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Greve

24.11.11
Nunca fiz. Não sei se alguma vez farei. Respeito quem faz. Gosto que me respeitem porque não faço. E não faço porquê? Porque, no fundo, acredito que, com greves, todos perdemos muito mais do que ganhamos. No dia seguinte nunca muda nada (nem nos meses seguintes, pronto) e nos entretantos perdeu-se toda a produção de um dia de trabalho. E também nunca hei-de entender estas greves às quintas-feiras. Nunca há uma greve à quarta. Não, é sempre à quinta ou à sexta, que é para pegar com o fim-de-semana. E depois, quem faz greve fá-lo mais para aproveitar o fim-de-semana grande do que para efectivamente lutar contra o que quer que seja (estou a generalizar; é óbvio que há muita gente que faz greve mesmo a sério, não para curtir o fim-de-semana mas para protestar). Mas eu acho - e não sou de direita! - que nada é superior ao poder do trabalho. Estamos numa crise profunda. Precisamos de produzir. Precisamos de exportar o que produzimos. Precisamos de gerar dinheiro. Um dia de greve assim só nos afunda ainda mais. Porque, lá está, neste paraíso à beira-mar plantado, as greves nunca dão em nada...

Portanto, hoje trabalho. Mesmo que estivesse a trabalhar a tempo inteiro fora de casa, trabalhava. Porque temos (os que optam por trabalhar) tanto direito ao trabalho como os que fazem greve têm direito a fazê-la.

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18 comentários

De Ana 100 Sentidos a 24.11.2011 às 13:17

E precisamos também de importar menos.
De consumir o que é nosso em vez de ir importar o que vem de fora.

De Miss G. a 24.11.2011 às 13:19

Brilhante.

De Niki a 24.11.2011 às 13:25

Não podia concordar mais contigo.

Com o devido respeito por quem opta por fazê-lo, mas apelando à consciência de quem o faz, será que acham mesmo que vai adiantar alguma coisa ou isto é apenas um pretexto para descansar um dia, em tom de "isto está tudo muita mau"?! É que isto está muita mau sim, mas resolve-se com mais trabalho e não com reclamações e milhões de prejuízo por menos um dia de labuta (e mais um dia de m**da para quem quer ir trabalhar e não ocnsegue).Será que as pessoas não entendem que não foi este governo que deixou as coisas mal como estão? E que não há milagres?

Custa, pois custa. Mas a vida é injusta, fazer o quê?...

De Maria a 24.11.2011 às 13:25

Concordo a 100%

De Rita @ the busy minimalist and the stripy cat a 24.11.2011 às 13:27

Também nunca fiz greve. Sempre que há estas greves há apelos da associação dos bolseiros de investigação científica para aderirmos, mas se o fizermos os principais prejudicados somos nós, pois o trabalho acumula para o dia seguinte. E pior, se eu não tivesse vindo trabalhar hoje, o trabalho que tinha feito ontem era para o lixo, porque as coisas têm que ser processadas em 24 horas... Por isso, estás a ver...
E no nosso caso nem nos descontam o dia, mas o pessoal tem muito amor à camisola e mesmo assim vem trabalhar. E os bolseiros não têm direito, nem nunca tiveram, a subsídios de natal e de férias, nem de desemprego...

De Mia a 24.11.2011 às 13:40

Felizmente, houve para aí uns Tugas num dia solarengo de 25 de Abril que resolveram acreditar e gritar um 'chega'. A esses nós já não podemos honrar porque temos uma geraçãozinha rasca!

De Marianne a 24.11.2011 às 13:43

Mia, nada a ver. Eu não confundo greve com democracia. Temos direito à greve sim, mas nesta altura não é uma greve que resolve a crise. Li agora o blog da Mãe Preocupada e concordo com ela: não acredito em greves, acredito em revoluções.

De Carla a 24.11.2011 às 13:44

Completamente de acordo. Como é que faço "Gosto" neste post?
Um beijinho e bom trabalho, que eu também já vou retomar, que a hora de almoço está quase a terminar!

De Sorriso a 24.11.2011 às 14:25

Concordo muito com este post, em tudo o que diz! E infelizmente acredito que a maior parte dos grevistas é mesmo por malandrice!

De Vera a 24.11.2011 às 14:53

Nunca fiz greve, duvido que algum dia o faça e neste momento mesmo que tivesse vontade, desempregada só se fosse não cozinhar nem tratar dos filhos.
Respeito quem a faça, mas apenas a quem a faz com o devido respeito pela mesma,se é para manifestar, que se manifestem. O problema é que uma maioria (grande) está hoje a encher os espaço comerciais, a comprar, a ver e a passear e amanhã irão gritar ao mundo que aderiram à greve pelo país. Na minha modesta opinião, as manifestações podem ser feitas fora do horário de trabalho de cada um, mas parece-me que isto serve mais para não trabalhar do que para lutar pelo país.
Enfim.

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