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Recomeçar

25.11.13

Parece ser o meu verbo deste ano: tenho passado a vida em recomeços. Porque sou parva e não termino o que começo. A minha determinação, quando apontada a mim, é coisa que já viu melhores dias. Tenho desistido de mim com demasiada facilidade. Há dias apercebi-me de que estou a três meses do meio da minha década dos 30. E quero mudar. Ainda tinha esperanças numa mudança por magia, mas não vai acontecer, não é? (Não percebo porquê, mas pronto...)

Vou parar de falar no assunto aqui. Sei que é chato estar sempre a ler a mesma coisa. Se e quando chegar onde quero, conto-vos do processo. Até lá, falemos de outras coisas que já nem eu me aguento a falar de dietas e de pesos e o diabo a sete (isto é mais cansativo a nível psicológico - por ter que estar sempre a pegar de novo onde desisti - do que físico - o ginásio faz-se bem, a alimentação já me custou mais; o que me custa mesmo é isto do pára-arranca constante).

Wish me luck... e a ver se falamos sobre isto em Fevereiro...

 

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Do fim de semana

25.11.13

Entre sexta e sábado estive em maratona de bolo. A Maria fez dois anos e coube-me a honra de fazer o bolo de aniversário dela. Missão assustadora, digo-vos já! Porque era um bolo grande, porque era para a Maria e porque a mãe da Maria é aquela pessoa que tem bom gosto até sei lá onde e que não queria mesmo desiludir.

Mas depois deste bolo, ouçam: venham de lá os bolos de casamento! Estou pronta! Este foi o bolo em que perdi os medos. Aquilo tinha tudo para correr mal: era um bolo grande, de dois andares, coberto com uma pasta de açúcar de uma cor que não existe (e que tive que fazer à mão - treino de braços? Check!). Pois não correu nada mal. Nada! Nem sequer o transporte que é assim a cereja no topo do bolo - mas, para assegurar mesmo a coisa, levei a minha mãe comigo, a fazer de cakesitter, para ver se aquilo não descambava mesmo. Não descambou e chegou intacto.

Este bolo devia dar-me equivalência a Engenharia Civil, no Técnico. Tinha tubos de plástico, paus de bambu e cabo de aço. E bolo, óbvio. Mas às vezes, para manter tudo no sítio, é preciso recorrer a materiais que não são assim o cúmulo do comestível...

Quem me segue no Instagram pôde acompanhar a produção da coisa. Entre começar e acabar passaram cerca de 22 horas, das quais umas 15 ou 16 foram em pé, à volta do bolo. Cansativo? Sim. Compensador? Muito! Quando se ama o que se faz, o cansaço pode ser gigante mas a vontade é ainda maior.

Deixo-vos as fotos da "obra". Espero que gostem!

 

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Um bolo a crescer...

22.11.13

O bolo da Mini-Her já vai a caminho da terceira ida ao forno; falta mais uma. São duas vezes a base mais duas vezes o topo. Dá 6 doses da massa que normalmente faço. Vai ficar grandote, vai. E giro, espero eu!!

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Frente & Verso - A cozinha

22.11.13

Verso (da Margarida)

 

Eu cozinho. Não cozinho todos os dias, mas tento cozinhar frequência. Cresci numa casa onde éramos cinco e onde todos os dias a minha mãe se esforçava por inventar receitas novas para cada uma das refeições. Adoro comer em casa e só tenho pena de não ter herdado da mãe o gosto pelo fogão e pelos novos sabores. Aliás, na verdade eu adoro comer. Ponto final. Cozinhar é que me custa mais.

Não é que não goste, quando estou a cozinhar, mas de alguma forma, sabe-me sempre um pouco a obrigação: ter comida feita para haver o que comer. De qualquer forma, não me safo mal: cozinho relativamente bem, até experimento receitas novas, não tenho dificuldades de maior em apurar sabores com bons temperos e pouco sal… não sei fazer sopa (assumo!) e também não tenho o jeito maior do mundo para doces.

Mas o meu arroz branco é impecável – e juro-vos que é difícil fazer um bom arroz branco – e até já fui capaz de cozinhar quatro receitas novas para amigos num dia em que estava particularmente inspirada: saíram todas bem à primeira.

Mas o que eu queria mesmo era poder ter uma Bimby – estamos no caminho para isso – que me fizesse a comida toda sem eu ter que me ralar muito. Adoro a Bimby e as vantagens que aquilo dá: ora carrega no botão e enfia para lá esta quantidade de isto e daquilo, a velocidade é esta e durante este tempo. Sou muito feliz quando uso a dos meus pais e percebo que até sou capaz de fazer leite creme perfeito – sem ter que me esforçar coisa alguma.

Eu sou a cliente ideal de uma Bimby: não tenho gosto em cozinhar mas gosto de comer comida feita em casa. É o bicho perfeito para mim. E não me levem a mal as cozinheiras de mão cheia que adoram ir para a cozinha: dou todo o valor a quem gosta e consegue fazer comida maravilhosa (a minha irmã do meio ficou com toda a nossa herança genética nesse quesito, creio), mas realmente não é a minha onda.

Para além do mais tive uma sorte dos diabos e arranjei um marido que até come Chocapic ao jantar se eu lhe disser que não me apetece cozinhar e não houver nada no frigorífico. Ou seja: nem por obrigação consigo apurar o gosto para a cozinha. Mas tenho pena. Muita pena!

Mas ainda tenho esperança de que um dia, quando for grande, tenha pela cozinha o mesmo gosto que a Lénia tem.

 

[A minha versão dos factos, aqui.]

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Closure

22.11.13

É triste que, de vez em quando, a vida real se assemelhe um bocado aos thrillers que vou lendo. A história do homicídio da Alexandra Neno e do Diogo, há coisa de cinco anos, dava um livro dos bons. E ninguém esperaria este final: o homicida não aguentou os remorsos e entregou-se, passado este tempo todo. Se não o tivesse feito, acredito que nunca se chegasse a saber quem ele era. É muito mau isto de, de vez em quando, a realidade se parecer muito com a ficção.

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Zumbaaaaa

22.11.13

Ontem, enquanto estava na sala de cardio a treinar, fui desafiada por uma senhora para ir experimentar a aula de Zumba que ia haver dali a pouco. De caminho, a senhora desafiou toda a gente e fomos 3 a descer as escadas para ir ver a coisa acontecer. Zumbei. Transpirei a sério (já sabia ao que ia, não me surpreendeu). No fim, alongamentos ao som do "Não me toca", do Anselmo Ralph. Resultado: como apareceu lá à porta um dos rapazes da limpeza que percebe da poda, a professora trocou os alongamentos por uma mini-micro aula de kizomba. Muito bom, adorei.

 

E foi o melhor do meu dia!

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Desta coisa de fazer bolos

22.11.13

É preciso ir à loja de cake design. Vou. É preciso controlar a veia consumista e trazer mesmo só o que preciso e não tudo de que gosto (comprava a loja toda, na hora!). Olho para os acessórios e penso: o que é que eu vou fazer com isto, e encontro sempre respostas. Várias. E controlo a tal veia. Saio da loja com o que tinha planeado comprar, nem um produtozinho a mais. Chego a casa. Concluo que me esqueci de comprar duas coisas imprescindíveis para o super-bolo que vou fazer entre hoje e amanhã. Tenho que ir à loja novamente. E lá vou eu ter que controlar a veia outra vez.

É difícil, juro. Para mim, é muito difícil controlar-me perante coisas que são visualmente atractivas (seja no campo do cake design seja no campo da decoração, por exemplo; com roupa já é mais fácil - anos a virar frangos, vá). Portanto, ir ali também é um exercício de auto-controle que não me faz mal nenhum. Mas fico sempre com pena de não ser abastada e de não poder investir a sério. Paciência. Quem sabe, um dia!

 

[A propósito: Dezembro avizinha-se um mês em cheio! Bolos todas as semanas, um baptizado, uma festa de anos, um natal e um ano novo. E este ano, no que toca a eventos caseiros, vou esmerar-me... "mi aguardem"!!]

 

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Feels like heaven #3

22.11.13
Desde que comecei a trabalhar em casa que senti necessidade de ter um espaço de trabalho. Andei que tempos a tentar perceber o que queria, como queria e como poderia aproveitar o pouco espaço disponível. Hoje em dia é raro usar o espaço que criei, por duas razões: a secretária está ocupada pela máquina de costura (que trabalha menos agora do que há dois anos) e o espaço ganhou vida própria e está caótico (tenho mesmo que o arrumar e que o converter num espaço útil para o que preciso hoje em dia. Tenho que arrumar a máquina e só a tirar quando realmente preciso dela. É uma coisa que quero fazer na semana que vem. Depois mostro o resultado.
Estes home offices são muito a minha praia: design escandinavo (percebi há pouco tempo que é a minha linha de decoração preferida), muito clean, muito branco, apontamentos de cor, mas pouca distracção que é o que se quer quando se trabalha num sítio que já de si convida à dispersão (em casa há sempre mil coisas para fazer; se acham que trabalhar em casa é sinónimo de muito mais concentração, desenganem-se: há sempre roupa para estender, compras para fazer, pó para limpar, camas para fazer, etc. Em casa, o mais fácil é mesmo não trabalhar e deixarmo-nos levar pela casa em si).
 

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Et voilá...

21.11.13

... óculos novos encomendados. Quando chegarem mostro...

 

[Comprar óculos online: todo um novo mundo para mim!]

 

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Momento WTF?? do dia

21.11.13

Tenho no telemóvel uma app que identifica que música estou a ouvir. Ou seja, imaginem: vou no carro, passa uma música na rádio e eu não sei qual é. Saco da app, gravo a música e aquilo diz-me que música é, no espaço de 5 segundos.

 

Ora hoje aconteceu: música gira, app a trabalhar... e, tau, a música é dos One Direction!! (Me-do!)

 

[A app chama-se TrackID.]

 

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6 anos - getting started!

21.11.13

E a festa da miúda já está pensada. É tempo de passar das ideias à acção e começar a concretizar. E dou por mim a pensar: seis anos?? Como assim - seis anos? Choque. Quero muito deixar aqui registado o tempo que foram estes seis anos. Quero contar-vos quem ela é hoje, com seis anos. Mas para isso ela terá que ter seis anos. Portanto, em breve, um pequeno portrait da minha felicidade em forma de gente (e, a seu tempo, farei o mesmo com o pequeno infante, que vai galopante a caminho dos três anos e que é, de igual modo, a razão que me faz sorrir).

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Youtube

21.11.13

De vez em quando enfio-me nos meandros do Youtube e vou descobrindo coisas boas. Depois acrescento-as a uma lista que tenho e vou-vos mostrando isto no Come Along.

 

Hoje, deixo-vos isto, que adoro.

 

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To do

21.11.13

Escrevo-vos, quase sempre, em directo da minha sala. E preciso de dar uma volta à dita. Olho à volta e vejo demasiada confusão. Demasiada tralha que não me faz falta (sou adepta do "pode ser que seja preciso, um dia!"... how stupid is that??). Portanto, vou pegar em mim e vou anotar tudo o que preciso de fazer aqui

terminar de montar o álbum de casamento (estamos a caminho dos cinco anos de casados...)

arranjar maneira de guardar os dossiers sem estarem à vista na estante-biblioteca

arrumar os tecidos

arrumar os pratos de bolos, as caixas de bolos e a lazy-susan que uso para decorar os bolos

arrumar a zona de costura

dar destino a um caixote que aqui ficou "trato disso já a seguir" e que já aqui está há quase dois anos...

devolver a vontoinha aos meus pais

etc...

e fazer efectivamente tudo o que estiver na lista. Ir fazendo, mas a uma velocidade que se enquadre na normalidade. E não ter que escrever sobre isto daqui a uns tempos...

 

[Procrastinadora, eu??? Não sei porque é que dizes isso!!!...]

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Come along #21 (com um dia de atraso...)

21.11.13

Um blog: [momentos]

 

Um post: "O que é o amor", no blog O Pai Dá Notícias

 

Um livro: "A Igreja das Meninas Mortas", Stephen Dobyns

 

Uma citação:

Um filme: "Shame", de Steve McQueen
Uma música: "All of me", Angus and Julia Stone
Uma imagem: Vaticano, Roma
Uma ideia: (duas, neste caso!) uma decoração de Natal e postais de Natal, óptimos para fazer com os miúdos!

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O melhor de hoje

20.11.13

Fazer as pazes com uma amiga. Afastámo-nos por um mal-entendido. Reaproximámo-nos conversando. Não há nada melhor do que a sensação de ter tudo exactamente como deve ser.

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A polémica da bebida que parece Coca-Cola mas não é

20.11.13

Ontem não vi o jogo. E não vi o pós-jogo. Nem acompanhei o jogo via Facebook (que seria mais ou menos o mesmo que estar a ver o jogo em directo). Apercebi-me da polémica da marca de refrigerantes quando já estava deitada na cama, a passar os olhos pelo Facebook. Tiros no pé acontecem. Este, em particular, foi estúpido. Então a filial sueca da marca de bebidas não se apercebeu de que se estava a meter com a selecção do melhor jogador do mundo?? Não pensaram que, com um bocadinho de azar, a dita selecção podia pôr-se no mundial pelos pés do dito jogador? Entao a filial sueca não sabe que basta o rapaz irritar-se com qualquer coisa para desatar a marcar golos?? E, pior, sendo uma marca global, não pensaram que o que estavam a fazer era um bocadinho uma roleta russa que podia correr mal?

É que uma coisa seria puxar pela selecção sueca. Outra, bem diferente, é espezinhar a selecção adversária. Que é de um país onde até se vende (vendia?) a tal marca de refrigerantes...

Tudo errado nesta campanha. Parece-me um daqueles casos em que má publicidade não é boa publicidade - existe uma frase, muito usada no meio publicitário, que diz que até a má publicidade é boa publicidade, porque põe o mundo a falar das marcas; mas, all in all, o que as marcas querem é vender e perante um caso destes estou em crer que as vendas são capazes de descer um bocado. Porque nos tocaram no orgulho, pisaram-nos a veia da paixão pelo futebol e isso é intocável, por estas bandas.

A concorrente directa desta marca deve estar a viver um sonho: sem mexer uma palha tem toda a gente do seu lado, porque é um daqueles mercados em que é uma contra a outra, sem mais concorrência directa que se veja. Portanto, para a Coca-Cola, foi um passo genial.

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Amanhecer

20.11.13

Com os meninos a dormir na avó pensei: posso dormir até mais tarde (ou, pelo menos, acordar devagar sem ter horas para chegar).

Às 8h começaram os vizinhos do lado a partir paredes. A sério: perfeito! Não podia ter sido ontem, não podia ser amanhã. Tinha que ser hoje que eu podia dormir mais um bocadinho. Obrigada, Lei de Murphy...

 

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"Deixem o Pimba em Paz"

20.11.13
Ontem à noite, no Tivoli. Foi tão bom, tão bom, tão bom... Rimo-nos tanto, deu para descontrair mesmo. E aquelas músicas, com estes arranjos, parecem uma coisa completamente diferente. E boa. Adorámos!

E foi a segunda metade do melhor do meu dia!!

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Coração nas mãos #03

19.11.13

Vanessa dorme com todos os homens. Perde-se em camas sem se amarrar. Deixa que lhe beijem o percurso da pele. que lhe arrepiem os sentidos, que a prendam em promessas. Dorme com eles sem regras, hoje sim, amanhã também, o tempo é um fio fininho e galopa ao ritmo a que Vanessa aceita no seu corpo o peso dos homens. Estranha forma de absolvição, a da carne. A angústia que teima em se agarrar ao céu da boca, o vazio que fica quando os homens adormecem no cansaço e Vanessa retoma o caminho dos cigarros acesos e queimados sem que os fume.

Há noites em que o peito se aperta até expulsar o ar. Exercício de vida, ir de mansinho ao encontro da morte. Fica serena, os olhos fechados e o ar a sair num sopro insuspeito. Quando não aguenta mais, abre a boca e os olhos ao mesmo tempo e é como se acordasse. Sente o peito que acelera e sabe que ainda não acabou. O seu corpo é como uma casa esvaziada de tudo para que se parta para outra casa. Ficam caixotes por abrir, memórias gastas e espalhadas pelo chão. Nas paredes, os furos que outrora sustentaram quadros e fotografias muito nítidas.

Há uma névoa, um desgaste suave mas corrosivo. Nesta casa viveu gente. No corpo de Vanessa nunca morou ninguém. Os homens não são homens nem são números. Não têm nome nem corpo nem nada que os distinga entre si. São homens. Jovens e velhos a quem faltam dentes ou erecções, homens casados e gastos por vidas pouco animadas, caçadores furtivos agradados com a presa morena que não sabe sorrir. Vanessa não escolhe. Abre as pernas e deixa que a carne se imponha à carne, como se apanhasse na gare um comboio que não viu chegar e ficasse, ao mesmo tempo, no cais a ver o seu próprio corpo partir.

É doloroso o tempo em que não se reconhece. Da memória sabe pouco. Não recorda sequer o seu nome, por isso escolhe um ao acaso se lhe perguntam como se chama. Depois usa esse até se esquecer. O que faz hoje amanhã não será mais do que uma vaga recordação, uma névoa, algo com que podia ter sonhado.

Não sabe se algum dos homens com que dorme se deitou com ela antes. É provável. Não sabe por onde anda, a que sítios foi. Não reconhece sequer o caminho que a leva a casa, mas traz sempre consigo um papel gasto onde há muito tempo escreveu a morada. Às vezes, num exercício de memória, repete várias vezes o caminho para casa, tentando não se esquecer. Esquece-se sempre.

Olha-se ao espelho todos os dias e é como se olhasse para alguém que nunca viu. Não se reconhece. Não se recorda se sempre foi morena nem que idade tinha quando fez esta cicatriz. É como se morasse numa casa vazia, a que falta mobília, paredes nuas, quartos despidos. Não sabe se nesta casa vive gente. No seu corpo nunca morou ninguém.

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Coração nas mãos

19.11.13

O "Coração nas mãos" de hoje só sai mais logo. Para lerem antes de dormir...

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Agenda

19.11.13

Preciso de uma agenda. As escolares (que correspondem ao "meu" ano - como sabem, eu começo o ano em Setembro e não em Janeiro) são todas muito teen-mode-on ou são para professores e, por isso, têm uma data de tralha que não me interessa ter. As anuais, nesta altura, são um desperdício: faltam dois meses para o ano acabar, não me apetece comprar agora uma de 2013 (nem sei se conseguia encontrar, na verdade). Resta-me comprar uma para 2014. E esperar até lá para a começar a usar...

 

[Na verdade, uso um caderno a fazer as vezes de agenda e ele vai dar até ao fim do ano. Mas, que querem?, quando começam muitas coisas a acontecer gosto de me organizar quase a partir do zero...!]

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Back!

19.11.13

Hoje foi um dia tão bom... e ainda não acabou!

 

Aqui a suburbana meteu-se num comboio e num metro (em dois, vá) e foi à cidade. Tinha uma reunião em Lisboa e aproveitei o sol para ir de comboio. Que saudades! Adoro! Adoro não ter que mexer os pés para andar, adoro poder ir a ler, adoro demorar 25 minutos a chegar ao Rossio.

Bom, reunião no Cais do Sodré, que me deu oportunidade de ir almoçar a um sítio lindo (Café Tati - experimentem! É mesmo fixe!). Depois metro até à Baixa-Chiado, visita à prima com direito a quatro horas de conversa (acho que não falávamos só as duas durante tanto tempo para aí há uns 15 anos!). Regresso a pé via Rua do Carmo e Rossio. Tão bom! Soube mesmo, mesmo bem!

 

Metade do melhor do meu dia está feito. A segunda parte vem mais logo e depois conto!

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Guerras

19.11.13

Às vezes quero ser melhor. Outra vezes não me importo, não me avalio, solto-me e não penso nisso. Mas, regra geral, quero ser melhor. Não quero ser melhor do que ninguém - quero ser melhor do que sou. Quero, amanhã, ser melhor do que sou hoje. Quero superar-me. Aprender.

Sou muito exigente comigo. Nunca nada é suficiente. Não sou ambiciosa, mas sou exigente comigo, o que às vezes me parece um contrasenso. Vivo numa angústia constante. O medo de falhar, de não ser capaz de não estar à altura. Ninguém exige nada de mim, só mesmo eu. Eu sou a minha pior inimiga e sei disso. Devia descontrair mais, exigir menos, contentar-me com o que sou, lutar por ser melhor mas não me angustiar com as derrotas, com as demoras, com os passos que dou para trás. Não é fácil chegar a este equilíbrio. Mas gosto de saber que, se sou assim, é apenas porque não me contento com o que "aparece" e corro atrás do que quero. Apesar do cansaço e de todos os "se" que vão aparecendo. Este caminho é meu e só eu posso escolher que passos dou.

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Advento

19.11.13

Ando aqui em modo "preparação do Advento". No ano passado houve 24 actividades (metade das quais não chegaram a ser cumpridas... Mea culpa!). Este ano não sei o que vou fazer. Vocês seguem esta tradição de contar os dias que faltam para o Natal? Como o fazem? Contem-me tudo!

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À atenção do senhor S. Pedro

18.11.13

Caríssimo,

 

Agradecia que amanhã se poupasse a mandar gotículas cá para baixo. Mande sol. Pode mandar frio, mas mande sol. Guarde a chuva para depois de amanhã - aí pode mandá-la a potes, tudo bem. Amanhã, em estando um tempo aceitável, meto-me num comboio rumo a Lisboa. Caso insistas na chuva vais obrigar-me a levar o carro, gramar com filas e desesperar para estacionar. Evitemos este cenário, sim? Agradecida.

 

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Do jantar de hoje

18.11.13

Tenho "ao lume" (que é como quem diz, na Bimby) umas almôndegas com arroz de tomate. Tudo a ser cozinhado ao mesmo tempo. Se a coisa resultar parece-me que é prato a repetir muitas, muitas vezes. (Devia ter almoçado, é o que é. Estou esganada. Mas a controlar a coisa sem problemas.)

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Asas

18.11.13

Vocês sabem: não sou de mostrar ao mundo os meus filhos. Não sou mesmo. É raro partilhar fotos deles e, quando o faço, nunca se vêem as caras deles. Já expliquei os porquês, adiante.

Amo esta foto dos meus dois homens. Amo os sorrisos deles. Amo a alegria do pequeno a voar nos braços do pai. Amo a alegria do pai, que bebe cada minuto que tem com eles, que os mima, que os acarinha. Eu sei que eles são muito ligados a mim... mas vêem nele o super-pai que ele é. Isto funciona porque somos uns dos outros. A nossa dinâmica é perfeita porque é nossa e porque é movida a amor. Nem sempre é fácil. Mas é sempre bom.

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Filhos doentes: devia ser proibido

18.11.13

Há bocado, quando faltavam duas horas para o dia de escola da miúda terminar, ligou-me a coordenadora: ela passou o dia a queixar-se de dor de cabeça e pediu se a mãe a podia ir buscar. Voei. Fui encontrá-la "caída", murcha, a dizer que lhe doía muito a cabeça, que nem tinha conseguido brincar. Não me surpreendeu: o irmão passou a noite a chorar e ela acordou sempre que ele chorou. Voltámos para casa, ela lanchou, tomou uma seringada de Ben-U-Ron e foi dormir. Odeio vê-los doentes, odeio mesmo.

 

[E tenho este defeito horrível de ver tragédias em todo o lado. Para mim, dores de cabeça não são só dores de cabeça. São sinónimo de coisas bem piores. Dava tudo para não ser assim, tão apavorada no que toca à saúde deles...]

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Mães pelo Mundo - Cíntia, Suíça

18.11.13

A minha primeira entrevistada é a Cíntia, que chegou à Suíça no final de 2010.

1. Conta-nos um bocadinho sobre ti: quem és, onde estás a viver, quantos filhos tens, que idades têm eles, há quanto tempo emigraste, o que vos levou a emigrar?

Sou a Cíntia, tenho 35 anos. Nasci e vivi a maior parte da minha vida em Lisboa. Sou casada e tenho dois filhos, a Sara, que tem 9 anos e o Lucas que tem 5. Decidimos que queríamos sair de Portugal quando eu estava grávida do mais novo, no princípio de 2008, acabamos por só conseguir concretizar as coisas no final de 2010. Faz por estes dias 3 anos que chegamos à Suíça. Mentiria se dissesse que não saímos por necessidade, como tantas outras pessoas, mas no nosso caso foi mais do que isso, talvez por morarmos num grande centro urbano do concelho de Oeiras sentimos que a qualidade de vida da nossa família podia melhorar exponencialmente noutro lado, e isso, juntamente com alguma (crescente) insatisfação profissional e social fez-nos não ter dúvidas nenhuma sobre o que queríamos para o futuro.

 

2. O que é que fazias antes de emigrar e o que fazes agora?

Em Portugal estudei comunicação social mas trabalhei pouco na área, tive vários empregos menos especializados, mas quando saímos estava desempregada por opção. A gravidez do Lucas foi de risco, na mesma altura a Sara saiu do colégio onde estava e ficou em casa comigo. Depois, com dois filhos, não consegui encontrar nada que me compensasse o preço de mandá-los para e escola e que os beneficiasse mais do que ter-me em casa a 100%. Quando viemos para a Suíça eu fui a primeira a ir trabalhar, não me valeu a experiência profissional ou académica mas sim a pessoal, porque fui para casa de um casal, cozinhava e tratava da roupa. O meu marido começou a trabalhar na área dele cerca de um mês depois, mas a verdade é que não tinha horários certos e comigo a trabalhar fora 6 dias por semana das 8 às 21, as coisas começaram a não funcionar. Tínhamos chegado há 8 meses quando decidi despedir-me, assim poupávamos a mensalidade da escola do Lucas, o meu marido não tinha de se preocupar com horários e os miúdos estavam mais acompanhados. Uns meses mais tarde descobrimos que através de uma associação eu podia tomar conta de crianças em casa, no tempo que tivesse disponível e nos meus termos, é uma coisa comum aqui, famílias que se disponibilizam a tomar conta de crianças e integra-las no seu dia-a-dia de uma forma menos formal do que uma escola. Foi isso que fiz até Maio passado, entretanto parei, porque em Agosto deste ano mudámo-nos para outra parte do país.

 

3. Porque escolheram esse país para viver?

Embora as estatísticas digam que é um dos melhores países para emigrar, sinceramente, escolhemos a Suíça por gosto. Visitamos várias vezes e sempre nos sentimos bem aqui, a calma com que se vive, a organização e a paisagem encheram-nos o coração. É daquelas coisas que se sente, sabes que naquele sítio podes ser feliz e pronto.

4. Qual foi a grande diferença que encontraste em relação a ser mãe em Portugal e aí?

Bem, esta pergunta pode ter uma resposta enorme! No meu caso pessoal, talvez a maior diferença tenha sido o não se olhar para uma “full-time mom” como se fosse uma desgraçada ou somente alguém que não consegue arranjar emprego. É muito comum as mãe ficarem em casa até os miúdos começarem a escola, normalmente entre os 3 e os 4 anos. É normal não se fazer mais nada do que isso, mas caso seja necessário ganhar dinheiro também há muitas alternativas, a minha vizinha do R/C faz trabalho administrativo a partir de casa por exemplo, eu tomava conta de miúdos, é possível trabalhar-se a 20, 30% do tempo normal. Parece-me que ser mãe aqui tem uma conotação mais positiva do que em Portugal, tanto social como profissionalmente. Ser mãe a tempo inteiro é uma coisa boa, até porque é perfeitamente possível viver-se só com um ordenado.

 

5. Como é que o Estado “trata” as mães? Como funcionam as licenças de maternidade? Que apoios são dados aos pais e às crianças?

Relativamente às licenças de maternidade, honestamente não sei, nunca cá estive grávida nem conheço ninguém que tenhas estado. Creio que se recebe o ordenado a 100% durante um determinado tempo, nas não sei quanto, sinceramente. Relativamente à gravidez em si, está tudo incluído nos seguros de saúde (que aqui são obrigatórios), o acompanhamento, o parto e até há verbas estabelecidas de propósito para cursos de preparação. Relativamente a apoios, há muitos, mas só os recebe quem realmente precisa deles. O único que é diretamente adquirido é o equivalente ao “abono de família”, todos os meses, juntamente com o ordenado o estado paga um valor por cada criança, a média são 200 Francos (160€ mais ou menos) mas pode ir até aos 300 Francos (240€) em determinados cantões. Sei que há sítios onde também existem incentivos ao aumento da natalidade. Depois há toda uma série de coisas, se um dos país não trabalhar, a parte obrigatória do seguro de saúde é subsidiada, por exemplo, até se chegar ao extremo, em que se a família ficar sem nenhuma fonte de rendimento, temporariamente, o estado paga tudo, inclusive a renda da casa, a alimentação e por ai fora.

6. Qual dos dois países consideras mais seguro, tanto para os adultos como para as crianças?

Claramente é mais seguro aqui. Para te dar um exemplo simples, as escolas não têm vedações, os miúdos são controlados obviamente, mas é mais um controle humano do que físico. Os miúdos a partir dos 10 anos vão praticamente todos sozinhos para a escola e aqui onde moramos agora, brinca-se na rua como no tempo em que eu era miúda, as amigas da Sara batem-lhe à porta para ir para o parque e ainda outro dia estamos a chegar de carro e deixamo-la tipo no meio da estrada para ir ter com outra amiga que estava a passear o cão. Foi e é difícil libertarmo-nos da sensação de medo constante, de ter de estar sempre atentos, mas realmente aqui há espaço para respirar, para deixar os miúdos serem miúdos. É claro que será ligeiramente diferente se morares no meio de uma cidade grande, mas mesmo assim a sensação de segurança é muito grande. Bem, só acrescentar que nem tudo é perfeito, uma vez em Lugano assaltaram-nos o carro, levaram-me as compras que tinha no porta-bagagens e o computador de trabalho do meu marido.

7. Caso os teus filhos não tenham nascido aí, como foi a adaptação deles?

No geral a adaptação tanto de um como de outro tem sido relativamente fácil, o Lucas ofereceu alguma resistência maioritariamente por causa da língua, mas não é nada que não estivéssemos à espera ou que não se contorne com relativa facilidade. A adaptação inicial foi facilitada por nos termos mudado para a parte italiana da Suíça, o pai fala italiano e eu falava pouco mas percebia quase tudo, porque estudei italiano na escola mas nunca pratiquei. A Sara entrou na escola dois meses após o inicio da aulas e levou cerca de 4 meses a dominar a língua, o Lucas demorou um pouco mais porque passava menos tempo na escola, mas agora falam os dois italiano normalmente, tal como falam português. Em Agosto começou todo um mundo novo quando nos mudamos para a parte francesa do país e estamos na fase de reaprender a comunicar, a Sara leva avanço porque em Lugano já aprendia francês, mas aos poucos nós também lá chegaremos. Quase toda a gente fala ou italiano, inglês ou português e arranja-se sempre maneira de resolver o que é preciso. Em termos sociais tem sido muito bom, as pessoas são por norma mais sociáveis do que eu estava habituada em Portugal e por consequência os miúdos também são, ultrapassada a barreira da língua não houve qualquer dificuldade em fazer amigos e creio sinceramente que lhes custou mais mudar-se de Lugano para aqui do que Portugal para Lugano. Já cá têm amigos novos, mas o telefone, o Skype e as visitas ajudam a matarem saudades dos amigos que deixaram no Ticino.

 

8. Como foi a vossa adaptação, enquanto família?

Desde que foi tomada a decisão de vir que sempre dissemos que vínhamos para viver e não só para trabalhar, que vínhamos permanentemente e não tínhamos planos para voltar a viver em Portugal, talvez por causa disso a nossa vida familiar nunca tenha mudado grande coisa. Houve períodos mais instáveis quando foi preciso viver em função de horários impossíveis, mas são fases, e aconteceriam aqui ou noutro lado qualquer. A grande diferença que as pessoas notam é que quando vão para fora estão sozinhos, não há pais, mães, avós, primos e amigos para dar uma mão com o que quer que seja, mas isso não era novidade para nós, sempre fomos autossuficientes na manutenção das nossas rotinas e assim continuamos a ser, Home is where your heart is e se estivermos os 4, desculpa, 5 (faltava o gato), estamos bem. Mudarmo-nos para a Suíça também teve outra coisa boa, a geografia. Estar no meio da Europa dá imenso jeito para passear e no que toca a essa parte a nossa vida melhorou muito, coisas como levar os miúdos à Disneyland ficam um bocadinho mais fáceis quando podes meter-te no carro e chegar lá em meio dia.

9. Quais são as maiores dificuldades com que te deparas no teu dia-a-dia?

Acredito que a maior dificuldade é sempre a língua, porque as outras coisas como aprender as normas, o funcionamento das coisas e por ai fora vai muito de se uma pessoa é mais o menos expedita, mais ou menos interessada. No meu caso particular, e espero não ser mal interpretada, a maior dificuldade tem sido fugir da ideia feita do que é um emigrante português. A verdade é que se queres socializar quando estás fora só tens duas hipóteses, ou te dás com as pessoas da tua nacionalidade ou com os locais, o problema é que nós não temos grande coisa em comum com a maioria dos portugueses que conhecemos por cá e no que toca a amizades, a nacionalidade em comum não chega. Por outro lado, os suíços e pessoas de outros países que cá moram costumam ter uma ideia pré concebida de ti a partir do momento em que dizes de onde vens, e para ser honesta, essa ideia implica muita vezes (e automaticamente) que os teus interesses são futebol, bacalhau e férias na terra em Agosto. Eu sou praticamente vegetariana e nem sequer sei em que equipa joga o Cristiano Ronaldo, por isso já estás a ver!

 

10. Se tivesses que dar um conselho a alguém que esteja a pensar emigrar para o país onde vives, o que dirias?

Relativamente à Suíça diria que este não é um país para se vir á aventura, ou se vem com trabalho certo ou é melhor não arriscar, diria a quem conseguir vir que venha com vontade de cumprir as regras, das mais simples às mais complexas, porque é daí que vem grande parte da qualidade de vida do país. Diria ainda que emigrar não é fácil, é precisa muita força de vontade para superar todas as barreiras do dia-a-dia, é preciso reaprender a fazer tudo, ir ao médico ou ao supermercado passam a ser tarefas complexas e tudo é novo. Eu trouxe poucas saudades e vim porque quis muito, mas sei que é ainda mais difícil quando se vem porque tem mesmo que ser, porque é a única alternativa. No fundo, e isto serve para qualquer lado, diria a quem quer emigrar que vá com o coração aberto, que vá disposto a integrar-se na sociedade do país para onde vai, que olhe para ele como uma casa e não só como um trabalho temporário, porque mesmo que seja para um dia voltar, ter o coração noutro lado não ajuda em nada a viver-se feliz todos os dias.

[Muito, muito obrigada, Cíntia!]

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Mães pelo Mundo - apresentação

18.11.13

Lembram-se de, aqui há tempos, vos ter pedido contactos de mães portuguesas que estejam a viver fora de Portugal? Pois bem, chegou a altura de explicar de que se trata.

Este nosso bonito país já viu melhores dias e, força das circunstâncias, há cada vez mais gente a emigrar, a ir lá para fora à procura das oportunidades que aqui já não existem. Dei por mim a pensar nisto: se eu quisesse emigrar agora, tendo filhos pequenos, o que é que eu saberia acerca do país que escolhesse? Muito, sem dúvida: informação oficial é coisa que não falta. Mas... e casos práticos de gente na mesma situação que eu? Foi por isso que pensei que seria interessante ter por aqui uma rubrica semanal, a que chamei "Mães pelo Mundo" (nome assumidamente decalcado do "Portugueses pelo Mundo", da RTP), onde vou apresentar mães que emigraram. O que vão poder ler são as entrevistas que fui fazendo e onde se contam casos reais, onde se fala do melhor e do pior, do que é bom e do que é complicado.

Já tenho algumas entrevistas feitas mas faço novamente o apelo: se conhecem mulheres (com filhos) que tenham emigrado, avisem-me. Quero muito poder ter aqui entrevistas dos quatro cantos do mundo! Acho que vai ser giro e... espero que gostem!

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