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Dicionário (a propósito... nem de propósito... a despropósito)

14.03.12
Eu não sei como é que é no vosso dicionário mas, no meu, não gostar ou não concordar com uma coisa NÃO significa que tenha inveja do que quer que seja. Porque, felizmente, tenho a cabecinha organizada e consigo separar águas. Não gosto porque não gosto, é simples. Da mesma forma que, quando gosto, não é por ser ovelha de rebanho, é por gostar mesmo. Chama-se "ter personalidade própria e pensar pela própria cabeça".

Invejas? Não tenho. Ah, mentira, tenho: da Heidi Klum que, quatro filhos depois, continua linda e magricela. Mas é inveja da boa. Acho lindamente que ela seja assim. Adoro. Convivo lindamente com o sucesso dela. E com o do Saramago, por exemplo. E com o do João Tordo. E com o da Meryl Streep. Ou do José Fidalgo. Gente que faz coisas válidas, que cresce à custa do seu talento, sem ter que explorar ninguém. Lido lindamente com sucessos merecidos, que não se fazem à custa das fragilidades de ninguém. Got it?

[É óbvio que há sempre quem interprete o que os outros escrevem ao contrário. É o problema da comunicação. Uma coisa é o que queres dizer, outra é o que efectivamente dizes e outra ainda é o que quem recebe a mensagem entende. Três coisas diferentes, portanto.]

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15 comentários

De Ana a 14.03.2012 às 13:52

Nem é a questão da inveja. É mesmo que, se se escreve sobre o que se gosta, porque não escrever sobre o que não se gosta? Eu não gosto das medidas de austeridade e por isso tenho que calar e não perder tempo com elas? Ora essa, se não gosto publicito que não gosto para que mais pessoas tomem consciência que não prestam (o exemplo não é o melhor porque ninguém gosta, mas a ideia é que se perceba).
Da mesma forma com os blogues que não prestam, é importante conhecê-los para se dizer que não se gosta deles. E publicitar que há lixo a poluir o mundo e criar espírito crítico para que se veja o lixo como lixo e não de forma iludida. Bah. Pronto, tenho de criar um blogue, hoje estou para destilar...

De Marianne a 14.03.2012 às 13:57

ó Ana, é isso mesmo! Mas por que raio é que não posso escrever que não gosto de amarelo? Ah se não gosto de amarelo é porque tenho inveja do amarelo. E não consigo conviver com o facto de o amarelo ter muito sucesso, por exemplo, ao nível do sol que é uma coisa grande, muito importante e que, apesar de não ser realmente amarelo, é sempre retratado como sendo. Ora, porra! Era o que mais faltava!

[E eu, como se poder ver pelo colorido aqui do tasco, ADORO amarelo. Foi só para exemplificar, pronto!]

De Ana a 14.03.2012 às 14:21

Eu continuo a achar que quem tudo argumenta com a tal da inveja é porque não sabe argumentar com mais nada. São cabeças limitadas, pronto, não dão para mais. Quem não consegue entender que existem pessoas com opiniões e gostos próprios (e diferentes dos da maioria) é porque, com toda a certeza, não os tem, não sabe o que é isso. Então só pode ser inveja, pois claro!

De Ana a 14.03.2012 às 14:29

Uma vez mais, Marianne: não está em questão se escreves sobre o que gostas ou que não gostas. Mas, convenhamos, desde que aqui venho já lá vão, pelo menos, três posts sobre o tal "casal maravilha". Assim, eles têm publicidade nos blogues deles e...no teu! Acabas por ajudar ao tal "aproveitamento", como referiste, ainda que em sentido contrário. Como diz o outro: "Falem bem de mim, falem mal de mim...mas falem!" :(

De Ana a 14.03.2012 às 14:44

Homónima
Não concordo. Não ajuda ao aproveitamento, pelo contrário: desmascara-o, põe-no a nu. É o que fazem os críticos de cinemas e filmes quando não dizem bem de um filme de que não gostaram. Certo? É que há coisas tão excessivamente graves e parvas que têm de ser denunciadas. Se mais pessoas falarem mal, são opiniões que se formam para não comprar o livro (espreitar, espreitem-no, mas não mais do que isso). Percebo o teu ponto de vista, acho que aqui não se aplica. Mas é a minha modesta opinião.

De Ana a 14.03.2012 às 15:03

Se reparares, eu digo: "Acabas por ajudar ao tal "aproveitamento", como referiste, ainda que em sentido contrário." É publicidade, quer se queira, quer não. Mesmo que seja a tentar desmascarar o tal "aproveitamento", fala-se dele e isso - como disse em resposta ao post anterior - pode suscitar curiosidade. Se se fala de determinada coisa (a bem ou a mal, está a causar sensação...), queremos saber do que se trata...

De S* a 14.03.2012 às 15:59

Eu tenho uma psicopata chatinha que diz que eu também acho que toda a gente tem inveja da minha vida... ora bem, eu posso não ser um génio, mas penso que nunca disse tal coisa. Lá porque sou feliz, não acho que os outros me invejem. Gente venenosa é outra coisa.

De Orquídea a 14.03.2012 às 16:11

Eu concordo e subscrevo completamente.
E até me apetece fazer copy&paste e meter no meu blogue porque não diria melhor!
(mas não vou fazer!)

Beijo

De Me a 14.03.2012 às 17:12

É difícil contrariar essa confusão. Ainda hoje tentei rebater um comentário no meu blog precisamente nesse sentido.

Beijoquinha babe

De Ana a 14.03.2012 às 17:42

"Se mais pessoas falarem mal, são opiniões que se formam para não comprar o livro (espreitar, espreitem-no, mas não mais do que isso)." O fruto proibido é o mais apetecido, e quanto mais se diz "não comprem" ou "é uma fraude", mais as pessoas vão no sentido contrário. O principal, que é suscitar a "pulga atrás da orelha", já está a ser feito. E se as pessoas forem espreitar, é meio caminho andado para comprarem ou não. E se não acharem (como tu) que o livro é uma cagada, ai, Marianne...bem podes estar a dar-lhe de bandeja mais leitores. Não vale a pena. Por algum motivo recusas-te a desligar de tais personagens, embora claramente isso te consuma (não digo de inveja, mas talvez por te sentires injustiçada de alguma forma). Não é bom.

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