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Peer Pressure

15.09.11
Estou cansada dos ícones de beleza do nosso tempo. Merda para a magreza extrema e irreal. Merda para os corpos sem celulite, sem estrias, sem barrigas, sem flacidez (mas, muitas vezes, com muuuuito Photoshop). Merda para a pressão sobre as mulheres (exercida pelas próprias). A do lado é sempre mais gorda, mais feia, mas desajeitada. E nós, as normais, as flácidas, as que têm buraquinhos de celulite, as que têm estrias e mamas descaídas pelo tempo, pela gravidade e, oh espanto, pela maternidade, queremos ser como as outras, as irreais. E andamos constantemente frustradas, numa luta desigual e que não acaba nunca.

Eu peso 67,5kg. Pesava 55kg quando engravidei da minha filha. Sentia-me lindamente. Dá-me vontade de chorar sempre que vejo fotos dessa altura. Não me sinto bem comigo, não me sinto bonita. Porque os "modelos-a-seguir" que eu vejo são tudo menos parecidos com o que eu sou hoje. E isto é estúpido. Eu nunca vou ser a Heidi Klum. E já me chateei mais com isso.

O mundo devia viver de mulheres como a Kate Winslet e a Christina Hendricks. Essas sim, são mulheres reais e estão-se nas tintas para os cânones ditados sabe-se lá por quem. Elas sim, vivem como deve ser, sem se sujeitarem a verdadeiras torturas a bem de um idealismo estúpido. E eu devia era querer ser como elas, em vez de adormecer e acordar a imaginar que um dia viro Heidi Klum.




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19 comentários

De ombemua a 15.09.2011 às 12:09

E elas sao lindas!
Uma mulher sem curvas fica feia, mas a verdade e' que nos andamos sempre numa luta desigual para atingir objectivos que requerem um esforco e dedicacao a 100%
A frustacao e o nosso pequeno almoco e muitas de nos sentamo-nos a mesa com a depressao.
E' o mundo de hoje

Baci*

De _+*Ælitis in Paris*+_ a 15.09.2011 às 12:39

Funny (and some minds think alike): ontem procurei umas trinta fotos da Hendricks para colocar no blog. Gosto do vestuário dela mais recatado (vs os vestidos com alto decote que ela usa em galas e awards). As formas dela tornam-se absolutamente sublimes e tudo o que gosto/quero & admiro.

De Paula F M a 15.09.2011 às 12:44

Depende das curvas, depende das feições (ou como diria a Tyra Banks no America's Next Top Model ter uma óptima "bone structure".
Hoje duvido que exista alguma mulher que se ache perfeita. Acredito é que algumas convivem melhor com o que tem que outras.
É claro que há que tenha sido abençoada e outras nem por isso. Mas ao conviver em paz com o que se tem, uma luz vem de dentro e ilumina tudo!
Infelizmente, há sempre quem possa estragar, com palavras criticas, um pouco essa auto-estima. Já ouvi cada coisa: " Uma mulher gordinha, por mais bonita que seja, nunca vai ter sorte com os homens. Eles não querem ninguém assim!" Lindo, não?!

De Rita G. a 15.09.2011 às 13:01

Como me identifico com as tuas palavras! Por vezes tb me sinto cansada até de pensar na questão "peso"...uma vida inteira a matutar no mesmo assunto já me deveria ter mostrado que nunca vou conseguir ser magra...bj

De A. a 15.09.2011 às 13:30

Alguém precisa de uma injeção de "self esteem"?? Parece que sim. Ó mulher tu és como és. E és muito mais do que a maior parte dessas magrelas sem formas que aparecem nos anúncios dos cremes anti celulite. És real. Vá, bota os saltos altos e levanta essa moral.

De flor a 15.09.2011 às 13:50

Penso é que se perde muito tempo a idealizar a perfeição. Qto a mim,, não há uma definição padrão para a perfeição. Há as naturalmente magras e as naturalmente gordas ou assim assim. A beleza não se mede pelo peso que temos. Tenho visto gordas lindas e magras feias. Depois há as que são magras porque fazem por isso mas têm um ar infeliz, um ar doente. No fundo para quê? Não digo que não nos devemos cuidar, mesmo por uma questão de saúde mas não podemos é querer ter um corpo,ou uma estrutura que não é a nossa. Acho que acima de tudo devemos cuidar de nós, sejamos homens ou mulheres, porque a verdadeira beleza depende da nossa autoconfiança e do gostarmos ou não de nós mesmos a partir daí tudo o resto vem por acréscimo.

De Fiona a 15.09.2011 às 14:03

E estas sim deveriam ser o verdadeiro exemplo a seguir! Mulheres que parecem não ter qualquer preconceito, remorso, whatever de terem umas formas mais pronunciadas e mostram-nas com gosto. Cada vez mais a nossa sociedade se rege e vive da imagem, procurando sempre ser mais belo ou perfeito do que quem nos rodeia. E é pena que esteja a ser esta evolução... Pois, mais do que o peso ou aparência de uma pessoa, aquilo a que se deveria dar o verdadeiro valor era à personalidade.

De Rosa Cueca a 15.09.2011 às 15:49

Eu quando engravidei pesava 57Kg.
Agora estou com 53Kg.
Nem por isso me sinto melhor, a verdade é que não preciso de ser nenhuma Heidi, nem, obviamente, acho que esteja gorda, mas é óbvio que há coisas que gostava de mudar e é uma real treta quando não conseguimos sentir-nos como merecemos.

De Niki a 15.09.2011 às 16:15

Eu gostava de conseguir deixar aqui um desses comentários que servem de boost para o nosso ego mas, sinceramente, acho que não sou capaz. O que quer que diga vai soar a lugar comum, cliché ou a qualquer outro disparate que, por mais bem intencionado que seja, nunca te vai ajudar a ultrapassar realmente o problema.
Podia-te dizer que o importante é a essência, é a mulher espetacular que és e que aqui serve de referência a tantas outras, que não andas a ser honesta como teu espelho e que terás eventualmente que aceitar que o nosso corpo muda e pouco haverá a fazer que não implique uma lipoaspiração ou uma dieta daquelas bem depressivas. Podia dizer-te tudo isso (que é verdade) e tu sorririas agora, mas amanhã, quando passasses numa loja qualquer e visses aquelas jeans skninnie que ficam tão bem à p*** da manequim, voltavas a ficar triste porque não tens aquelas medidas ridículas.
E a verdade é essa, é que os cânones de beleza e perfeição são ridículos, exagerados e poucos ousam contrariá-los e continuamos a ser bombardeadas com imagens, estilistas, fashionistas e o raio que teimam em fazer história e sucesso apenas com a realidade de uma minoria.

Eu gosto de mim, e acredito que tu também gostes muito de ti. Mas é verdade que, volta não volta, lá nos assombram as pernas da Heidi Klum, ou as mamocas da não sei quantas que ficam tão bem naquele vestido decotado...
Há que tentar tirar partido do que de melhor temos, seja o sorriso, o cabelo, as unhas, a inteligência ou o jeito para cozinhar e fazer crafs que deixam as outras miúdas de queixo caído. ;)

Como diz a A., toca a meter os saltos altos ou o teu melhor sorriso e esquece lá isso!

De Analog Girl a 15.09.2011 às 16:34

Identifico-me claramente com o que dizes. Eu tenho pelo menos uns 8 quilos a mais e nem sequer tive filhos, por isso nem quero imaginar como será depois.
Desde os 14 anos que me meto em dietas e controles alimentares, ou pelo menos, sei que o deveria fazer com mais afinco.
Portanto, há 15 anos, ou seja há mais de metade da minha vida que sei o que é ter esse peso (literalmente).
E não sei o que fazer ou inventar, não consigo passar a vida a contar calorias ou a babar-me por doces e autoflagelar-me cada vez que cedo à tentação.
Uma pessoa tenta apoiar-se na cara, que é bonita, no cabelo que é forte, na proporção, que é correcta, mas o peso, esse sacana, nunca sai da nossa cabeça (e do rabo, claro).
Mas é curioso, se soubermos tirar realmente partido de nós, e aí entram os excelentes exemplos que dás, tudo funciona melhor. Hoje não trouxe as roupas largueironas do costume, e tenho recebido elogios, e não estou mais magra, a roupa que visto não é nova, apenas assenta-me bem. Se dirigíssemos a energia que gastamos nos lamentos e arrependimentos para tirarmos partido de nós, acredito que nos sentiríamos muito mais felizes.

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