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Métodos

02.12.13

O meu método de arrumar a casa é o melhor. Chama-se "completamente aleatório e sem jeito nenhum" e resulta (pouco!). Faz-se assim: entra-se numa divisão, apanha-se qualquer coisa que esteja desarrumada e arruma-se. 90% das vezes, perto do lugar onde se foi arrumar a coisa anterior está outra coisa qualquer desarrumada. Se for o caso, pega-se nessa coisa e arruma-se. Repete-se o processo anterior umas 50 vezes e no fim, além de estarmos zonzas, temos a casa arrumada. Acreditem... tudo é melhor do que fazer as coisas desta maneira!

 

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A polémica da bebida que parece Coca-Cola mas não é

20.11.13

Ontem não vi o jogo. E não vi o pós-jogo. Nem acompanhei o jogo via Facebook (que seria mais ou menos o mesmo que estar a ver o jogo em directo). Apercebi-me da polémica da marca de refrigerantes quando já estava deitada na cama, a passar os olhos pelo Facebook. Tiros no pé acontecem. Este, em particular, foi estúpido. Então a filial sueca da marca de bebidas não se apercebeu de que se estava a meter com a selecção do melhor jogador do mundo?? Não pensaram que, com um bocadinho de azar, a dita selecção podia pôr-se no mundial pelos pés do dito jogador? Entao a filial sueca não sabe que basta o rapaz irritar-se com qualquer coisa para desatar a marcar golos?? E, pior, sendo uma marca global, não pensaram que o que estavam a fazer era um bocadinho uma roleta russa que podia correr mal?

É que uma coisa seria puxar pela selecção sueca. Outra, bem diferente, é espezinhar a selecção adversária. Que é de um país onde até se vende (vendia?) a tal marca de refrigerantes...

Tudo errado nesta campanha. Parece-me um daqueles casos em que má publicidade não é boa publicidade - existe uma frase, muito usada no meio publicitário, que diz que até a má publicidade é boa publicidade, porque põe o mundo a falar das marcas; mas, all in all, o que as marcas querem é vender e perante um caso destes estou em crer que as vendas são capazes de descer um bocado. Porque nos tocaram no orgulho, pisaram-nos a veia da paixão pelo futebol e isso é intocável, por estas bandas.

A concorrente directa desta marca deve estar a viver um sonho: sem mexer uma palha tem toda a gente do seu lado, porque é um daqueles mercados em que é uma contra a outra, sem mais concorrência directa que se veja. Portanto, para a Coca-Cola, foi um passo genial.

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Coffeeholic

18.11.13

Sou viciada em café (e em açúcar também, já se sabe). Sou o tipo de viciada que fica com dores de cabeça se não bebe um café até uma hora depois de acordar. (Ontem, por exemplo: acordei, não tinha café em casa, o marido saiu com a miúda, eu fiquei com o miúdo doente e, portanto, refém, sem poder sair de casa. Assim que o marido voltou no elevador e só parei quando bebi um café. Duplo. A dor de cabeça acalmou logo a seguir. This is how bad it is).

Cá em casa há uma máquina Nespresso que é assim a minha segunda máquina preferida do mundo (melhor que isto só a Bimby). Já experimentei uma data de marcas que têm cápsulas compatíveis com a máquina (as cápsulas Nespresso são as melhores do mundo, que são. Mas são caras pa caraças e só se vendem na metrópole e chateia-me ter que fazer pelo menos 20km para ir comprar café!). De todas a marcas que experimentei, só uma me satisfez: Minipreço. Nem Continente, nem Auchan, nem Torrié, nem Nicola. Nenhuma vale nada. As do Minipreço dão para o desenrrasque, mas também não são nada de especial. Contudo, hoje, no Continente, deparei-me com uma nova linha de cápsulas. Ora calha que eu, menina do Marketing que já devia estar vacinada contra o dito, sou uma fácil e vou nas cantigas das embalagens bonitas e apelativas. E aquelas embalagens novas gritaram por mim. Mesmo por cima estavam as outras caixas do café rasca que não me convenceu. Mas aquelas, tão bonitas, tinham mesmo que vir comigo, quanto mais não fosse para ter motivo para vir aqui escrever um post a dizer que aquilo não vale nada. Só que vale! O café é bom!! Não é Nespresso-bom, mas é bom. Safa lindamente. E o Continente mais próximo fica aqui a 3km, quer dizer. E cada caixa de 10 cápsulas sai a €2,49 (contra os €3,75 do Ristretto, que é o meu preferido) - ou seja, menos €1,26 por caixa, fora o que poupo em gasolina e estacionamento, que isto de ir ao Colombo ou ao Chiado não fica propriamente barato!

Portanto, estou fã. E digam lá que as caixinhas não são catitas...!

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Manifesto do batom vermelho

29.10.13

O mundo olha e repara: vai ali uma mulher de batom vermelho. Passo a passo, segura, insegura, observa quem a rodeia à procura dos olhares reprovadores. Encontra sempre um ou outro: uma mulher de batom vermelho é sempre uma puta. Não é. Não mesmo!

Olhamos e gostamos sempre de ver nas outras. Fica bem, é charmoso, há mistério e muita ousadia. Gostamos do que o batom vermelho diz sobre elas, as mulheres que o usam. Não gostamos do que possa dizer de nós porque, no nosso íntimo, temos medo que diga coisas erradas. Que somos putas. Não somos. 

Um dia atiramos o medo para trás das costas e arriscamos. Talvez só para ir ali às compras - mas depois pensamos: batom vermelho para ir às compras?? Batom vermelho pede um acontecimento: um jantar, uma festa. Só que, entre trabalho, casa, filhos e rotinas, as festas são escassas e os jantares acontecem 95% das vezes em casa. Fabrique-se o evento: desafia-se o marido para jantar fora, só para poder usar o batom vermelho. À noite todos os gatos são pardos e ninguém dará por nós. Só que dá. Há olhares. As outras mulheres olham para nós e pensam que o batom fica bem, é charmoso, traz mistério e ousadia. Pensam de nós o mesmo que nós pensámos das outras que usavam batom vermelho.

Depois, já sem medo, usamos o batom vermelho sempre que nos apetece. Pode ser só para ir às compras. Não é para o mundo, é para nós.

É preciso estar "in the mood". Não se usa batom vermelho se nos sentimos num dia "não". Usamo-lo quando gostamos de nós, quando nos assumimos, quando não temos medo do que o mundo possa pensar. Quando sabemos quem somos, o que somos, como somos. E gostamos de tudo o que vemos quando olhamos para nós.

 

Eu acho que todas - TODAS - as mulheres deviam arriscar e experimentar aquilo que um batom vermelho faz por nós. Acho que todas deviam experimentar a sensação de usar batom vermelho e assumir que gostamos de nós, que merecemos, que valemos a pena. Um batom vermelho não é só um batom. É um universo de sensações. Não do mundo, mas nossas, só nossas. Por nós, para nós.

 

Vale a pena! Experimentem! (Sem medos!)

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Exotismo

02.08.13

Adoro aquelas pessoas que chegam ali a Marrocos e que, assim que apanham um espécime vestido com uma djellaba, toca a pedir para tirar a foto da praxe. E fazem aquela figurinha triste do sorriso heróico, braço por cima da pessoa, dedos da mão que sobra em "v", iupi, já tenho uma foto com um marroquino. E o marroquino ali com um ar de frete, como se nada daquilo fizesse sentido (na verdade, não faz). Sempre que vejo estas fotos lembro-me do zoo: parece-me sempre que os turistas que pedem para tirar estas fotografias consideram os habitantes locais uma espécie de bichinho exótico.

 

[E quem diz marroquino, diz chinês, tailandês, cossaco, nepalês, o que for. Não gosto. Acho que as pessoas - as que habitam os paraísos exóticos - merecem um bocadinho mais de respeito e de consideração. E merecem ser tratados como pessoas e não como atracções turísticas.]

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Portugal dos pobrezinhos

31.07.13

Acho que já todos esbarrámos com o infeliz (to say the least) comentário de uma das herdeiras do império Espírito Santo no Expresso. Diz ela que passar férias na Comporta é como "brincar aos pobrezinhos".

 

Tenho para mim que o grande, enorme problema deste país é o facto de haver uma certa elite de endinheirados que tem vivido toda a vida à custa dos pobrezinhos. Esta gente, onde certamente se inclui esta pessoa que proferiu a idiotice supracitada, não faz ideia do que é viver neste país. Saberão com certeza o que é viver nas Quintas Patiño da vida, onde certamente não faltará nada (a não ser neurónios, em gente como a tal senhora). Mas não sabem o que é ter que viver à sombra das desgraças. Não sabem o que é viver a ver sempre o fundo à carteira, todos os dias, sempre, sempre, sempre. Não sabem o que é ter que fazer contas para ver em que cortar naqueles meses ainda mais apertados: o seguro do carro, o IMI, o material escolar. Não sabem o que é chegar a dia 20 com dez ou quize euros na conta - e só receber a 30. Esta gente vive lá fechada nos seus palacetes, frequenta as festas de outros endinheirados como eles, vivem numa bolha irreal e tão, mas tão desfasada da realidade do país do qual são cidadãos.

 

E eu gostava mesmo de ver esta senhora Cristina (que nem sequer nome de rica tem, benzádeus!) a brincar a sério aos pobrezinhos. A ter que contar cêntimos. A ter que comer menos para que nada falte aos filhos. A usar roupa com remendos, ou doada, ou recolhida na igreja. A não ir a lado nenhum por ter a gasolina do depósito à justa para ir levar os filhos à escola todos os dias, até ao fim do mês. A ir de férias para um parque de campismo qualquer, com a tenda emprestada pela cunhada. A não poder dar uma prenda (sim, eu sei, os ricos dizem "presente") de aniversário aos filhos. A não poder convidar pais, sogros, irmãos ou amigos para jantar porque isso representa um rombo incomportável no orçamento. Não fazem ideia do que é viver com uma corda na garganta, corda essa que, de 1 a 31, se aperta cada vez mais, até ao próximo salário, único dia do mês em que se pode respirar de alívio (mas só até se fazerem contas novamente e se perceber que, mais uma vez, não se vai conseguir poupar dez euros que sejam).


E também gostava que nós, os pobrezinhos, pudéssemos um dia brincar aos ricos. Invadir o palacete da sôdona Cristina e passar lá a tarde, o dia, o ano. Usufruir da piscina, da despensa, das milhas no cartão da TAP. Gostava que pudéssemos todos ser accionistas daquele império, para que pudéssemos por uma vez que fosse, viver em vez de apenas sobreviver.

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"Se caíres ainda apanhas por cima!"

25.07.13

Deixem ver se percebi: arrasa-se a economia com impostos e taxas e afins, tira-se poder de compra às famílias e no fim a culpa da crise é das famílias, que gastaram menos do que era previsto pelo Estado...

Portanto, martelaram-nos o juízo e disseram-nos que a crise se devia a nós, que andámos a viver acima das nossas possibilidades (portanto, a comprar o que podíamos e o que não podíamos pagar) e agora que andamos a viver dentro das nossas possibilidades (ou seja, a comprar pouquíssimo porque não há dinheiro para mais) a culpa da crise ser ainda mais forte também é nossa?... 'Tá certo... (Perdeu uma óptima oportunidade para estar calado, parece-me...)

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Da exposição dos filhos na net

28.06.13

Não entendo a necessidade de postar fotos dos filhos a cada dez minutos, olha aqui a rir, aqui a chorar, aqui a subir ao escorrega, aqui a descer, aqui a comer a sopa, aqui a comer a bolacha, aqui a não querer comer. Não percebo e, talvez por não perceber, não concordo com esta exposição. Há coisas que só interessam à família, eventualmente a amigos chegados e pouco mais. Falo por mim: não tenho interesse nenhum em vez dez mil fotografias dos filhos dos outros, com as suas conquistas e bravuras. São miúdos, iguais aos outros todos, não são seres extraterrestres. São giros, que são, fazem graças, claro que sim. Mas não me interessa ver. Não aprendo mais por isso. Mal não me faz, é certo. Mas preferia não ver. Preferia que lhes deixassem a eles a decisão de aparecer ou não. Preferia que não se explorasse a imagem destes miúdos, iguais aos outros todos, omnipresentes em tudo quanto é rede social. A partir do momento em que se faz "publicar" aquela fotografia - que devia ser nossa, da nossa história - passa a ser do mundo e perdemos o controlo sobre ela. Deixamos de saber onde vai parar - sim, é possível sacar tudo e guardar e fazer circular.

É por não entender e não querer seguir este caminho que, há quase 6 anos, pedi a amigos e familiares que não pusessem nenhuma foto dos meus filhos online. Houve algumas publicadas e imediatamente retiradas, porque não quero mesmo que circulem por aí fotografias deles. Na rua andam de cara coberta? Não. Mas na rua passam e seguem caminho, não ficam cristalizados. Pode dar-se o caso de eu ser demasiado extremista nisto - até porque sou das poucas pessoas, de entre as que conheço, que faz isto. Mas prefiro isto. Prefiro resguardá-los até que tenham idade para decidir se querem aparecer a subir e a descer escorregas, a fazer xixis em arbustos ou a molhar os pés na praia. Sou vaidosa dos meus filhos, são giros, são espertos e são nossos, sendo do mundo. Mas não me parece que tenha qualquer interesse partilhar a vida deles em imagens que ficam para sempre neste espaço enorme e incontrolável. Ah e tal, então não mostras fotos dos teus filhos a ninguém? Mostro. Quando nos lembramos, mandamos um email aos amigos próximos e à família, com duas ou três fotos deles. Porque sabemos que estas pessoas têm interesse em vê-los, sabemos que gostam de saber como andam. Mas, para lhes mostrarmos a eles, não precisamos de mostrar ao mundo. Temos também uma pastinha na Dropbox, partilhada com a família, onde vamos pondo as fotos. Estão ali, resguardadas, só acessíveis a meia dúzia de pessoas, como gostamos. Chamem a isto parvoíce. Nós chamamos privacidade. E enquanto a vaidade que temos nos miúdos não for superior aos nossos instintos de defesa, será assim.

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Obrigada, greve...

27.06.13

... pelo dia "just girls" que estás a dar-me. Acordar à hora de sempre, despachar miúdos, não me lembrar sequer de que era dia de greve, sair de casa à hora normal, não me lembrar sequer de que era dia de greve, chegar à porta da escola e estranhar ver um molho de miúdos no parque do ATL, mas nem sequer me lembrar de que era dia de greve, tocar à campainha e ouvir a pergunta "ela é do ATL?", não, não é, então tem que a levar, as professoras estão de greve, e nem sequer me lembrar de que era dia de greve. Rumar a casa da avó, deixar o pimpolho e voltar para casa, com a princesa, para um dia de miúdas. Entrar no café para beber uma bica e sentir-me num sábado de manhã, café à pinha, deve ser da greve. Daqui a pouco vou ao cycling e ela vem também - fica lá, quieta (ou mais ou menos quieta, vá), enquanto pedalamos - isto partindo do princípio de que a malta do ginásio não fez uma debandada geral e pelo menos as portas estarão abertas para a professora (que não vai fazer greve de certeza) dar as aulas como é costume. Depois vamos almoçar as duas, trocar uma calças do pai, fazer a segunda peça do bolo de baptizado do miúdo e, por fim, manter a rotina da natação da miúda. Ao fim da tarde, imaginando que magico aqui um jantar qualquer rapidamente, repetimos a brincadeira de ontem e vamos um bocadinho ao parque. Life's good. Mesmo em dias em que o país pára.

 

[E não, não sou contra a greve. Só acho que não resolve rigorosamente nada. E acho também que complica a vida a quem quer trabalhar e não pode, por culpa dos que grevam - à saída da casa da minha mãe, por exemplo, cruzei-me com uma vizinha que estava a entrar. Não tinha conseguido ir trabalhar por causa dos comboios parados. Foi, portanto, obrigada a fazer greve. Não vai receber um dia de ordenado não porque tenha feito greve, mas porque foi impedida de ir trabalhar. E eu acredito muito que a liberdade de uns termina onde começa a liberdade de outros...]

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Trutas

05.06.13

Aqui a esperta ontem resolveu aproveitar a promoção de peixe do Pingo Doce. Olhei para as trutas, pareceram-me bem e toca de comprar três para assar no forno. Corta para hora de fazer o jantar. Trutas preparadas, trutas no forno. Corta para hora de arranjar as trutas para os miúdos.

Conselho de amiga: NUNCA NA VOSSA VIDINHA COMPREM TRUTAS!

Aquilo tem milhares de espinhas. fininhas, moles, grandes, médias e pequenas. Milhares!!

A coisa foi de tal maneira que eu estive a *isto* de atirar com a porra das trutas para o lixo e ir comprar um frango assado! E olhem que eu odeio estragar comida!! Mas aquilo estava a dar-me conta da cabeça. Já tinha o peixe completamente desfeito (em papa, literalmente) e continuava a encontrar espinhas. Quando achei que já tinha extreminado o espinhame todo passei os pratos ao meu marido, só para ele dar uma vista de olhos. E ele encontrou carradas de espinhas! Quando chegou a vez de ele comer, esteve prestes a desistir. Quando conseguiu despachar as espinhas dele já estava tudo gelado. E ele já sem vontade nenhuma de comer. Nem trutas nem nada.

Portanto, gente boa, trutas... esqueçam lá isso!

 

[E é pena, porque aquilo é saboroso...! Mas aquele apocalipse de espinhas faz perder a fome a qualquer um!!]

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Peter Pan

12.04.13

Síndrome de Peter Pan não é ter quase quarenta anos e ainda viver com os pais...

 

Síndrome de Peter Pan é ter quase quarenta anos e continuar a passar a vida em festivais de tunas...

 

(Dassssssse...)


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“Mais rápido a poupar, mais simples de usar”

10.04.13

O Pingo Doce rendeu-se à "moda" dos cartões de descontos. Nada contra, bem pelo contrário. Pegou numa embirração antiga - as campanhas publicitárias do Cartão Continente - e usou-a para fazer a promoção do novo cartão de descontos que funciona em parceria com a BP, o cartão Poupa Mais. Acho isto de gosto um bocado duvidoso, mas siga a marinha. Acontece é que, ao contrário do que afirma o anúncio, em que parece que é tudo muito simples, usufruir dos descontos ainda é coisa para dar conta dos nervos.

 

Então pois que ontem fui meter gasolina. Ia atestar. Apesar de a BP ter um preço mais elevado do que as outras gasolineiras aqui à volta, o desconto que eu tinha acumulado no dito cartão era bem bom - tinha acabado de sair do Pingo Doce, tinha acumulado mais 2€. Pelas minhas contas, estavam lá 6€, mas não sabia se os que tinha acabado de juntar já podiam ser usados. Quando fui pagar aconteceu o seguinte diálogo:

 

Funcionário, com o meu cartão de desconto na mão: quer usar isto?

Eu: sim.

Funcionário: quanto é que quer descontar?

Eu: tudo.

Funcionário: e isso é quanto?

Eu: quanto? Não faço ideia... é o que estiver no cartão.

Funcionário: A senhora tem que saber quanto é que tem no cartão!

Eu: ai tenho? Olhe, não sabia! Quando uso o cartão do Continente é o sistema a dizer quanto tem acumulado...

Funcionário: pois, mas aqui não diz, a senhora é que tem que saber.

Eu: então mas espere lá, o cartão é vosso e do Pingo Doce e eu é que tenho que saber isso? Posso ter uma ideia, mas o vosso sistema devia estar preparado para essas coisas. Imagine que eu agora lhe digo que isso tem 20 euros e afinal só tem 10. Vamos estar aqui meia hora em tentativa/erro, até que isso dê para descontar.

Funcionário: pois, é assim...

 

Lá paguei. No fim, o funcionário ainda me disse que posso juntar os pontos que tinha no cartão da BP a este novo cartão que agora assume tudo. Perguntei como é que isso se fazia. Resposta: não sei, veja numa loja ou na internet. Simples, portanto... ou nem por isso!

 

De maneira que, se a ideia era simplificar parece-me que não conseguiram. Ou então esqueceram-se de um detalhe importante: formação aos funcionários. Sei que vim da BP irritada com aquilo tudo... e eu até sou das que prefere o PD aos outros supermercados...

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Best of

10.04.13

De vez em quando perguntam-me pelos meus preferidos. Consoante o tema, vou dando a minha opinião. Hoje resolvi reunir num só post uma espécie de Best Of. Obviamente, estas escolhas não são estanques. Porque daqui a um ano terei lido mais, terei visto mais filmes, terei conhecido mais coisas e as minhas opiniões podem mudar. Ainda assim, hoje é este o meu Best Of.

 

Livro - autor português preferido:

Duvido que algum dia este deixe de ser o meu livro preferido. É uma história pungente, que mexe no epicentro da humanidade. Leva-nos aos limites, faz-nos abrir os olhos para uma realidade dura, crua, que fere. Foi o livro que mais mexeu comigo e aquele que me fez perceber que, quando toca à nossa sobrevivência, somos capazes de tudo.

 

Livro - autor português vivo, com muitos anos pela frente para criar pequenas-grandes maravilhas:

O João Tordo é, para mim, o melhor escritor português vivo. (Não menciono o Lobo Antunes, por exemplo, porque nunca consegui ler um romance dele, logo, não o posso considerar para este best of). A sua escrita é simples, fluida, escorreita e muito, muito cinematográfica. Ele puxa-nos para dentro dos seus romances e nós conseguimos ver as coisas à medida que acontecem. Não é um autor difícil de ler (em contraponto com o Saramago que muita gente acha difícil - pessoalmente não acho, mas talvez seja porque já me habituei à forma como ele escrevia), é um autor que sabe exactamente como e quando prender o leitor.

 

Livro preferido - autor estrangeiro

O Ken Follett é o meu autor estrangeiro preferido, de caras. Só que não consigo escolher UM livro dele... portanto, escolho uma série. Falta sair o terceiro volume da trilogia "O Século", mas meto dinheiro em como não me vai desiludir nada e em como vai fazer com que a trilogia se mantenha no meu top. 

 

Thriller

Pois... O melhor dos melhores, para mim, é este. Claro que há mais, mas este é um retrato fiel do que se quer quando se trata de um thriller. Andamos ali até ao fim a tentar descobrir quem fez o quê, vamos achando que já percebemos tudo... e não percebemos nada, a não ser quando o autor quer que percebamos.

 

Filme "made in Hollywood"

Vi este filme quando tinha uns 16 ou 17 anos. Não tinha visto muita coisa, não tinha maturidade nenhuma. Mas este filme rebentou com a escala. Pôs-me a tentar imaginar o que seria preciso para engendrar aquela sequência de eventos que continuo a achar, ainda hoje, brilhante. Foi este filme que me tornou fã de thrillers. Depois deste, já vi dezenas (centenas?) e este continua a ser o meu #1.

 

Filme europeu

Vi este filme no cinema em Dezembro de 2003, salvo erro. Houve pessoas a abandonar a sala logo na cena inicial. A meio, mais pessoas desistiram. Não por o filme ser mau, mas por ser cru, violento. Não é um filme fácil, é preciso algum estômago. Mas a história é lindíssima e, mais uma vez, o que está em causa são os limites a que o ser humano pode chegar e como reage quando lá chega. De vez em quando revejo-o e a agonia que sinto é igual à que senti no Saldanha, em 2003.

 

Filme indiano

Mais um filme sobre emoções, sobre pessoas, sobre relações. Desta feita, o pano de fundo é a Índia e o seu estrito sistema de castas, as tradições e o papel da mulher. E o amor, claro. Um filme lindo, comovente, que faz pensar.

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Vergonha alheia

09.04.13

Vergonha alheia: a nova música do João Pedro Pais. Escrever assim devia ser taxado. Cantar assim também. Nem sequer consigo arranjar um adjectivo que chegue aos calcanhares da falta de qualidade desta coisa. Atentem na letra:

 

Começamos de novo

Temos muito a fazer

Não perdi o juízo

Podes ver para querer

Chega bem mais perto
Abraça-me devagar
Diz-me tudo o que pensas
Vamos recomeçar

Ainda naquele dia
Por acaso pensei
Nas palavras que dizes
Que sabem sempre tão bem
Fico mais desperto
Ao que tenho para ver
O coração aguenta
Não tenho como ceder

Começamos de novo
Havemos de lá chegar
Faz parte do jogo
Ter força para mudar

Começamos de novo
Havemos de lá chegar

Gosto desse teu jeito
Desse teu modo de estar
Parece tudo perfeito
Quando te ouço falar
Tens essa pose elegante
Que faz um homem querer
O teu riso contagiante
Não temos tempo a perder


Quando me vires a passar
Vem à janela e sorri
Levanto os braços ao luar
Para que te lembres de mim
Sou um homem que luta
Que consegue parar
Sem medalhas ao peito
Mas com tanto para dar

Começamos de novo
Havemos de lá chegar
Faz parte do jogo
A força para mudar

Começamos de novo
Havemos de lá chegar

Este céu é o limite
Os rios correm para o mar

Havemos de lá chegar

Havemos de lá chegar

Havemos de lá chegar

 

 

Rimar verbos: difícil, como se sabe. Jeito/perfeito. Elegante/contagiante. Mas, para mim, a cereja no topo do bolo é o verso "Os rios correm para o mar"... Really???

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Quando o passado regressa para nos assombrar...

09.04.13

.. fugimos dele. Eu fujo, pelo menos.

Ora bem, nos idos anos 80, mamãe vestia-me vestidos-de-ir-à-missa para andar na rua, para ir à escola, para ir a sítios que não a missa (mas para ir à missa também). E eu dava por mim com uns mega babetes alapados no peito, como quem diz "sou muito desastrada, babo-me em profusão, por isso careço destes atoalhados aqui". Eu odiava. E odiava as fotos com ar de parola vestida de boneca de porcelana. Hoje, quando olho para as fotos destes desastres, o sentimento é de vergonha. Isso, vergonha. Ah, e tal, usava-se. Certo. Ainda assim, vergonha.

Acontece que eu sou pelo "não faças aos outros o que não queres que te façam a ti". E é por isso que me recuso a vestir roupa-de-ir-à-missa aos meus filhos, principalmente à minha filha, que não fez mal a ninguém para ser obrigada a andar com babetes gigantes só porque sim. Ah e tal, agora usa-se. Oi? Usa? Certo, mas usam-se mais coisas. Ah e tal, é chique. Caguei no chique. Não quero que a minha filha ande chique. Ela tem cinco anos! Tem é que andar confortável, tem que se conseguir mexer e correr e saltar, que é o que os miúdos de cinco anos vêm programados para fazer. E eu não estou para andar de polícia atrás dela, a ver se ela não se esbardalha algures e se não lixa o vestido-de-ir-à-missa que ainda por cima é caro "pa caraças".

Quando vejo miúdos (alguns ainda mais pequenos que a minha filha) com roupa desta só consigo pensar um "coitadinho"... Imagino-os sempre cheios de medo de se sujar, com as mães atrás deles a ver se não vai mais um modelito para o galheiro. Mas quando vejo miúdos com roupa confortável, jeans, uma camisola, um casaco, uns ténis-de-ir-à-guerra acho o máximo. Gosto. Gosto mesmo. E a minha filha também gosta. É da maneira que pode andar por onde quer, tipo tractor (princesa-tractor, como lhe chamo, já que ela é super feminina mas muito despachada e gosta mesmo é de andar aos saltos - não é nada uma daquelas miúdas comportadinhas que ficam queitinhas sem ser preciso mandar dois berros). Ela gosta. Eu também.

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Sobre aquele tipo que, em tempos, liderou o nosso governo

27.03.13

Não vi a entrevista do senhor. Não tenciono ver um minuto sequer daquele programa que ele vai ter na RTP. Li algures que ele assume as responsabilidades que tem, e não as que o querem fazer assumir à força. Eloquente, como de costume.

E até lhe dou alguma razão. Ele tem responsabilidades, que tem. Mas dividem com ele as responsabilidades as pessoas que votaram nele, dando-lhe lugar no poleiro. Eu assumo a minha quota-parte: dei-lhe uma cruz, na primeira vez. É aquela coisa... à primeira caem todos, à segunda cai quem quer.

A terceira, parece-me, virá mais dia, menos dia. E nessa, na terceira, se fizermos fé no que diz o ditado, só cairá quem for burro...

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Só neste país...

21.03.13

Que palhaçada é esta de pôr o Sócrates na RTP a opinar/comentar acerca seja do que for? Com que direito?

Mesmo que o tipo não receba dinheiro por isso, há custos alocados ao programa. Ora a RTP é a estação de televisão pública. Portanto, somos nós, contribuintes, que vamos andar a pagar o programa onde o tipo vai exercer a sua verborreia. Acontece que eu não quero pagar isto! Não depois do buraco tremendo onde o tipo nos enfiou! Não depois de o tipo sair impune disto tudo! Não mesmo!

Este país está em estado de sítio. E o pior é que não acredito que a coisa melhore nos próximos tempos...

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Varandas, terraços, alpendres, jardins, quintais... e inveja

18.03.13

Há dez anos (dez anos??? Como dez anos?? Já??), quando andei à procura de casa, uma das coisas que, para mim, eram opcionais eram as varandas. Quer dizer, vivi 24 anos numa casa com três varandas (transformadas em marquises), reconhecia o jeito que aquilo dava (para secar roupa, essencialmente), mas havia de sobreviver sem varandas.

Quando encontrei a minha casa (esta, onde ainda vivo), encolhi os ombros e soltei um "oh, não tem varandas, não faz mal" e comprei a casa. Só precisei de UM inverno aqui para perceber que tinha feito asneira. Na altura, solteira e sem filhos, a quantidade de roupa que precisava de secar não justificava a compra de um secador de roupa. Nem de grandes invenções. Um estendal no meio da sala e a coisa dava-se. Agora não é bem assim. Agora passo o inverno a levar roupa para secar em casa da minha mãe, a tal que tem três varandas transformadas em marquises.

Por outro lado, é um facto que o sítio onde vivo (esta rua em particular) não convida a grandes cowboyadas exteriores, nem sequer no verão. Quer dizer, no ano passado houve TRÊS noites de verão nesta rua (sim, contei-as). De resto, não se pode andar na rua numa de t-shirt de alças e havaianas nos pés. O vento não deixa. Coisas como jantares lá fora são para esquecer. E neste sentido, não me chateia muito não ter um espaço exterior. Portanto, dada a minha conjuntura, a cena das varandas já deixou de me moer há muito tempo.

Até que.

 

Na semana passada, o Ikea convidou-me para assistir à apresentação da colecção Outdoor deste ano. Ora, convites do Ikea só recuso se não puder mesmo ir. É que eu e o Ikea... amigos para a vida! Bom, adiante. Lá estive eu, a ver a apresentação... e a auto-rogar-me cinquenta mil pragas. Porquê, senhores, porque é que eu comprei uma casa sem varandas?? A colecção é gira, as cores são giras e as possibilidades são infinitas. Eu, que quando chego a essa parte lá no Ikea, passo ao largo, abri finalmente os olhos para o admirável mundo do mobiliário e decoração de exteriores e... QUEM É QUE ME MANDOU COMPRAR UMA CASA SEM UMA VARANDINHA SEQUER PARA AMOSTRA???

 

Gostei mesmo... quer dizer, como é que dá para não gostar? Ora vejam...

 

Portanto, se eu tivesse uma varanda, já sabia o que havia de lhe fazer. Não tendo, limitei-me a babar perante estas imagens e perante os diversos espaços instalados no Ikea de Alfragide. Deu-me vontade de arranjar uma varanda ASAP (e quem diz uma varanda diz um terraço... ou um alpendre... ou um jardim... mas para isso já teria que incluir a palavra Euromilhões no cenário e... não me parece!).

 

{Muito obrigada ao Ikea pelo convite, pelos ensinamentos... e pela sensação de inveja - da boa - com que fiquei de toda a gente que tem a sorte de ter um espacinho exterior para tomar pequenos-almoços com sol e calor, para ler, para jantar com amigos, para pensar na vida, para secar roupa ou... seja lá para o que for!}

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Yesterday's news: a Moda Lisboa

12.03.13

Vi fotos de muita gente que foi assistir à Moda Lisboa. Fiquei com duas perguntas a pairar:

1: Onde é que aquela gente se esconde durante o resto do ano?

2: Quantas mais edições da Moda Lisboa são necessárias até o estado decretar que por cá passa a ser Carnaval três vezes por ano?

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Yesterday's news: a histeria com o Bieber

12.03.13

Sou mãe e evito cada vez mais cuspir para o ar. Mas custa-me perceber que há pais que deixam os filhos chegar àqueles extermos. Tatuagens aos 15 anos?? Não entendo. Não quer dizer que daqui a 10 anos, quando a minha filha tiver 15 anos, não passe a entender. Mas, por agora, não entendo. Como não entendo que haja pais que deixem as filhas (eram maioritariamente raparigas) ir dormir uma semana ao relento para a porta do Pavilhão Atlântico. Em pleno Inverno. Se calhar sou eu que estou a ser quadrada, mas não entendo. E eu não sou nada aquela mãe que proíbe e que não deixa fazer nada! Bem pelo contrário! Mas há coisas que me ultrapassam. Miúdas de 4 e de 5 anos em concertos destes, por exemplo. Sim, já levei a minha filha a concertos: ao Festival do Panda e ao da Maria de Vasconcelos. Bem diferente deste do Bieber, em que ele acabou a coisa a despir a camisola. Ok, toooooodos os artistas se despem. Pois, só que nem todos os artistas têm miúdas de 4 anos na plateia.

Obviamente, cada um saberá de si. Mas isto vai muito para lá de onde a minha capacidade de encaixe alcança.

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Portugal Brasil Itália

08.02.13

Fim de semana de carnaval. A previsão de tempo para o Brasil bate ali nos 32º-33º. Veneza vai andar entre os 3º e os 7º. Para Ovar prevê-se qualquer coisa entre os 9º e os 13º. Ou seja, menos vinte graus do que no Rio de Janeiro e mais 6 do que em Veneza.

No Rio de Janeiro o sambódromo vai encher-se disto:

Veneza vai ter disto:
Enquanto isso, em Ovar, em Estarreja, etc....
No Brasil faz sentido que se curta o carnaval assim, em modo semi-nu. Estão para cima de 30º, coisa que é manifestamente quente e o samba é brasileiro. Em Veneza, onde está um frio de congelar saliva, as pessoas cobrem-se da cabeça aos pés, usando umas máscaras lindas (e super sensuais, mas isto sou eu que acho muito mais graça ao mistério do que a não se deixar nada à imaginação!). Por cá, onde o samba não é tradição e onde não está calor nenhum, continua a insistir-se nas escolas de samba e nas miúdas avantajadas a dar uma de Alessandra Ambrósio. Ora isto não é sensual. O que acontece no Brasil, sim, é. O que acontece em Ovar e em Estarreja (e em mais um monte de localidades dadas à importação carnavalesca) é só deprimente e feio. Muito feio mesmo. 
(O Carnaval semi-nu português está para o Carnaval do Rio como a roupa das lojas chinesas está para a Chanel... E isso é triste.)

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Ouch!

25.01.13

Acabei de ver o preview da próxima colecção da H&M (aqui). Só tenho duas palavras:

 

QUE HORROR!!

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Pick me...

16.01.13

O "cravanço" de votos para o concurso do Aventar faz-me lembrar muito o burro do Shrek... Uma data de gente a implorar votos soa-me sempre ao apelo desesperado "pick me" Pick me!"...

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Coisas de que não gostava em 2012 e de que continuo a não gostar agora

03.01.13

Meninas pequeninas vestidas com roupinha-de-ir-à-missa, muito preppy, muito chique, muito "ouça lá".

 

Prefiro, de longe, princesas-tractor: jeans, ténis/botas/sabrinas, camisolas de malha/algodão, um casaco giro e quentinho.

 

[Eu e a minha visão "pequenina" da moda... enfim...]

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...

27.11.12
A Rádio Comercial (de que gosto muito) consegue a proeza de "reunir" o quinteto de cantores mais chatos da história da humanidade. Mafalda Veiga (zzzzzzzzZZZZzzzZZZ), André Sardet (mega bocejo...), Miguel Ângelo (really?? Como é que este gajo ainda canta???), João Pedro Pais (ainda mexe??), Luís Represas (boooooooring!!). Com tanta coisa boa para passar, porquê a insistência nestes chatos???

[Eu sei a resposta a isto. Don't bother...!]

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Breve estudo acerca da bicicleta da aldeia*

26.10.12

Na semana passada saiu na Lux uma notícia a dar conta do final da longa e estável relação (de cinco meses) da Marta Leite Castro. Esta semana saiu na Lux uma notícia a dar conta da nova paixão da Marta Leite Castro.

 

Eu acho que o problema da Marta não é emocional. Acho que não tem só a ver com carência. Acho que a Marta deve ter falta de uma enzima qualquer e por isso precisa desta constante troca de cadeiras. Eu explico. Toda a gente sabe que o início das relações é aquela fase da paixão, em que só estamos bem ao lado do nosso amor, em que só pensamos em pôr-nos ao comprido, em que tudo são sorrisos e borboletas a esvoaçar. Depois, com o decorrer do tempo e o solidificar da relação, os insectos mudam de poiso e a coisa amaina. O comum mortal vive bem com isso, continua a tirar satisfação daquela relação agora mais calma e ponderada. Acho que a Martinha não possui esta capacidade. Acho que ela deve precisar de estar sempre naquela vertigem da paixão, do encanto, e acho que é por isso que troca de namorado a uma velocidade praticamente impossível de registar (valha-nos a malta da Lux, que faz o trabalho de casa - estou em crer que devem ter contratado um jornalista para estar sempre ao lado da Marta, para dar para acompanhar as transacções... é que este é um movimento que me faz pensar nas bolsas de valores, em termos de velocidade a que as coisas acontecem. Bom, adiante).

 

Acho que há ali um processo químico qualquer que, na Marta, não acontece e é por isso que ela está sempre a rodar. E, bem vistas as coisas, não há mal nenhum em ela ser a bicicleta da aldeia. Haverá iguais ou piores, mas não vão para as revistas anunciar paixões como quem anuncia... o boletim meteorológico (todos os dias, um tempo diferente).

 

[A Marta não precisa de ter uma lista onde aponte os nomes de todos os ciclistas. Basta que vá guardando as Lux... e fica, inclusive, com tudo registado por ordem cronológica. Se um dia tiver uma dúvida do género "em Fevereiro de 2012 eu andava com quem mesmo? Ah, deixa cá ver na Lux..." é só procurar a revista e ver quem era o cromo da semana.

 

E por falar em cromos: senhores da Pannini, para quando a caderneta "Namorados da Marta Leite Castro"? Já há, de certeza, gente que chegue para fazer uma cadernetazinha... e podem até aproveitar as fotos de alguns deles e fazer de caminho a caderneta "Namorados da Dália Madruga"... é que houve uns quantos a passar de uma para a outra, por isso dá para aproveitar recursos...]

 

*Bicicleta da aldeia: só há uma e toda a gente dá uma voltinha...

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Perdão

24.10.12

Perdão se não me entusiasmo perante a moda. Perdão se, para mim, sapatos são sapatos, calças são calças e roupa é roupa: uma coisa que se veste para combater ou acompanhar as especificidades climatéricas. Quando compro uns sapatos não compro nada além de uns sapatos. Não compro status nem os sapatos dizem o que quer que seja sobre mim. Não pago por posição social, não pago para ser vista de determinada forma por quem lida comigo e me vê no dia a dia. Sou apenas e só uma mulher. Nada do que visto reflecte ou omite aquilo que sou, aquilo que penso, aquilo em que acredito. Não uso a roupa como forma de expressão porque não é essa a função que lhe reconheço. Para me exprimir falo e escrevo. Sou clara no que digo e não permito que se tirem ilações acerca de mim com base em objectos como sejam saias, blusas e malas.

 

Não, não ando sempre de fato de treino, não saio à rua de pijama. Não pelos outros, mas por mim. Sim, uso vernizes e maquilho-me e uso isso para me sentir bem comigo, não para ter aprovação externa. Não entendo a necessidade que existe de fazer a roupa falar por nós. E quem diz a roupa diz a maquilhagem, os brincos, os fios e os relógios.

 

As melhores pessoas que conheço são completamente despojadas de ligações emocionais a trapos. Ocupam a mente com coisas mais úteis que, de facto, acrescentam àquilo que já são. Não se perdem na embalagem esquecendo o conteúdo. Não que quem o faça seja má pessoa. Conheço bastantes que vivem da e para a moda, que se expressam por essa via e que a usam enquanto meio de afirmação. Não é o meu caso e não pretendo que seja.

 

Por isso, perdão se não sou ovelha desse rebanho. Não sou mesmo. Perdão se reviro os olhos perante conversas insistentes no tema. Claro que acontece falar de roupa com algumas pessoas. Porém, acontece cada vez mais ouvir falar de roupa e manter a boca fechada. Há muito que deixei de dar para este peditório. Não entendo, por exemplo, a corrente fashionista aplicada a bebés e a crianças pequenas. Não entendo roupa pouco confortável porém de marca, só porque sim. Não entendo a necessidade de afirmação por via da roupa. Nunca me passaria pela cabeça enfiar os meus filhos em t-shirts Ralph Lauren ou em gabardines Burberry's. Uma t-shirt é uma t-shirt, bolas! Uma coisa é ensinar aos miúdos a importância de se andar limpo e asseado. Outra é fazê-los acreditar que só se anda limpo e asseado de Ralph Lauren para cima.

 

Não é assim que quero criar os meus filhos. Não mesmo. Até posso vir a esbarrar numa criatura fashionista e preocupada com o que a sua imagem diz ao mundo, mas não é isso que pretendo fazer. Bem pelo contrário. É por isso que, cá em casa, se compra na Primark, na Zippy, na H&M e, ocasionalmente, nos saldos da Zara. Tudo o que seja mais de cinco euros por uma t-shirt é um desperdício (até cinco euros já são um desperdício, tendo em conta que compro por metade do preço, e giras, ainda por cima). Ah, mas as t-shirts baratuchas duram menos. E desde quando é que os miúdos pequenos vestem a mesma roupa durante muito tempo? Eles crescem e a roupa deixa de servir... Nunca me hão-de ver a  comprar sapatos a 400 euros porque... sapatos nenhuns no mundo custam 400 euros a ser produzidos (ok, eventualmente sim, se forem cravejados de diamentes ou assim). Os meus sapatos do casamento nem dez euros custaram e o máximo que dei por um par de calçado foram 70 euros, por umas botas, e já achei um exagero. Portanto 400 euros por uns sapatos só porque a sola é vermelha?? Lamento, mas não.

 

Esta é a minha visão limitada e pequenina desse "grandioso" mundo que é a moda. Perdão por isso, por dar zero importância ao assunto e por ser péssima companhia neste âmbito.

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Um país de putas (e de filhos da puta)

18.10.12

Eu não sei se quem está lá em cima (e não, não estou a falar de Deus) já reparou bem no que anda a fazer ou se, quais burros com palas nos olhos, se limita a ver a curta distância e a observar a realidade dos amiguinhos que, estando também lá em cima, se regem mais ou menos pela mesma bitola e, parece-me, nada disto ainda os afectou.

 

A verdade é esta: este país está sem ar. Olho para as pessoas e só vejo olhares tristes, angustiados. Olhares de quem não sabe se vai ter o que comer a meio do mês, se vai poder comprar meias para os filhos, agora que vem aí o Inverno. Vejo gente desinspirada, desmotivada, sem vontade para nada. Porque nada vale a pena, neste país que nos assassinou, mantendo-nos vivos (e agora lembrei-me do Walking Dead: acho que tem tudo a ver).

 

Não há esperança. Roubam-nos por todos os lados, a toda a hora, com a desculpa da crise e da austeridade e do tem que ser, para pormos de novo o país a andar. Um país que não produz riqueza, que não exporta, não tem por onde andar. Anda apenas de empréstimo em empréstimo, de tranche em tranche, rumo ao endividamento final.

 

Olho para o lado e vejo que as pessoas deixaram de ter por que lutar. Não importa quanto lutemos, com quanta força lutemos: vem a dar no mesmo. Já mal temos para sobreviver, os nossos filhos conhecem uma realidade bem pior do que a que a minha geração conheceu em criança. Não era isto que os nossos pais queriam para nós, não é isto que nós queremos para os nossos filhos. Olho para o lado e o que vejo é uma nação que já não tem nada a perder. E todos sabemos do que são capazes (ainda que apenas em teoria) as pessoas que não têm nada a perder, certo?

 

Por isso, em busca de salvação, as pessoas rendem-se aos esquemas que lhes permitem sobreviver, alimentar os filhos, governar a casa. Não faço ideia de quantas mães terão hoje que vender o corpo para que os filhos possam comer. Calculo que sejam muitas. Muitas mulheres que, vendo o fundo do túnel às escuras, se valem do que têm e se vendem. É isto que este tempo nos está a fazer. Está a criar um país de prostitutas, que são muito mais dignas do que quem nos trouxe aqui, que têm toda a dignidade do mundo em si. Porque elas não têm alternativa, fazem o que podem para que os filhos sobrevivam, como é normal, razoável e expectável. Eles, aqueles que tinham alternativas, escolheram enterrar-nos vivos, sem ar, sem ter como sobreviver. Portanto, e fazendo o paralelismo com a história do que qual terá nascido primeiro, a galinha ou o ovo, neste país as putas nascem porque há uns filhos da puta que a isso obrigam.

 

Eu não consigo mesmo vislumbrar soluções. Já achei que isto se ia resolver. Hoje não acho. Acho apenas que nos mataram a esperança, que nos tiraram a motivação, que perdemos as forças para fazer este país acontecer. E não entendo como é que eles, os que estão lá em cima, ainda não perceberam que precisam de nós, que estamos cá em baixo, para resolver este buraco negro. Sem nós, sem o povo, este país há-de morrer asfixiado. É em nós que está a salvação da crise, porque somos nós que trabalhamos, que produzimos, que fazemos a máquina andar. E o que este governo ainda não percebeu é uma coisa muito simples:

 

Não é com vinagre que se apanham moscas.

 

Portanto parem de nos matar aos bocadinhos. Abram os olhos e arranjem soluções viáveis, que não matem o povo que faz este país andar. Os nossos brandos costumes já foram bem mais brandos e não me surpreenderá muito ver acontecer o que fazem as pessoas quando já não têm nada a perder.

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Go figure...

25.09.12

"Ai, estou tão farta do inverno... S. Pedro, trata de mandar o sol e o calor..."

 

"Ai, estou tão farta do verão... S. Pedro, abranda aí e manda um arzinho fresco..."

 

"Ai, estou tão farta deste tempo que nem é carne nem é peixe, nunca sei o que vestir... S. Pedro, manda aí frio e chuva de uma vez, que assim ao menos sei com o que posso contar..."

 

"Ai, estou tão farta de frio e chuva... S. Pedro, manda aí a primavera..."

 

"Ai, estou tão farta da primavera, só espirro e tenho alergias... S. Pedro, manda aí o verão..."

 

"Ai, estou tão farta do verão... S. Pedro..."

 

 

S. Pedro, dá para arranjar maneira de calar aquelas bloggers que passam o ano inteiro a queixar-se do tempo?

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Argh!

05.09.12

Por acaso já ouviram o anúncio da Fox que tem passado na Rádio Comercial? Aquilo mete-me uns nervos assim para lá de grandes.

 

O locutor tem uma voz daquelas graves, muito graves. E arrasta as palavras... "Listeneeeeeeeeeeer", "Apanha-me se Pudereeeeees", "Em Contactoooooo"... Mau, muito mau.

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