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11.02.13

Hello...

 

34

 

 

Está a ser um dia maravilhoso. Com mimos. Com sorrisos. Com as minhas pessoas. Com o carinho dos amigos que estão longe. Com o carinho de pessoas que nem sequer conheço pessoalmente, mas que estão no meu coração. Melhor? Impossível!!

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10.02.13

Bye bye...

 

33

 

 

Foi bom. Foi complicado. Foi difícil. Foi divertido. Aprendi. Ensinei. Cresci. Fiz birras. Desci ao fundo do poço. Voltei a subir. Voltei a descer. Passaram-me as birras. Chorei. Gargalhei. Escrevi. Li mais do que nos últimos anos. Estive com as amigas-do-coração. Fui "tia". Tive dúvidas. Questionei. Fiquei sem saber que caminho seguir. Desencantei-me. Acreditei. Projectei. Afinei coisas. Criei rotinas. Aboli rotinas. Passeei. Fiquei no ninho. Escondi-me. Desiludi-me. Arregacei as mangas. Fui à procura de soluções. Comecei a derrubar muros que fui eu que ergui. Abri a mente. Aceitei ajuda. Aprendi a gostar de mim (mas nem todos os dias gosto). Aprendi a cuidar de mim (mas nem todos os dias cuido). Decidi abolir preconceitos e barreiras. Decidi seguir em frente. Decidi aceitar. E fecho o meu ano da melhor maneira possível. Em paz.

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Instaweek #01

09.02.13


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Massa com bacon, camarão, courgete e tomate

08.02.13

Ontem atirei-me ao fogão (e à bimby) com ganas de me despachar rapidamente. O que resultou daqui vale a pena ser partilhado. Ficou delicioso e foi incrivelmente rápido. Esta dose dá para duas pessoas que comam bem ou para três que comam mais ou menos.

 

Vão precisar de:

  • 8 camarões (podem usar mais, eu só tinha 8)
  • 200gr de bacon cortado em quadradinhos ou tiras
  • 200gr de courgete cortada aos cubos
  • 10 tomates cherry cortados em quartos
  • 4 dentes de alho
  • 30gr de azeite
  • 300ml de água (para cozer o camarão)
  • 100ml de natas
  • massa q.b.
  • sal q.b.

E vão fazer o seguinte:

  • Descascar os camarões e retirar as cabeças. Pôr isto (cascas e cabeças, bem entendido) no copo da bimby, temperar a gosto e cozer 5 min/100º/v1. No final, triturar tudo 30 seg/v5. Coar e reservar o caldo. Os camarões aguardam pelo fim da coisa - já lá chegamos.
  • Passar o copo por água e pôr os alhos e o azeite. Triturar 5seg/v5. Regofar 3 min/100º/v1.
  • Pôr a massa a cozer (no fogão) de acordo com as instruções da embalagem. Temperar a gosto.
  • Juntar o bacon e refogar 3 min/varoma/v1.
  • Juntar a courgete e o caldo de camarão e cozinhar 4 min/varoma/v1.
  • Juntar as natas e os tomates e cozinhar mais 5min/varoma/v1. A dois minutos do fim juntar os camarões pelo bocal e deixar terminar o tempo.
  • Escorrer a massa, juntar o preparado anterior e servir.
  • Sim, é só isto.

Então e quem não tem bimby? Faz assim:

  • Descascar os camarões e retirar as cabeças. Pôr isto (cascas e cabeças, bem entendido)num tacho com a água, temperar a gosto e deixar ferver uns 5 minutos. No fim, triturar com a varinha mágica. Coar e reservar o caldo. Os camarões aguardam pelo fim da coisa - já lá chegamos.
  • Num tacho pôr os alhos picados e o azeite e refogar durante uns 3 minutos.
  • Pôr a massa a cozer de acordo com as instruções da embalagem. Temperar a gosto.
  • Juntar o bacon ao tacho com os alhos e deixar alourar e libertar sucos.
  • Juntar a courgete e o caldo do camarão e deixar ferver em lume brando 4 minutos.
  • Juntar as natas e os tomates e cozinhar durante mais cinco minutos. Antes de terminar, juntar o camarão.
  • Escorrer a massa, juntar o preparado anterior e servir.
  • Sim, é só isto.

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Portugal Brasil Itália

08.02.13

Fim de semana de carnaval. A previsão de tempo para o Brasil bate ali nos 32º-33º. Veneza vai andar entre os 3º e os 7º. Para Ovar prevê-se qualquer coisa entre os 9º e os 13º. Ou seja, menos vinte graus do que no Rio de Janeiro e mais 6 do que em Veneza.

No Rio de Janeiro o sambódromo vai encher-se disto:

Veneza vai ter disto:
Enquanto isso, em Ovar, em Estarreja, etc....
No Brasil faz sentido que se curta o carnaval assim, em modo semi-nu. Estão para cima de 30º, coisa que é manifestamente quente e o samba é brasileiro. Em Veneza, onde está um frio de congelar saliva, as pessoas cobrem-se da cabeça aos pés, usando umas máscaras lindas (e super sensuais, mas isto sou eu que acho muito mais graça ao mistério do que a não se deixar nada à imaginação!). Por cá, onde o samba não é tradição e onde não está calor nenhum, continua a insistir-se nas escolas de samba e nas miúdas avantajadas a dar uma de Alessandra Ambrósio. Ora isto não é sensual. O que acontece no Brasil, sim, é. O que acontece em Ovar e em Estarreja (e em mais um monte de localidades dadas à importação carnavalesca) é só deprimente e feio. Muito feio mesmo. 
(O Carnaval semi-nu português está para o Carnaval do Rio como a roupa das lojas chinesas está para a Chanel... E isso é triste.)

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Intervenção

07.02.13

Vocês que me lêem há mais tempo já sabem: não gosto de falar de roupa.

Portanto, hoje vamos falar de... roupa.

Aqui há dias, quando me fui violentamente abaixo e decidi assumir que não gosto do que vejo quando me olho ao espelho e que não me sinto bem comigo e que precisava de ajuda profissional para dar uma volta ao meu armário, a Rita Varela mandou-me um mail super querido e ofereceu-se para me ajudar. Aceitei (e agradeci muito!!) e fomos combinando as coisas. Estou à beira dos 34 (mesmo ali à beirinha!) e queria entrar no meu ano com um ânimo novo. Combinámos para ontem.

E o que se passou ontem foi uma volta gigantesca ao meu roupeiro e às minhas gavetas e ao meu outro roupeiro e à minha prateleira do camiseiro e às minhas caixas de sapatos (isto para terem uma noção da alarvidade de roupa que por aqui andava estacionada). Tirámos tudo, vimos peça a peça, deitámos fora o que não serve (nem vai servir), o que não gosto de ver em mim, o que não me fica bem, o que estava estragado e o que era muito giro em 1994 mas não é giro agora.

A Rita, cheia de paciência, ensinou-me os truques todos para o meu corpo (que, fiquei a saber, é uma ampulheta). E disse-me uma coisa que me deixou surpreendida: o meu rabo não é assim tão grande. É maior do que era há seis anos, mas não é um rabo gigantesco (juro que não sabia!). Aquilo que quero mesmo disfarçar nem sequer é o rabo. É a barriga... e a Rita ensinou-me a fazer isto sem stresses.

Segundo ela, nem sequer preciso de comprar muita coisa. Dava jeito arranjar uma camisa de ganga, umas sabrinas leopardo e um colar colorido e não muito comprido (fashion-word-alert: na verdade, preciso de um statement necklace...). O resto faz-se perfeitamente com o que já tenho. E tenho roupa versátil que se adapta bem ao meu dia-a-dia (que, convenhamos, não precisa de um guarda-roupa digno da princesa das Astúrias).

A Rita foi fazendo conjuntos com o que tenho, foi-me mostrando opções e a coisa parou num conjunto que eu achei muito "Zé Cabral" (ou seja, o tipo de "descombinação" de roupa que se costuma ver pelos blogs de street-fashion - ou lá como se chama a categoria daquilo). Avisei que não era capaz de sair assim à rua, aquilo era demasiado arriscado ("edgy" é a palavra que me surge, depois de ver muitos programinhas da Tyra Banks - sim, são óptimos para entreter!). Ela mudou uma coisa ou outra e, com a mesma base, criou uma opção muito menos "Zé Cabral", coisa imediatamente aprovada por mim, que vou ser cabide desta coisa toda.

No fim fiquei com o roupeiro todo arrumadinho, separado por peças, organizado por cores. E fiquei com as gavetas arrumadas. E com os sapatos arrumados. Enfim, ficou tudo no sítio, pronto a usar.

 

Lá pelo meio expliquei à Rita que nunca me acontece aquilo de ficar horas a olhar para o roupeiro sem saber o que vestir porque visto sempre a primeira coisa que me aparece, sem pensar mais no assunto. Calha que hoje aconteceu. Porquê? Porque aprendi tanto, fiquei com tantas ideias que me custou saber por qual começar. Mas lá escolhi uma opção que, pasmem-se, é um bocado... "Zé Cabral"!

 

Bom, resultado: cabeça muito mais limpa, muita vontade de melhorar o que há a melhorar (e é taaaanto, senhores!), auto-estima assim uns pontos acima. Há melhor maneira de começar um novo ano?

 

Sobre a Rita: adorei conhecê-la pessoalmente, é super querida, muito divertida e sabe muito bem o que está a fazer. Não é uma daquelas fashion victims afectadas, não fala linguagem de moda, não me fez revirar os olhos, deu-me vontade de saber mais, de conhecer mais, de aprender mais. Para quem liga zero a moda é um progresso, não é? Aconselho MESMO o trabalho dela, que é coisa para ajudar a poupar uma pipa de massa: em vez de irmos a correr comprar roupa porque achamos que o que temos não combina com nada, se aprendermos a combinar o que temos e percebermos o que nos favorece e o que nos atira ao charco, não precisamos de comprar (quase) nada!

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Sapando

06.02.13

Crónica aqui.

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Levantando a ponta do véu

06.02.13
O que se vai passar hoje não tem nada que ver com trabalho. Não directamente, pelo menos. (Se bem que ando a fervilhar... ando com vontade de agarrar projectos, de desenvolver ideias, de explorar outras áreas. Mas adiante...).

O que se vai passar hoje vai mudar um bocadinho o meu dia-a-dia, vai simplificá-lo. Vai fazer-me sorrir. Vai ser divertido e proveitoso. Vou aprender muito. De caminho, tenho ali uma fornada de red velvets a sair. Cheiram deliciosamente! E vão dar um toque doce e colorido à minha tarde. À nossa tarde, na verdade...

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Conto-te #8_Cartas de um amor que dói

06.02.13

 

Meu amor,

Passaram dois anos, sete meses, três semanas e quatro dias. Mil oitocentos e setenta e oito dias sem ti. Aí na guerra espero que continues vivo. Aqui também vivo como se estivesse na guerra. Todos os dias tento sobreviver sem ti. É uma agonia estar longe dos teus abraços, ausente dos teus beijos, prisioneira dos dias que tardam em passar. Dizem por aqui que a guerra está para acabar. Oxalá seja verdade. Temos quase trinta anos, devíamos estar a cuidar dos filhos, a trabalhar com afinco, a sonhar com o que eles hão-de ser no futuro. Quero tanto que regresses, meu amor. Inteiro, sem mazelas, com saudades minhas. Havemos de nos casar quando voltares, não é, meu João? Bem sei que nunca me pediste em casamento, mas eu cá quero acreditar que hás-de chegar e que, assim que puseres os pés no chão deste país que te mandou à morte para África, hás-de esquecer todos os horrores que viste e hás-de pedir-me se quero ser tua mulher. Vivo de esperança, como vês. E cheia de saudades tuas, meu amor, meu João.

Toma um beijo desta que muito te estima,

A tua,

Joaquina

 

Minha querida,

Cá recebi o teu aerograma, que muito me tocou. Pois claro que hei-de querer que sejas minha mulher e que me faças esquecer todos estes dias horríveis que aqui tenho vivido. É esse pensamento que me faz fugir das balas, Joaquina. Já não há-de faltar muito para regressar a casa. O nosso capitão já nos avisou de que o fim da guerra está próximo, mas não sabia se ele mentia só para nos aconchegar. Com o teu aerograma tive a certeza de que este inferno vai ter fim. Diz à Justina que morreu o Almeno. Quando regressar levo-lhe as cartas que ele lhe escrevia e não lhe chegou a enviar. Era mais novo do que eu e morreu sozinho numa emboscada. Reza por ele e por mim, para que nada me aconteça.

Recebe um beijo deste que te adora,

João

 

Querido diário,

Enterrámos hoje a minha irmã Joaquina. Anteontem vieram entregar-lhe um telegrama do Ministério, a informar da morte do João. Morreu a 22 de Abril, decapitado pelo inimigo. Ela, coitada, não aguentou o desgosto nem as saudades. Eu espero ansiosa o regresso do meu Almeno, que Deus o guarde são e salvo. Havemos de casar quando ele voltar.

Tua,

Justina

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Estava capaz...

05.02.13
Estava capaz de agarrar no portátil e de o levar para a piscina, para escrever enquanto a miúda nada...

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Amanhã

05.02.13

Amanhã um bocadinho (grande!) da minha vida vai mudar. E vai ficar uma vida muito mais bonita e arrumadinha! Amanhã vai ser um dia em grande...

 

(E claro que venho cá contar... à medida que o dia decorre!)



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Dez da manhã...

05.02.13

... e o infante ainda dorme! Ontem a irmã ficou a dormir nos avós e eu decidi deixar este dormir à vontade. Sem pressas, para recuperar como deve ser. Dormiu a noite toda, não chamou vez nenhuma. Já passou...

Update: acabou de acordar.

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Solidariedade

04.02.13

Hoje ainda não comi nada de jeito (e não tarda caio para o lado). Até o infante acordar da sesta da manhã não me tinha apetecido almoçar. Depois, com ele acordado e sem ele poder comer sólidos, não me ia pôr a almoçar com o piolho a olhar para mim. Portanto não almocei. Quando ele começou a pedir bolachas eu comi três. Entretanto entardeceu e não me apeteceu ir fazer almoço. Bebi um copo de leite e comi duas fatias de fiambre de peru.

Só vos digo: eu, que "jurei" não comer McDonald's este ano, estou capaz de comer um McDonald's inteiro. Paredes incluídas.

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Update

04.02.13

O infante passou a manhã na cama. Dormiu três horas sem fazer um barulhinho sequer. Acordou como novo, bem disposto e brincalhão. Dei-lhe mais chá preto com açúcar e ele só a implorar por água... Dei-lhe água a medo, a achar que ia vomitar tudo. Não vomitou. Começou a implorar por bolachas. Dei-lhe umas bolachas Maria, que ele segurou bem no estômago. Parece-me que, o que quer que isto tenha sido, já passou...

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Ajustes

04.02.13

De vez em quando é preciso ajustar pequenas coisas para seguir em frente. No meu caso, o drama chama-se "horário". Já percebi que tenho que ter muito bem definido na minha cabeça o que é trabalho e o que é trabalho-de-casa. Como estou em casa todo o dia, acabo por sentir que estou sempre em modo trabalho-de-casa. E não pode ser. É por isso que vou passar a sair mais de casa para escrever. Nem que seja ir para o café aqui de baixo (onde já descobri uma tomada). Depois, à parte disso, percebi que tenho que ter uns bocadinhos em que não me sinta culpada por não estar a trabalhar. Ora se toda a gente tem momentos de pausa, eu também preciso, certo?

Assim sendo, as manhãs e os serões passam a ser de trabalho. As tardes, de trabalho-de-casa. As horas de almoço de pausa. Tentei acordar às seis da manhã. Sabem bem, consigo passar a ferro enquanto vejo uma série, mas não consigo fazer mais nada. Não posso fazer barulho. E não consigo escrever de manhã. A minha mente criativa funciona muito melhor à noite, quando já estou cansada de tudo o resto. É quando aparece o meu lado "noir", que é o que gosto de usar para escrever. É tudo uma questão de respeitar os nossos próprios ritmos e de tentar encontrar o que melhor se adapta a nós.

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Segunda feira diabólica

04.02.13

Esta semana começou mal. Infante acorda a queixar-se de dores de barriga. Como anda meio avariado relativizo. Fazemos tudo como normalmente. Chegamos a casa da avó, ele vai para a sala, eu vou à cozinha. Quando vou ao pé dele constato que o pequeno acabou de vomitar para o chão (não vomitou grande coisa porque ainda não tinha tomado o pequeno-almoço). Sento-me com ele no sofá, a dar mimo. Decido trazê-lo de volta a casa, para ver se com mimo de mãe a coisa passa. Levanto-me do sofá e percebo que tenho as calças molhadas. O infante, além de ter vomitado no chão, vomitou para cima do sofá... Continua murcho e voltamos à base. Entramos no café onde eu bebo uma bica e ele pede uma torrada que depois se recusa a comer. Pede água e, como está a desidratar, dou. Bebe e continua ao meu colo, prostrado, coisa que não é nada dele. Voltamos para casa. Ponho-o no mudador para lhe vestir o pijama. Ele inclina-se para a frente e toda a água que bebeu no café sai em jorro. Ligo ao pediatra, que me manda dar-lhe chá preto açucarado e me proíbe de lhe dar sólidos nas próximas seis horas. Faço-lhe uma caneca de chá com açúcar, que lhe vou dando com a ajuda da seringa do Aerius. Ele bebe o equivalente a uma chávena de café (mal cheia). Deito-o. Adormece.

Agora estou a tentar despachar trabalho. É provável que hoje não consiga fazer grande coisa. Sem problema. Só não gosto nada de ver o infante espevitado assim, caído e murchinho...

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Come along #18

04.02.13

Um blog: E os filhos dos outros

 

Um post: "Nunca deixem de ler um livro só porque sabem que acaba mal", no Oranginalidade

 

Um livro: "O Último Cabalista de Lisboa", Richard Zimler

 

Uma citação:

Um filme: "Caramel", de Nadine Labaki

 

Uma música: "Chillstep Dreams Vol. 2", VA (não é UMA música; é um álbum inteiro!)

 

Uma receita: Fondants de Chocolate Saudáveis (Pesquisem por eles AQUI)

 

Uma imagem: Spring in Paris

 

Uma ideia: Love Coupon Book (maravilhoso para o Dia dos Namorados!)

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Insta_Weekend

03.02.13

Este fim de semana foi assim. Sábado de manhã, miúdas no ginásio e miúdos no barbeiro. À tarde, filme enquanto eles dormiam a sesta. O serão foi passado entre sushi caseiro e episódios do Mentes Criminosas.

Domingo aproveitámos a manhã de sol em Belém, com os miúdos a andar de bicicleta. Depois almoçámos num sítio muito BBB e, para terminar, fomos com eles a um parque infantil mesmo ao pé do restaurante. Durante as sestas deles vi mais um episódio do Scandal (não consigo parar e estou a tornar-me chata, eu sei) e li um bocadinho.Consegui resistir à tentação de me enfiar na cozinha a fazer scones e waffers e panquecas! (Nem sei como!!)

Agora é tempo de pôr a escrita em dia...


Fim de semana maravilhoso, só vos digo!

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Fim de semana

02.02.13

Sol. Roupa estendida.

Ânimo. Duas horas de ginásio a doer.

Conforto. Um duche quente depois do treino.

Mimo. A infanta comigo para todo o lado.

Maravilha. Almoçar bife de frango grelhado com arroz basmati e salada - não comia basmati há anos!

Descanso. Tarde no sofá, entre séries, filmes e um livro. E chá, muito.

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Penicure

02.02.13

Ontem foi dia de cortar unhas dos miúdos. Estava de volta das unhas dos pés da infanta e diz ela:

 

- Oh mãe, tu fazes muito bem esta PENICURE.

 

(Gargalhada).

 

- Ah é? Então porquê?

- Porque sim. Não magoas, tens jeito. Pode ser a tua nova profissão.

- E como é que eu faço? Onde é que eu trabalho?

- Então, pode ser cá em casa. Pões um anúncio e as pessoas depois vêm para tu lhes fazeres a penicure.

- E quanto é que eu cobro?

- Hum... 100 euros!

- Achas que sim?

- Acho, mamã. Vais ser uma boa penicure...



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Constação

01.02.13

Navegar no site da Ikea e da Ikea Family deixa-me com uma vontade louca de me enfiar na loja a comprar móveis. E depois renovar tudo. E entretanto lembrei-me de que tenho uma sala "nova" (pintada e redecorada no verão, lembram-se) cujo resultado final ainda não partilhei aqui. Em breve, prometo...

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Desejos para o fim de semana

01.02.13

- sol para me secar a roupa que tenho por lavar;

- vontade para engomar a roupa entretanto seca graças ao cumprimento do desejo anterior;

- força de vontade para não hibernar no sofá, de prato no colo, a comer o resto do bolo de aniversário do marido (só já falta uma festa de aniversário - a minha - e não vai haver bolo!);

- ausência de chuva para que possamos dar um passeio com eles;

- vontade para ler;

- força de vontade para conseguir não ver os episódios do Scandal todos de seguida;

 

Reparo (com algum espanto, é certo!) que depende quase tudo da mesma coisa: de mim e da minha vontade...

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Um texto GENIAL sobre a condição feminina

01.02.13

Este texto foi escrito por uma amiga (que quer manter o anonimato). Li-o e manifestei vontade de o divulgar. Vale muito a pena ler...

 

Acordei cedo. Tinha um meeting num hotel caro do centro da cidade às 8h45 e vivo na periferia.

 

O meeting era um encontro europeu de mulheres profissionais. Olhei para as minhas unhas, por arranjar, vai para mais de 3 semanas. Tomei banho e aprontei-me, nada convicta da mulher em que me tornei. O cabelo não me obedece, a pele não anda bem e eu já não sorrio o suficiente para que os olhos me brilhem. Não tenho tempo para mim. Lembro-me pouco de mim, na verdade, a não ser nestes confrontos com as mãos ou o espelho.

 

Ajudei a aprontar as crianças. Será o pai, pontualmente, a levá-las ao colégio hoje.

 

Entro no carro e a luz do dia, mesmo que sombria, é mais cruel que a da minha casa de banho. Acho que não coloquei anti-olheiras suficiente. Vou pelo caminho a pensar na lógica de acordar mais cedo para ir a uma conferência que vai versar sobre a vida louca das mulheres profissionais. Na verdade, aquela conferência é um oximoro. Nós, mulheres, no íntimo, já temos sentido prático suficiente para saber que há ali um quê de fingimento naquele espírito de executivas que adquirimos. Que na verdade, a manhã teria sido mais fácil e mais produtiva e mais lógica se pudéssemos ter preparado os cereais com calma às crianças, no tempo que desperdiçamos a colocar sombra nos olhos e blush nas bochechas. Sobretudo, tudo teria sido mais lógico se não tivéssemos que encarnar um personagem com aspecto de quem não prepara cereais às crianças, não lhes limpa o rabo, nem convive com essas coisas mundanas. Saí. Pelo caminho ataca-me uma dor de barriga infernal. A miúda teve diarreia no fim-de-semana e provavelmente passou-me a virose.

 

Outra coisa que também não combina com mulheres executivas de sucesso são diarreias de filhos.

 

Não há wc’s na autoestrada. Transpiro de pânico e quando finalmente consigo estacionar no parque subterrâneo, corro para o wc onde sei que também vão todos os dias as prostitutas que se vendem no parque do centro da cidade. Acho que somos tão diferentes, eu e elas, na nossa dignidade e nas nossas escolhas, mas, na hora da descarga intestinal devemos correr todas da mesma forma para a casa de banho, naquele cubículo de alívios íntimos.

 

Saio de cabeça erguida, recomposta e, dirijo-me ao hotel sumptuoso, na certeza de que ninguém testemunhou que ainda há pouco eu era uma mulher frágil, a saber-se feia e olheirenta, de unhas por cuidar, traída pelos intestinos.

 

Instalo-me numa mesa em frente a croissants, e compotas, e chás, dispostos em atoalhados imaculados. Olho à volta e vejo mulheres lindas de cabelos cuidados, unhas irrepreensíveis, e uma nuvem invisível de mistura de fragrâncias caras no ar, que me deixa nauseada.

 

Quem são aquelas mulheres? Ainda nem são 9 da manhã e ali estão, com ar de quem se preparou durante 3 horas para aquele momento. Que segredos íntimos, que dores de alma esconderão naquela aparência irrepreensível? Terá sido possível preparar cereais com aquelas unhas? Com aquelas unhas também se limpam rabos de filhos com diarreias?

 

A conferência começa com a frase: “Está na hora do mundo perceber que nós não queremos ser heroínas. Queremos apenas ser mulheres que trabalham",… e eu olho em redor e, aparentemente, vejo tudo menos mulheres que querem ser apenas mulheres que trabalham. Confronto-me antes com mulheres que aspiram ser Barbies, e que concomitantemente, também têm uma profissão, se bem que eventualmente, ou aparentemente, a atracção por essa condição está sobretudo no facto de as aproximar do status de belas heroínas, com o qual sonham verdadeiramente. Pensarão o mesmo de mim?

 

À tarde, procuro dentro do saco que me deram na conferência, e não me engano: Junto aos folhetos das empresas, do lápis e da caneta, e do bloco de notas, há também a oferta de 4 amostras de creme anti-rugas duma marca tão cara que neste momento não posso comprar. Tenho imensa roupa para engomar lá em casa. Quem sabe o vapor do ferro não me abre os poros e me limpa a pele?

 

Trabalho, à tarde. Saio do trabalho a correr, apanho um trânsito infernal de chuva, enquanto na rádio escuto notícias degradantes do estado da economia. Apanho as crianças no colégio já passa das 19h e, dentro do carro, disputam ambos a minha atenção, atropelando-se a contar-me coisas do dia, enquanto eu vou monitorizando o relógio. Ainda há banhos, um jantar e às 21h estarei de volta ao colégio para a reunião intercalar da mais nova, enquanto o pai vai deitar as crianças. Amanhã trocamos e vai ele à reunião do mais velho.

 

No caminho para a reunião, liga-me uma amiga. Vive longe. Muito longe. Atendo-a como se a tivesse visto há 5 minutos, quando na verdade não estamos juntas há 20 anos. “Desculpa, vou a caminho da reunião da escola” – “ok, ok, falamos amanhã”.

 

Desligo e tenho uma epifania:

 

Há qualquer coisa de piscadela de olho entre algumas mulheres quando se gostam e tiram a máscara. Uma identificação. Uma compaixão mútua. Um colo que se dá, nem que seja numa chamada que se desliga rapidamente… por todas sabermos este eterno segredo íntimo feminino: o mundo inteiro é carregado sempre às nossas costas.

 

Na verdade, é com essa amiga que muitas vezes discuto as coisas da vida sem máscaras. As coisas mundanas. Os detalhes que fazem os dias serem dias com coisas boas e más. O mundo que nos rodeia. 

 

A minha amiga vive noutro país da Europa, um pouco mais acima, um pouco mais a norte. Discutimos, por exemplo, toda a controvérsia em torno das palavras proferidas pela Isabel Jonet (do Banco Alimentar Contra a Fome), que diz que temos todos que aprender a viver mais pobres. Ambas concordamos com a base da ideia mas, não com a sobranceria moral da mensageira. 

A minha amiga (que também é portuguesa mas, não vive cá) exemplifica com hábitos culturais portugueses enraizados: explica-me que no país onde vive todos levam marmita para o trabalho, que faz parte da cultura instituída, enquanto nós portugueses insistimos em almoçar fora. E o nosso diálogo prossegue assim:

 

Eu: "Acho que não há como comparar hábitos de culturas diferentes agarrando apenas um ou outro detalhe pela rama porque a coisa sai sempre enviesada: Sim, no norte da Europa, as pessoas levam todas marmitas para o trabalho desde o topo até à base, e isto acontece não porque essas pessoas sejam necessariamente mais poupadas mas, porque culturalmente também já existe há carradas de anos uma maior flexibilização da gestão de horário de trabalho. Em Portugal, e mal, as pessoas continuam a sair do trabalho tarde e a más horas e a enfrentar filas de trânsito. Resta-nos muito pouco tempo útil do dia para nos dedicarmos a tarefas domésticas, culinárias e banhos de filhos. A logística das marmitas é uma questão de organização, mas também de tempo. E só de escrever isto apetece-me chorar, confesso. Ainda não arranjei tempo para encaixar marmitas, alimentação variada, banhos, engomar roupa, jantar e histórias aos filhos. Só chego a casa perto às 19h30, muitas vezes às 20h. Mas sim, há mães com menos olheiras que eu que o conseguem, e mandam sopas diferentes todos os dias."

 

Ela: "Tens razão,  são modos de estar; se eu chegasse a casa as 8 da noite já estava tudo a dormir. E mais: confesso, os meus filhos já só tomam banho 5 dias por semana. Ao sábado não tomam porque senão eu enlouqueço com a rotina. E há sempre um ou outro dia que simplesmente não aguentamos, como por exemplo nos dias de natação (o mais novo não vai nadar mas, eu não tenho coragem de o enfiar na banheira quando chego a casa lá pelas 6.30pm). Para que conste, em minha casa a sopa foi abolida. O meu filho leva para a escola 2 sandes ou de queijo ou de fiambre, ou misto; 1 iogurte para beber; um molho de uvas, para o almoço. E agora, quem tem vontade de chorar sou eu. Mas, como já aqui que falamos são questões culturais. Normalmente as 6.30pm já está tudo jantado. A conjuntura é outra, as infraestruturas diferentes."

 

Eu: "Tens razão. Se eu mandasse sandes para o almoço dos meus filhos, provavelmente seria recriminada socialmente aqui. Quem sabe teria uma assistente social à perna mas, aí é normal. A Jonet tem quase de certeza quem lhes prepare as marmitas. A caridade muitas vezes, e ainda que de forma inconsciente (não posso garantir que seja o caso da Jonet, porque não a conheço pessoalmente, e já que o meu filho já foi colaborar com o Banco Alimentar entregando sacos nos hipermercados, quero crer que não seja por aí), a caridade, dizia eu, e a vontade dos ricos em providenciar alimentação aos pobres é muitas vezes tão-somente uma noção muito clara (umas vezes consciente e outras inconsciente) de que os pobres são mais domáveis sem fome. Os pobres podem não ter onde dormir, podem não ter trabalho, podem vestir qualquer coisa mesmo que esfarrapada, e ainda assim continuar ordeiros, deixando que os ricos continuem a viver descansadamente ricos. Aquilo que faz com que um pobre se rebele à séria é a fome, aquilo que faz com que o pobre enlouqueça é ver um filho com fome. Uma instituição que garante que os pobres não têm fome, garante por si só que os ricos continuem a viver tranquilos na sua riqueza, sem risco. Por vezes a caridade é tão só uma necessidade."

 

Sou pouco dada a tribos. Qualquer tribo: da esquerda à direita, religiosa, desportiva. Acho que tenho um problema qualquer com team-building em ambientes previamente delimitados. Quando as coisas se começam a agrupar, em tribos onde se gritam pensamentos de unanimidade, dá-se-me um nó no estômago e mudo de freguesia. A unanimidade que se constrói a partir de um só lado da barricada previamente definido, é uma unanimidade fácil e hipócrita. Aflige-me, porque  esse uníssono enviesado se confunde com perfeição e tolda-me a visão periférica... E, na verdade, neste momento, dava-me jeito não ser assim. Dava-me jeito parar de pensar e entregar-me a uma tribo cheia de ideias feitas e unânimes, que me guiasse os pensamentos porque ser assim, “relativamente independente”, cansa-me.

 

Sei que aqui despejei um monte de informação meia desconexa mas, olhem, desculpem lá. É a desesperança a falar por mim.

 

O que quero dizer é que sinto que é nesta hipocrisia que o mundo pouco pula e pouco avança. A tolerância e a abertura e partilha de ideias de diferentes visões talvez fosse mais proveitosa. A queda do preconceito também (e todos temos os nossos). Porque é que lá no hotel sumptuoso não estavam também as putas do parque, uma mulher-a-dias, uma mãe "só" mãe? Porque não sabem comer croissants folhados sem fazer migalhas? Porque estragavam as fotos? Será que essas mulheres não teriam inputs importantes a dar para o todo? Não teriam nada a ensinar sobre o que é ser mulher trabalhadora nos tempos que correm? Ou não tinham unhas à altura?

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Não ligo nenhuma a moda... mas se calhar devia!

01.02.13

Anteontem, como sempre, fui acordar a infanta. Já me tinha vestido e estava pronta a sair de casa. Depois do mimo matinal, diz-me a infanta (com a sua veia estética a latejar):

Ai, mãe... tu estás sempre tão mal vestida...!


Engoli em seco. Levei aquilo na brincadeira, mas fiquei a remoer. Uma coisa é estar-me nas tintas para a moda e para as tendências e o diabo a sete. Outra, bem diferente, é estar-me nas tintas para mim. Resolvi tentar melhorar. Não quero que a minha filha tenha de mim esta imagem. Não quero que se envergonhe da mãe. Não quero que isto seja o que lhe vem à cabeça se alguém lhe pedir que diga como é a mãe.

Quando fui comprar o presente de aniversário do marido comprei um mimo para mim. Já em tempos ela me tinha definido como sendo "cinzenta". Tem razão. Chega o inverno e toda eu sou cinzentos e pretos e castanhos escuros. Não gosto, mas é o mais confortável e o mais fácil. De verão sou muito mais colorida, mas de inverno nem por isso.

Portanto, quando vi na Primark um casaco de malha meio comprido (óptimo para me tapar o rabo agigantado!), coral, comprei. Ontem, apesar da camisola de gola alta cinza clara, iluminei-me com ele. E, quando a fui acordar, perguntei se a mãe estava mal vestida. Sorriu, abraçou-me e disse que não, "hoje estás linda e colorida! Pareces primavera, mamã!". Dia ganho!

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