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1 filho vs 2 filhos

16.06.11
Disclaimer: os meus filhos são dois anjinhos comparados com muito do que vejo por aí. São fáceis de tratar, não dão trabalho por aí além. A minha opinião é estruturada com base nisto. Se tivesse uma (ou duas) "pestes", muito provavelmente pensaria de maneira diferente.

A nossa vida muda quando temos o primeiro filho. Depois disso, não muda grande coisa. Ou antes, muda, mas não é uma mudança tão acentuada como a anterior. Para mim, a grande decisão prende-se com o 1º filho. Essa sim, implica mudança drásticas: as saídas que acabam, o tempo que escorre por entre os dedos, as preocupações vinda de todo o lado e mais algum... ao 2º filho a coisa já é mais ou menos "mais do mesmo". Não é muito relevante porque tempo já não temos, saídas já não há há décadas e preocupações são o estado normal das cabeças das mães.

Eu sou filha única e sempre disse que não queria ter só um filho. Não sei o que é ter um irmão, mas sei o que é NÃO ter um irmão e não gosto. Numa tentativa de me darem este mundo e o outro, os meus pais adiaram a chegada de um 2º filho, ele acabou por não vir. Eu não tive este mundo nem o outro e tudo o que eu sempre quis foi um irmão (mas era esquisitinha e pedia um irmão MAIS VELHO, rapaz... coisas de miúda pequena, óbvio). Não quis repetir o erro dos meus pais. Sei que tendo dois filhos é mais difícil gerir as coisas que damos aos dois, mas quero acreditar que eles hão-de sempre preferir ter-se um ao outro do que ter uma bicicleta com mais uma roda (se é que me entendem).

Esperei 3 anos entre o 1º e o 2º filho. Não foi intencional. Quer dizer, quando a miúda tinha 1 ano e meio começámos a falar no 2º filhos, mas depois íamos casar em Outubro, já agora esperávamos para engravidar já casados, engravidei logo a seguir, perdi o bebé, engravidei novamente logo a seguir (pois, para quem não podia engravidar sem tratamento, 4 gravidezes já é um número avantajado) e nisto calhou o miúdo nascer com a irmã tendo 3 anos e quase 2 meses. Agora, olhando para trás, ainda bem que esperei este tempo todo. Ela já é muito autónoma e eu consigo ter a cabeça mais livre para a atenção que tenho que dar ao bebé.

Ciúmes: ela teve. Já lhe passou. Nunca foram muito óbvios, nem nunca fez nada contra o irmão. Simplesmente andou a escolher a dedo as alturas "certas" para as birras que fazia. Depois passou-lhe. A única coisa que não lhe passou - mas que é dela e não tem nada a ver com o irmão - é a alergia a barulhos. Eles dormem no mesmo quarto, mas sua alteza não consegue dormir com barulho. Então implora para não dormir ali, mas tem azar e dorme mesmo. A meio da noite, quando ele abre a goela, ela muda-se para a nossa cama e fica tudo bem - o pediatra "autoriza", portanto é na boa.

Ele adora a irmã. Treme cada vez que a vê, agarra-a, ri-se para ela, chama a atenção dela. E ela adora-o. Anda sempre a ver onde é que ele está, dá-lhe beijos, pede para lhe fazer festas e para lhe pegar ao colo e está ansiosa por ele começar a brincar mais com ela.

Se ando mais cansada? Obviamente. Até porque ele anda a dar-me umas noites um bocado parvas. Já dormia 12h seguidas e agora dá-lhe para acordar de 2 em 2, só porque sim. Não tem fome, portanto não percebo (quer dizer, percebo: são cólicas, o leite que anda a beber não lhe deve assentar muito bem - a ver na próxima consulta). Mas este meu cansaço passa (bom, vou trabalhar na semana que vem, portanto pode até ser que aumente). Não tarda ele começa a ganhar alguma autonomia e a coisa encarreira.

Eu não vejo a maternidade cor de rosa, mas também não a vejo negra. Lido com as coisas sem grandes angústias, à medida que vão surgindo. Continuo certa de que estes dois filhos que tenho são o meu par ideal e não me apetece pôr mais um ao barulho. Para mim, dois filhos chegam e não posso dizer que adorava ter 4 ou 5 filhos, se pudesse.

 Em termos financeiros, os 3 anos de espera foram bons. Ela já não anda de fraldas isso poupa dinheiro. Por outro, já anda na escola e isso leva dinheiro. Ainda assim, não acho que ter um filho seja uma despesona absurda, porque não entro em delírios. As vacinas e o pediatra são caros, sim. Mas tenho a sorte de ter uma mãe com disponibilidade para tomar conta do meu filho até ele ter 3 anos. E não preciso de vestir os miúdos na Girandola, na Petit Patapon e na Gant. Vestem Zara, H&M, Primark, Zippy e coisas que a mãezinha faz (e sim, para os miúdos compensa fazer em vez de comprar, porque o tecido que se gasta é pouco e faz-se tudo à medida das necessidades). Também não tenho alucinações de o miúdo não poder vestir roupa que era da irmã, por isso é normal verem-no vestido de cor de rosa, inclusive na rua (sem exageros, porque não há necessidade disso, mas se houvesse e se a alternativa a não ter roupa para vestir fosse usar t-shirts da Kitty, usaria t-shirts da Kitty sem problema nenhum).

Resumindo: faria tudo igual novamente. E não quero ter mais filhos (não quer dizer que daqui a dois ou três anos não me dê a maluca e não me ponha com ideias, mas para já estamos óptimos assim). Quero é criar estes, vê-los crescer, estar cá para eles até eles me darem bisnetos.


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Dica para mães recentes

08.03.11
Descobri há pouco tempo porque ma apresentaram. Quem? A mais fabulosa colher da história. A melhor invenção a seguir à roda (ou até antes da roda!). Porquê? Porque evita/reduz/limita a javardice das primeiras refeições de colher.

É da Imaginarium, custa €9,95 e vale cada cêntimo. Mete-se a sopa/papa/fruta lá para dentro e vai-se apertando para dosear. Muito menos chafurdice do que com o método tradicional! Já aqui tenho uma para o pequeno mancebo quando chegar a vez dele. E tenho pena, muita, de não a ter conhecido aquando da estreia da catraia na arte de comer como as pessoas.


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Ufa, não sou só eu...

28.02.11

Ontem, ao ver a Penelope, não consegui evitar um "ufa, não sou só eu...". Não sou só eu, o quê? A estar anafada, redonda, inchada, depois de ter tido um filho. Considerando que ela teve o dela um dia depois de eu ter o meu, fiquei a sentir-me normal, ao olhar para ela. É que ando um bocado farta das Catarinas Furtado da vida, que dez minutos depois de parirem estão como estavam três meses antes de engravidar!

Ainda assim, tenho a dizer o seguinte: o meu marido é MUITO, mas MUITO mais giro que o dela! (E sim, sei que o Bardem é um poço de charme, mas o meu marido também é. E é muito mais bonito que ele!)

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Muito fixe...

25.02.11
Muito fixe... andar e correr, na Marginal, ao final da tarde... a empurrar um carrinho de bebé...!!

[Se viram este lindo espectáculo, lá pelas 17h30, ali pela zona de Caxias, a maluquinha era eu!]


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Pequeno leitão

21.02.11
Pois que a criança esta semana engordou 400gr. Isso faz de mim uma leiteira poderosa, um pacote de leite gordo, portanto. Tudo bem. Temos então 4kg de miúdo.

[Continuo a achar que o problema da semana passada foi da balança. Não acredito que ele tenha engordado apenas 80gr na semana passada e não acredito MESMO que ele tenha engordado 400gr esta semana. 400gr é uma alarvidade!!]


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Crónicas

17.02.11
Resolvi que me apetece escrever uma espécie de crónicas sobre a maternidade. E resolvi que, em vez de as deixar aqui perdidas pelos arquivos, as havia de juntar num blog. Nem todas estarão cá e lá ao mesmo tempo. A quem possa interessar

Mãe de saltos altos.


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Amamentar

17.02.11
Eu sou daquelas suburbanas que amamenta em qualquer lado. Basta o miúdo ter fome para eu lhe dar de comer. Sem problemas. Dado o frio que está, tento apenas andar com roupa que facilite o processo sem ter que estar de costas de fora (que é coisa para me pôr com uma pneumonia logo ali). Não faço questão da fralda por cima, a tapar a ocorrência, nem de me ir refundir no canto mais obscuro que esteja disponível. Onde estivermos é onde dou de mamar. Porque enquanto estou ali a dar de mamar não sou uma mulher. Sou uma garrafa de leite a ser bebida pelo gargalo.


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Comigo foi assim

17.02.11

Escolhi ser mãe. Um dia, há coisa de duas décadas, resolvi que queria ser mãe. Minto. Na verdade, até acho que não escolhi ser mãe. Era incontornável: um dia haveria de ter filhos. E tive. Tinha 28 anos. Foi imprevisto, mas foi imediatamente uma certeza. Uma certeza que hoje me diz coisas como "és a mãe mais linda do mundo" e "amanhã vais-te embora desta casa já!" (e não é bipolar, imaginem se fosse!).

Não sou uma mãe cutxi-cutxi. Não dou para o peditório das mães fofinhas, cheias de tremeliques quando a cria faz alguma gracinha nova, não a fotografo todos os meses, nos dias em que faz meses (a partir dos dois anos fazem anos, não fazem meses!). Sou uma mãe que ensina mais do que brinca. Que lê, que inventa, que cria, que estimula a imaginação da infanta. Que a deixa rebolar na relva. Que a deixa cair e a ensina a levantar-se (aconteceu hoje de manhã: escorregou e foi de rabo ao chão. Eu ri-me porque a cena teve realmente graça. Ela ameaçou o choro mas acabou a rir comigo. Levantou-se e foi à vida dela). Também sou uma mãe que se passa à quinquagésima vez que ela me chama naquele tom de voz arrastado, "mãããããããiiiin". Sou a mãe que não facilita no por favor, no obrigada, no com licença, no perdão, no bom proveito. Sou a mãe que a leva a parques infantis no verão e a pseudo-parques infantis de shopings no inverno. Que lhe compra livros e mais livros. Que faz desenhos com ela. Que pinta Kittys ad nauseum. Que a deixa chapinhar nas poças de água. E que às vezes não a deixa chapinhar nas poças de água.

Depois nasceu-me um rapaz. A quem adoro dar beijos, a quem adoro aconchegar no colo, que adoro que adormeça encostado ao meu ombro. Que não sei muito bem como educar, porque ainda agora começámos. Mas hei-de desenrascar-me, tal como com ela. Hei-de descobrir o tom para falar com ele. E o que fazer com ele, para que se sinta feliz. Porque, no limite, é só isso que eu quero: que eles sejam felizes, seja lá como for.

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Une merde!

15.02.11
Miúda doente. Conjuntivite e constipação. Tosse cavernosa de noite, nariz entupido, rouca de tanto tossir. Eu na mesma: constipada. Resultado: o pequeno rapazola engordou apenas 80gr esta semana, versus os 330grda semana passada. O pediatra acha que é da minha constipação. Tenho duas semanas para provar o que valho, enquanto leiteira. Tudo bem. E espero mesmo que ele recupere, que não me apetece nada começar a dar-lhe leite de lata.



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Returning to myself

08.02.11
Pois que tenho o roupeiro cheio de jeans. Circulam (figurativo, obviamente) por lá dois pares que são os da vergonha: aqueles dois pares de calças em que eu tenho vergonha de não conseguir vestir. Mas são também os pares de calças-objectivo: quando couber neles dou por terminada a guerra de voltar ao meu peso anterior às gravidezes.

Isto não é assim uma coisa que me ande a obcecar. Mais: estou muito contente com o que vejo ao espelho. Estou como estava antes de engravidar agora, mas, como é lógico, natural e humano, tenho uma barriga que não me agrada. Pudera: 9 meses de músculos distendidos não se invertem em três semanas. Mas para lá caminho. Desta vez noto-me muito diferente do pós-parto da minha filha. Nessa altura as dores eram tantas que cada centímetro do meu corpo clamava por cama, sofá, descanso. E foi por isso que ganhei peso a seguir. Agora não. Ando, mexo-me, faço tudo como se não tivesse tido uma criança. E, talvez por isso, a minha auto-estima anda por valores aceitáveis. Sinto-me bem comigo e isso é altamente motivador.

Isso e o facto de ele ser lindo, sossegado e um doce. Não podia ter pedido melhor!


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Semelhanças

01.02.11
A minha filha poupou-me a depressões pré e pós-parto. Não tive um dia em que me sentisse a pessoa mais miserável à face da terra. Não sei se foi por ela ter sido uma bebé fácil ou se foi por eu não ser dada a estados depressivos.

O meu filho, até ver, tem-me poupado a depressões pré e pós-parto. Por enquanto, é um bebé calmo, que come, dorme e pouco mais. Chora para mamar e com o alerta fralda suja. Mais nada. Está muito diferente de quando nasceu. Continua a ser uma cópia fiel do pai, mas está bem mais bonito, com um ar menos "Smeagul", menos alien, do que quando nasceu. Mais gordinho. Já recuperou o peso com que nasceu, o que atesta a qualidade do material materno (e a sofreguidão da criatura).

Estou feliz. Não estou cansada por aí além. Estou à espera que ele faça um mês (ou ande lá perto) e que passe este frio nórdico para começar a mostrar-lhe aquilo de que o mundo é feito.


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Constatação

28.01.11
É muito mais fácil limpar pipis do que pilinhas. E o meu filho vem com sistema de rega automática de série. E aquilo funciona...


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Sobre as visitas

27.01.11
Não me têm chateado nada. Porque são poucas, em doses controladas e sem grandes alaridos. Para domingo prevê-se uma enchente. E eu prevejo que às tantas vou ter sono e vou recolher aos meus aposentos.

(Porque são visitas que não informam que efectivamente nos vêm visitar. Dizem que pode ser que apareçam. E tanto podem aparecer 20 pessoas como nenhuma. E isso mexe-me com os nervos!)


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A nova rotina

27.01.11
Tenho a sorte de ter a minha mãe por perto. Tem vindo cá para casa todos os dias, ajudar-me. E tem sido uma ajuda preciosa. Além de ser uma excelente companhia, que é ainda mais importante.

As noites são vividas a espaços ainda pouco alinhados. Esta noite, por exemplo, foi de duas horas e meia em duas horas e meia. De manhã preciso de um bocado para recuperar e é aí que a minha mãe me ajuda mesmo.

Almoçamos as três. A pequena dorme. Eu durmo ou fico por aqui, a fazer qualquer coisa que precise de ser feita. Está a ser óptimo. Não ando esgotada, não ando angustiada. Estou a aproveitar os dias na melhor companhia do mundo: os meus filhos e a minha mãe. Só falta mesmo o marido para a coisa ser perfeita.


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Multiplicando

24.01.11
Para início de conversa: obrigada a todos pelos votos de felicidades. O facto de não conhecer pessoalmente a grande maioria das pessoas que me lê e que acompanhou a minha gravidez não é impedimento para sentir o coração quente com as vossas palavras.

Já esqueci o quão desgastada andei no final da gravidez, do quanto me custou passar aqueles dias de espera. Na sexta-feira fizemos o que a médica disse e fomos ter com ela. Onze e meia da manhã. Fez-me uma manobrazinha de expulsão (quem já teve filhos sabe o que é, quem não teve... poupo-vos os pormenores) e deu-me um comprimido para induzir o trabalho de parto. Mandou-me ir andar e regressar dali a duas ou três horas para reavaliar. Tínhamos que ir comprar umas peças para o carro do miúdo portanto lá fomos andar para o Alegro. Meio-dia e meio. Contracções dolorosas de cinco em cinco minutos. E nós a andar. Lá nos despachámos e fomos para o hospital. Duas horas. A meio do caminho senti uma dor aguda, como se me tivessem arrancado um bocado de um osso. E fui o resto do caminho a contorcer-me de dores (para quem não tem filhos e quer ter, não vale a pena escamotear a verdade: o processo dói). Duas e meia. Entro nas urgências, explico o que tenho, a médica decide internar-me. Duas e cinquenta. Entro no bloco de partos, chamam o anestesista para me dar a epidural. Mais uma vez a epidural não me faz nada. Adormece-me as pernas mas não me tira as dores (sim, acontece). O poder que a epidural tem em mim faz com que as enfermeiras fiquem sempre abismadas: em meia hora faço sete dedos de dilatação (perdão pelo grafismo da coisa!).

Desta vez tive ainda mais sorte do que no parto da minha filha. Apanhei uma equipa fabulosa, preocupada, carinhosa. Ensinaram-me a respirar e a focar a força. Quatro e um quarto. Mandam-me começar a fazer força para ele descer. E eu ali estou, a fazer o que me mandam. Resolvo as contracções com apertões enormes às mãos do culpado, que, às tantas, teve que tirar a aliança, depois de ter ficado ferido nos dedos, à conta da tal força para resolver contracções. Cinco e um quarto. Força para expulsar. Cinco e vinte e cinco. A parteira percebe que ele vem com o cordão à volta do pescoço, mandam-me não fazer mais força, para elas resolverem a situação. Cinco e trinta e oito. Um bebé lindo, moreníssimo, perfeitinho, cabeludo, a cara do pai. Eu sem dores nenhumas. O pai a chorar copiosamente. Nós os três agarrados. A nossa família ainda mais completa. Um amor para sempre.


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40 semanas e meia...

21.01.11
...que se resolveram em 5 horas. Sou mãe a dobrar. E o amor também se dobra, no exacto momento em que vemos um filho sair de dentro de nós. Apaixonei-me outra vez. E não preciso de dizer que estou feliz!

Nota: post publicado a 321km de distância a pedido da mãe.


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A lifetime favorite...

21.01.11



You're my last breathe
You're a breathe of fresh air to me
Hi, I'm empty
So tell me you care for me

You're the first thing
And the last thing on my mind
In your arms I feel
Sunshine

On a promise
A day dream yet to come
Time is upon us
Oh but the night is young

Flowers blossom
In the winter time
In your arms I feel
Sunshine

Give up yourself unto the moment
The time is now
Give up yourself unto the moment
Let's make this moment last

You may find yourself
Out on a limb for me
Could you expect it as
A part of your destiny

I give all I have
But it's not enough
And my patience is shot
So I'm calling your bluff

Give up yourself unto the moment
The time is now
Give up yourself unto the moment
Let's make this moment last

Give up yourself unto the moment
The time is now
Give up yourself unto the moment
Let's make this moment ... last

And we gave it time
All eyes are on the clock
But time takes too much time
Please make the waiting stop

And the atmosphere is charged.
In you I trust.
And I feel no fear as I
Do as I must.

Give up yourself unto the moment
The time is now
Give up yourself unto the moment
Let's make this moment last.

Give up yourself unto the moment
The time is now
Give up yourself unto the moment
Let's make this moment last

Tempted by fear
And I won't hesitate
The time is now
And I can't wait

I've been empty too long
The time is now
The tender night has gone
And the time has gone
Let's make this moment last
And the night is young
The time is now.
Let's make this moment last.

Give up yourself unto the moment
The time is now
Give up yourself unto the moment
Let's make this moment ... last.

Moloko - The time is now


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No news...

19.01.11
Tudo na mesma. Obstetra de boca aberta quando me viu entrar no consultório. Mas não há maneira de a lapa se soltar. Tem mais um dia para se decidir. Se nada acontecer, sexta vou ao hospital ver como param as modas. Se não houver uma enchente na maternidade, ele salta cá para fora. Se houver, tem mais uns dias para se organizar. No máximo dos máximos terça-feira que vem. Quando, pelas contas da médica, a lapa estiver alojada há 41 semanas.

Hoje vim de lá com a indicação de andar muito, que isto já não está a ser bom nem para ele nem para mim (diz a médica). E eu já passei a fase em que desobedecia só pelo prazer de desobedecer e ver o que acontecia a seguir. Andei cerca de 3kms, com escadas e subidas íngremes incluídas, em passo acelerado. Aos primeiros 500m já eu estava "à rasca", mas aguentei-me e continuei.

E ele chateou-se com isso? Zero...


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A saber

18.01.11
Deixei de lado a ansiedade e estou zen. Zen estilo "don't care" quando me perguntam quando é que ele nasce. Mas ter que responder a essa pergunta (e suas variantes) cinquenta vezes por dia... é dose. E faz desaparecer o estado zen e regressar a ansiedade.


Não está para breve. Eu achei que nunca na vida chegaria ao deadline de uma gravidez. A desta é amanhã.


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E não...

17.01.11
... ainda não desalojei o inquilino...


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Bye, bye dia 15!!

15.01.11
Eu não queria mesmo que o miúdo nascesse hoje. É o dia de aniversário do bisavô e acho que seria uma "carga" demasiado pesada partilhar a data com ele. Este mês ainde temos os aniversários da avó paterna e do pai. Ambos no fim do mês, pelo que espero que também não vá lá bater. E já que é para esperar, esperemos até dia 21. Aquário, pois claro. Para sermos 3 aquários para uma sagitária lá em casa. Or whatever... (isto é mesmo conversa de quem não tem nada de jeito para dizer...!)


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Nada de novo

14.01.11
ARGHHHHHHHHHHHHHH!!!!

Eu não me considero uma pessoa impaciente. Sou até daquelas pessoas que acha que cada coisa a seu tempo. Mais ou menos, pronto, que isto quando se é um elefante perde um bocado o sentido. E eu, quando estou em modo fartinha de estar grávida perco um bocado o discernimento e a calma e a paciência e deixo de alinhar pelo "tudo a seu tempo" e quero mais é que a coisa avance e que se faça luz.

Não gosto de surpresas, como já aqui disse. Não gosto de não saber com o que contar. Também não gosto de planear a minha vida com mais de uma semana de antecedência (e estou a melhorar, porque há uns anos 24h de antecedência era a longo prazo). Mas odeio, odeio, odeio não saber quando é que este miúdo vai resolver sair. Odeio sentir que não posso fazer nada para que aconteça (porque sou contra cesarianas marcadas para conveniência da mãe e sou contra induções de partos só porque sim). O que eu podia fazer já fiz: andar, subir escadas, lavar o chão de gatas. Acham que ele se incomodou com isso? Zero.

A médica diz que ele, a partir de 3ª que vem, já não está aqui a fazer nada. Eu espero sinceramente que não chegue a tanto. A minha filha foi tão mais fácil... Não precisei de fazer nada para ela resolver que já chegava. Uma despachada, como ainda hoje é. E isto mostra que, regra geral, as mulheres são mais proactivas e os homens mais deixa-andar...


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Recordando

12.01.11


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Qual é a probabilidade?

12.01.11
Entro nas urgências do hospital e vejo uma cara que conheço de qualquer lado... fico na dúvida, depois lá me lembro. Chamam a rapariga e eu confirmo a minha suspeita. Vejo-a vir à porta entregar o saco da roupa dela (fica internada para ter o bebé) e eu começo a achar demasiada coincidência.

Entretanto eu entro para CTG e pergunto à enfermeira das admissões se aquela pessoa foi internada. Ela diz-me que sim e pergunta porquê. Eu explico:

Eu e ela partilhámos quarto ali, no hospital, quando nasceram os nossos primeiros filhos (que nasceram no mesmo dia, com 14h de diferença). Agora estamos as duas novamente em fim de tempo. E ainda não estamos livres de voltar a ter bebés com 14h de diferença (depende de quanto tempo ela esteve/está em trabalho de parto e de quanto tempo demora para chegar o meu).

Qual é a probabilidade de isto acontecer?...

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Falso alarme

12.01.11
Sim, o processo já começou. Mas pode demorar. Um dia, dois dias, uma semana. É continuar a fazer o que tenho feito: andar, mexer-me. E diz a médica: o seu útero não parece nada o útero de quem já teve um filho! E uma pessoa ouve falar assim das suas entranhas e fica contente, pois que fica!


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Palavra do dia

11.01.11
Contracções. A doer. Ó caraças...! Será que...


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38 (going on 39)

10.01.11

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Obsessões

10.01.11
Eu não sou uma mãe obcecada. Com nada. Não stresso com quedas, nem com doenças, nem com queixumes, nem com saídas da rotina. Encaro tudo com normalidade e o meu lema é "resolver o problema sem me transformar eu mesma num problema". Se a miúda cair e eu desatar num pranto, o mais provável é que não a consiga ajudar. O sangue frio é o meu melhor amigo nas alturas de crise. E se calhar por isso é que tive, em três anos e pouco de maternidade, pouquíssimas crises.

Claro que há medos, claro que há fantasmas a pairar, claro que há coisas que me atormentam. Mas as coisas têm a importância que nós lhes damos. E o meu truque é minimizar ao máximo as coisas negativas.

Também não sou daquelas mães que usam as filhas como meio para concretizar sonhos. Claro que tive sonhos de infância/adolescência que não cumpri. Mas isso não quer dizer que tenha que os cumprir através da minha filha. Ela será o que quiser ser, de manequim a electricista, passando por médica ou cantora pimba. Os meus sonhos não interferem nos dela, não quero que ela cresça para me realizar a mim. Eu tive o meu tempo, agora é o tempo dela.

É óbvio que, se fosse eu a escolher, fazia dela neurocirurgiã ou coisa que o valha. Mas não sou. E não sou dona dela, ela não é minha, é do mundo. Eu só a pus cá e tento educá-la da melhor maneira que sei e fazer dela a melhor pessoa possível. Até ver, acho que não me tenho saído mal (e, quando digo que a educo, não falo só de mim, mas de todas as pessoas que contribuem para a educação dela: o pai, os avós, os tios, etc.). Só quero é que ela seja feliz e que nunca duvide de que fizemos sempre o que achámos melhor para ela.


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Rádio Nostalgia

07.01.11
Bateu agora. Uma nostalgia profunda. Pus a mão na barriga para acalmar um pontapé e apercebi-me de que estou nos meus últimos dias de grávida. E de que, muito provavelmente, não volto a passar por isto. E se uma gravidez é uma lista de incómodos, também é uma lista ainda maior de bons momentos. O descobrir a gravidez (dei sempre pulos de alegria), o contar a novidade (uma excitação constante), acompanhar o crescimento da barriga, as ecografias, o coração a bater, os primeiros pontapés, o fazer o ninho, a escolha do nome, a escolha dos padrinhos... tudo momentos que muito provavelmente não torno a viver. E custa-me, aos 31 anos, dizer que esta é a última vez que faço uma coisa destas. Custa-me fechar a porta. Por isso não a fecho. A pessoa que mais relutante estava em relação a um terceiro filho passa a vida a falar nele (o pai, claro), portanto nunca se sabe...


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Quase...

06.01.11
Manhã passada no hospital, a ouvir o que eu já sabia. Miúdo pequeno, mas a crescer. Tudo verde, tudo atrasado. Médica demasiado querida a fazer o toque. Não doeu. Vemo-nos para a semana... às 39. E sim, acredito que chegamos lá.


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  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D