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Conto-te #1_Aqui como na morte

07.11.12

Abre a janela. Espreita. Não te assustes com a chuva que cai, indolente. Não te assustes com o dia que anoitece cedo de mais. Deixa que a água que escorre pelos vidros siga o seu curso, inevitável. Aninha-te nas memórias e guarda-as, quentes, num lugar que deixes intocado. Relembra os sorrisos e os dias doces enquanto cresceste. Relembra os colos, mesmo que sejam lembranças vagas, baças. O que és é feito dessas recordações. Do que aprendeste, do que ensinaste, das lágrimas choradas no entretanto.

 

Hoje é o dia zero. Renasces. Refazes-te a partir de cinzas que agora doem mas que em breve vão ser um regato sereno. Terás sempre contigo parte desse código genético, dessa maneira de ser. Terás sempre contigo a memória, mais do que outra coisa qualquer. Deixa que a chuva te lave por dentro. Deixa os lamentos para mais tarde. Agora é tempo de recordações. 

 

Podia ter sido noutro dia qualquer. Ninguém foge da morte, nem a morte foge de nós.

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3 comentários

De Ana Lúcia a 07.11.2012 às 11:25

Seiq ue não estavas mas parece que estavas a escrever para mim :)

De 1gota a 07.11.2012 às 12:19

Magnífico!!! :)

De li@ a 07.11.2012 às 12:37

<3

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