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Aprender a aceitar

12.11.13

Ontem, assim que acordei decidi que era dia de batom vermelho. Ia vestir-me de cinzento escuro e achei que ficava ali bem um splash de cor. Foi o que fiz. Pus foto no Instagram e no Facebook, como faço sempre que o bendito batom vermelho vê a luz do dia. Fui recebendo comentários simpáticos, em tom de elogio. E para todos arranjei contestação. "És gira", "não sou nada, isto é da maquilhagem". Depois fiquei a pensar. Por que raio é que eu não consigo aceitar um elogio? Por que raio não me limito a agradecer e tenho sempre que desconstruir o que quer que seja que me digam de positivo acerca de mim? Baixa auto-estima? Não acho. Modéstia? Também não.

Acho que estou formatada para o negativo. Talvez por sempre ter tido uma noção demasiado clara daquilo que sou, nunca me permiti olhar para mim como sendo uma mulher bonita. Na minha cabeça não o sou. E sempre que alguém me diz que sim lá vou eu contradizer e argumentar e ser chata nas horas. Podia mesmo limitar-me a agradecer, não é? Mesmo não concordando com o que me dizem, podia calar-me e seguir viagem.

Sou só eu que sou assim? Ou há desse lado mais gente a "padecer do mesmo mal"? Como é que isto se cura? Como é que nos auto-educamos no sentido de aceitar o que temos de bom, de ver em nós pontos positivos em vez de apenas negativos? Que espécie de exercício podemos fazer para chegar ao ponto de aceitar o que somos, mas não de nos pormos num patamar irreal de divindades do Olimpo? É complicado, para mim, encontrar um ponto de equilíbrio e não ser nem demasiado negativa, nem demasiado positiva, mas apenas realista em relação a mim mesma. 

 

[Isto não tem nada que ver com capacidades intelectuais, que não são o que está em causa aqui. Estou a falar somente da imagem que temos de nós mesmas.]

 

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Compensações esquisitas

11.11.13

Todos os meses, no início do mês, separo dinheiro por uma série de envelopes (tenho um para o supermercado, outro para a casa, outro para as contas, para a gasolina, etc.). Há uns meses desapareceu o envelope da gasolina - coisa chata, tendo em conta que tinha lá dentro o cartão de desconto da Repsol. Hoje, a tratar deste assunto, constato que me falta o envelope da casa. Subo a um banco para ver se o pus na prateleira onde tenho os livros de receitas... olho... e encontro o envelope da gasolina. O da casa continua desaparecido.

 

Aqui há tempos reencontrei um relógio que tinha "perdido". Poucos dias depois perdi a bolsa do telemóvel que usava quando ia correr.

 

Há coisa de duas semanas perdi o meu caderno de apontamentos. Estou para ver o que é que vou encontrar a seguir. Mas precisava mesmo de encontrar estas três coisas: envelope da casa, bolsa do telemóvel, caderno. O que é que terei que perder para que estes objectos apareçam?

 

Adenda: o envelope apareceu assim que escrevi o post. Fui arrumar os outros e lá estava ele, sossegadinho no fundo da gaveta. One down, two to go...!

 

Adenda nº 2: acabei de encontrar o meu caderno!!! Num sítio onde não era mesmo suposto estar: no meio dos livros dos miúdos... Two down, one to go... (se eu soubesse que, falando, encontrava as coisas, já tinha falado há mais tempo!!)

 

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Óculos

11.11.13

Daqui a bocado vou a uma consulta de oftalmologia (já devia ter ido há uns 2 anos, mas adiante). Os meus óculos estão uma lástima: foram comprados há uns 3 ou 4 anos, numa promoção 2 pelo preço de 1. Os primeiros foram usados durante muito tempo, até deixarem de estar em condições (ou seja, até as lentes estarem riscadas) e foram promovidos a "óculos de dormir" (não, não durmo de óculos... mas leio na cama e acabo por adormecer muitas vezes com eles postos, o que já deformou uma série de hastes). Pus os segundos a uso. Em pouquíssimo tempo ficaram ainda em pior estado: riscadíssimos, claro. Defeito meu, que os maltrato? Não. Defeito da película XPTO (que não é nada XPTO, visto que os óculos são do mais básico que há), que estalou toda. Até os óculos da minha filha, que ela tem há um ano e que andam sempre aos tropeções por todo o lado estão em melhor estado (nem um risco, sequer! Hooray, Multiópticas!). Portanto, éaltura de mudar... e, já que mudo, mudo tudo...

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O que aí vem

08.11.13

Amanhã, um baptizado. E eu aqui em ânsias, cheia de medo das minhas fraquezas e de cair em tentação e de me desgraçar. Falo de comida, obviamente. Ando há quase uma semana muito, muito atinadinha (mesmo: sem doces, sem trigo, sem disparates) e não quero deitar tudo a perder no baptizado. Eu sei, eu sei: um dia não são dias. Mas tenho mesmo que encarar isto como se fosse uma toxicodependente em frente a duas linhas de cocaína: tocar num pozinho sequer é percorrer o caminho da desgraça novamente. Não quero. Custou-me muito mentalizar-me do que tenho a fazer, custa-me muito recusar tudo o que amo comer (doces, doces e mais doces), custa-me muito dizer não. Mas tem que ser. Principalmente agora, que começo a ver efeitos. Não quero mesmo pôr a patinha em ramo verde. Vai ser precisa muita força...

 

[Depois conto como correu...]

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Pecados capitais

06.11.13

Preguiça. Gula. Luxúria. Ira. Vaidade. Inveja. Avareza. É esta a "minha" ordem dos pecados capitais, agora (há uns anos havia ali uns quantos trocados de sítio, mas adiante).

 

A este textos importam os dois primeiros. A preguiça é a minha pior característica, como diz o meu marido (que, como é muito querido, usa a palavra "característica" em vez de usar a palavra "defeito"). É um facto: se eu pudesse viver deitada, vivia. Não podendo, combate-se a coisa. Parece-me que esta parte vai estando mais ou menos controlada (com recaídas, é certo - principalmente ao domingo à tarde, em que só me apetece não fazer rigorosamente nada).

Agora... a gula é do caraças! Oh, pecadinho mais chato, pá! Porque é que uma pessoa não pode simplesmente comer como quem mete gasolina no carro?? Dava-me tanto jeito não ter prazer nenhum em comer e alimentar-me só para evitar cair para o lado... Mas não! Tinha que ser alarve, adorar comer, gostar de cozinhar e, pior, andar a refinar estes dois gostos de ano para ano! Nisto de perder peso é precisamente esta a parte que me custa: controlar o que como, não ceder a compulsões e não passar os dias movida a "é só isto, amanhã já me porto bem". É discurso de drogado, bem sei. E é o que eu sou, só que a minha adição não são pozinhos mágicos e sim... açúcar (que não deixa de ser um pozinho mágico, vá). Eu bem tento, mas passo a vida a fazer como dizia o Oscar Wilde: "a melhor maneira de nos livrarmos de uma tentação é cedendo-lhe".

 

Bom, mas este processo - loooooooooooongo - vai tendo melhorias de dia para dia. Ultimamente, a minha grande inspiração tem sido a Catarina. E se, por um lado, não consigo fazer exactamente o que ela faz, em termos de alimentação (porque treino mais dias e mais horas do que ela e não quero mesmo ter um fanico), por outro tenho conseguido domesticar-me e, aos poucos, ir tentando encarreirar.

Nos entretantos, parece-me que tenho aqui um problemita de intolerância ao glúten. Estou há dois dias sem ingerir glúten e sinto diferenças. Acho, contudo, que é um efeito placebo-ish qualquer porque, ao que parece, é preciso estar cerca de 3 semanas sem glúten para realmente ver efeitos da coisa. Isto é um mega-desafio. O glúten é uma ceninha "macabra" que está por todó lado! A nossa alimentação é muito baseada em coisas com glúten: pão e massas à base de trigo, principalmente. Eliminar o glúten significa, portanto, ver-me livre de uma data de coisas que não fazem bem nenhum (e não é só pelo glúten): pão (posso sempre virar-me para o pão de milho, mas coisas de trigo e centeio, por exemplo, já eram), massas (nem as integrais se safam), massas folhadas, bolos ditos normais (yay!), etc. Vai ser duro, mas quero mesmo ver se consigo estar os tais 21 dias sem glúten. Depois disso, logo se vê o que acontece. Eliminando o glúten consigo reduzir drasticamente o consumo de hidratos de carbono, coisa que é capaz de se notar nas ancas. Mantenho alguns hidratos, nomeadamente os da fruta, da quinoa e do amaranto, coisas de que sou fã. Ando muito amiga das oleaginosas mas, se antes me dedicava a devorar um pacote de frutos secos num serão, agora um pacote dá-me para mais de uma semana. A minha preguiça não me permite comer tantos vegetais como era suposto: fazer saladas dá uma trabalheira, mas sou fã de esparregado e como muitas, muitas vezes. Ando apaixonada por um lanche que tenho feito todos os dias: um iogurte magro sólido, um bocado de puré de maçã (só maçã cozida em água com canela, depois escorro a água, tiro os paus de canela e trituro a maçã - comida de bebé, sim!), sementes de chia, sultanas ou goji, sementes de girassol, canela em pó e cinco unidades de frutos secos. Delicio-me com isto e tem sido o suficiente para matar a minha vontade de comer doces.

 

Estou cansada desta luta, muito honestamente. Estou cansada de ter uma percentagem de massa gorda que não lembra. Estou cansada de querer controlar-me e de não conseguir. Quase seis anos disto é dose. Pior: seis anos sem conseguir e sem sair do mesmo peso (tirando as gravidezes que houve pelo meio: numa aumentei 12kg, na outra perdi 9kg). Já deixei de prometer que agora é que é e já deixei de acreditar. Vai sendo um dia de cada vez. Como em tudo.

 

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...

05.11.13

Já estava a ressacar: desde quinta que não treinava em condições (na sexta fiz um treino super rápido, de meia hora, ou seja, 1/4 do que normalmente faço). Hoje teve que ser: peguei no miúdo e arrisquei. O pior que podia acontecer era chegar lá, ligar a passadeira, ele fazer uma birra (ou portar-se horrivelmente mal - yep, às vezes os meus filhos portam-se horrivelmente mal!), eu desligar a passadeira e virmos embora. Não aconteceu. Deixou-me correr 1.5km e andar mais 0.5km, deixou-me fazer 15 minutos no stepper e deixou-me fazer o treino de hoje, que era o mais curto de todos. Andou por lá a brincar com os peluches dele (deitado numa passadeira e a arrastar-se pelo chão!), brincou com uma bola de Pilates, mas aguentou bem o tempo que lá estivemos (mais ou menos 1h30). Vim de lá de alma lavada, com a t-shirt ensopada e o corpo leve, leve.

 

[Mas palpita-me que amanhã não vai querer ficar na avó... dias de mimo de mãe são imbatíveis! Andamos os dois de coração cheio, é o que é!]

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Ponto de situação

25.10.13

Ou "breve momento narcísico" - também podia ser este o título do post.

Já falei mil vezes sobre esta coisa do ginásio e da comida e da lontrice impossível de eliminar. Breaking news: não é impossível coisa nenhuma!

Então, pois que continuam os treinos todos os dias, duas horas por dia (às vezes duas e meia, quando o esquema é maior e quando os velhotes se instalam nas máquinas tipo lapa). Só que eu não estava a conseguir dominar a minha compulsão por doces. Adoro e achava que era impossível controlar as minhas fúrias devoradoras. Até ter olhado bem para o espelho no fim de semana passado e ter percebido a mudança, ainda sem grandes alterações na alimentação (ou melhor, a alimentação-extra-doces estava mais ou menos controlada, lá fazia um disparate ou outro, mas nada de grave. O que estava em rota de colisão comigo eram os bolos e os chocolates e afins). Pus-me a olhar e vi coisas que nunca tinha visto em mim. Peguei numa fita métrica e assustei-me.

As calças alargaram (só que tenho mais 3cm de rabo.., empinou. E eu não preciso de um rabo mais empinado do que já tinha!! Preciso é de menos rabo, no geral), as blusas alargaram, as ancas (quando vistas de frente) encolheram. É pouco, mas está feito. E foi isso que me motivou a controlar melhor o que como. Passei a semana sem doces e, melhor ainda, sem vontade de comer doces - sim, porque se eu tivesse vontade de os comer, comia... não consigo resistir!
O meu marido diz que posso parar por aqui, que estou bem como estou. Não estou. Ainda não gosto do que vejo, sei que consigo fazer melhor. E quero fazer melhor. Não por ele, não pelo mundo, mas por mim. Porque EU ainda não gosto do que vejo ao espelho. Esta ainda não sou eu. Mas já sou mais eu. E saber que consegui dominar aquilo que era um tormento para mim, sem ajudas externas, saber que consegui isto à conta das horas passadas a suar feita maluca, deixa-me muito feliz.


E, acho que já vos tinha dito, se eu consegui, qualquer pessoa consegue. Portanto, para vocês que andam sempre a adiar uma mudança neste sentido (que pode não ter nada que ver com aspecto físico e estar apenas relacionada com saúde, não importa), mexam-se. Se eu consigo, vocês conseguem com mais facilidade ainda!

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Do fim-de-semana

22.10.13

Um bolo para a BFF emigrada em Beja.

Um bolo cá para casa.

Um bolo para o ginásio.

 

Uma luta hercúlea para resistir ao vício de rapar as taças dos bolos. Uma luta nem sempre ganha, devo dizer... Mas, vá, não abusei... E desde ontem que estou em modo "tem que ser... pára de comer porcarias!"...

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Vencer o medo

14.10.13

Eu, a destemida, vivo com medo. Se me perguntarem de que tenho medo, respondo que não tenho medo de nada. Não tenho medo de baratas, nem de cobras, nem de osgas (olá, mãe), nem do escuro, nem de alturas. Não tenho medos "palpáveis" nem "identificáveis". Mas tenho medo: de falhar, de não conseguir, de não ser capaz. Lido com isso da forma mais simples que há: não indo a jogo. Se acho que posso falhar, prefiro nem tentar. Não sei lidar com falhanços nem com derrotas. É estúpido, eu sei. Mas é assim. 

É o medo que me faz não dar o máximo no ginásio, por exemplo. Se acho que vou cansar-me, estou ali a meio-gás, a gerir energias. Chego ao fim cansada mas não de rastos. Transpiro mas não ando ali quase a tombar. Até.

Hoje cheguei lá e pensei que já chegava. Hoje era altura de deixar o medo à porta. O ginásio estava à pinha (geriatria mode: on), não havia passadeiras livres. Fui para a elíptica aquecer em 10 minutos. Dali segui para o stepper. Aquilo está programado para 10 minutos e depois desliga-se automaticamente. Fiz os 10 minutos, descansei... e fiz mais 10. No dia 17 de Setembro, dia 1 do meu plano de treino, aguentei 5 minutos na máquina e desisti. Hoje, menos de um mês depois, fiz 20 minutos sem problema nenhum. Encharquei a t-shirt, mas não desisti nem estive à beira do colapso. Continuei o treino com 15 minutos de passadeira e com a parte de musculação. No final, a fechar... 10 minutos de stepper. De novo. Sem medo e sem dor. E fiquei a pensar nisto...

A dor, ali, é reflexo do medo. Percebi isso hoje. Se eu for para lá sem medos, se me entregar, se não pensar, se desligar o complicómetro, chego ao fim sã e salva, cansada mas realizada. Se puser a alma naquilo não há o que possa correr mal. Há o tentar, o aguentar e o conseguir. Foi o que fiz hoje. Já passaram umas horas e não me dói nada. Se tivesse que ir para lá agora repetir o treino, ia. Sem problemas. E não é porque o meu corpo já esteja habituado (que, quando percebo que determinado exercício já é fácil, aumento a parada). É mesmo porque vou com tudo e ao mesmo tempo sem nada: preocupações, problemas, afazeres, ficam à porta. Ali somos só nós: o meu corpo e a minha cabeça, numa luta mano-a-mano.

Moral da história: se eu consigo, toda a gente consegue. E a velha máxima "mind over body" é tão, mas tão real...

 

[Again, este não é um post sobre ginásios. É um post sobre superação, auto-conhecimento, limites. E sobre acreditar.]

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Gostar de mim

03.10.13

De vez em quando tenho "breakdowns" - alturas em que não gosto de mim e deixo que a nuvem negra se instale aqui por cima. Como o meu filtro é reduzido, essas alturas acabam partilhadas convosco, aqui no blog. Depois tenho alturas em que a nuvem está calminha e ando bem. (Podem guardar as teorias de bipolaridade no bolso que já sabem que isso aqui não cola). Sei há muito tempo que não dependo de ninguém para gostar de mim a não ser de mim mesma. Nunca tive grandes dramas de auto-estima. Sempre me aceitei. Sempre aceitei o facto de que era uma miúda exótica mas não bonita. Nunca fui a mais magrinha lá do bairro, nunca fui a miúda com mais estilo. Sempre fui inteligente e também sempre achei que essa seria sempre a minha principal característica (não tenho problemas de modéstia, neste departamento. Sad but true...!).
Já se sabe: com as gravidezes deixei-me andar e cheguei àquele ponto horrível de não gostar de mim, quando me via ao espelho. Também se sabe: dependia de mim mudar isto. Mil dietas, muita fominha passada (horrível, horrível e nada produtivo!) e muitas escapadelas às tais dietas de passar fome. Resultado: tudo na mesma. Um ano de ginásio, mais ou menos assiduamente, a fazer aulas que, achava eu, eram puxadas. Resultado: alguma tonificação mas nenhuma mudança drástica.

A verdadeira mudança veio precisamente com o ginásio. Percebi que tinha que me esfalfar para conseguir o que quero e é o que tenho feito. Mudei-me para o cardio/musculação, fiz um plano de treino há 2 semanas e meia, tenho ido todos os dias, estou lá entre 1h30 a 2h, a treinar, saio de lá a pingar mas... feliz. Porque, em duas semanas, os resultados começam a aparecer. E isso é altamente motivador: como vejo coisas boas a acontecer, consigo controlar o que é mais complicado para mim: a comida. Tem sido um processo difícil, mas sinto que estou no caminho certo. Já me deixei de ilusões: não tenho 20 anos e não vou voltar a ter o corpo que tinha aos 20 anos. Mas sei que mereço gostar de mim, e isso passa por gostar do que vejo no espelho. Importa-me a minha opinião sobre o assunto, não as opiniões dos outros (como a de uma alminha que, um dia, me perguntou em tom de nojo como é que era possível eu ter-me deixado chegar aos 65 quilos, como se 65 quilos fossem assim uma coisa do outro mundo). Faço isto por mim, não pelo resto do mundo. As pessoas que me importam (o meu marido, mais do que tudo) nunca me criticaram pela forma como estava. Sei que gostavam de mim na mesma. Eu nunca duvidei de mim, mas aprendi que nem tudo acontece por obra e graça do estpírito santo. É preciso esforço, dedicação e acreditar. Eu acredito: agora acredito. Agora consigo ver que sou capaz, mas cheguei a achar que devia ser a única pessoa no mundo que era incapaz de seguir um plano alimentar e de exercício como deve ser. Custava-me ver que andava a comer pouquíssimo e que nada acontecia - claro! Passava fome, depois ia cometendo "pecados" graves, para compensar a falta de comida a sério. Custava-me ver que andava lá no ginásio e que nada mudava - claro! A alimentação tem um papel fundamental e esta parte não era cumprida, nem de longe!

Agora atinei. Tenho tido os instrutores do ginásio a ajudar, sinto-me evoluir de dia para dia e sei que sou capaz. Vai demorar, mas vou chegar lá. E, pelo meio, vou andando feliz, que é o que realmente me interessa.

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Running errands

19.09.13

Os ingleses/americanos têm esta expressão que adoro: running errands. A tradução para isto é "fazer recados". E isto define bem a minha manhã de hoje: levar a criança à escola, estar uma hora na fila das senhas de almoço, ir com o carro à inspecção (com quase um mês de atraso), ir aos correios, ir ao supermercado, ir à piscina pedir para a miúda começar já amanhã a nadar no novo horário. Sempre com o crianço mais pequeno a fazer-me companhia (já perdi a conta às vezes que o pus e tirei do carro hoje!).
Agora a tarde faz-se de trabalho, enquanto ele dorme: crónicas, sites, estratégias e definições. Tudo coisas que me saem do coração... e que estão quase a ver a luz do dia!

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The day after

18.09.13

Hoje acordei sem sentir o peito. Quer dizer, a sentir tudo e mais um par de botas. Dores horríveis. Claro que o pensamento imediatamente a seguir foi "hoje não vou ao ginásio". Mas fui.

15 minutos de passadeira, sempre a aumentar a intensidade. Isto é suicida. Eu habituei-me a andar um minuto para aquecer, depois a correr dois minutos, depois a andar mais um minuto e por aí em diante. Não posso. Tenho que ir aumentando a intensidade até estar ali a ganir. Bom, fez-se.

10 minutos de elíptica. Nada a declarar, já me habituei, não é coisa que me tire o sono.

10 minutos de remo. E uma porca a torcer o rabo. Sentei-me naquilo (que foi o aparelho que, no primeiro dia, me pôs a vomitar) e pensei: faço 5 minutos. Cheguei aos 5 e pensei que aguentava até aos 6. E depois aos 7. E não desisti. 10 minutos, como manda o plano.

10 minutos de stepper. Gargalhada. Aquela máquina é diabólica. Calha que também é a máquina que mais toucinho queima, portanto há que insistir. Fiz 5 minutos, já em sofrimento. Amanhã faço 6, pelo menos. Um dia de cada vez.

O instrutor perguntou-me, logo no início, se eu estava bem e como é que me sentia. Acusei as dores no peito, mas expliquei que não tencionava baldar-me ao treino muscular que hoje seria precisamente de peito e pernas. E não me baldei. Fiz tudo, as séries todas, os pesos todos, tudo direitinho. Claro que continuo cheia de dores no peito. E claro que amanhã vou estar pior, o que vai ser óptimo, já que amanhã é dia de ombros e costas, que é coisa que também massacra. Mas não há-de ser nada.

 

[Não sei se perceberam que este não é um post sobre ginásios e exercícios. É um post sobre desistir, resistir, aguentar. É um post sobre esforço e sobre limites. Todos somos capazes de tudo. Mais de metade dessa capacidade está na nossa cabeça: mind over body. Quando achamos que não conseguimos mais descobrimos que afinal até conseguimos. Basta tentar. E erradicar o verbo desistir do nosso cardápio de verbos disponíveis. De caminho, convém acreditarmos em nós. E levar a coisa como se fosse um jogo: temos que nos superar, cada dia um bocadinho mais. Todos somos capazes de tudo. Basta querer.]

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Adaptações

17.09.13

No ano passado (isto é, no passado ano lectivo, que os meus anos são de Setembro a Agosto), inscrevi-me no ginásio e andei por lá, mais ou menos assiduamente, a fazer aulas de grupo: Localizada, Cycling, Body Pump e Body Balance. Aquilo ocupava-me as horas de almoço e, achava eu, gastava-me as calorias que ingeria em porcarias que não era suposto comer.

Depois, em Julho, cortesia das férias da filha, deixei de conseguir ir à hora de almoço e troquei as aulas de grupo pela sala de Cardio/Musculação, onde ia nas horas em que ela estava na piscina a nadar. Coordenámos a coisa para que o tempo desse para tudo e só isso já teria sido positivo. Só que, logo no primeiro dia, suei mais em 10 minutos de passadeira do que nas aulas de Pump todas que fiz (e que eram as únicas em que suava um bocadinho - mas pouco, que eu sou moça que, inconscientemente, gere o esforço por forma a nunca chegar ao limite).

Percebi que tinha andado a perder tempo. Ou antes, percebi que o tempo que gastei nas aulas de grupo não serviu o meu propósito de melhorar a forma física (com esse grande bónus que seria perder peso).
Depois de Agosto (mês em que o ginásio fecha), o regresso fez-se para a sala de Cardio. Deixei definitivamente as aulas de grupo e fui atrás do que realmente quero. Hoje fiz um treino acompanhado pelo instrutor e ele aproveitou para me fazer o plano de treino que vou seguir nos próximos tempos.

Eu sei que sou a pessoa mais indisciplinada que existe. E acredito em impossíveis - acredito, por exemplo, que devia perder os 8kg que ganhei num ano e que mantive em quatro anos, no curto espaço de dois meses, três já a ser generosa. É estúpido e não é realista, eu sei. E tento contrariar isto. Também sou indisciplinada com a comida. Escusam de me mandar passar fome que isso é coisa que já se viu que não resulta. Eu gosto de comer, preciso de comer e quero comer. Posso é comer melhor, e é isso que tento fazer.

Estou, portanto, no meu dia zero. Amanhã começo aquele plano de treino (só a parte que diz "início" é coisa para me matar do coração... mas se não conseguir fazer o tal início completo já amanhã, hei-de conseguir um dia destes). Da comida já não falo. Passei as férias a comer sem grande regra, só que o meu "sem grande regra" já não inclui massas nem batatas nem arroz. Já me habituei a uma série de coisas que estavam a milhas da minha alimentação e tem sido bom. O problema é quando me dão os apetites de doces... Esses sim, são difíceis de controlar. Mas hei-de conseguir. E mesmo que não perca peso e que me mantenha aqui alegremente nos 65kg, interessa-me mais ter resistência e conseguir, por exemplo, correr meia hora seguida. E não quinar cada vez que estico a corda para além do que estou habituada...

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Hurray!!

17.09.13

Estou sentada. A trabalhar!!! YAY!!

 

(Saudades! De me organizar, de planear, de concretizar. De escrever. De escrever a sério. De planear o que vou escrever e depois concretizar. Saudades da máquina de costura. E do tempo para trabalhar. Sabe-me bem sentir-me útil. Os meses de férias-com-os-miúdos foram óptimos, principalmente para eles, que tiveram atenção exclusiva. Mas eles também precisam de rotinas-de-normalidade, do tempo deles, das coisas deles. It's good to be back!!)

 

[Bom, este primeiro dia de trabalho serve mais para organizar e esquematizar tudo do que propriamente para trabalhar. Mas sabe-me bem este reset mental, este baralhar e dar de novo, este limpar de tudo o que está para trás, enquanto se prepara o que aí vem.]

 

[Vanessa, vais ter material novo muito em breve!!]

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Das férias

26.08.13

Começando pelo fim: para o ano há mais. Quer dizer, em Dezembro há mais, mas não estarão 30 e tal graus, o que torna a coisa um bocadinho diferente. Bom, recuando...

 

Primeiro poiso das férias: a aldeia da minha mãe. Fomos para a casa que era da minha avó (e que agora é de uma das minhas tias) e ficámos de domingo a quinta. A fazer o quê? A ir às piscinas (a local e a do Crato - que é excelente), a comer bem, a ir ao parque infantil, a dar pequenos passeios por ali, a ver os miúdos brincar quintal acima, quintal abaixo...

 

Segundo poiso das férias: a casa da sogra, na terra. Li muito, vi filmes, estive duas vezes com a miúda na piscina (insuflável, estacionada no terraço), fomos a Fátima... e basicamente foi isto. Não há muito que fazer e eu já aprendi a aproveitar isso a meu favor: em havendo livros estou safa. Este ano levei 7 livros para as férias. Trouxe 9.  Li 5 e comecei mais um. Saldo claramente positivo.

 

Dormi muito, dormi sossegada, não me levantei 700 vezes por noite, consegui descansar. E alinhavei ideias para o início do ano que está quase a chegar (o ano, para mim, começa em Setembro). Muitas ideias, muitos projectos, muitos planos, algumas decisões e uma cabeça sossegada e cheia de vontade de recomeçar. Está quase...

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Say yes...

08.08.13

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Num ano...

03.07.13

... arrumámos as cabeças, arrumámos as nossas vidas, confirmámos decisões, conformámo-nos com o que nos aconteceu, aceitámos e seguimos em frente. Um ano depois de perdermos aquele bebé que queríamos muito, continuamos certos da nossa decisão: não queremos ter mais filhos, estamos bem assim, somos felizes, temos a família que sempre quisemos ter. Estávamos preparados para o terceiro bebé, mas agora estamos bem assim. A logística vai-se descomplicando, as finanças não ajudam e já encerrámos o assunto.

Ontem, quando me lembrei de que era dia 2 e de que, há um ano àquela hora, estava no hospital já no recobro, chorei. Acontece-me de vez em quando. Acho que é normal. Mas não vivo a pensar nisto, não trago uma mágoa imensa no coração, não fiquei presa ao que de mau nos aconteceu. Chorei, como choro de vez em quando, se me lembro do meu avô. Saudade, acho. E, de vez em quando, olho para os bebés que tenho à minha volta e que têm agora mais ou menos a idade que aquele bebé teria, e penso nos "ses". Mas sei que foi assim porque teve que ser. E sei que, no fim, ficámos todos bem. "Podia ter sido pior" é um pensamento muito português, mas é verdade. Eu recuperei, nós não fomos afectados enquanto casal, a minha filha já ultrapassou o assunto e não pede mais irmãos nem fala nisto. Lembra-se de que foi visitar-me ao hospital, mas não fala no que eu estava lá a fazer. Para mim, isso é o mais importante. A natureza não foi nossa amiga. Ou talvez tenha sido...
Estamos bem. Estamos aqui, a quatro, sempre de mãos dadas, felizes neste nosso núcleo que alimentamos e ao qual pertencemos sem reservas. Um ano depois, estamos serenos e continuamos a aceitar o que a vida tem para nos dar. E somos gratos pelo bem que nos vai acontecendo, pelas coisas boas que temos, pelos momentos felizes. O resto faz parte mas não nos define.

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Juicy Detox

03.07.13

Depois de ter passado o fim-de-semana imersa em açúcar senti que estava MESMO a precisar de um detox que me pusesse o organismo de volta aos eixos. Foi ontem. Passei o dia a sumos e batidos. Fui fotografando e pondo no Instagram, mas prometi que hoje fazia aqui um apanhado dos cinco sumos e batidos que fiz, com as receitas a acompanhar. Posto isto...

Para começar bem o dia, um sumo verde. Uma mão cheia de espinafres, uma banana pequena, uma maçã pequena, três ameixas vermelhas sem casca, 250ml de água. Tudo triturado durante 1 minuto, velocidade 10, na Bimby. Rendeu dois copos destes, que bebi de seguida. Não coei o sumo, portanto todos os nutrientes estavam intactos. E não, não sabe a sopa, nem sequer se sente o sabor dos espinafres. Nesta combinação, o sabor que domina é o da banana. Bebi este sumo às 9h e aguentei sem fome até às 12h. A seguir ao sumo bebi o meu café matinal - tenho mesmo que beber, sob pena de andar cheia de dores de cabeça...
A meio da manhã, um batido. Uma banana pequena, morangos (não os contei) e 250ml de leite sem lactose. Tudo triturado 1 minutos, velocidade 10, na Bimby. Bebi isto cerca de uma hora antes do treino do dia (uma aula de Body Pump) e aguentei-me sem fome, sem fraquezas e sem tonturas. No final da aula, ainda no estacionamento do ginásio, comi um triângulo de queijo light (muito bem mastigadinho), para não catabolizar.
Para o almoço, aditivei o sumo. Fiz com um kiwi, uma banana pequena, uma pêra Williams, bagas de goji, linhaça e chia (tudo a olho) e 250ml de água. Rendeu dois copos. Bebi isto cerca das 14h30. Bebi um café a seguir.
Às 16h45, antes de sair com a miúda para a natação, lanchei este batido. 250ml de leite magro sem lactose, 9 morangos e uma mão de framboesas. Foi o único batido a que juntei adoçante (umas gotas, apenas). Também rendeu dois copos, que me aguentaram sem fome até à hora de jantar (quer dizer, quando chegámos a casa, por volta das 19h30, comi um triângulo de queijo light, porque sabia que ainda faltavam umas duas horas até jantarmos e não quis estar tanto tempo de estômago vazio). No ginásio, enquanto a miúda nadava, bebi o terceiro e último café do dia.
Último sumo do dia: meia papaia, um pêssego e uma pêra, com 300ml de água (a papaia era grande e o sumo ficou muito grosso só com 250ml de água, por isso acrescentei mais um bocadinho). Rendeu dois copos e meio, bebidos enquanto o resto da minha gente se deliciava com bacalhau com natas. Jantámos às 21h. Deitei-me às 23h30, sem fome. Havia a hipótese de fazer mais um batido, para beber antes de me deitar, mas não foi preciso.
Resumindo: mantive-me sem fome durante o dia inteiro. Não senti ansiedade nenhuma. Não houve tonturas, nem dores de cabeça, nem fraquezas nem nada. Fiz a minha vida normal e aguentei-me lindamente. Senti-me saciada e com energia. O café, para mim, é imprescindível. Fico cheia de dores de cabeça se não bebo um até meio da manhã. A partir daí, fico bem. Só que já sei que, se não beber mais nenhum, passo o dia a bocejar... Portanto, a minha média é de 3 cafés por dia. É raríssimo beber mais e se bebo menos... sono!

Sobre as minhas receitas: não têm ciência nenhuma. Misturo frutas de que gosto e que tenha em casa. A olho, a gosto, como calha. Já sei que a quantidade de água/leite que junto faz uns sumos/batidos espessos, como gosto. E a quantidade é a ideal para mim: fico muito bem com dois copos.
Última nota: não faço isto por sistema. Faço quando me sinto mesmo intoxicada, que foi o caso depois do baptizado. E a razão por que não se deve fazer isto muito amiúde (não mais do que uma vez por mês ou apenas quando é mesmo necessário) é a seguinte: a fruta está carregadinha de açúcar. E uma dose de açúcar destas é coisa para sobrecarregar o pâncreas. Ora, nós não queremos isso! Portanto há que saber dosear e recorrer a isto só muito de vez em quando, com juízo. O objectivo não é perder peso de repente (até porque há ali fruta altamente calórica, pelo que a perca de peso é irrisória ou até mesmo inexistente); o objectivo é mesmo limpar o organismo de toxinas e pô-lo a funcionar em pleno novamente. (Mas, confesso, hoje acordei menos inchada e a balança acusou o toque...)

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(...)

02.07.13

Há um ano...

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Dez

26.06.13

... hoje é dia de festa...

Há dez anos criei o meu primeiro blog. Sem saber ao que ia, sem saber o que queria, só sabendo que gostava de escrever e que queria experimentar a tecnologia. Dez anos, muitos endereços diferentes, muitas aprendizagens, alguns amigos, muitos bons momentos. Valeu muito a pena. E continua a valer (embora ande mais caladinha - mas é culpa do baptizado, já disse. Na semana que vem normaliza).
Obrigada a quem continua aí, desse lado, ao fim de dez anos. E obrigada a quem foi chegando e ficando. Se eu quisesse escrever só para mim, escrevia no Word, não é? Mas não: isto só faz sentido sendo partilhado. Convosco. Obrigada!

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Breve report

26.06.13

Isto não está fácil. Baptizado do miúdo no domingo que vê é igual a mil coisas para tratar. E vá lá que somos só 17 pessoas (incluindo miúdos)! Problema: vou fazer o almoço em casa, logo, tenho que me preocupar com coisas como "quantas cebolas comprar para fazer bacalhau com natas para 16 pessoas?" (sim, um dos convidados tem 8 meses, não me parece que vá comer bacalhau com natas!). On the other hand, não tenho que me preocupar com coisas como decoração e cenas para identificar os pratos/doces. Tenho que me preocupar com o número de bancos que NÃO tenho e que terei que pedir emprestados, contudo - acabei de me lembrar disto... Bom, tem sido a correr. Entre baptizado, vidinha normal e upgrade no ginásio, o tempo não tem sobrado (nem para ler, imaginem!).

 

Falando nisso: comida e desporto, como é que estamos? Pois que... muito bem! Na semana passada fui ao ginásio seis dias, fiz oito aulas ao todo. Muito cardio, algum trabalho de pesos, uma aula de body balance pelo meio. Foi muito, muito bom. Esta semana vou pelo mesmo caminho - mas não irei ginasiar no sábado, que é feriado municipal e a coisa rege-se por esse calendário. Acerca da alimentação: zero fome. Maravilha. Tenho tomado pequenos-almoços substanciais (alterno entre overnight oats, leite + fatia de pão de centeio e trigo integral com queijo Vaca Que Ri Light e doce de abóbora 0% açúcar ou sumo vitaminado - o de hoje tinha banana, maçã, couve coração e água), depois, antes de ir treinar como uma banana com canela e caju ou sementes de girassol. Assim que saio do ginásio como um triângulo de queijo light e almoço salada de coisas diversas (conforme o que há e o que me apetece) ou um wrap com alface e salsichas de peru ou um bife grelhado com quinoa e legumes... Depende do que me apetece, da energia que dispendi no ginásio e do que tenho em casa. Ao lanche, iogurte com fruta ou um crepe light com banana e canela (a sério, tenho comido bananas para matar as saudades que eu tinha disto!) ou um copo de leite com uns frutos secos... Jantar: sopa ou salada ou iogurte com fruta. Ao deitar, cinco ou seis frutos secos, para ajudar o corpinho a não matar a massa magra. Como a intervalos de 2h30 / 3h, sempre, sem falhar. Com isto tudo, reduzi a massa gorda (muito!) e o meu organismo está a funcionar em velocidade cruzeiro. E sim, estou a perder peso. Mas, mais importante do que isso, estou equilibrada, sinto-me bem comigo, não ando desesperada a pensar em comida o tempo todo e consigo cumprir com este plano sem lhe dar violentíssimas facadas. Porquê? Porque nunca tenho fome. Acabou-se definitivamente o conceito de "dieta", já tinha dito? (E sinto-me livre e solta - de mim mesma, que quem se amarrou a esta ideia peregrina de andar há cinco anos em dieta fui eu, que ninguém me obrigou a isso!)

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Qual é coisa, qual é ela...

19.06.13

Ora tentem lá adivinhar quem foi a totó que hoje foi toda lampeirinha para o ginásio ao meio-dia, para fazer uma aula de cycling... e que só à porta percebeu que essa aula era à uma... e que, já que já lá estava, fez as duas aulas (localicada e depois o tal do cycling)... e que agora está ali que nem se mexe, cheia de dores nas pernas e na barriga...?

 

[Mas há lá mais totós como eu... à porta, um colega alertou-me para o meu engano, quando pedi a senha errada. Foi equipar-se e aparece à porta da sala preparado para fazer cycling... e lá teve que ir a correr trocar de ténis...]

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Cenas

13.06.13

Ontem entreguei-me aos prazeres da dondoquice. Apesar de estar em casa, é raro tirar tempo para não fazer nada ou para tratar de mim. Portanto ontem dei-me autorização para desfutar do dia sem sentimentos de culpa associados.

Uma amiga ofereceu-me uma hidratação facial - fez uma com a Herbalife e pediram-lhe contactos de amigas que também gostassem de experimentar, e ela deu o meu. Lá fui eu tratar disto. Muito bom. Mesmo. Saí de lá com a pele em modo "bebé", super suave e fresca. Os produtos pareceram-me bons, mas só com uma utilização é impossível dizer.

Dali, e já que estava em Oeiras/Paço de Arcos, fui até à praia. Sentei-me numa esplanada a acabar de ler o meu livro. E a almoçar. E a grelhar ao sol (disto só me apercebi depois, quando vi o petit escaldão com que fiquei nos braços e no nariz). Esbarrei na médica que me seguiu nas consultas pós-aborto... gira, gira, gira... e grávida! Oito meses com aparência de seis. E, por detrás dos óculos de sol, lá desceu uma lágrimazita...

Depois, passagem pela biblioteca, para devolver três livros e trazer mais três (uma brutalidade, eu sei).

Para terminar, como não punha os pés no cabeleireiro há coisa de um ano - e queria mesmo cortar o cabelo antes do baptizado do meu miúdo - fui matar saudades das tesouras do Renato. Nunca me arrependo, caraças! Não há cabeleireiro como aquele! Consegue sempre, sempre, fazer exactamente o que eu quero. Mas adoro quando ele me pergunta "como é que vamos cortar?" e eu respondo "sei lá, o cabeleireiro és tu!", e depois ele sugere qualquer coisa que era mesmo o que eu andava a pensar. Cortei 4 dedos, tirei o "bico" que tinha nas costas, disfarcei a ex-franja e levei um ralhete por ter o cabelo manchado (claro que tenho!! Pinto-o em casa com uma embalagem de tinta de supermercado... que dá aí para metade da cabeleira que eu tenho! Mas prometi que vou pintar usando duas embalagens, vá). Mas, apesar de não ter cortado o cabelo nos últimos 12 meses, o dito não está estragado nem nada que se pareça. Diz ele que eu sou uma daquelas raras excepções de mães que não ficaram com um cabelo de merda depois de terem filhos. Não fiquei mesmo. Aliás, melhorou imenso... não só na gravidez, mas mesmo depois de amamentar. É... eu costumava ter pouco cabelo, super fininho, escorrido e sem volume nenhum; agora tenho muito cabelo, super volumoso, mas muito fácil de tratar. Deve ser para compensar a merda do peso que teima em não me abandonar...

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Pondo a escrita em dia

04.06.13

Eu sei, eu sei... ando uma baldas aqui com o blog. Calha que está sol e que tenho tido outras coisas para fazer. Bom, reportando...

 

Sábado = Dia da Criança = Barrigas&Companhia.

De manhã fomos à Quinta da Ponte, celebrar o Dia da Criança... E que celebração, senhores!! Foi maravilhoso desfrutar do bom tempo naquele espaço fabuloso, foi maravilhoso ver os meus crianços completamente deslumbrados com a bicharada, com os insufláveis, com as pinturas faciais... Foi maravilhoso reencontrar amigas e foi igualmente maravilhoso conhecer algumas fellow-bloggers que já leio há muito tempo e que ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer ao vivo e a cores: a Sara, a Sofia, a Kiki, a Sofia e a Olga. Foi muito bom estar ali um bocadinho à conversa com elas. São todas tão giras, pá!! Confesso que estou ansiosa pelo próximo evento-Barrigas, para poder curtir a companhia delas!

À tarde o senhor marido foi com a filha mais velha ao concerto da Maria Vasconcelos, no Fórum Sintra. Eu fiquei de assistência à sesta do mais novo... E assisti mesmo: dormi também!

À noite, eles ficaram nos avós, nós fomos à primeira reunião de preparação para o baptizado do pimpolho e depois, para fechar com chave de ouro, vimos dois filmes bons-mesmo-bons.

 

Domingo: almoço nos meus pais, tarde em casa. Fim de história.

 

Entretanto, ontem baixou em mim a Gata Borralheira e foi tudo à frente. O senhor marido queixa-se de que não posso ter a roupa toda lavada e passada, diz que não tem onde a arrumar... not my problem, though...

 

Hoje passei a manhã com a madrinha do meu filhote, a tratar da farpela dele para o dia B. Calções e camisa já temos. Sapatos... pois, cheira-me que vai descalço! Não consigo gastar 50 euros num par de sapatos para ele. Nem para mim, quanto mais para ele, que tem os pés a crescer a alta velocidade!! Portanto, ou arranjo qualquer coisa barata, que ele possa usar a seguir (cenas tipo sapatos-vela e similares... fora de questão!), ou vai de sandálias-básicas-mais-básicas-não-há. A bem dizer... não estou nadinha preocupada!

 

E é isto... Boa semana para vocês!!

 

[Amanhã... Feira do Livro! yay!!]

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S'wonderful!

31.05.13

Pegar no portátil (e nos 5 mil bonecos, Nenuca incluída, que o senhor meu filho quis trazer para casa da avó), sair com eles de casa. Deixar a infanta na escola, deixar o infante na avó e instalar-me numa casinha de chá minúscula, bem decorada, com música calma (e em baixo volume, que não adianta de nada estar a ouvir música calma aos berros - deixa de ser calma por isso, sim), café bom, umas torradas maravilhosas. Ocupar uma mesa ao pé de uma tomada, ligar o portátil e começar a trabalhar. Uma crónica, o fim de um capítulo e o início de outro. Pelo meio, anotações mais ou menos avulsas no caderno. O sol ilumina a rua mas não bate na janela. O barulho dos carros ouve-se mas não incomoda. Sítio perfeito.

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E no dia a seguir...

23.05.13

Depois do dia péssimo de ontem (e, por um ou outro comentário que recebi, começo a achar que sou uma espécie rara... uma espécie que, estranhamente, também tem dias maus!), o dia de hoje foi o exacto oposto (sim, podem internar-me... tive um dia bom, imagine-se!! Lá vem a bipolaridade... Porque eu devo ser a única pessoa que tem dias bons e dias maus, conforme calha, sem agenda nem planeamento... Acontece. Acontece também que não tenho problema nenhum em falar de uns nem dos outros...).

 

De manhã fui à Escola Superior de Comunicação Social (a minha ex-faculdade), ouvir uma breve "palestra" dada pelo melhor criativo publicitário da actualidade, que também estudou ali. Foi ele que criou (com a equipa dele, da Ogilvy Brasil) a campanha da Dove que já se tornou na campanha mais vista de sempre da história da publicidade. Não, não é exagero. Portanto, ali estivemos, a ouvi-lo contar a sua história, a ver algumas das suas campanhas, a ver a consubstanciação daquele talento. Emocionei-me (sim, há anúncios verdadeiramente tocantes, como este, que não foi criado por ele, mas sim por outra equipa da agência), ri-me, surpreendi-me. Foi bom estar ali, naquele sítio onde me senti em casa durante quatro anos. Foi bom rever colegas e professores. Foi bom, acima de tudo, ouvir o Hugo. Altamente inspirador, é o que vos digo!

 

Saí dali e fui ao Colombo. Almocei com uma amiga - que também tinha ido ver o Hugo - e pusemos a conversa em dia. Entrei na Zara e usei um vale-prenda-de-aniversário para trazer uma t-shirt de que gostei. Com o tempo contado, rumei à Sé para ir tratar dos papéis do baptizado do meu miúdo. Estacionei o carro num sítio onde, supostamente, não devia (thanks, Vanessa!!) e lá fui eu. Afinal não era na Sé, mas sim em S. Vicente de Fora. Dado o calor que se fazia sentir (e porque eu vivo noutro clima e tinha vestido roupa para o frio), achei melhor ir de eléctrico. Enfiei-me num 28 e lá fui eu. Entrei na igreja, perguntei pela Chancelaria - era nas traseiras. Lá fui eu, já a suar por todos os poros, com os pezinhos queimados (muito inteligente ir para os 27º de meias e botas!). Chegada lá percebo que não tenho dinheiro comigo e que não havia terminal de pagamento por multibanco. Toca de voltar para trás para ir levantar dinheiro à Voz do Operário. Depois foi voltar para a Chancelaria. Deram-me o papel de que precisava. Voltei outra vez para trás, para apanhar novamente o 28. Desta vez saí no Miradouro de Santa Luzia, para turistar. Tirei umas fotos e desci a pé o resto do caminho até ao carro. Andei às voltas - nada de grave - até estar de novo na Rua da Madalena. Daí o caminho fez-se para casa da minha mãe, para ir buscar a miúda para a levar à natação. Sabem aquelas pessoas com quem NÃO nos queremos cruzar nos transportes? Hoje fui uma dessas pessoas! E nem a dose brutal de desodorizante me safou! Portanto cheguei a casa da minha mãe e enfiei-me na banheira! E dei uso à t-shirt que comprei na Zara! Fomos à natação, lá baixei a rotação e a coisa voltou à normalidade.


Portanto, é isto: ontem foi mau, hoje foi bom. É a vida normal. Não estou sempre em alta, não estou sempre em baixo, sou feliz assim. Sou feliz todos os dias? Não. Mas não sou infeliz. Como toda a gente, tenho fragilidades e coisas que me moem. E sou humana, assumo-as sem problemas. Não sou a super-mulher, não sou melhor do que ninguém. Sou eu.

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Jane Doe

22.05.13

Eu sou chata. Passo aí 80% do meu tempo em casa. Saio de manhã para ir levar os miúdos, regresso. Nalguns dias saio à hora de almoço para ir ao ginásio. Na maioria dos dias só volto a sair ao fim do dia para ir buscar os miúdos. Passo muitos fins-de-semana de pijama, em casa, pois claro. Vou uma a duas vezes por mês almoçar com amigas. Ninguém me visita em casa e eu não visito ninguém. A minha amiga mais chegada, aquela a quem sei que posso recorrer sempre, seja por que for, foi-se embora daqui e agora vemo-nos aí uma vez por mês. Passamos dias e dias sem falar, cada uma na sua vida, com a distância medida em quilómetros a intrometer-se entre nós. Tenho muitos conhecidos. Amigos, pouquíssimos. E não tenho tema de conversa. Já não tenho tema de conversa. Os meus passatempos têm sempre palavras. Leio muito, passeio na net, escrevo menos do que queria. Quero muito cumprir o meu sonho, mas tem sido muito difícil. Como li uma vez alguém dizer, as mulheres só se tornam boas escritoras quando os filhos saem de casa. Na altura em que li percebi mas duvidei. Não quis acreditar. Agora cada vez mais acredito que sim, que quem o disse tinha toda a razão. Os meus dias são sempre iguais. Perdoem-me se não falo do que vejo, do que compro, do que como. Não vejo muito, compro praticamente nada (quer dizer, poderia dizer-vos coisas acerca das minhas listas de supermercado, mas não vejo nenhum interesse nisso), cozinho quase sempre o mesmo, de vez em quando lá me ponho a inventar, mas nada de muito significativo. Escrevo. Menos do que queria, mas escrevo o que posso. Não dependo só do tempo que tenho livre. Dependo, acima de tudo, da inspiração. Há dias em que as palavras são o IC19 na época das duas faixas: engarrafam-se, atropelam-se e custam a circular. Noutros, menos frequentes, saem escorreitas, como se abrisse uma torneira e as palavras simplesmente fluíssem. Às vezes só custa começar.

Sou uma solitária. Gosto de estar sozinha, mas canso-me de estar sozinha. Eu nem sequer gosto muito de mim, portanto não tenho muitas razões para achar excelente a ideia da solidão. Passam-se dias em que as minhas conversas se resumem a diálogos sobre refeições e cocós do meu filho (com a minha mãe, ao telefone e ao vivo, quando o deixo lá e quando o vou buscar) e a comentários no facebook. Uma tristeza, eu sei. Não me queixo. Quer dizer, queixo-me de vez em quando. Hoje, por exemplo, fui convidada para o Pink Day na Rua Castilho. Recusei o convite: tenho uma sessão de esclarecimento na escola da miúda mas ainda nem sei se consigo ir - sei que não tenho vontade nenhuma de ir e isso por si só é capaz de resolver o assunto. A minha vida social é, não um unicórnio, mas um lince ibérico: lá vai aparecendo, mas está em vias de extinção.
Tenho tudo para ser feliz: marido, filhos, família, uma casa, um cérebro. Só não tenho muitos assuntos interessantes de que falar porque, lá está, vivo na minha pequena bolha onde não se passa praticamente nada.

 

Era isto, está feito o desabafo. Ide em paz, vá.


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Quase-morte

17.05.13

Quarta-feira, com o dia todo organizadinho, resolvo rumar ao Dolce Vita para me instalar por lá a escrever. Gosto de fazer isso de vez em quando: mudar de ares e escrever fora do meu habitat natural. Dei as voltas que tinha para dar, almocei, sentei-me a escrever... e o portátil não liga. Quer dizer, liga e vai-se abaixo no minuto a seguir. O transformador quinou, paz à sua alma. Voltei para casa numa de tentar ver se o problema se resolvia na viagem... Não resolveu (lógico!). Em casa, o transformador estava tão morto como no Dolce Vita. Passo seguinte? Apelar a amigos para ver se alguém tinha lá por casa um transformador que desse vida ao meu Vaio. Só precisava que ele vivesse durante meia hora. Nada, ninguém tinha. Já sabia que ia ter que comprar um transformador, mas precisava de tentar sacar os ficheiros de que precisava (sim, não os tinha na Google Drive nem na Dropbox). Cravei o colega de ginásio informático, que levou um dos transformadores dele para lá. No fim da aula de ontem sentei-me no meio de um corredor onde havia uma tomada e consegui fazer o que queria. Devolvi o transformador, voltei para casa e tentei ressuscitar o portátil da empresa que é de tal forma lento que não o ligava há quase um ano. Consegui. Saquei o software que uso para escrever, inseri a licença, tentei abrir o meu documento... não dá. Tinha que ter dado autorização, no documento original, para edição por mais de uma máquina. Não sabia. Portanto, na mesma como a lesma, tal e qual como antes de ter sacado os ficheiros. À tarde agarrei na infanta, rumei a uma Worten e, quarenta e três euros depois, problema resolvido. Assim que cheguei a casa pus o novo transformador ao serviço, já a ver a minha vidinha a andar para trás. Com a sorte que eu tenho, o transformador é coisa para me provocar um curto circuito que mate de vez o velhinho (yet excelente!) portátil. Não aconteceu. Funciona lindamente. Yay.

 

De caminho, tudo atrasado: crónica semanal no portal do Barrigas e Companhia, textos para a Papel, textos para o blog e o meu mega-texto que, com esta crise, se atrasou mais do que podia. Posto isto... vou recuperar o tempo perdido. Até já!!

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Perfumes

02.05.13

Descobri que gosto muito de alguns perfumes da Zara. Fui lá há bocado e andei a experimentá-los. A princípio cheiram-me todos ao mesmo: a álcool. O problema foi que vim no carro com o cheiro de um deles a chegar-me ao nariz. E adoro.

 

"Drama": não faço ideia de qual dos perfumes é...

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Sobre medir as distâncias

02.05.13

Abrir a porta do carro de tal forma que me ia saltando um dente (da frente) e fiquei a sangrar do lábio. E sim, tinha espaço. E não, não bebi nada antes...

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