi o Passos Coelho que o fez. Foram os governos anteriores (e respectivos desgovernos).

Se a questão se puser no lado da campanha eleitoral temos um "mas ele não disse que ia fazer nada disto". Talvez não. Mas quando se candidatou não sabia que havia milhões de euros cujas facturas não foram contabilizadas por diferentes ministérios/organismos públicos. Nem sabia que a Madeira tinha um buraco gigantesco também. Agora sabe. E em vez de nos andar a atirar areia para os olhos, a dizer que está tudo bem e tal e coiso, assume que não está nada tudo bem e que têm que se tomar medidas. As mais fáceis são as que nos vão ao bolso. Concordo com isso? Não. Acho que devia tratar-se também do emagrecimento do estado. Não pode ser só a população a pagar a factura. Tem que ser todo o País.

E enquanto perdermos tempo a queixar-nos de quão mal isto vai, não arregaçamos as mangas e não vamos à luta. Enquanto perdermos tempo a excomungar a meia hora a mais que vamos ter que trabalhar não trabalhamos efectivamente.

E agora a pergunta: quantos de nós gastamos meias horas (pagas pelo patronato) no Facebook? Quantos de nós engonhamos metade do dia para depois, a fim de deixar tudo feito, termos que ficar mais meia hora além da hora de saída? Muitos. Qual é a diferença efectiva que meia hora faz?

Para mim, a solução para isto tudo tem um nome: trabalho. Trabalhar mais e melhor. Arregaçar as mangas e fazer acontecer. Ou isso ou, daqui a cinco anos, estamos todos a partilhar as sombras debaixo das pontes porque, numa de sentirmos que merecemos curtir a vida e que não temos nada que trabalhar mais para resolver a crise, deixámos andar até a coisa não ter mesmo remédio...

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Mau

08.08.11
Ontem, findo o FCP-Guimarães, meti o comando a trabalhar num zapping rápido. Parei na TVI. Uma Rita Pereira desengonçada, tonta, que não nasceu, definitivamente, para apresentar programas, tentava fazer piadas de coisas que não têm piada nenhuma (nada naquele programa era capaz de bater o penteado de um tal de Marcos, concorrente da coisa). Aquela voz meio caverna a ajeitar o discurso é coisa que mói quem está deste lado. Tudo mau naquele programa. A Fátima Lopes a desfiar elogios, sem perceber grande coisa do assunto; o Luís Jardim no seu estilo "pagam-me para dizer bem"; a Rita Guerra com umas argolas de segurar periquitos de meter medo (tão 1994, caracinhas). E a Rita Pereira, má, má, má - já tinha dito?

A sério, TVI, dediquem-se ao que sabem realmente fazer: novelas e programas com o Goucha e com a Cristina Ferreira. Ou chamem-nos a eles para apresentar estas coisinhas decadentes tão próprias de uma silly-season que dura várias épocas...


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Xunga Ghetto Style Yô

05.08.11
Viver na linha de Sintra tem coisas muito, muito más. Como ver/ouvir, diariamente, um monte de miúdos (adolescentes parvos) a fálár ássim, tázá vêr, mánu, qui fálár ássim é um istilo do cáraçás, mánu, yô, somos fixis, somos dreads, somos xungas. 

E faz-me mais confusão ainda quando vejo miúda bonitas com um ar muito manhoso, muito bairro de lata. E obrigo-me a parar de pensar, porque não sei o que me espera (com dois filhos pequenos... you just never know)...


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A maldição dos 27

24.07.11
Vários músicos famosos e geniais morreram aos 27. Janis Joplin, Jimmy Hendrix, Kurt Cobain, Jim Morrison, Amy Winehouse. Destes algum morreu por coisas que não fossem culpa sua? Bem, o Jim Morrison talvez, visto que morreu de paragem cardíaca. Todos os outros morreram devido ao estilo de vida e às opções que foram fazendo. Isso não torna os seus desaparecimentos menos chocantes. Torna-os só mais expectáveis.

A sério, alguém acreditava que a Amy Winehouse chegasse aos 50 anos? Pois...

A miúda era talento de cima abaixo. E saber lidar com isso? Zero. Completamente fucked up, sem rumo, sem nada. Chamar-se Winehouse é capaz de não ter sido bom prenúncio. Morreu demasiado nova, com demasiado talento por aproveitar. Mas acredito que ela esteja melhor assim, tranquila, sem demónios a corroerem-na por dentro. Numa paz que talvez nunca tenha tido em vida.


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Confusão

07.07.11
Coisa que me faz MUITA confusão: malta que passa a vida a chorar-se por não ter dinheiro, que ganha mal, que gasta muito e o diabo a sete, mas que depois se enfia em tudo o que é concerto/festival de verão/whatever.
É só de mim, ou a crise ainda é um conceito que muito boa gente ainda não interiorizou?


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Aobre o que eu escrevi sobre o Angélico

02.07.11
1. Não sou ninguém para julgar quem quer que seja.
2. Tenho opiniões, como toda a gente. Acontece que muitas vezes a minha opinião é exactamente oposta à opinião das massas.
3. Não me acho dona da verdade, nem imortal, nem superior a quem quer que seja.
4. Não me acho no direito de dar uma de falsa moralista.
5. Cometo erros na estrada (e em casa, e na rua, e na vida em geral. Como toda a gente, aliás).
6. O que disse em relação ao Angélico teria dito em relação a qualquer outra pessoa na mesma situação.
7. Não acho nem nunca disse que achava que ele (ou quem quer que fosse, na mesma situação) merecia morrer. Não disse que achava que ele merecia cada volta que o carro deu. Não disse porque não acho isso. Acho que, por muita merda que ele tenha feito naquela viagem, merecia viver, como toda a gente merece. Também não acho que merecesse viver por ser famoso, bonito e idolatrado. Acho que merecia viver tanto quanto quem ia com ele.
8. Não sei se a culpa do acidente foi dele ou não. Sei o que a comunicação social transmite. Opino com base nisso, apenas e só. Porque não estava lá e não vi. Nem eu, nem ninguém, aparentemente.
9. Acho que, ainda que o acidente se tenha dado por qualquer coisa alheia a ele, houve ali escolhas mal feitas (não necessariamente dele: o amigo dele que morreu ia sem cinto e podia tê-lo posto. A miúda que continua internada ia sem cinto e podia tê-lo posto.).
10. A confirmar-se a alta velocidade, acho que isso é capaz de ter ajudado ao desfecho.
11. Espero sinceramente que isto sirva de alerta para toda a gente. Todos sabemos que anda para aí muito selvagem a conduzir.
12. Acho que, na estrada, todos temos que ser responsáveis, não só por nós e por quem viaja connosco, mas também por quem se cruza connosco. E acho que se toda a gente visse a coisa por este prisma se calhar não aconteciam tantas desgraças.

13. Eu não sou melhor do que ninguém, nunca o disse, nem era disso que tratava o tal post. Quem me conhece sabe que, quanto mais sério o assunto, mais seca e menos meiga eu sou. Defeito meu, assumidíssimo. Sou mais de murros no estômago do que de palmadinhas nas costas. E é isto. A intenção não era melindrar ninguém, nem ofender ninguém nem nada do género. Era, simplesmente, abanar uma estrutura. Apenas e só.


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Da sereia da Vodafone

01.07.11
Aqueles 30 segundos em que a Soraia Chaves faz de sereia, deitada em cima de um calhau, a anunciar qualquer coisa da Vodafone, são os 30 segundos em que eu acho que ela representa melhor. Ali considero-a uma atriz como deve ser. Em tudo o resto onde a vi, fiquei com a impressão de que ela é uma miúda com um corpo jeitoso (nem sequer a acho bonita), que representa mal que se farta.


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Mérito e exemplo

24.06.11
Gosto (muito) de ver o Passos Coelho cumprir promessas e fazer as coisas como deve ser. Há coisas que são óbvias para toda a gente menos para quem governa, mas este, aparentemente, anda de olhos abertos e faz.

Viagens para Bruxelas, para a Cimeira Europeia: vai tudo em económica. Pouparam-se 3500 euros. Grãos de areia no meio do erário público. Verdade. Mas ainda assim é um bom princípio e serve de exemplo, que é coisa que faltava por estes lados.

Isso e as (não) férias do Parlamento e do Governo. Parece-me muito, muito bem. Se é preciso trabalhar depressa, não dá para "vacances". E o exemplo da Grécia está demasiado próximo e não há como não ver...


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Sobre o Alfaiate Lisboeta

20.06.11
Gosto. Já gostei muito mais. O Alfaiate Lisboeta tinha infinitamente mais piada quando era um blog sobre o que as pessoas vestiam em Portugal. Quando passou a ser o blog do que as pessoas vestem nas cidades para onde o Zé viaja perdeu metade da graça. A sério, para mostrar os estrangeiros já havia o Sartorialist e mais uns quantos. Sobre os nossos estilos não havia nada de jeito. Depois apareceu o Zé. E eu tenho pena que a essência do Alfaiate se tenha perdido em deambulações em estilo inter-rail. Zé, a sério... volta!!


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Do Fernando Nobre

20.06.11
O Fernando Nobre faz-me lembrar aqueles teenagers a quem os pais, numa de os deixar contentinhos, lhes foram dizendo que eles cantam muito bem, mesmo não cantando eles um caraças. Depois, como os pais os incentivaram, enfiam-se em tudo o que é casting para programas de talentos na TV, são chumbados em todos, mas nunca desistem e vão a todos e mais algum. Depois acabam invariavelmente na galeria dos "cromos" mas nem isso os faz desistir.

O Fernando Nobre primeiro gostava do Bloco. Depois tentou o tacho da Presidência da República. Agora está ali feito maluquinho a ver se papa o tacho de Presidente da Assembleia da República... Se não for desta (vai ser, que ele vence-os pelo cansaço*) o tipo acabará por arranjar outra coisa qualquer a que se candidatar. Vai continuar a desafinar nos castings, vai continuar a ser mandado embora, mas vai continuar a insistir, ad nauseum.

[Gajinho mais chato, pá...!]

*Olha, afinal na segunda volta ainda teve menos votos que na primeira... 105 e 106, respectivamente... Será que o Passos Coelho não tem outra lebre para tirar da cartola???


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E o poder de um BOM serviço

08.06.11
Dia 20 de Maio comprei uns tecidos, via Etsy, a um fornecedor Chinês. Bem mais baratos do que cá, mesmo com os portes de envio. Chegaram ontem, mas eu não estava em casa, pelo que só hoje é que fui buscá-los aos correios. Fiquei muito, muito surpreendida. Porquê? Porque da China não vieram só os 5 tecidos que eu encomendei.




Não só os tecidos são lindos (não estão nada longe do que se via nas fotos que estavam disponíveis na loja), como vieram "atados" com uma fita de renda linda, que hei-de usar num projecto em breve. E, num pequeno pacote, vieram três botões de madeira, que também hão-de viajar para outras mãos em breve.

Isto, para mim, é atenção para com o cliente. Eu não pedi nada, nem sabia que aconteciam coisas destas. Mas a dona desta loja provou que sabe tratar de quem lhe compra coisas, não agindo como quem está a fazer um enorme favor a quem a contacta. Gostei muito deste serviço e vou ficar cliente.

Se houver por aí quem queira tecidos bons, bonitos e baratos, é aqui: applesandeggs.



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O poder de um mau serviço

07.06.11
Há coisas que eu acho inadmissíveis. Esta história é real e aconteceu comigo. Ninguém me contou - se contassem, provavelmente não acreditava.

Dia 18 de Maio encomendei um kit de tecidos à Aline in Wonderland. Falámos por mail, perguntei como se processava a compra, deram-me um NIB, paguei na hora e mandei o comprovativo. De caminho pedi preços para outros tecidos. Não me responderam de imediato. Responderam-me 3 dias depois, indicando-me o preço. Li, processei a informação, achei caro e não quis comprar. Não respondi ao mail (e podia ter respondido). Dia 1 de Junho mandaram-me mail a perguntar se tinha recebido os preços. Não respondi a este mail porque tinha coisas mais importantes em que pensar.

Hoje entram-me pelo Facebook adentro a dizer que não respondi ao mail de dia 1 de Junho. Respondo que não quero os tecidos porque nesta altura não os posso comprar (que na minha carteira ainda mando eu). Resposta: "bastaria ter-nos informado por email". Achei arrogante e despropositado. Porquê? Vejam o que se segue.

Acontece que os tais tecidos que encomendei e paguei dia 18 ainda não chegaram. Pergunto por eles. E diz a moça: "queira reenviar-me o pedido por email, por favor". Passei-me! E disse isto:  

Aline Capela, tenha santa paciência! No dia 18 falámos por email, encomendei, paguei e mandei-lhe comprovativo. Organize-se. Só tem é que me enviar a encomenda de imediato. Este seu pedido só me diz uma coisa: que a Aline não sabe gerir as encomendas e que perdeu o meu pedido. E isso não abona muito a favor do seu serviço, lamento dizer".

Entretanto, a senhora apagou o comentário em que me pedia para lhe reenviar o mail e deixou outro a dizer que já me tinha mandado um email. Fui ao mail e deparo-me com isto:

"Muito boa tarde,

Muito agradecemos que nos envie os seus dados - NIB - para devolução dos 13,90€ já pagos.

obrigada!"

COMO??? Mandei outro mail a perguntar o que é que se passava com a minha encomenda. Resposta:

"Neste momento estou sozinha no atelier mas assim que a minha colega regresse confirmarei a certeza pois parece-me que houve troca de Kits, o que tinha escolhido foi vendido e ficamos com um outro em stock [turquesa].
Assim que nos indique os dados faremos de imediato a devolução.

Obrigada!"

Repararam que até aqui nem um pedido de desculpas? Respondi assim:

"Não acho normal, Aline. Não acho mesmo. Esta situação revela uma falta de profissionalismo atroz, já para não falar na falta de organização. Como é que se troca uma encomenda feita e paga na hora? Vocês tinham acabado de anunciar a promoção quando eu disse que queria comprar. Depois disso, quase um mês até hoje. Pelo meio, peço um preço, acho caro, decido não comprar e sim, podia ter mandado um mail a dizer isto mesmo mas não mandei. Vocês estão em falta comigo e ainda se acham no direito de me vir cobrar explicações publicamente. Espero que tenham consciência de que a coisa continua pública e de que perderam uma cliente. Sabe, comecei há algum tempo a costurar e tenho diversas encomendas. E gosto dos vossos tecidos. Mas não compro nenhum. Zero. Prefiro comprar online, a fornecedores chineses e japoneses, que têm sido solícitos, rápidos e eficazes no tratamento das encomendas. Ao contrário do que se passa convosco.

Até aceito que esta situação seja uma excepção à regra. Mas não aceito a arrogância e a leveza com que estão a tratar o processo. Acho que o mínimo era terem a humildade de um pedido de desculpas. Zero. Em tudo o que falámos, não houve da vossa parte um assumir de erro e um pedido de desculpas. E isso fica tão mal na "fotografia"... Os clientes existem para dar boa publicidade, quando a mesma é merecida. Mas quando as coisas correm mal, não ficam por referir.

Espero que aprendam com os erros a gerir as coisas como deve ser. E espero também que aprendam o valor de um cliente, de uma opinião.

Posto isto, agradeço que tratem da devolução do dinheiro para o seguinte NIB: XXXXXXXX.

Obrigada."

E diz a moça:

"Amanhã de manhã lhe remeteremos comprovativo da transferência dos 13,90€ para este mesmo e-mail.

As nossas desculpas por qualquer transtorno causado. Obrigada!"

Mais uma vez, não acredito no que estou a ler... e segue a resposta:

"Você só pode estar a brincar. Eu paguei na hora em que você me mandou o nib para pagar e mandei o comprovativo de imediato. E agora diz-me que AMANHÃ DE MANHÃ eu recebo o comprovativo?????????

De uma vez por todas, seja eficiente e competente. Processe a transferência imediatamente e mande-me o comprovativo, como é seu dever."

E diz a moça:
"Cara Marianne, todos os movimentos são feitos em ATM pelo que não o podemos fazer no imediato; tendo urgência faremos então assim que sairmos para os CTT, às 17H e enviamos por aqui mesmo cópia.

Muito obrigada!"

Cada vez mais incrédula...
"Não sou eu que tenho urgência. Acho é que isso é o mínimo que vocês têm a fazer, depois deste disparate todo. A vossa postura passou de arrogante a surreal. E não melhora...

Fico a aguardar o comprovativo."


E é isto. Eu sou a primeira a destacar e a publicitar serviços e produtos que considero bons. Mas os maus... não os deixo passar em branco. Acho esta história surreal. De uma total falta de noção e de bom senso, uma coisa sem pés nem cabeça. Um péssimo serviço, uma postura irreal. Perderam uma cliente. E ganharam "publicidade"... não sei é se era a que pretendiam...


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E porque há comentadores que acertam na mouche

07.06.11
"O mais grave e errado de tudo o que escreveu no texto anterior não é nenhum dos pontos que escreveu aqui agora. É mesmo a frase "não sou dada a depressões, não tenho tempo nem paciência para elas, por isso passo ao largo". É, sem tirar nem pôr, o mesmo que dizer "não sou dada a cancros, não tenho tempo nem paciência para eles, por isso passo ao largo".
A depressão é um doença como outra qualquer, não é algo que têm aqueles que não têm mais nada que fazer e por isso decidem entregar-se a uma depressãozinha para matar o tempo. Ninguém está imune, aparece sem avisar e quando menos se espera. Como o cancro. E pode matar também.
um doa maiores problemas da depressão é a pressão social negativa que recai sobre esta doença e que impede muita gente de procurar ajuda adequada. Textos como o seu são o espelho da leveza com que a sociedade vê estas questões e não ajudam, em nada, a mudar mentalidades. Coisa que é tão necessária e pode salvar vidas.

Uma coisa é falar de pessoas que gostam de se lamentar, de pessoas negativas que passam a vida a queixar-se sem nada fazer para tentar melhorar a sua condição. Outra coisa, muito diferente, é chamar a isso depressão."

 A Julieta, que deixou este comentário num post ali abaixo, acertou na mouche. É isso mesmo. Tem toda a razão. Não posso acrescentar mais nada, porque não há mais nada a acrescentar. Apenas um agradecimento: obrigada pela chamada de atenção. Mesmo.

[E não, isto não é irónico nem sarcástico. É um agradecimento à séria.]


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Sobre as eleições

06.06.11
Pela primeira vez votei numa escola que não a minha secundária. Entrei e saí, demorei uns 3 minutos entre estacionar o carro e pôr o carro a mexer novamente.

Sobre os resultados: não me surpreendeu. Nem o facto de o CDS ter arrancado vinte e tal deputados nem o facto de a esquerda ter ficado perdida na cauda do cometa. O resultado do Bloco, então, foi o que menos me surpreendeu. Um partido que se demite de responsabilidades e de envolvimento na história da Troika não devia estar à espera de grande coisa.

Vai ser difícil. E a culpa não vai ser do Passos Coelho. Nem o mérito, já agora. Fosse quem fosse a sentar o rabo na cadeira, teria sempre que cumprir as directrizes do FMI e nisso não há grande volta a dar. O mau foi o que ficou para trás. Se há culpados, estão no passado. Agora é olhar em diante e pôr tudo a mexer. Não vai ser fácil, vai sair-nos do bolso, mas tem que ser. A bem das gerações futuras, a bem de um futuro um bocado mais risonho para todos.


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Há coisas que me ultrapassam...

21.04.11
Maneiras que é isto: temos cá hospedados uns senhores estrangeiros. Diz que são do FMI e do FEEF. Parece-me que não vieram cá fazer turismo, embora não haja país na Europa mais dado a esta actividade. E não falo da indústria hoteleira. Falo mesmo de todos nós, que de vez em quando (não sempre) somos muito, muito bons a fazer turismo. Adiante.

Ora diz que os senhores vieram cá para nos endireitar. Porque descambámos, gastámos 1000 quando só ganhávamos 100 e a coisa deu-se. Não há dinheiro. Portanto estes senhores, sabedores e avalizados, vieram cá para nos pôr na ordem.

Temos, contudo, um governo demissionário que se prepara para ir a eleições novamente. Ainda assim, continua em funções. E foi por essa razão - e por ser totalmente irresponsável, estou em crer - que o dito governo decidiu que sim, senhor, havia 20 milhões de euros para queimar num dia de tolerância de ponto. Dia esse que fica encostado a um fim de semana de quatro dias. Parece-me bem (sarcasmo, obviamente).

Ora, não era de mostrarmos aos senhores que cá temos hospedados e que não vieram em turismo que sim, senhor, estamos dispostos a fazer sacrifícios? Que o tempo não está para ofertas e cada dia de trabalho importa? Bom, aparentemente não. É mais importante que a função pública tenha mais um dia de folga. Isso sim, é de valor. Até porque quem paga somos nós todos, incluindo aqueles que já não têm emprego nem o que comer ao fim do mês. Esses - que continuam a pagar impostos - financiam folgas desnecessárias de gente que já de si faz pouco. Mas são muitos e são capazes de ir votar no Sócrates que é o gajo que dá umas folgas de vez em quando. Imbecilidade.


E o mais curioso, quanto a mim, é o PS ter subido 11% nas intenções de voto entre Março e Abril. Está tudo doido?? Eu sei que as alternativas não são grande espingarda, mas daí a dar colo a quem nos afundou... não sei, parece-me estúpido, vá.

Boa Páscoa, gente, boa Páscoa...


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Do Benfica

04.04.11
Pois que acho que sim. Se não ganhamos, quem cá ganha fica a festejar às escuras. Só as luzes dos sectores do Benfica é que se foram acendendo. E as da publicidade, que nunca se apagaram, que isto os anunciantes têm que se ir mantendo contentinhos. Agora o resto, esses outros que vêm à nossa humilde casinha ganhar campeonatos e têm a ousadia de celebrar... ná. De luz apagada e é se querem.

Ou isso ou o Benfica começou já a fazer contas à vida e toca de desligar os interruptores quando a luz deixa de ser precisa. Chama-se poupar, pois.

[Pode ter sido avaria, não faço ideia se foi ou não. Mas a mim soou-me a mau perder.]


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Disclaimer

09.03.11
Ainda sobre o dia da mulher: eu sei que é uma data internacional. Sei que há muitos sítios onde as mulheres são consideradas seres muito inferiores. Mas continuo a achar que nos vamos pondo a jeito, só isso.


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A "passadeira vermelha" do FdC*

08.03.11
(Perdão pela qualidade das imagens, mas é o que dá fazer print screens do youtube)

Nuno Norte de "estou-me muita bem lixando para o que vocês pensam".

Axel de parolo da aldeia com direito a máquina de filmar, em punho, para depois pôr a filmagem ao lado das filmagens das festas de natal da escola dos filhos/sobrinhos/whatever. (Desta figura não tenho imagem)

Filipa Ruas de soldadinho de chumbo semi-nu.

Wanda Stuart de puta.

E comento eu com o meu marido: não sei porque é que a Wanda Stuart está vestida de puta...
E responde ele: é porque não teve tempo de se mascarar...

*Festival da Canção


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Festival da Canção

08.03.11
Sábado à noite estacionei os olhos nesse grandioso (not) evento que atende por Festival da Canção. Não vi as canções. Apanhei aquilo quando um punhado de ilustres (des)conhecidos dava as pontuações dos respectivos distritos, perante uma Sílvia Alberto a fazer um frete. A curiosidade venceu-me e andei pelo MEO interactivo a ouvir as musiquetas. Pavor. No meio daquilo houve duas que me chamaram a atenção. As que estavam melhor classificadas, até se meterem os votos do público ao barulho.

E o público resolveu assumir de vez a veia de stand-up comedy do evento. Aquilo já era uma palhaçada há um bom par de anos, portanto vai de fazer jus a isso e toca de pôr Os Homens da Luta a representar Portugal. Na Alemanha. A mesma Alemanha onde o menino Sócrates foi chamado pela Sôdona Merkel para prestar contas. Portanto, na Alemanha a impressão que têm de nós não é grande coisa. Não vai melhorar à conta do Festival da Canção.

Mas é uma chapada de luva branca. Na estação do estado, num programa de estimação da estação do estado, o povo (ainda) soberano resolve que quem ganha é o grupo (alucinado) que vai lá com uma canção de intervenção. Acho bem.


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James Franco

28.02.11
Ponto nº 1: Não acho a mínima graça ao James Franco. Não o acho bonito, nem sexy, nem coisa que o valha. Acho-o só boooooring.

Ponto nº2: Ontem "vi" o James Dean inúmeras vezes. São iguais!


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Ufa, não sou só eu...

28.02.11

Ontem, ao ver a Penelope, não consegui evitar um "ufa, não sou só eu...". Não sou só eu, o quê? A estar anafada, redonda, inchada, depois de ter tido um filho. Considerando que ela teve o dela um dia depois de eu ter o meu, fiquei a sentir-me normal, ao olhar para ela. É que ando um bocado farta das Catarinas Furtado da vida, que dez minutos depois de parirem estão como estavam três meses antes de engravidar!

Ainda assim, tenho a dizer o seguinte: o meu marido é MUITO, mas MUITO mais giro que o dela! (E sim, sei que o Bardem é um poço de charme, mas o meu marido também é. E é muito mais bonito que ele!)

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Os meus preferidos

28.02.11
Halle Berry, que tem uma pinta do caraças...
 Sharon Stone (50 e tal anos... quem me dera!)

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