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Sonhos estranhos

30.10.11
Acordar de madrugada, fazer qualquer coisa e voltar a dormir é sempre sinónimo de sonhos estranhos. Hoje sonhei com os meus vizinhos do 6º andar. Estava algures, de férias, e quem controlava aquilo eram eles. Ela, muito submissa, uma brasileira lindíssima, com corpo de manequim top, ar meio índio, um cabelo preto de morrer. Ele português, asqueroso, feio, ar de mafioso, tudo menos aparência de ser boa gente. A irmã dela, uma fiel cópia da mais velha, com menos uns cinco anos de beleza (mas igualmente bonita). O filho deles, um miúdo giro com dois anos e picos.

E eis que a irmã dela resolve que quer ensinar-me a ser manicure. Ensinar-me a nobre arte das unhas de gel e afins. Recuso. Ela ferve. Vem o homem e decide que vai fazer-me uns sapatos por medida. Mede-me os pés, pede-me uma assinatura numa folha branca, percebo que aquilo tem esquema e assino falsamente, uma coisa que nunca poderia ser a minha assinatura e que qualquer pessoa perceberia ser falsa. Nisto vejo-me trancada no meu quarto no tal sítio de férias, os meus filhos comigo, o meu marido saído para ir não sei onde. E percebo que tenho que fugir dali.

Tento ligar para o 112 e não me lembro do número. Ligo um 102 que me dá música e eu a desesperar, a achar que para linha SOS aquilo está muito vagaroso. Percebo que não é aquele o número e ligo o 911. Mesma música. Lá vejo alguém através de uma janelinha gradeada (aquilo parecia um sítio meio ex-convento, cheio de grades nas janelas, mas era considerado normal, dada a decoração do espaço e tal). Grito por socorro. Sai-me um grasnado idiota. O tal homem que eu vi abeira-se de mim e diz-me que não vale a pena gritar, nunca vou sair dali. Desespero. Ligo novamente para o primeiro sítio de que me lembro: na TV a Fátima Lopes anuncia o número do programa dela, eu ligo, atendem e eu, em directo, peço ajuda. Ninguém me liga, querem é dar-me não sei quantos mil euros, confetis prateados a cair do tecto para cima do cabelo da Fátima Lopes (corte de cabelo horroroso, by the way) e eu a dizer que não quero nada daquilo, só quero que chamem a polícia e que me salvem a mim e aos meus filhos.

Lá consigo, não sei como, falar com a PJ, que toma conta do caso. Vão ter comigo e tiram-me dali. As brasileiras e o português agem como se eu estivesse louca. Ninguém acredita na minha versão. Até verem um papel branco com a minha assinatura falsificada.


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