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O rescaldo

06.12.10
O bolo estava delicioso. Consegui fazer a decoração que queria. Nada derreteu durante a noite. Toda a gente ficou de boca aberta com o bolo de agrião. Houve tentativas de apostas sobre a veracidade do agrião versus corante verde. 34 pessoas lá em casa. Consegui comer qualquer coisa à uma da manhã, depois de toda a gente se ir embora e de termos arrumado (mais ou menos) a casa.

No dia seguinte perguntei à rainha da festa se tinha gostado. Resposta: não, gostei mais da festa da avó Ana (ou seja, da festinha no dia de aniversário mesmo). Perguntei porquê. Resposta: puque lá havia um bolo de bolinhas da Minnie com uma vela.

Explicação: estive umas 7 horas a fazer o bolo de aniversário de dois andares, da Kitty, cheio de flores. Mas a miúda preferiu o bolo que tinha em casa da avó, no dia de anos. Um simples bolo de bolacha, com um Mickey e uma Minnie em açúcar e decorado com pérolas coloridas. Para quê complicar??...



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Mommy's update

02.12.10
Melhor, felizmente. Tão bom sentir a minha mãe a regressar!


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Essa coisa maravilhosa que atende por Serviço Nacional de Saúde

30.11.10
Desta vez, sem ironia. Ontem tentei marcar consulta por telefone, não dá. Só presencial. Hoje eram 6h quando acordei para vestir a catraia que foi com o pai para casa da outra avó. Deitei-me mais um bocadinho e às 7h estava a pé. Às 7h30 estava à porta do centro de saúde, eu e mais umas 20 pessoas. Às 8h aquilo abriu e começámos a ser atendidos. 10 médicos, uma média de 5 vagas para cada um (para estas marcações diárias, porque têm mais consultas marcadas de um mês para o outro). Fui a 2ª a ser chamada para aquele médico. Marquei a consulta e saí de lá às 8h05. Fui buscar a minha mãe. Chegámos de novo ao centro às 8h40. O médico começava às 9h. Às 9h20 chamou a 1ª consulta. A seguir entrou a minha mãe. Saiu. Veio de lá com uma receita e com uma credencial para uma TAC. Fui à farmácia comprar o 5º tipo de injecções que ia ter que tomar. Regressei ao centro de saúde. Esperámos um bocadinho na enfermagem. Saímos de lá às 10h20. Fui levá-la a casa. Fim.

Aquele centro de saúde é organizado. As coisas funcionam com uma rapidez pouco comum. Nada de mal a dizer daquilo. Mas se isto não funcionar, o próximo passo é a "medicina alternativa" (uma sessão de Shiatsu, para ver se se descomprime a vértebra que está a fazer da minha mãe uma velhinha de 90 anos).

(Obrigada pelos votos de melhoras!)


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E as lágrimas...

17.11.10
O meu primo puto (sempre puto, apesar dos 29 anos, apesar do tempo que não parou, apesar de tudo) adicionou-me no Facebook. Fui ver o que ele tinha por lá... e não demorou nadinha até as lágrimas começarem a cair...

O meu avô. Sempre o meu avô. Olho para as fotos dele e vejo-o aqui, apesar de ele não estar aqui há quase 3 anos. Parece que nada aconteceu, que ele está sempre lá, sentado à lareira ou deitado no sofá. Não está. Mas está sempre comigo, onde quer que eu vá.

O meu primo diz que ele é a pessoa com quem mais se identifica. Eu digo que ele é a pessoa que mais me marcou. Que marca ainda. E tenho tanta pena de ele não estar cá para ver a bisneta crescer, para conhecer o bisneto, para nos acompanhar a todos... São tantas as saudades... e as lágrimas que caem sempre que o vejo e o sinto assim, perto de mim...

(E do que eu gostava mesmo era que o meu filho fosse parecido com ele... em tudo.)


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Ocasião especial

10.10.10
Com a minha mãe ausente a caminho de Fátima (sem dores, sem bolhas, sem mazelas, com uma força do caraças), é dia de mimar o meu pai. Arroz de polvo e mousse de chocolate. E um domingo de chuva.


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E hoje

24.08.10
... é dia de celebrar a vida da melhor mulher que conheço. A única capaz de me aturar as neuras, as manias, as angústias e os ataques de mau feitio. A melhor mãe do mundo. A que me ensina a ser mãe e a tentar, um dia, ser como ela. A que me mostra todos os dias de que é feito o amor.

Amo-te, mãe!


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O tempo que falta

29.07.10
Vou entrar na pior semana do ano: a semana que antecede as férias-de-verão-a-sério. Não é que haja mais trabalho do que o normal. Não é que haja menos tempo do que o normal. Mas é a semana da contagem final e custa sempre taaaaaaaanto a passar...

Mas depois vão ser uns dias daqueles sem horários, sem obrigações, só a fazer o que nos apetece, a ir onde nos der na telha, a desfrutar apenas da companhia uns dos outros.

Planos? Não há. É para o lado que der o vento...

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Planos para o fim de semana

23.07.10
Sábado: casamento da cunhada.
Domingo: recuperar do casamento da cunhada.

Maneiras que é isto. Cansaço e diversão parece-me uma mistura perfeita.

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O meu pai

19.07.10
Felizmente, tenho a sorte de ter homens como deve ser na minha vida. Primeiro, era o meu avô, de quem tenho as maiores saudades, que me ensinou tanto, que gostou sempre tanto de mim. Depois o meu pai, réplica exacta do meu avô, daqueles pais presentes que, em miúda, me fazia o jantar, me ensinava a ler e me levava com ele ao café (eu com uns 5 anos). Depois, o meu marido. Quem conhece a nossa história sabe e pronto, não é preciso dizer muito mais: não há muitos homens como ele e eu tive a sorte de o ter na minha vida. Agora há-de ser o meu filho, que não tem outro remédio senão ser um homem às direitas, que eu não quero cá testosterona armada ao pingarelho.

Bom, voltando ao início. O meu pai fez ontem 56 anos. E a coisa que mais amo no meu pai é uma coisa que descobri há dois anos e tal e que não lhe imaginava tão apurada: o talento para ser avô. Ama a neta acima de qualquer coisa. Derrete-se com ela. Faz tudo o que ela quer. Mima-a. Gasta tempo com ela. Anda de gatas, faz vozes, brinca, inventa. Ensina-lhe letras e números (que ela já conhece tudinho, canta o alfabeto sem se enganar, w, x, y, z incluídos). O meu pai está a ser para ela o que o meu avô foi para mim. E isso deixa-me tão feliz... porque uma das coisas que considero que foi um tesouro na minha vida foi precisamente a relação que tive/tenho com o meu avô. E é uma sorte imensa ter um homem assim na nossa vida. A minha filha é uma sortuda: um avô destes, um pai que não podia ser melhor. Só espero que daqui a uns anos não baixe nela um talento insuspeito para desencantar trastes, que isso é coisa que ela não merece!

Parabéns, pai. Amo-te muito!

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Coisas que não interessam nada mas...

15.06.10
... em dia de bola, lembrei-me.

Tenho um primo que é um clone (quase) perfeito do Mourinho. Barba de 3 dias, cabelo grisalho, pele morena, o mesmo tipo de feições. É treinador de futebol e tudo (versão putos, centro do país, num clube que nem eu sei como se chama). Não se veste como o Mourinho (mas é pena) e pesa mais um bocadinho do que o dito (o que também é pena). Mas é o mais parecido com o The Special One que eu já vi.

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Ainda sobre o que se gasta em casamentos

06.05.10
Três casamentos este ano. Este, de amigos, o da prima-irmã dele, em Junho e o da irmã dele, em Julho. Tenho muito onde gastar dinheiro, portanto em roupa não vai ser MESMO. No caso da prima dele vou repetir o modelo DIY para mãos, pés, cabelo e make-up. O casamento é às 10h, pra lá do sol posto (na terrinha, na verdade), portanto eu não estou nem para me levantar às 6 da manhã, nem para me meter nas mãos de cabeleireiras/manicures que não conheço. No caso da irmã dele, a coisa poderá não ser bem assim... mas pronto. É o que há.

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Do fim-de-semana

12.04.10
Terrinha dele. Sol, vento frio. Chegámos antes de almoço, no sábado. E depois foi fazer o almoço, almoçar, trabalhar, planear trabalho, ver "O Rapaz do Pijama às Riscas" (menos o finalzinho que, não sei porquê, não ficou gravado na pen). Depois jantar, arrumar a cozinha e começar a ver o "The Shutter Island", que não acabei porque adormeci.

Domingo rumar a Torres Novas, conhecer a prima Maria pequenina-pequenina, passear num jardim fantástico, ir almoçar ao Entroncamento, dormir parte da viagem de regresso, ele ir ter com o irmão para lanche de aniversário, eu ir com a miúda ao parque (onde ela fez o favor de se estampar do escorrega abaixo, nada de grave, contudo), depois regressar a casa, jantar sopa e um batido, arrumar a cozinha, ver um episódio do Flash Forward e meio do Lie to Me, ler um bocadinho e dormir.

Foi um dos melhores fins-de-semana lá. E ele a dizer-me "não gostaste, pois não? é que ninguém te vê...". E eu a responder "pois não, e é mesmo por isso que gostei tanto... porque estive lá, no meu canto, sem fazer fretes"...

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Do Natal - o after party

28.12.09
Depois do jantar de Natal com as best-friends (um sushi delicioso que levámos para casa da best L. e do seu namorido), depois da ida ao Silk para a festa de Natal (e eu já não ia a um sítio apinhado de gente há uma vida, portanto estranhei - mas amei), na manhã (tarde, na verdade) seguinte ia perdendo o comboio - mas não perdi. Fui para a terra do marido. Pensava eu. Ele foi buscar-me ao comboio e, surpresa, levou a catraia. E embicou para uma estrada que eu não reconhecei. E que só estranhei quando, passado um bom bocado, vi a indicação de que a terra dos meus pais ficava a 14km. E perguntei. Ele disse que íamos ver os meus pais. Tranquilo. Com o detalhe de que os meus pais estavam a anos-luz da terra, atrasadíssimos como é costume. Ali fomos ficando, decidimos que ficávamos para jantar e que os avós viam a neta antes do Natal.

A meio da tarde disse que ia ao carro buscar o meu livro, para me entreter um bocado. E ele disse que tinha trazido o saco para cima e que estava no quarto X. E eu lá fui. E vi malas, sacos, tudo e mais alguma coisa. E fui perguntar o que era aquilo. E ele disse

Surpresa... Só te quero ver feliz. E sei que estavas muito triste por irmos passar o Natal sem a tua família. Portanto, passamos o Natal aqui...

E eu chorei. E depois disso o Natal foi feliz, como todos os Natais...

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Ainda do Natal que está a chegar

21.12.09
Este será o meu primeiro Natal sem os meus pais. Eu, filha única sem manias de filha única, independente, desprendida, arraçada de tractor, estou morta por dentro por saber que vou estar sem os meus pais. Eu sei que tenho a minha filha e tudo o resto. Mas há uma parte de mim onde, neste assunto, impera o ser filha. E sei que aos meus pais vai custar. Porque eles são pais de filha única, com poucas manias de pais de filha única, independentes, desprendidos e arraçados de tractor. Mas passar o Natal sem filho nenhum cheira-me que não deve ser grande coisa...

[E para o ano é em minha casa. Quem quiser ir, vai. Quem não quiser, não vai.]

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Da falta de descanso

14.09.09
O senhor meu noivo achou por bem marcar um almoço de domingo com as nossas famílias (pais e irmãos) para este fim-de-semana.

Resultado: sábado comecei a cozinhar às 15h e acabei às 10h30. Lavei loiça, lavei chão e lavei mais chão. Tomei um banho de imersão à meia-noite e meia e só aí me lembrei que não comia nada desde as 16h30, hora a que, entre frigideiras de batatas, consegui almoçar.

Domingo foi o almoço. Que acabou às 22h. Jantei um copo de leite, porque entre loiça para lavar, mais loiça para lavar e ainda mais loiça para lavar, não tive tempo.

Estou de rastos, claro.

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À minha avó F.

12.06.09
80 anos, avó. São 80 anos lindos, cheios de rugas e de histórias, de sorrisos e de abraços disfarçados. Tímida, a minha avó F., mas assertiva: não perde uma oportunidade para me mandar portar-me bem, apesar dos meus 30 anos e de ser a neta mais velha. A minha avó F. vive com quatro pesos no coração: os dois filhos que perdeu à nascença (o mais velho e a mais nova, de quem eu só soube há coisa de dois ou três anos), a ida do filho mais velho para Angola (e não o vê há uns 6 ou 7 anos, pelo menos) e a partida do meu avô, que faleceu há um ano e meio. A minha avó F. casou aos 18 anos e foi casada até aos 78. Sessenta anos de um casamento feliz, que é coisa que nenhum dos netos terá (a não ser que vivamos até aos 90 e tal anos!).

A minha avó F. é a melhor cozinheira que eu conheço e para isso bastam-lhe dois pratos que nem são nada por aí além mas que, feitos por ela, são os melhores do mundo: frango frito e bifes de perú. Há na família uma coisa que se chama "batatas fritas da avó F."; é isso mesmo: as batatas fritas da minha avó F. são imbatíveis, não sei por que feitiços, mas são.

A minha avó F. aturou as brigas e diabrices dos três netos mais velhos aí durante uns 10 anos e nunca se queixou. Tomou conta de nós, ralhou connosco, deixou-nos brincar na rua, berrou para que fossemos lanchar, deu-nos mimo e palmadas e milhares e pêssegos brancos da horta dela, lá na terra, apesar de ter toda a vida vivido na cidade.

A minha avó F. faz hoje 80 anos e eu, graças a uma qualquer ideia brilhante do patronato, não tive ponte, portanto não posso estar com ela. Mas ela está sempre comigo. Adoro-a... e acho que nunca lho disse (coisa a corrigir brevemente, claro!).

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Aniversário

20.04.09
Em miúda passava imenso tempo com uma das minhas primas (tenho 9 primos direitos, ao todo): férias juntas, Natal, Páscoa e tudo o que fosse feriado juntas. Entretanto, no final da adolescência, acabámos por nos afastar. Não foi por nada em específico, mas começámos a perceber que éramos pessoas completamente diferentes e, obviamente, também deixou de se proporcionar férias de três meses geridas pelos nossos pais.

Ela faz anos hoje: 33. Continuo a sentir que somos diametralmente opostas, apesar de gostar muito dela. O universo dela não é, de todo, o meu (e vice-versa), mas tenho pena porque, em miúdas, éramos as irmãs que não tínhamos, unha com carne. Poderíamos ter sido amigas, mas somos apenas primas e juro que tenho pena.

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