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E hoje

09.06.10
Acordei, não comi nada (sacrifício), levei a minha filha ao sítio do costume e fui fazer análises (sacrifício). Uma picada, seis tubinhos de sangue (sacrifício), depois beber uma mistela-menos-má-que-é-água-açúcar-e-limão, esperar uma hora, nova picada, mais um tubinho de sangue. Sair de lá de lado, azamboada, agoniada, cheia de fome. Casa da mãe com ela, para beber café, comer uma torrada e beber um copo de leite. Menos mal. Ninguém disse que isto era fácil. E a segunda gravidez é sempre menos encantada que a primeira. Já nada é propriamente novidade, não há aquele frenesim do primeiro filho. Mas continua a ser uma experiência compensadora e cheia de momentos altos!

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Nice to meet you!

08.06.10
Hoje de manhã... "olá, sanita, que giro, vomitar um bocado... até logo!".

Confirma-se: a única coisa que consigo comer sem me virar do avesso, durante o dia, é melão (e meloa, que é da família). Tudo o resto é uma agonia constante.

Era escusado, pronto.

(Já sei, "é menino, se não enjoaste na outra gravidez e nesta enjoas, é porque é menino"... Bah).

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Outra coisa que me irrita

07.06.10
Igualmente irritante aquelas pessoas que após parirem passam a usar amiúde a palavra "mamã". Mamã, para mim, é aceitável quando dito pela minha filha (e é quando não gozo com ela, que isto do "mamã" é moda com dois ou três meses, que ela antes chamava-me mãe e pronto). Mamã, dito por adultos é ridículo. Já basta a pediatra que me trata por "mãe" e as senhoras dos colégios que vou vendo que também me tratam por "mãe". Mamã dispenso. 

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Farta

07.06.10
Estou um bocado farta de viver rodeada de pessoas que acham que são a Carrie e que acham que as amigas são a Charlotte, a Samantha e a Miranda e que acham que os homens que lhes passam por baixo são o Big e o Aidan e o Steve e o diabo a sete.

A sério. Aquilo é ficção. Get over it. É enjoativo e deprimente ver quão a sério algumas pessoas levam aquele universo. É fantasia. Como a Hello Kitty, os Motoratos de Marte, o 24, a Anatomia e quejandos. Há quem perca demasiado tempo a fingir que vive uma ficção ao invés de efectivamente viver uma realidade. E isso é parvo.

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Não há nada (mesmo NADA) que não me aconteça...

07.06.10
Toca o telefone. Atendo. Indian girl speaking (vozinha estridente e muito, muito irritante, com aquele sotaque típico).

- Hello, I would like to speak to the company manager, please.
- What's the subject?
- I want to discuss a business matter with him.
- What business matter? You will have to be more specific.
- I told you, it's a business matter.
- I heard that. What business matter?
- Why are you asking so many questions?
- I asked you one question, which you haven't answered yet.
- What's your position in the company?
- I'm in the position to decide whether or not to put you through.
- But I need to speak to the manager.
- And I already told you that I'm not putting you through to him unless you specifically tell me what you want to discuss with him.
- tu tu tu tu tu tu... (obviously!).

Haja paciência...

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A idade, oh, a idade...

07.06.10
A idade tem umas coisas giras. Se alguém me dissesse, há 10 anos, que 10 anos depois eu teria deixado de gostar de fazer N coisas de que gostava na altura, eu ter-me-ia rido e suspirado um "yeah, right". Mas aconteceu. Prova número um de que a idade nos altera.

Há 10 anos, a minha vida andava entre trabalho, amigos, irresponsabilidades, festas, bebedeiras, festas, amigos, livros e pouco mais. Há 6 anos, a minha vida era ainda mais festas, saídas, amigos, responsabilidades, trabalho, amigos e festas. E eu a achar que nem dali a mil anos me fartaria daquele ritmo. Prova número dois de que a idade nos altera.

Agora, se há coisa que abomino são saídas-para-dançar-a-noite-inteira. Para já, porque não aguento. Depois porque não acho a mínima graça a passar horas a massacrar-me enquanto me divirto (divirto?). Tempo perdido, na verdade. A minha noção de divertimento, hoje em dia, bate muito mais numa ida ao cinema, num jantar fora, numa conversa calma entre poucos mas bons amigos. Prova número três de que a idade nos altera.

Até a questão dos amigos. Há uns anos eu achava que tinha dezenas de amigos-amigos. Oh, ingenuidade. Não tenho. Não quero ter. Dezenas de conhecidos, sim. Amigos-amigos, uma mão chega para os contar. E para mim, amigos não são aquelas pessoas que vemos now and then e com quem trocamos conversa de circunstância. Amigos, para mim, são aqueles a quem podemos mostrar todos os esqueletos que temos no armário sem corrermos o risco de os ver desatar a fugir a sete pés. E amigos desses eu tenho os que se contam pelos dedos de uma mão. E está óptimo assim. Prova número quatro de que a idade nos altera.

Com a idade passamos a privilegiar a qualidade em vez da quantidade. Passamos a dar mais importância a núcleos em vez de darmos importância a multidões. Passamos a querer resguardar-nos em vez de nos pormos a jeito. Deixamos de achar que somos as rainhas do mundo e que tudo gira à nossa volta (breaking news: não gira). Deixamos de achar que, quando nascemos, Deus nosso senhor (ou entidade que o valha) nos dotou de razão eterna e passamos a perceber e a ter a humildade suficiente para aceitar que não, não temos sempre razão e que há mundo para lá do nosso umbigo. Se isto envolve dores de crescimento? Não necessariamente. A não ser que tenhamos toda a vida andado com o rei na barriga, é coisa para se dar sem dramas. Prova número cinco de que a idade nos altera.

Com a idade ganhamos um defeito (bom, eu ganhei, pelo menos): passamos a ser um nadinha paternalistas e a pensar mil vezes, perante atitudes de pessoas bem mais novas do que nós um "deixa lá, com a idade isso passa". Não é por mal. É a constatação de um facto. Passa mesmo.

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07.06.10

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So they say...

07.06.10
Uma pessoa dorme até tarde (relativamente, vá) ao domingo de manhã. Depois faz o almoço, trabalha para a família enquanto os restantes elementos do núcleo dormem. Depois desencanta uma receita de bolo-para-celíacos, fá-la e percebe que aquilo correu bem. Despacham-se os três, atravessam o rio e vêem três horas voar sem darem conta, à conversa com um casal amigo e enquanto as três filhas brincam civilizadamente (e a mais velha tem menos de 5 anos). Petiscam (deliciam-se) e regressam a casa. Jantam nos pais dela. Recolhem ao ninho já às 23h e tal. Deitam-se para dormir. Duas da manhã e uma pessoa levanta-se com um nó no estômago (esta pessoa que vos escreve). Nada a fazer, é voltar para a cama e tentar dormir. Quatro e quarenta da manhã e a pessoa levanta-se novamente com um nó no estômago. Mesmo remédio (ou seja, nenhum) e toca a dormir novamente. Seis e meia da manhã e a pessoa levanta-se mais uma vez. Oito e quarenta e já não dá mais, é enfrentar o dia e fingir que não se passa nada. Tentar perceber se sim, aguentamos ir trabalhar, ou se não, nem por isso. Decidir que aguentamos (bem que eu estava na cama, caraças). Vir com cara de anteontem. Nada a fazer. Depois passa... or so they say...

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Sunday morning...

06.06.10
A minha filha tem uma característica que eu não tenho e que adorava ter: acorda sempre cedo (7h30, sharp) e bem-disposta. Às 7h30 a única coisa que eu consigo é grunhir um "anda cá ao pé da mãe e dorme mais um bocadinho", coisa que ela cumpre caso estejamos só as duas em casa. Quando estamos os três desata a cantar, a puxar cabelos e a exigir "levanta-te, quero brincar". Esta parte do "levanta-te" nunca me cabe a mim, thank God, que eu tenho um marido altruísta que se deixa enrolar na conversa dela e que me deixa a mim enrolar nos lençóis mais um bocado. Portanto, 7h30, eles levantaram-se e eu dormi até às 10h45. Maravilha.

Entretanto, o polvo-à-espera-de-arroz descongela, eu saco (adquiro?) os episódios que me faltam do Flashforward e escrevo aqui. Com prazer, pela primeira vez desde Paris - aquela viagem matou parte de mim. Portanto é isto: ontem fiz profiteroles recheados com creme de pasteleiro (bage cremim para os gulosos-entendidos), ia vomitando, não vomitei (comi demasiados, estão deliciosos, depois queixo-me do peso - e só daqui a um ano é que me vou preocupar com o número que a balança me dá, so help me God).

Logo à tarde há um lanche especial do lado de lá do rio e eu estou feliz. Não posso é com a puta da vuvuzela que grasna todo o dia, todos os dias, de manhã à noite, aqui na minha rua. Cada vuvuzela devia vir equipada com um pequeno elemento pirotécnico que rebentasse com os beiços de quem soltasse ar por aquilo - que me desculpe a Selecção, mas acho que aquilo vai correr tão mal que o mais sensato era fazer a coisa sem grande alarido, para não se dar por nós. Mas equipados de vuvuzelas vamos dar nas vistas: olha aqueles, perderam esta merda mal aqui acentaram os pés e ainda fazem barulho por isso, tsss tsss tsss...

É isto: have yourselves a very nice Sunday! I sure will!!

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Sad times

05.06.10
Porreiro: uma das minhas melhores amigas vai-se embora (são só três meses, passa a correr) para o Brasil e eu não me despedi dela. Na verdade, sou tão boa amiga que não sei sequer o dia e hora exactos a que ela parte (às tantas já está a meio do oceano). Estes três meses metem férias. Bom, na verdade nem é isso que faz uma grande diferença para mim porque, ao contrário da nossa outra amiga, não tenho um mês seguido de férias e as minhas férias repartem-se entre uma semana em casa, a fazer praia ao fim da tarde, e uma semana na terra dele, a olhar para as paredes. Mas tenho uma semana de férias a solo pelo meio e nessa sim, daria para alguns programas. Não vai ser assim. Três meses demoram. Saudades. Quando ela regressar vamos estar diferentes. Ela, certamente bem mais bronzeada. Eu, oh well, não interessa...

Vou ter saudades tuas. Mas não andes por lá a contar os dias que faltam para regressares. Aproveita mas é. Love u.

Adenda: já sei quando se vai embora e vou ter tempo para me despedir. Menos mal...

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Eu NÃO fui...

04.06.10
... ver o SATC2. Porquê? Porque tenho uma filha. Porque tenho um marido para quem não há feriados e que tem que trabalhar todas as semanas, 5 (às vezes 6) dias. Porque tenho uns pais que têm vida própria e que não podem (nem devem) facilitar-me sempre a vida.

Ontem teria ido ver o SATC2 se os meus pais pudessem ter ficado com a cria. Não puderam. Eu não insisti. Porque sei que a minha maior responsabilidade é para com a minha filha e não posso (nem quero, tão pouco) abdicar disso.

Teria gostado de ir? Sim. Mas não fui. Foram elas. Paciência. É mesmo assim. É nestas alturas que eu sinto quão diferente é a minha vida. Não é melhor nem é pior. É diferente. Posso não ter margem de manobra para ir a todos os lados onde quero ir. Mas tenho uma pessoa pequenina que todas as manhãs me esmaga com beijos e que não se cansa de me dizer "eu adoro-te muito, mamã". E não troco isso por SATC nenhum. Nem por saída nenhuma. E se tiver que ficar "presa" em casa pelos próximos 16 anos, fico. Sem problema. Porque, para mim, a minha filha é mesmo o mais importante do mundo. E não, não temos a mesma liberdade antes e depois dos filhos - e atenção que eu sou daquelas que não tem problema nenhum em deixá-la a dormir nos avós para ir sair com o marido. As coisas mudam. As prioridades mudam. E nem sempre quem está de fora e não tem filhos entende, é um facto. Entenderá um dia, quando passar pelo mesmo. Até lá, pode achar que é capricho de quem tem filhos, esta coisa de termos que nos sujeitar a horários que não são os nossos, mas sim os de pessoas pequeninas e dependentes. É assim a vida. É assim a minha vida. E estou muito bem assim.

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Excepcionalissimamente

02.06.10
Uma tirada da minha filha...

Ontem à tarde, Mikael Carreira no programa da tarde do João Baião. Miúda a olhar para aquilo:

- Ó 'vó, como se chama aquele?
- Mikael.
(pausa)
- Canta muito bem.
(pausa)
- Amanhã eu quero ir ver ele...

Estou lixada. Uma groupie pimba em tamanho mini é coisa para a qual, definitivamente, não estou preparada...

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Hoje é um dia bom

01.06.10
É isto: hoje está a ser um dia bom.

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