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Coffeeholic

18.11.13

Sou viciada em café (e em açúcar também, já se sabe). Sou o tipo de viciada que fica com dores de cabeça se não bebe um café até uma hora depois de acordar. (Ontem, por exemplo: acordei, não tinha café em casa, o marido saiu com a miúda, eu fiquei com o miúdo doente e, portanto, refém, sem poder sair de casa. Assim que o marido voltou no elevador e só parei quando bebi um café. Duplo. A dor de cabeça acalmou logo a seguir. This is how bad it is).

Cá em casa há uma máquina Nespresso que é assim a minha segunda máquina preferida do mundo (melhor que isto só a Bimby). Já experimentei uma data de marcas que têm cápsulas compatíveis com a máquina (as cápsulas Nespresso são as melhores do mundo, que são. Mas são caras pa caraças e só se vendem na metrópole e chateia-me ter que fazer pelo menos 20km para ir comprar café!). De todas a marcas que experimentei, só uma me satisfez: Minipreço. Nem Continente, nem Auchan, nem Torrié, nem Nicola. Nenhuma vale nada. As do Minipreço dão para o desenrrasque, mas também não são nada de especial. Contudo, hoje, no Continente, deparei-me com uma nova linha de cápsulas. Ora calha que eu, menina do Marketing que já devia estar vacinada contra o dito, sou uma fácil e vou nas cantigas das embalagens bonitas e apelativas. E aquelas embalagens novas gritaram por mim. Mesmo por cima estavam as outras caixas do café rasca que não me convenceu. Mas aquelas, tão bonitas, tinham mesmo que vir comigo, quanto mais não fosse para ter motivo para vir aqui escrever um post a dizer que aquilo não vale nada. Só que vale! O café é bom!! Não é Nespresso-bom, mas é bom. Safa lindamente. E o Continente mais próximo fica aqui a 3km, quer dizer. E cada caixa de 10 cápsulas sai a €2,49 (contra os €3,75 do Ristretto, que é o meu preferido) - ou seja, menos €1,26 por caixa, fora o que poupo em gasolina e estacionamento, que isto de ir ao Colombo ou ao Chiado não fica propriamente barato!

Portanto, estou fã. E digam lá que as caixinhas não são catitas...!

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Let's eat!

18.11.13

[Uma banana pequena, uma colher de café de manteiga de amendoim, sementes de chia e de girassol. Pré-treino.]

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"Deixem o Pimba em Paz"

18.11.13

E quem é que acabou de ganhar um convite duplo para ir ver o Bruno Nogueira e a Manuela Azevedo em modo "Deixem o Pimba em Paz", quem foi??? YAY!!

 

[Vinte minutos à seca no carro, à espera que abrissem a linha telefónica para os convites. Não sei quantas chamadas sempre a bater na trave. Depois, uma chamada finalmente atendida e... vamos adorar, tenho a certeza!!]

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Bom dia!!!

18.11.13

Isto hoje tem TUDO para correr mal. Dormi três horas. Deitei-me tarde, cortesia da insónia. E do filho a chamar de hora a hora. A última vez que olhei para o relógio antes de (finalmente!) adormecer como deve ser eram 5h26. O despertador entra ao serviço às 7h40. Arrastei-me até às 8h. Tomei um pequeno-almoço preguiçoso: um copo de leite. (Não vou dizer, pela tricentésima milionésima vez que hoje é que é. Mas hoje é que é - depois de ter visto uma foto da Catarina no Instagram e de ter dito que a ia imprimir para pôr no meu frigorífico, deu-se aqui mais um tilt e... mais uma ficha, mais uma volta).

Bocejei umas sete mil vezes ainda antes de sair de casa. Fui levá-los. Fui às compras e, antes de entrar no hiper, fui disparada beber um café. Níveis de cafeína aceitáveis e siga a banda. Hoje o dia tinha TUDO para correr mal. Mas está a correr tão bem...!! Aproveitemos! Bom dia a todos!

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15 anos

17.11.13

Ontem, 16 de Novembro, 15 anos depois do nosso primeiro beijo. E a vida vai dando voltas. Ontem não passámos o dia juntos: ele tinha um evento de um fornecedor ao qual não podia faltar e passou o dia fora. Eu passei o dia a limpar ranhos e a sossegar birras (também conversei com amigos e essa parte foi a melhor). À noite, quando ele chegou, eu saí para ir tratar da surpresa-do-dia: fui a um japonês buscar duas caixinhas de sushi para nós, passei no Pingo Doce e trouxe espumante reles e morangos, para fazer uma sangria. Quando voltei os miúdos estavam a acabar de jantar. Tratámos deles, deitámo-los e instalámo-nos no chão da sala, a ver episódios do Walking Dead e a comer. Fui duas vezes ao quarto dos miúdos, tentar acalmar o pequeno. Quando acabámos de jantar fui mais uma vez ao quarto deles e fiquei lá quase uma hora, com o miúdo a dormir sentado no meu colo (deitado quase não conseguia respirar e era isso que o fazia chorar). Quando as minhas costas não aguentaram mais e eu voltei à sala, estava o marido a dormir deitado no chão - completamente de rastos do dia que teve.

 

A vida vai assassinando o romantismo, mas não nos mata o amor. Pode faltar o glamour de uma viagem a dois, de jantares fora, de programas culturais giros, de fins-de-semana num turismo rural qualquer - tudo coisas de que temos saudades e que não podemos, por enquanto, voltar a fazer. Mas a vida não nos tira o coração que nos bate no peito nem a certeza de que é aqui, neste abraço, que queremos ficar até que os nossos dias terminem.

 

[Amo-te, marido.]

 

Portanto, e refraseando: o melhor do meu dia foi ter celebrado mais um ano de dia 16.11 com ele, o homem da minha vida.

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Ontem

17.11.13

A manhã passada com a BFF foi 50% do melhor do meu dia. Os outros 50% foram a visita do padrinho/afilhado/padrinho da filha, da sua mulher (adoro aquela miúda!) e a pequena loirinha de olho azul que tem o mesmo nome que a minha filha. Futura nora, só vos digo (assim o meu filho desista da "ideia" de ser padre). 

 

Foi um dia bom, apesar dos pesare: miúdo muito ranhoso, cheio de tosse, sem conseguir dormir a sesta. À noite estava de rastos (ele e eu!). Foi uma luta para o pôr a dormir. Passou o noite a choramingar e às 7h desistiu de veio para a nossa cama. Conseguiu sossegar e dormiu até às 9h30 (menos mal - nós também conseguimos dormir um bocadinho, mas ainda temos no corpo os efeitos destes dias adoentados, em que nos custa mais a nós do que a eles. A impotência dos pais perante os filhos doentes é coisa que me mói).

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Ficção vs realidade

15.11.13

Ficção: jantar já feito quando eu chegar a casa.

Realidade: nem sequer sei ainda o que vou fazer.

 

Ficção: jantar, deitar os miúdos e esticar-me no sofá a ver um filme.

Realidade: jantar, brigar com os miúdos que se recusam a jantar, deitar os miúdos, arrumar a cozinha e cair na cama, morta de cansaço. No limite, ler umas páginas antes de dormir.

 

E é isto: apetecia-me um serão de cinema caseiro. Não vai acontecer. Às vezes, a realidade é uma coisa triste.

 

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Sair da linha

15.11.13

Eu já sabia que ia dar asneira e não me enganei: o baptizado da semana passada destruiu-me a dieta. O que vale é que o primeiro passo para a cura é admitir que se tem um problema. Pois bem, pela enésima vez, eu tenho um problema: sou viciada em açúcar. No baptizado dediquei-me aos fios de ovos. Já sabia que ia correr mal... Desde esse dia que tem sido o descalabro. Apetece-me doces a toda a hora. E, em vez de fugir deles, cedo e como o que me apetece. A balança não reflecte isto, mas eu reflicto. Sinto-me mal. Sinto que a esta altura já devia ser capaz de me controlar e de não ceder a isto. Vou ter que recomeçar do zero. E é isto que me custa: cair e ter que me levantar novamente. So... here we go again...

 

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A Fada dos Dentes

15.11.13

Ontem à tarde, quando fui buscar a miúda, a primeira coisa em que reparei foi na ausência do dente que andava a abanar há umas semanas. Disse-me que lhe caiu quando estava a beber água e que o perdeu (tão dela, isto!!). Estava toda preocupada porque assim a Fada dos Dentes não vinha e não lhe dava moeda. Disse-lhe que não se preocupasse, que de certeza que a Fada aparecia.

 

À noite, a Fada veio. Sentou-se aqui na cadeira onde estou agora, pegou num papel e numa caneta e escreveu-lhe um postal. Depois foi pô-lo, juntamente com uma moeda de dois euros, debaixo da almofada da miúda.

 

Hoje de manhã, quando ela acordou, foi ter comigo à cama. Estávamos nos miminhos quando ela se levantou de repente e me disse que já vinha. Foi ao quarto dela e, no regresso, trazia o postal da Fada e a moeda. Toda contente, claro...

[Isto teria sido mais fácil se a impressora tivesse colaborado... e se eu não tivesse que ter andado a disfarçar a minha letra! Mas não faz mal! Valeu pela felicidade dela!!]
 

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Programa das festas

15.11.13

O que é que vocês vão fazer no fim-de-semana? Nós vamos ter passeio à Biblioteca (finalmente já não estamos de castigo e podemos requisitar livros outra vez!) e chocolate quente algures a ver o mar. E gostava de perceber como é que funciona a história dos bilhetes de cinema aos domingos de manhã, no Dolce Vita Tejo. Mas o site do DVT é tão, mas tão mau (e velho, e parco em informação, e mal organizado, e feio... - céus, como é que o maior centro comercial da Península Ibérica não investe num site como deve ser??) que não dá para perceber nada por ali! Alguém sabe? Se sim, obrigada desde já!!

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Estacionário

15.11.13

Cartões de visita, flyers, templates para orçamentos, autocolantes, etiquetas: preciso disto tudo. E precisava do "meu" João ao meu lado, no escritório, para me dar dicas que fizessem com que eu gastasse duas horas com isto em vez de quatro (estou, obviamente, a ser simpática. Ontem demorei mais ou menos quatro horas só a perceber como é que se carregavam brushes no Photoshop. Mas descobri, já sei usar, já sei mexer, já sei onde estão. Yay!).

 

[Fora de brincadeiras: querer fazer as coisas mas não dominar as ferramentas para as fazer é triste. E chato. E desesperante. Mas eu chego lá!]

 

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A preparar...

15.11.13

O plano do que se vai passar nos próximos dias. Uma ementa para um baptizado. Mood boards para duas festas... Adoro, sabem?

 

[Gosto tanto de sentir as coisas a ganhar forma na minha cabeça e de trazer isto tudo cá para fora a seguir!]

 

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Houston, we have a problem...

15.11.13

Aqui há tempos partilhei convosco a minha ideia (peregrina...) de não fazer festas de anos aos meus filhos na altura dos aniversários deles. Os desgraçados fazem anos em pleno inverno e isso condiciona um bocado (muito) o que se pode fazer (sem gastar balúrdios e sem gerar o caos em casa).

Acontece que ontem andei a brincar com o Photoshop e fiz um convite para a festa de aniversário dela, que faz anos daqui a quinze dias. E gosto tanto do convite que agora vou ter que lhe fazer a festa...! Ups...!!

 

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Um café com sorrisos

14.11.13

O melhor do meu dia foi o café que bebi depois de almoço, com uma amiga. A conversa que se pôs em dia, o ar doce dela (é das pessoas mais bonitas que conheço!). Encheu o meu dia!

 

[Se não tivesse bebido café com ela, o melhor do meu dia teria sido o regresso ao ginásio - sim, ontem baldei-me. Mas hoje fui e soube mesmo bem!]

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Aprender a solo

14.11.13

Gosto muito de design. Gosto mesmo. Tive a sorte de trabalhar, durante anos, lado a lado com um designer fabuloso, que me ensinou umas coisas. Eu parecia uma esponja, a absorver tudo o que ele me passava. Sempre que eu queria saber como se fazia determinada coisa ele explicava. Foi no tempo do Corel Draw - há uma vida, portanto. Deixou-me o bichinho do design e eu tenho pena de ainda não ter tido a oportunidade de fazer um curso de Photoshop e Illustrator.

Mas quando Maomé não vai à montanha, traz-se a montanha a Maomé. Instalei software, comecei a explorar. Felizmente a internet é um mundo e basta uma pesquisa simples para dar de caras com mil tutoriais a explicar como se faz o que eu quero fazer. Já aprendi muito assim, a solo. E hei-de aprender ainda mais...

 

[Obrigada, João!]

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Frente & Verso - Sobre o Bulyying

14.11.13

Verso - Margarida

 

Chamarem-me "margarina vaqueiro" deixou de ser um insulto ao décimo dia de aulas. Foi tão repetido até à exaustão que cedo aprendi a desligar e a não sofrer com isso. Foi a única coisa menos boa, aliás, com a qual me lembro de ter tido que lidar. Resolvi-a a de forma muito simples: o Vaqueiro passou a sair do meu nome, e regressou, anos mais tarde, quando comecei a trabalhar –e para que conste, adoro o nome. Ao menos ninguém se esquece.

 

A minha infância e adolescência foram razoavelmente tranquilas. Eu era uma miúda que não dava nas vistas e das vezes que gozavam comigo era porque tinha os dentes tortos – os meus pais abençoados resolveram isso com um aparelho -, porque tinha o cabelo cortado à rapaz [enfim, coisas das adolescência] ou então porque as maminhas só me cresceram muito depois das minhas colegas.

E não passou disto. Era boa aluna mas não a melhor, não era magra nem gorda, não era suficientemente alta para ser “girafa” nem suficientemente baixa para ser “anã”.  Ainda não usava óculos o que me livrou do “caixa de óculos” .

Fui passando pelos dramas do ‘bullying’ como quem passa pelos pingos da chuva – discretamente, sem dar grande crédito, mas sem sofrer muito com isso.

 

Também acho que dantes era mais fácil fugir-lhe: as crianças eram menos agressivas, os insultos ficavam na escola, vigiados, e em casa a vida voltava ao normal. Atualmente os telemóveis e a internet são veículos perigosíssimos que levam o ‘bullying’ para fora do controlo dos pais e educadores, e que acompanham os miúdos em todo o lugar. São sms, enxovalhamento público nas redes sociais, telefonemas sem controlo…uma quantidade de coisas que nos leva também a empolar insultos que há dez anos não passariam disso mesmo: insultos. Que toda a gente ouvia e com que todos nós lidávamos.

Mas há dez anos os alunos não batiam aos professores, os pais não pediam explicações pelas más notas dos filhos, os filhos respeitavam a autoridade e com sorte, quem insultava um aluno ainda levava um susto do pai (do ‘insultor’ e do insultado) para aprender a respeitar os outros. Eu sou uma felizarda por nunca ter tido problemas de maior. Mas também sou uma felizarda por ter visto que há dez – ou vinte – anos se lidava com a falta de respeito pelo próximo de forma muito mais séria.

Queira Deus que não tenhamos que chegar ao pontos dos EUA onde há um mês uma miúda de 14 anos foi considerada arguida por, pela prática de bullying, ter provocado o suicídio de uma colega. Action, réaction.

 

[O meu lado da história, aqui.]

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Momento "não façam isto em casa"

14.11.13

Na semana passada, quando pintei o cabelo, pus-me a fazer coisas enquanto a tinta actuava. Só que fiz muitas coisas. E em vez da meia hora que as instruções mandavam estar com a tinta no cabelo... eu estive UMA HORA E MEIA.

 

Resultado: quando fui tirar a tinta, o simples facto de a água me cair na cabeça deu origem a vários ais... E agora, cerejinha no topo do bolo, tenho a pele do couro cabeludo a saltar (parece que estou cheia de caspa e não é o caso!). Lição aprendida...

 

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Feels like heaven #02

14.11.13

[Via]


[Via]


[Via]


[Via]


Salas. Cheias de luz, arejadas, muito branco, alguns detalhes de cor a trazer vida e alegria.

Adoro salas assim, que se percebe que são vividas a sério. Onde se vê o conforto, o mimo, o sossego. Salas com coração, com gente dentro.

A minha preferida? A primeira.


[E a minha própria sala, redecorada há coisa de um ano e pouco, a precisar urgentemente de uma reviravolta a sério: demasiada tralha acumulada, demasiada coisa que não usamos à vista e que pode muito bem ser arrumada noutros sítios. Para breve!]

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Come along #20

13.11.13

Um blog: Morfina

 

Um post: "Do verbo querer", no Às Nove no Meu Blog

 

Um livro: "A Insustentável Leveza do Ser", Milan Kundera

 

Uma citação:

Um filme: "Elizabethtown", Cameron Crowe

 

Uma música: "Not Broken", Skye

 

Uma receita: Fresh cranberries mini scones

 

Uma imagem: Um carrossel em Paris

 

Uma ideia: Um calendário de advento lindo (que o dia 1 está quase aí!)

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...

13.11.13

Portanto, no dia em que fiz a abóbora recheada não deitei o que sobrou fora. E o que sobrou foi a casca da abóbora, com um bom bocado de polpa agarrado. Peguei na abóbora, descasquei (e, como a abóbora tinha sido assada, a pele saiu a puxar, o que fez com que se desperdiçasse pouco) e aproveitei a polpa. No copo da bimby pus a abóbora, uma cebola pequena, um dente de alho, dois tomates pelados, um punhado de salsa, sal e água. Cozinhei durante 15 minutos (a abóbora já tinha sido cozinhada e os outros ingredientes não precisavam de muito tempo). À parte, cozi agriões baby durante o tempo que demorou a fazer a sopa. No final triturei o que estava na bimby e acrescentei os agriões a segui. Rendeu 2 litros de sopa. E estava uma delícia!

 

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Escrever, escrever

13.11.13

À noite, enquanto me preparava para ir para a cama, veio-me à cabeça uma frase. E outra a seguir. E outra. Despachei-me enqunto ia repetindo para mim mesma as frases, para que não me fugissem (acontece tantas vezes...). Sentei-me na cama e abri o caderno, escrevi as frases e vi o resto da história tomar forma. É sempre assim. As short-stories que mais gozo me dão nascem assim, de uma frase que aparece a bailar na minha cabeça, que se enrola na língua e que pede para ser cuspida, como se fosse um pequeno demónio a pedir para ser exorcizado. O resto vem atrás. Como se, na verdade, aquela história já existisse e precisasse apenas de ser materializada. Ontem dei vida a uma. Foi o melhor do meu dia.

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Santa Claus is coming to town...

13.11.13

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Querido diário

13.11.13

Enquanto estive grávida da minha filha - e até ela ter cerca de um ano e meio - mantive um blog privado onde escrevi tudo (inclusive coisas que não tinham nada que ver com a gravidez, era mesmo o meu blog diário). Ontem apercebi-me de que não sabia o que era feito desse blog, isto é, quais eram os dados de acesso. Pânico. Não por mim, mas por ela: quero muito que um dia ela possa ler tudo o que eu escrevi, que saiba tudo o que aconteceu, que saiba como foi a gravidez e os primeiros tempos de vida dela.
Depois de dar voltas e voltas à cabeça lá me lembrei. E fui reler. Gostei tanto... não voltei aos primórdios do blog, mas fartei-me de ler posts com as coisas que ela dizia e isso fez-me lembrar de como ela era em pequenina (a memória é uma coisa lixada e vai esfumando estas informações importantes). Foi quase como se voltasse a tê-la ali, mínima, esperta, bochechuda, ao meu lado.
De vez em quando é bom ir lá atrás, aos arquivos, e ler aquilo que já fomos. Escrevo blogs há mais de 10 anos e muita, muita coisa mudou entretanto. Acho que estes 10 anos acompanharam a maior mudança da minha vida: deixar de ser miúda para passar a ser mulher, deixar de ser só eu para passar a ser eu e mais três pessoas. Muda tudo. E é bom reler, voltar a lembrar o sítio de onde viemos, as coisas em que acreditávamos, as dores e as alegrias que fomos vivendo.

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Da preguiça

13.11.13

Ontem e anteontem não consegui ir ao ginásio. Hoje também ainda não fui. Estou aqui em processo mental de arrastanço. Vai ter que ser, mas não me apetece. Vou, mas vou contrariada. (Mas já sei que, em chegando lá, dá-me a vontade e faço tudo e vibro com aquilo. E também sei que amanhã vou ter mais vontade do que tenho hoje. É aquela coisa: quanto menos fazes, menos queres fazer.) Vou malhar. (Odeio esta expressão!)

 

Ah, e logo à tarde... Come along!

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Now reading...

13.11.13

Todos os dias, Danny McCoyne sai de casa para um emprego que apenas tolera por ter de assegurar a sua sobrevivência e a da sua família. Mas em breve este homem vai descobrir o que verdadeiramente significa sobreviver. De um momento para o outro, começam a ocorrer um pouco por toda a parte cenas de violência extrema. Sem que ninguém saiba explicar porquê, qualquer transeunte normal pode tornar-se de repente um assassino impiedoso que ataca aleatoriamente. À medida que esta estranha epidemia vai alastrando, Danny sente-se na obrigação de proteger a família - mas como quando já não pode confiar em ninguém, incluindo em si próprio…?


Comecei ontem. A abrir, uma cena de uma violência extrema. Espero o melhor deste livro. E o pior (porque é facílimo que a ideia-base se torne numa valente xaropada). Hei-de falar dele novamente.

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E a resposta...

13.11.13

... ao dilema de ontem veio pela mão da Lia, que é assim uma espécie de irmã/amiga para a vida. A quem perguntou pela "receita milagrosa", parece-me que ela está aqui, no comentário que a Lia me deixou:

 

É simples... e não tens de andar a fazer exercícios de equilíbrio. Porque é que para pensar no negativo não nos importamos de roçar e ultrapassar o real e quando é para o positivo já estamos muito preocupadas com passar a linha do admissível? És gira! ponto final. És muita gira! E és a mais gira de todas para muita gente (para mm ;)). E se não fores mesmo a mais gira? quem é que te vem passar uma multa por achares que és a mais gira? A quem é que estás a fazer mal por achares que és a mais gira? Portanto deixa de te preocupares com o nível de linda que és, se estás a ser modesta ou exagerada. Não existe um tribunal para isso, e não estamos em nenhum concurso ;). Aquilo que aprendi nos últimos tempos é só isto.... começa a olhar para ti com amor. a sentir pela tua imagem ao espelho, aquilo que se sente por alguém por quem estamos apaixonadas... respeito pelo que conseguiste com o teu corpo, aceitação pelas rugas e cabelos brancos, paixão por aquela característica que é só nossa, amor pelo nosso corpo saudável... o resto vai crescer com isso... como crescem os sentimentos. I promiss. (estou uma poetisa lamechas hoje ;)) beijo, miúda gira

 

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Best of

12.11.13

O melhor do meu dia de ontem: a abóbora recheada.

O melhor do meu dia de hoje: a sopa de abóbora recheada.

Duas coisas que me reconfortaram muito, quer pelo sabor, quer pela sensação de estar "em casa".

 

[Gosto disto: inventar, aproveitar, fazer muito a partir de pouco.]

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Coração nas mãos #02_sempre à mesma hora

12.11.13

Acordava sempre à mesma hora. Repetia rotinas que criava como rede para um funâmbulo. Odiava o improviso. Gostava da segurança de saber os dias todos iguais, de saber com antecedência com o que podia contar. Planeava cada fuga à rotina com o máximo de antecipação, para que pudesse habituar-se à ideia e para que nada lhe soasse estranho ou pouco familiar.

 

Tudo na sua casa era produto de aturado estudo. As coisas estavam ordenadas da forma que comprovara ser a mais eficaz. O objectivo, mais do que o perfeccionismo, era que tudo estivesse sempre no mesmo lugar e acontecesse sempre da mesma maneira. Não havia um desalinho, uma ponta solta, nada a quebrar a suave monotonia da previsibilidade.

 

Era contabilista. Não apreciava nada que envolvesse criatividade. Matemática era matemática, não era preciso inventar nada, bastava seguir fórmulas para obter resultados. Nada inesperado pode surgir da matemática. Repetia dia após dia os mesmos procedimentos, as mesmas contas, os mesmos passos.

 

Não convivia com colegas nem era dado a conversas de corredor. Era solitário e não queria ser de outra forma. Criara uma espécie de ilha em seu redor e as águas eram tão fundas e turvas que ninguém ensaiava sequer uma aproximação.

Deixara de visitar a família na altura em que as constantes perguntas acerca da sua solidão passaram de expectáveis a incómodas. Os pais já tinham morrido, os irmãos viviam suficientemente longe para que não precisasse de se inquietar com visitas inesperadas, os sobrinhos mal conheciam aquele tio estranho e psicótico que vivia demasiado afundado no seu mundo e não tinham nele qualquer interesse.

 

A solidão não era uma mágoa. Era um cenário.

 

Uma vez por mês, sempre a uma quinta-feira, saía do escritório depois de terminar diligentemente todas as tarefas do dia, passava em casa, comia qualquer coisa preparada de véspera, vestia o seu fato preto e saía sem ser notado. Quem o visse pressuporia um encontro amoroso: assim se justificava a barba bem escanhoada, o perfume que se sentia no ar e o ar aprumado.

 

Apanhava um táxi que pagava sempre com notas pequenas. Pedia que o taxista o deixasse no princípio da rua, onde a iluminação era escassa e não se ouvia mais do que um ou outro latido canino e o som de uma televisão sintonizada nas notícias. Ajeitava a gravata, limpava o suor das mãos nas calças perfeitamente vincadas e seguia pela rua procurando fazer o mínimo barulho possível. Os cães já lhe conheciam o cheiro e não ladravam à sua passagem. Aprendera a caminhar sem que as capas dos sapatos ressoassem na calçada. Esquivava-se dos halos de luz trazidos ao chão pelos candeeiros. Evitava projectar sombras na parede. Se conseguisse chegar ao final da rua sem se fazer notar teria conseguido cumprir o seu primeiro objectivo.

 

Gastava sempre dois minutos na esquina que encontrava a rua por onde viera e a rua para onde ia. Puxava um cigarro, que não fumava mas que usava como desculpa para estar ali parado, olhava para todos os lados, levantava os olhos sem levantar o queixo e fazia como que uma radiografia às janelas, procurando habitantes que pudessem tê-lo visto. Se calhasse estar alguém à janela – alguém a fumar um cigarro antes do sono merecido ou a sacudir as migalhas da toalha do jantar, a apanhar ou a estender roupa ou simplesmente a apanhar o ar fresco da noite – terminava o cigarro e descia a rua, que havia de desembocar perto de uma praça de táxis. Apanharia o segundo táxi da noite e regressaria a casa. Era este o plano a que nunca precisou de recorrer. Nunca morador nenhum o viu, por isso apagava sempre o cigarro que não chegava a fumar e seguia rapidamente pela esquerda, até ao número trinta e sete. Tocava à campainha que se abria sem que ninguém perguntasse nada. Subia as escadas ligeiro e entrava no primeiro B, onde a porta aberta o aguardava. Ajeitava de novo a gravata preta, deslizava pelo corredor até encontrar a porta que dava para as traseiras. Descia dois degraus e chegava a uma espécie de anexo. As janelas cobertas de vapor denunciavam o espaço. Demasiada gente para a dimensão da sala, demasiadas pessoas a respirar o mesmo ar saturado de fim de Verão, o espaço mal arejado e sem ventilação. Ficava à porta uns breves instantes, a sentir a vibração do lugar. Apesar de toda a preparação, só ali se sentia verdadeiramente dentro da personagem. A sua personagem de uma quinta-feira à noite, uma vez por mês, todos os meses, sem falhas, sem imprevistos, sem alterações.

 

Dava por si a bater o pé ritmicamente. Tum. Tum. Tum.Tum. Três segundos bastavam para que toda a preparação fizesse sentido. Deslizava para o primeiro ponto que captasse a sua atenção. Geralmente, uma morena alta, esguia, de batom vermelho e pernas bem torneadas. Punha-lhe a mão na cintura e puxava-a com força. Enlaçava-a como se fosse amarrá-la para não mais a libertar. Deixava que o ritmo subisse por si e dançava. Olhava-a nos olhos. Apaixonava-se ali. Duraria enquanto durasse aquele tango. Dançava com toda a paixão ausente dos seus dias milimetricamente iguais. Dançava com toda a ânsia que desfazia nas rotinas obsoletas e sufocantes. Soltava amarras e permitia-se ser quem realmente era. As mulheres que dançavam com ele, geralmente morenas empedernidas, sucumbiam àquela garra latina, ao ritmo certo, ao sexo latente. E subiam com ele os dois degraus de volta ao corredor escuro, onde ele as prendia de encontro à parede, sem que lhe oferecessem resistência, sem que questionassem o gesto sequer. E ali, naquele clube de tango clandestino, uma vez por mês, a uma quinta-feira, tomava-as por suas nos minutos que durava o sexo feito dança, o tango feito vida.

 

Ajeitava depois a gravata, limpava as mãos suadas às calças húmidas, alinhava o cabelo e saía de novo para a rua, onde repetia todo o ritual de quem precisa de não ser visto. Transmutava-se assim que cruzava a esquina que dava para a rua mal iluminada por onde caminhara ao início da noite. Voltava a ser o homem invisível de sempre. Retomava as rotinas incorruptíveis. Sacudia das mãos o tremor e regulava novamente a respiração. Desvanecia-se nas ruas da cidade e não voltava a existir até à quinta-feira escolhida do mês seguinte. Era exímio na arte de não existir e exímio na arte de ser exactamente quem era.

 

 

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Não há vida "cumá" do campo!

12.11.13


Acordar cedo. Dar comida às cabras. Dar colo aos cabritos. Fazer-lhes festas. Ver galinhas. Andar a vontade pelos quintais. Brincar muito. Eles adoram!

 

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Coisa boa da crise

12.11.13

Menos anúncios de Natal. Menos perfumes, menos gadgets, menos ruído, intervalos mais curtos, menos inundação publicitária (eu devo ser a pessoa "de publicidade" que menos pachorra tem para a coisa...).

 

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