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Pedido (imploranço, na verdade)

04.08.11
Chamem-me brega, suburbana, decadente, cafona, o que quiserem.

Mas por favor, POR FAVOR, parem de me tratar por você... Pode ser? Sim? Muito, muito agradecida!

[Não tenho 50 anos, não tenho achaques, não sou dondoca nem tiazoca e sou mesmo suburbana comme il faut. E dá-me comichões essa coisa que vocês inventaram do "você" para cá, "você" para lá.]


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O jantar de ontem

04.08.11
Foi isto.


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Bolo de Chocolate Absolutamente Light

04.08.11
Já está aqui. Ainda sem foto, mas online.


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Não há nada que não me aconteça... MESMO!

04.08.11
18h45. Pego no miúdo ao fim da tarde e vou ao Pingo Doce do bairro. Faço as compras todas em tempo record. Chego à caixa, o rapaz passa os artigos todos e... e não tenho a carteira na mala. Estava capaz de jurar que a tinha comigo e que fui assaltada no supermercado. Não tenho certezas. Peço para cancelar tudo e digo que vou ver se tenho a carteira no carro. Não está. Nem no carro-de-família (que uso de casa para a minha mãe e da minha mãe para casa) nem no carro do trabalho (que uso para ir da minha mãe para o trabalho e do trabalho para a minha mãe). Começo a hiperventilar. Ligo ao marido. Pergunto onde é que ele está e ele engonha uma resposta, que está "ali assim ao pé da nossa rua" com a miúda, a comer um gelado. Passo-me e mando um berro e lá percebo onde eles estão. Vou lá ter.

Nisto ligo para o meu colega que vai ao escritório ao fim da tarde, a perguntar se ele já lá chegou. Peço-lhe que veja se está lá uma carteira assim e assim, ele diz que ainda não chegou e eu faço tempo até ele chegar. Pelo sim, pelo não, ligo para o Banco e anulo o cartão de acesso ao homebanking e o cartão de crédito (que eram as duas coisas que era mais fácil usar). Ele liga-me de volta, nada de carteira, ah, espera, está aqui, sim. Ligo para o banco e dizem-me que não posso anular as anulações que fiz. Uns 20 euros já foram com o caraças. (E se ele não fosse hoje ao escritório eu tinha agarrado em mim e tinha lá ido procurar a carteira antes de me pôr a anular cartões e a ir fazer queixa à polícia e a organizar a minha vida para ir amanhã para a loja do cidadão fazer os documentos todos outra vez...).

Peço o cartão MB do marido e vou de novo ao supermercado fazer as compras, já sem miúdo. Faço as compras todas novamente (porque achei que as minhas compras originais já deviam ter sido devolvidas à procedência), vou pagar. Chego à caixa e não sei o código, mando SMS a perguntar, ele não me responde, insisto, ele responde, mas entretanto já mandei anular a conta para não fazer esperar os desgraçados que tiveram o péssimo destino de se meter na fila atrás de mim. A senhora da caixa passa as compras novamente e quando vou a pagar... cartão expirado. Terminava a 07/11 (ou seja, há três dias). Peço para anular as compras novamente e para as guardar que eu vou só a casa buscar outro cartão e já volto. Vou a casa, pego no cartão atualizado, no cartão de crédito e em €50 e volto ao supermercado, onde as compras me aguardam. Pego em mais duas coisas, ponho-me na fila (para não gerar confusões) e estou uns 5 minutos a gramar com o cheiro nauseabundo de um homem com (muito) ar de sem abrigo, que foi buscar dois pacotes de vinho rasca. O cheiro é de tal ordem que eu me vejo obrigada a abrir o champô que estou a comprar para a miúda e a colar o nariz a ele (e mesmo assim ainda me chega aquele cheiro pestilento ao nariz). Compras passadas novamente, eu a arrumá-las e vem a gerente que, sem me ver, pergunta à rapariga da caixa se a "mulherzinha" já veio buscar as compras. Olho para ela nos olhos e respondo um "já vim, já". Ela imediatamente corrige o "mulherzinha" para senhora, cora, faz um sorriso amarelo e desaparece dali. Rio-me com a empregada: com dois cartões e uma nota de €50, não saio dali sem as compras. Pago com o cartão (que, finalmente, funciona). Meto tudo no carro e regresso a casa, para fazer o jantar com algumas das coisas que fui comprar. 20h35.

(Bright side: o jantar ficou delicioso, com o marido a pedir que eu aponte a receita - inventada na hora - e que a repita muitas vezes.)


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3h30

04.08.11
E ontem, às três e meia da manhã, fiquei agarrada a um livro... e obriguei-me a fechá-lo para ver se dormia alguma coisa...

Que livro? "As 3 Vidas". De quem? João Tordo. Who else...?


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The fashion adviser

04.08.11
A minha filha... tão crominha. Tão depressa anda a pedir para tomar a Oxolamina (dito assim, com as letrinhas todas) e a dizer que tem a garganta inflamada como anda atrás de mim a dizer-me o que vestir, o que calçar, em que cores escolher a roupa...

Hoje de manhã, mãe vestida de preto (e kind of a não gostar do efeito, mas que se lixe) e a miúda:

-Ai, mãe, tu hoje estás muito escura. Não gosto que vistas de preto. Gosto que vistas de cores, como eu.
- Tens razão, filha. Amanhã a mãe veste de cores, boa?
- Sim, é melhor.

[E tem razão, a sirigaita de 3 anos e meio...]

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Dual

04.08.11
Era uma vez uma miúda que tinha um cabelo fraquinho, fininho, escasso, escorrido, daqueles cabelos que não aguentam um gancho durante 3 segundos.
Era uma vez uma miúda que tinha cabelo forte, fino, muito, escorrido, daqueles cabelos que aguentam ganchos mas não aguentam penteados sem 3 embalagens de Elnett.
Era uma vez uma miúda que tinha cabelo forte, a engrossar, muito, muito, com jeitos, meio a ondular, meio a dar uma de selvagem (versão queca atrás da moita, se não o penteia como deve ser), daqueles cabelos que aguentam tudo e mais alguma coisa.

Era uma vez eu.


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Eureka!!

03.08.11
Inspirada por uma receita que vi aqui há dias, resolvi testar uma variação muito mais simples, para ver se a coisa resultava. Resultou. Estou tão feliz...

Em cima da minha bancada da cozinha, a fumegar, está um...


BOLO DE CHOCOLATE COMPLETA E ABSOLUTAMENTE LIGHT...

Sem açúcar, sem gordura. Doce, húmido e fofo. E com cobertura (menos light que o bolo, mas ainda assim bastante "aceitável")...


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Adenda ao post anterior

03.08.11
Dá a ideia que andei aos pulinhos de emprego em emprego e não é bem o caso. A saber:

1º emprego: 7 meses
Empresa do Quimiparque/Alvalade: 2 anos e meio
Empresa do Tagus Park: 4 meses
Empresa de Santos: 5 meses
Empresa da R. da Madalena: 5 meses
Empresa de Oeiras/Parede/Carnaxide/Santos: faz 6 anos em Novembro

O que eu tive foi uma fase má, em que me meti em projetos que não correram bem. Depois fui trabalhar com uma amiga e aí a coisa não correu por aí além por várias razões: mercado, a minha imaturidade na altura, entre outras coisas. Depois, felizmente, encontrei um sítio onde adoro trabalhar, onde trabalho com pessoas como deve ser, que sabem trabalhar e lidar com as pessoas. Por mim, continuo onde estou por muito, muito tempo. Aqui e na empresa do Quimiparque foi onde verdadeiramente senti o que é vestir a camisola. Nos outros sítios só tive tempo de vestir as mangas (e num deles nem isso!).

Se podia ter uma super vida profissional? Se calhar podia... mas nunca fui "carreirista" e continuo a não ser. Prefiro qualidade de vida a ordenados milionários, posições de alto gabarito e mais parras do que uvas. Gosto muito da vida que tenho, apesar de todas as vicissitudes. E não sei se mudava...


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Sítios

03.08.11
Há 10 anos tinha acabado de sair da faculdade e estava a 13 dias de começar a trabalhar. (De lá para cá estive desempregada apenas 3 semanas, mas isto não vem ao caso). A primeira empresa onde trabalhei foi um desastre. Muita trafulhice, pessoas muito, muito reles. Serviu para perceber o tipo de sítio em que NÃO queria trabalhar. Adiante.

Em abril do ano seguinte, novo emprego (depois das tais três semanas que não vêm ao caso). Fui trabalhar para o Quimiparque, no Barreiro. O sítio em si... um degredo. As pessoas, cinco estrelas. Trabalhava lá uma amiga e foi ali que fiz amigos para a vida. De início éramos seis. O patrão (um porreiro com quem ainda hoje vou falando), o director de contas (um janado do pior, e estou a ser simpática na avaliação), eu, a minha amiga (que éramos accounts, vulgo gestoras de clientes, vulgo comerciais, vulgo aturadoras de gente doida) e mais dois designers. Os 4 fazíamos uma equipa gira, bem disposta e alinhada. Um deles continua a ocupar o top 5 dos meus amigos, passados todos estes anos.

Foi ele, precisamente, que me ensinou que é importante aproveitar bem os intervalos do trabalho. Seja o de almoço seja o do cafézinho a meio da tarde. No Barreiro tentávamos minimizar o "estrago" que era trabalhar num sítio horrível com almoços sentados no chão (terra batida, claro), à beira-tejo, com uma fábrica de óleo atrás de nós. Aquilo apanhou o verão e era muito bom ir para ali arejar. Entretanto mudámos, nesse mesmo ano, para Alvalade e começámos a busca por sítios giros onde almoçar. Não havia. Começámos a levar almoço de casa e a comer no quintal que o escritório tinha (quintal esse onde aconteceram duas festas, organizadas pelo patrão, em que saiu toda a gente meio de gatas de lá, cortesia das caipiroskas e da dose industrial de sangria). Depois íamos beber café ao Il Café di Roma do Campo Grande, ou íamos até à esplanada que havia (não sei se ainda há) no meio do jardim do Campo Grande, perto do lago. E era bom.

Entretanto ele saiu da empresa e eu saí uns meses depois. Fui para o Tagus Park. Pouco que ver, mas ainda assim uns jardins (meios metros quadrados ajardinados, vá) onde dava para estar. Dali segui para Santos. Época muito boa, socialmente falando, e péssima em termos de trabalho. Não descobri grandes sítios por lá... nem me apetecia descobri-los, tal era a depressão. Dali rumei à R. da Madalena. Sítio fantástico, com muito que descobrir. Muitos restaurantes giros, muitos cafés giros, muitas idas à R. Augusta. Depois, Oeiras. Nada de jeito à volta, mas companhia excelente para os almoços. Muitos no bar do Holmes Place, onde até nem se estava mal, muitas idas à praia à hora de almoço, com direito a mergulho. Paragem seguinte: Parede. Praia mesmo ao pé, repetição das idas à praia à hora de almoço e ao final da tarde. Entretanto engravidei e isto acabou. Mas mantiveram-se os almoços em sítios giros, quanto mais não fosse no quintal do sítio onde estava, sentada num alpendre a debicar uma salada e a ler páginas atrás de páginas. Dali para Carnaxide. Um ou outro sítio engraçado mas nada de especial. Entretanto começaram as corridas no Jamor à hora de almoço e isso alinha perfeitamente no bom aproveitamento dos tempos livres.

Agora, Santos novamente. Tenho andado a explorar as redondezas e hoje encontrei um sítio a repetir. Giro, calmo, com luz, com bom ar, bem decorado, onde apetece almoçar e ler e escrever, tal como o meu amigo me ensinou a fazer. Missão cumprida, embora espere encontrar mais sítios onde ir. Hoje foi bom. Almocei, li, apanhei ar e sol. E soube-me bem...


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Time lapse

02.08.11
Adormeci dia 29 de julho e acordei dia 2 de outubro. Não sabia que se podia dormir tanto tempo seguido. Está um outono maravilhoso, nem sequer está muito frio. Já apetece lareira e mantinha em cima das pernas, a ver tv. Já durmo de meias e tudo. Não tarda é primavera e voltamos a ter sol e flores e amor no ar.

Ah, não, espera... é só a merda de tempo que está. Dasssse...


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Das corridas

01.08.11
Sábado de manhã peguei em mim, devidamente equipada, e fui comprar uns ténis para correr. Entre uns Asics e uns Nike Pegasus, acabei por trazer os Pegasus, que parece que nasceram nos meus pés. Tão leves, tão adaptados ao formato do meu pé... tão bons. Não, não são o último modelo, nem a última tecnologia. Mas eu também não sou uma corredora "profissional". Corro há pouco tempo e ainda me estou a ambientar. Vai demorar muito até fazer os 800kms que ditam a morte dos ténis (dizem os entendidos que os ténis de corrida são para ser reformados aos 800kms. Ora quem corre/anda 4kms por dia, aí umas 3 ou 4 vezes por semana... ainda tem muito que palmilhar, certo?).

Maneiras que cheguei ao carro, troquei de ténis e lá fui eu, para uma mata perto da minha casa. Estacionei o carro, fiz o caminho de terra e pedra até chegar à mata, andei por ali um bocado para me ambientar (e para ver como paravam as modas por ali) e comecei a correr. Ao meu lado esquerdo, uma ladeira. Ao meu lado direito, campo aberto. Pois quando vou a fazer a curva que terminava a tal ladeira aparecem-me três cavalos soltos, sem selas, sem rédeas, sem guias, sem nada, a galopar furiosamente. Pois que corri. À frente deles. Corri muito, até os ver longe de mim. Eles estavam mais interessados em ir matar a sede a um regatozinho que lá há. E o dono vinha atrás, calmo e tranquilo, pelo que percebi que os cavalos não eram bicho para me atropelar nem nada que se parecesse. Ainda assim, mudei de rumo e fui correr para outra freguesia. No total, corri 2kms e andei outros 2. Abdominais pelo meio. E uma zona que não conhecia e que é bem bonita. Valeu por isso.

Os ténis? Perfeitos! E ainda temos mais 796kms para viver juntos... Amanhã, quando sair do trabalho, equipo-me e corro aqui ao pé. Acho que prefiro correr em alcatrão, mas ainda ando a experimentar. Já percebi que entre tartan e terra batida, prefiro a terra. Agora resta saber se prefiro a terra ou o alcatrão...


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