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No forno...

26.09.13

... o segundo bolo do dia. Hoje vai ser assim: um bolo de aniversário para uma menina que faz 12 anos, outro para um menino que faz 6 e uma Pavlova para um grupo de amigos saborear ao jantar. Acho que ainda não vos disse: adoro isto de fazer bolos!

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Outro cromo do ginásio

25.09.13

Anda por lá uma senhora com propensão para o conflito. Aqui há dias chegou, as passadeiras estavam todas ocupadas, pôs-se a implicar com dois senhores que estavam a usá-las há meia hora. Teve que esperar, mas um dos senhores encurtou o seu treino para que a madame pudesse usar a passadeira.

Ontem saí eu na rifa. Estava numa das máquinas, a preparar-me para começar as séries, quando olhei para o telemóvel e vi que tinha uma mensagem de trabalho a que tinha que responder. Era coisa rápida, respondi. Estava a terminar quando vem de lá a madame e pergunta "já acabou?". "Não, vou começar", respondi-lhe. A coisa passou. Entretanto, ela andava por lá com o instrutor, que lhe estava a preparar o plano de treino. Fui ouvindo a senhora a dizer uns "ai, isso eu não faço!" uma série de vezes... e o rapaz a bufar, claro.

Desci para o balneário (que, não sendo gigantesco, é grande). Tinha deixado as minhas coisas todas no cacifo, excepto as sabrinas, que deixei por baixo do banco, num cantinho. Cheguei lá e tinha roupa pendurada num cabide por cima das minhas sabrinas. Pensei que fosse de alguém dos estúdios e não me chateei com isso. Pus o meu saco por cima das sabrinas, no lugar que tinha escolhido quando cheguei, e fui tomar banho. Quando acabei e voltei ao meu lugar tenho o meu saco empurrado para o lado e... a madame instalada, a vestir-se. Parei, olhei, soprei e não disse nada. Continuei a minha vidinha, a secar-me e a besuntar-me com os cremes da praxe. Às tantas ela mexe no saco dela, que cai ao chão. Não me mexi um milímetro. Ela também não. E ainda bem, porque se a senhora tem o azar de me dizer alguma coisa era capaz de ouvir uma resposta de que não ia gostar! Quer dizer, eu cheguei lá, tudo vazio, ocupei um lugar. Ela chegou lá, uns sapatos no chão e resolve instalar-se nesse mesmo lugar, como se nada fosse! Ainda se aquilo estivesse à pinha... Mas não! O resto do espaço estava vazio, não percebo qual é a necessidade...

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As Barrigas estão de volta...

25.09.13

O Barrigas & Cia preparar o regresso em grande, para a edição de 2014. No blog, recomeçaram as crónicas.

A minha está aqui.

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Ora ajudem-me lá...

24.09.13

Estou aqui a fazer um trabalho (giro, giro, giro - aposto que vão gostar, quando puder partilhar convosco!) e preciso de contactos de mães portuguesas de crianças pequenas (até aos 14/15 anos), que estejam a viver FORA de Portugal, seja onde for. Please!!!

 

[Por aqui: marianne.notsofast@gmail.com ou nos comentários, sendo que não vou publicar comentários que contenham contactos pessoais, são só mesmo para eu ver, não se preocupem.]

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Belmonte - primeiras impressões às três pancadas

24.09.13

A minha querida Catarina provou ser uma má influência para mim, entre anteontem e hoje. Tanto falou na nova novela da TVI, Belmonte, que não descansei enquanto não vi do que se tratava.

Pontos a favor:

- Filipe Duarte

- João Catarré (que conheço há uns 20 anos... andámos na mesma escola e somos oriundos de duas terrinhas vizinhas, no Alentejo profundo... e, senhores, que bem que o João "cresceu"!)

- Diogo Amaral (que, estando a milhas daquilo que acho bonito num homem - é loiro e tem os olhos claros -, está giro, giro, giro!)

- O facto de o Lourenço Ortigão ser bom actor (surpreendeu-me, confesso).

- O facto de a coisa se passar no Alentejo.

- O facto de a família principal ter apenas um apelido - Belmonte - em vez dos habituais e possidónios dois apelidos (a cena Teixeira da Cunha, Proença de Abreu, Moita de Castro, Sampayo de Lemos e afins).

 

Pontos contra:

- É uma novela da TVI, portanto prevejo o pior (ainda há-de aparecer ali um par de gémeos separados à nascença!).

 

Catarina, querida, à tua conta vou ficar a dever horas de sono à cama! (Mas com "as vistas" lavadinhas, isso é certo!)

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...

24.09.13

Deparo-me cada vez mais com situações-limite com os meus filhos. O pequeno já começa a ser mais crescido. A maior já sabe bem o que quer e o que não quer. Fartam-se de brigar um com o outro, disputam brinquedos, nem sempre andam com as estrelas alinhadas. Resultado: um berro aqui, uma palmada ali, alguns castigos, eu com os nervos em franja, eles também.

Penso muitas vezes que tenho que arranjar maneira de domesticar as feras. E que preciso de contornar estas situações de stress de outra maneira. Lembro-me muitas vezes da Magda, mas nem sempre consigo fazer segundo o que ela diz - adorava conseguir não ter que dar um grito de vez em quando.

Bom, a que propósito vem isto? Ontem, na minha timeline do Facebook, dei com um artigo muito bom partilhado na página da Limetree. E tudo voltou a fazer sentido. Mensagem interiorizada. Agora é pôr em prática!

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O senhor do karate

23.09.13

Já falei nele aqui. Ora hoje lá estava ele, na sala de Cardio/Musculação, a fazer... pois, não percebi. Juro. Tentei, mas não consegui perceber. Quando cheguei estava ele a dar pontapés para o ar. Depois começou a correr de lado, a trocar os pés. Depois começou a correr de costas. Depois voltou aos pontapés. E às flexões de rabo. Depois foi para a passadeira. Eu era a única pessoas com menos de 50 anos que lá estava. Ele foi para a passadeira ao lado da minha e começou a correr (nota importante: sabem aquelas sapatilhas de pano da ginástica acrobática, com um elástico em forma de meia-lua no peito do pé? O senhor treina com isso calçado. E corre, inclusive...). Eu estava a correr a 8km/h. Ele pôs-se nos 10km/h. Quase a ter uma apoplexia, mas ali estava ele, forte como um samurai, a deitar os bofes pela boca, mas a correr a 10. Eu terminei o tempo na passadeira e nem dois segundos depois já ele estava a andar aí a uns 4km/h. Depois... pontapés para a frente, pontapés de lado, pontapés para trás, socos no ar... E eu a começar a pensar quando é que chega o dia em que ele nos vai supreender a todos com um Kata feito ali no meio das máquinas...

 

(Um dos instrutores explicou-me a "cena" dele. Apanhou a mania de ir para ali, enquanto a mulher também treina, fazer estas coisas do karate. Fazia tudo descalço. Até que o big boss do ginásio o proibiu de andar ali assim e o autorizou a ir para a sala de desportos de combate fazer a "cena" dele. Só que, sozinho na sala de combate, não tem assistência, não é? Portanto calçou-se - com as tais sapatilhas de saltar ao plinto - e continuou a dar espectáculo na sala das máquinas... E por muito que uma pessoa queira estar concentrada e não o ver, não dá.)

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Seeds

23.09.13

No sábado, durante o encontro de embaixadoras da Limetree, ficámos a conhecer o projecto Seeds. E ainda bem! Este é um projecto maravilhoso que reune, num blog, 10 fotógrafos fabulosos que vão, durante 52 semanas, partilhar pequenos retalhos do seu dia-a-dia. No Seeds não há fotos de sessões fotográficas que eles fazem profissionalmente. Há, isso sim, pedacinhos da vida de cada um. Uma delícia. Vão ser 52 semanas cheias de boas imagens e de energia feliz.

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Help!!

23.09.13

Ó mães de crianças em idade escolar, ajudem-me cá numa coisa... PLEASE!

(Uma pessoa acha que está preparada para os acontecimentos e só quando se depara com eles é que vê que realmente está um bocadinho à nora...)

Com esta coisa da miúda na escola, tenho-me debatido com uma dúvida: limito-me a acompanhá-la nos TPC (ajudando, mas não fazendo eu, obviamente) ou vou-lhe incutindo hábitos de estudo?

Até agora, só trouxe TPC uma vez. Fizemo-los juntas e correu bem. Acontece que, logo no primeiro dia de escola, ela veio para casa a dizer que muitos colegas já sabem escrever o nome em letra manuscrita. Ela não sabe (não sabia, melhor dizendo). Pensei, portanto, em ajudá-la. Peguei num caderno que andava aqui perdido e fiz-lhe umas linhas de letras, para ela praticar. Foi assim que, logo nesse dia, aprendeu a fazer o L que dá início ao nome dela. Não insisto ao ponto de haver birra, mas gosto que ela se dedique. Ela já ganhou o hábito de se sentar na secretária quando chega a casa. Ora faz desenhos (adora!), ora trabalha no caderno. Eu vou-lhe dizendo que o que ela está a fazer é estudar e que vai ter que estudar sempre, não é só para os testes, até acabar a escola. Não quero pressionar, mas não quero abandalhar. Ela tem muito potencial e quero encaminhá-la da melhor maneira.
Portanto a pergunta é: em casa, só TPC ou também alguns exercícios/trabalhos consoante o que esteja a aprender?

 

[Muito, muito agradecida desde já!!]

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Adeus, Verão!

22.09.13

Despedimo-nos hoje do Verão com um piquenique simples. Tudo pensado à última da hora. Portanto, eram 11h e estava eu a fazer frango à brás!

Fomos a um sítio que adoramos: Fábrica da Pólvora, em Barcarena. Eles foram antes, com as bicletas, para eles brincarem um bocado. Eu fui lá ter com o farnel, já em cima da hora de almoço. Apanhei-os já cansados e cheios de fome, o que faz com que a coisa se despache mais depressa. Estava-se tão bem!! Um calorzinho bom, uma brisa suave e pouca confusão à volta. Adorámos! E, no ano que vem, vamos fazer isto muito mais vezes!

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Agendas

22.09.13

Já tive mil agendas diferentes. Desde as normais até às sofisticadas, feitas no sistema GTD. Continuo a achar que este é o melhor sistema: permite tratar de tudo sem esse veneno que é a procrastinação (sou doutorada em procrastinação, sabiam?). Há dois anos, ainda a trabalhar a tempo inteiro fora de casa, andava para todo o lado com o meu dossier-agenda. Quando vim para casa achei que não fazia sentido e fui perdendo o hábito de actualizar aquela agenda (pelo caminho, começou a reinar a desorganização e o andar ao sabor da corrente... e claro que a coisa não deu bom resultado). No ano passado nem sequer usei agenda. Mas não dá.

Recuperei um dos 5000 cadernos que andam cá por casa (sou viciada em cadernos e afins). Coisa simples: um caderno A6, onde cada página é um dia. Não complico: a ideia é apontar as tarefas principais e que tenho mesmo que fazer (não inclui coisas como "fazer o almoço", mas pode incluir coisas como "ir à farmácia", se tiver mesmo que ser). Tem funcionado. Ando em dia com a coisa, não empato, não protelo. Só não faço alguma tarefa-do-dia se não tiver mesmo tempo ou se me aparecer algum imprevisto que me altera o dia todo. De resto, é chegar à noite com um risco por cima de cada uma das 4 ou 5 tarefas programadas. Funciona!

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Borboletas

21.09.13

A manhã de hoje teve borboletas. E teve amigas. E conversa da boa. E trabalho. E sorrisos. Foi pela mão da Limetree que nos juntámos todas - um grupo giro de embaixadoras, para um pequeno-almoço de convívio. Foi tão bom!! É bom quando sentimos uma energia boa no ar, sabem? Quando sentimos que aquelas pessoas que estão ali estão no mesmo comprimento de onda que nós. É bom sentir esta empatia. E é bom gostar destas miúdas! À Limetree agradeço o convite e a oportunidade de guardar momentos destes no coração - e lá, no meu cantinho Limetree.

Foto de Pau Storch

 

[Este post não é publicitário - ninguém me pagou para falar de nada. A Limetree convidou-me para ser uma das embaixadoras da marca e isso não envolve transacções financeiras. Aceitei o convite porque me identifico com o projecto e porque gosto das pessoas que lhe dão vida.]

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School report

19.09.13

Já percebi que isto de a miúda estar na escola vai dar pano para mangas (e assunto a rodos, por aqui).


Ontem:

 

Ela: mãe, hoje a professora mudou-me de lugar.
Eu: porquê? Para onde?
Ela: fui para ao pé do David, que também usa óculos. E a professora mudou os meninos todos que falam muito.
Eu: ah sim? E tu falas muito? Não tarda mudas de lugar outra vez!
Ela: oh, não faz mal. Assim é mais fácil conhecer os amigos!!


Hoje:


Ela: hoje no recreio uma menina da minha turma ia fazer uma luta com uma do segundo ano, para verem qual era a mais forte.

Eu: como???

Ela: ah, mas não fizeram. A minha colega teve medo de se aleijar.

Eu: como é que se chama a menina do segundo ano?

Ela: não sei. Eram muitas. Eu agora sou do grupo delas.

Eu: do grupo delas? O que é isso?

Ela: então, um grupo é um conjunto de meninas.

Eu: e o que é que fazem?

Ela: brincamos todas juntas no recreio.

Eu: então e tu vais lá para ao pé delas, é?

Ela: sim, eu e a L. (a menina que, até ver, conquistou o lugar de melhor amiga). Somos todas do mesmo grupo.

Eu (para dentro, conversa exclusivamente passada dentro da minha cabeça): oh c'um caraças!! Estou tão fod... lixadinha!!!

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Running errands

19.09.13

Os ingleses/americanos têm esta expressão que adoro: running errands. A tradução para isto é "fazer recados". E isto define bem a minha manhã de hoje: levar a criança à escola, estar uma hora na fila das senhas de almoço, ir com o carro à inspecção (com quase um mês de atraso), ir aos correios, ir ao supermercado, ir à piscina pedir para a miúda começar já amanhã a nadar no novo horário. Sempre com o crianço mais pequeno a fazer-me companhia (já perdi a conta às vezes que o pus e tirei do carro hoje!).
Agora a tarde faz-se de trabalho, enquanto ele dorme: crónicas, sites, estratégias e definições. Tudo coisas que me saem do coração... e que estão quase a ver a luz do dia!

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Os velhotes do ginásio

18.09.13

Não ando num ginásio da moda. Ando num ginásio de bairro, gerido por uma empresa camarária. Tem vantagens e desvantagens, como tudo na vida. Por um lado, é sossegado, não me sinto na montra do talho e consigo estar na minha vidinha, sem ninguém à volta. Por outro lado, não há cá mordomias (tipo secadores de cabelo), não há mil e quinhentas aulas (bem que podia haver uma aulinha de kizomba... adorava aprender!), os horários são meio manhosos.

De manhã, hora a que tenho ido, aquilo está pejado de velhotes. Aplaudo a genica deles, a vontade de se mexerem, o não se conformarem com a idade e o estado e fazerem mais pela sua saúde. Só que... falam, falam, falam... de tal maneira que mal se ouve a música. E depois falam e falam mais e depois falam mais um bocadinho. Alto. Toda a gente fica a saber da vida deles. Hoje, uma das senhoras resolveu, vá-se lá saber porquê, fazer uma saudação nazi (o "heil, Hitler") quando entrou um senhor na sala. Não percebi, juro. Mas não fiquei lá com muito boa impressão.

Depois há um velhote, karateka há uns 300 anos, que passa metade do tempo a dar pontapés para o ar. E a fazer flexões de punho fechado... só que faz flexões de rabo (em vez de usar os braços usa as ancas). E depois vai lá o instrutor e, na maior das calmas, explica-lhe que aquilo pode magoá-lo e ele dá uma ripada no instrutor, que não percebe nada daquilo porque só tem 30 anos, se tanto (who cares se o rapaz tem cursos e especializações e formações? O velhote do Karate é que sabe!).

Hoje, quase no fim do meu treino, era suposto ir para uma máquina. Só que a dita estava ocupada por um senhor que tinha estado a utilizá-la (notem o tempo verbal que usei: tinha estado - pretérito mais que perfeito), mas que estava... à conversa com outro senhor. E ali estiveram MUITO tempo. E eu parada à espera. De tal modo que o instrutor veio ter comigo para me perguntar porque é que eu estava a olhar para ontem. Não foi preciso ir dar o toque ao senhor porque a conversa entretanto acabou, mas foi por um triz.

Olhando de longe, aquilo, para os velhotes, cumpre a mesma função que para os novos: convívio e confraternização. Vão lá mais para a conversa do que para o exercício (mas nem por isso deixam de estar na passadeira a fazer os seus 60 minutos a 3km/h). Os novos fazem o mesmo, com outra intensidade e noutro horário. Mas sobre isso falo noutro dia.

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The day after

18.09.13

Hoje acordei sem sentir o peito. Quer dizer, a sentir tudo e mais um par de botas. Dores horríveis. Claro que o pensamento imediatamente a seguir foi "hoje não vou ao ginásio". Mas fui.

15 minutos de passadeira, sempre a aumentar a intensidade. Isto é suicida. Eu habituei-me a andar um minuto para aquecer, depois a correr dois minutos, depois a andar mais um minuto e por aí em diante. Não posso. Tenho que ir aumentando a intensidade até estar ali a ganir. Bom, fez-se.

10 minutos de elíptica. Nada a declarar, já me habituei, não é coisa que me tire o sono.

10 minutos de remo. E uma porca a torcer o rabo. Sentei-me naquilo (que foi o aparelho que, no primeiro dia, me pôs a vomitar) e pensei: faço 5 minutos. Cheguei aos 5 e pensei que aguentava até aos 6. E depois aos 7. E não desisti. 10 minutos, como manda o plano.

10 minutos de stepper. Gargalhada. Aquela máquina é diabólica. Calha que também é a máquina que mais toucinho queima, portanto há que insistir. Fiz 5 minutos, já em sofrimento. Amanhã faço 6, pelo menos. Um dia de cada vez.

O instrutor perguntou-me, logo no início, se eu estava bem e como é que me sentia. Acusei as dores no peito, mas expliquei que não tencionava baldar-me ao treino muscular que hoje seria precisamente de peito e pernas. E não me baldei. Fiz tudo, as séries todas, os pesos todos, tudo direitinho. Claro que continuo cheia de dores no peito. E claro que amanhã vou estar pior, o que vai ser óptimo, já que amanhã é dia de ombros e costas, que é coisa que também massacra. Mas não há-de ser nada.

 

[Não sei se perceberam que este não é um post sobre ginásios e exercícios. É um post sobre desistir, resistir, aguentar. É um post sobre esforço e sobre limites. Todos somos capazes de tudo. Mais de metade dessa capacidade está na nossa cabeça: mind over body. Quando achamos que não conseguimos mais descobrimos que afinal até conseguimos. Basta tentar. E erradicar o verbo desistir do nosso cardápio de verbos disponíveis. De caminho, convém acreditarmos em nós. E levar a coisa como se fosse um jogo: temos que nos superar, cada dia um bocadinho mais. Todos somos capazes de tudo. Basta querer.]

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Adaptações

17.09.13

No ano passado (isto é, no passado ano lectivo, que os meus anos são de Setembro a Agosto), inscrevi-me no ginásio e andei por lá, mais ou menos assiduamente, a fazer aulas de grupo: Localizada, Cycling, Body Pump e Body Balance. Aquilo ocupava-me as horas de almoço e, achava eu, gastava-me as calorias que ingeria em porcarias que não era suposto comer.

Depois, em Julho, cortesia das férias da filha, deixei de conseguir ir à hora de almoço e troquei as aulas de grupo pela sala de Cardio/Musculação, onde ia nas horas em que ela estava na piscina a nadar. Coordenámos a coisa para que o tempo desse para tudo e só isso já teria sido positivo. Só que, logo no primeiro dia, suei mais em 10 minutos de passadeira do que nas aulas de Pump todas que fiz (e que eram as únicas em que suava um bocadinho - mas pouco, que eu sou moça que, inconscientemente, gere o esforço por forma a nunca chegar ao limite).

Percebi que tinha andado a perder tempo. Ou antes, percebi que o tempo que gastei nas aulas de grupo não serviu o meu propósito de melhorar a forma física (com esse grande bónus que seria perder peso).
Depois de Agosto (mês em que o ginásio fecha), o regresso fez-se para a sala de Cardio. Deixei definitivamente as aulas de grupo e fui atrás do que realmente quero. Hoje fiz um treino acompanhado pelo instrutor e ele aproveitou para me fazer o plano de treino que vou seguir nos próximos tempos.

Eu sei que sou a pessoa mais indisciplinada que existe. E acredito em impossíveis - acredito, por exemplo, que devia perder os 8kg que ganhei num ano e que mantive em quatro anos, no curto espaço de dois meses, três já a ser generosa. É estúpido e não é realista, eu sei. E tento contrariar isto. Também sou indisciplinada com a comida. Escusam de me mandar passar fome que isso é coisa que já se viu que não resulta. Eu gosto de comer, preciso de comer e quero comer. Posso é comer melhor, e é isso que tento fazer.

Estou, portanto, no meu dia zero. Amanhã começo aquele plano de treino (só a parte que diz "início" é coisa para me matar do coração... mas se não conseguir fazer o tal início completo já amanhã, hei-de conseguir um dia destes). Da comida já não falo. Passei as férias a comer sem grande regra, só que o meu "sem grande regra" já não inclui massas nem batatas nem arroz. Já me habituei a uma série de coisas que estavam a milhas da minha alimentação e tem sido bom. O problema é quando me dão os apetites de doces... Esses sim, são difíceis de controlar. Mas hei-de conseguir. E mesmo que não perca peso e que me mantenha aqui alegremente nos 65kg, interessa-me mais ter resistência e conseguir, por exemplo, correr meia hora seguida. E não quinar cada vez que estico a corda para além do que estou habituada...

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Hurray!!

17.09.13

Estou sentada. A trabalhar!!! YAY!!

 

(Saudades! De me organizar, de planear, de concretizar. De escrever. De escrever a sério. De planear o que vou escrever e depois concretizar. Saudades da máquina de costura. E do tempo para trabalhar. Sabe-me bem sentir-me útil. Os meses de férias-com-os-miúdos foram óptimos, principalmente para eles, que tiveram atenção exclusiva. Mas eles também precisam de rotinas-de-normalidade, do tempo deles, das coisas deles. It's good to be back!!)

 

[Bom, este primeiro dia de trabalho serve mais para organizar e esquematizar tudo do que propriamente para trabalhar. Mas sabe-me bem este reset mental, este baralhar e dar de novo, este limpar de tudo o que está para trás, enquanto se prepara o que aí vem.]

 

[Vanessa, vais ter material novo muito em breve!!]

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Workshoping

13.09.13

Dia 22. 10h. Bolo-de-Pano, Campo de Ourique, Lisboa. Workshop "Bolsas com Zipper". Vai ser giro (vai mesmo!). Levo tudo pronto a fazer, ensino bases, um ou outro truque, e o passo-a-passo disto tudo. E conversamos, claro!

Quem alinha?
[Informações via bolodepano.campodeourique@gmail.com]

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As coisas que o meu filho diz

12.09.13

- És linda.

- És uma pincheja.

(Acabado de acordar da sesta) - Mãe, já tabalhaste muito?

- Tou a fazer xixi na sanita, como o pai faz.

- Cupa, foi xem querer.

- Tenho muitas saudades tuas, mamã/papá/mana.

- Goto muito de ti.

- Dá cá isso imediatamente!

 

(Uma delícia!)

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9/11

11.09.13

Já 12 anos...

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Azares

11.09.13

Eu não sou muito de andar a partir copos (já fui... quando vim cá para casa, ao fim de pouco tempo, já ia em 48 copos comprados... desses restam uma meia dúzia, acho. Os outros partiram-se todos), nem pratos, nem nada do género. Hoje, em meia hora, parti uma moldura no hall (ia ajeitá-la com uma mão, tinha a outra a segurar o telefone, aquilo torceu-se para cair, tentei segurar com o cotovelo, partiu-se tudo) e um frasco de canela na cozinha (a arrumar outra coisa na prateleira cai-me aquilo disparado para cima da bancada da cozinha).

Não sei se isto é sinal da maré de azar que parece ter-se instalado por aqui ou se é só sinal dos meus nervos, que andam em franja e muito, muito activos... Não sei. Mas não gosto nada disto!

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"A Bela é um Monstro"

10.09.13

 

No domingo fomos ao teatro. Tínhamos convites para o fim-de-semana de estreia da peça "A Bela é um Monstro" e lá fomos nós (eu, a avó e os netos). Foi a estreia do meu miúdo nestas coisas e muito me surpreendeu a reacção dele! Esteve o tempo todo muito sossegado, sentado ao meu colo, a ouvir a história da Bela "é uma plincesa, mãe. E aquele é o pdíncipe!". Confesso que não estava à espera! Pensei que ele fosse andar lá a trepar por cima das cadeiras, mas não.

 

Bom, sobre a peça: adorámos! É para maiores de 4 anos, mas o meu de 2 entendeu a história sem problemas. Fala de uma princesa, a Bela, que é lindíssima, mas muito mazinha... Depois há a irmã, a Graça, que é menos bonita mas muito simpática. Há um fado-padrinho, há um rei, uma tutora, um escrivão real, uns guardas... enfim, há um reino e há aquela princesa que aprende uma lição e percebe que a beleza mais importante não é a que se vê, mas sim a que se sente. Vão ver. Peguem nos vossos miúdos e vão ver que vale a pena!


Datas: 7 a 29 de Setembro, Sábados às 16h00 e Domingos às 11h00
Bilhetes dos 5€ aos 12€
Teatro Turim: Estrada de Benfica, 723A, Lisboa (em frente à Igreja de Benfica)
Reservas e informações: 93 8369495 – 217 606 666 – geral@teatroturim.com

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"A Gaiola Dourada"

10.09.13

É o melhor filme português de todos os tempos? Não. Não é sequer um filme português, é francês, sobre Portugal. Então é o melhor filme francês de todos os tempos? Não. Nem era suposto. Mas é uma belíssima homenagem do realizador aos seus pais, emigrantes em Paris. Retrata TODA a emigração? Não. Retrata a vaga de emigração dos anos 60/70. Certamente que quem emigra agora não se reconhece naqueles traços, mas quem emigrou há 30 ou 40 anos acredito que sim, que se reveja. 

Já li por aí que isto continua a fazer com que sejamos vistos como provincianos, bacocos, poucochinhos que não dão para mais do que porteiras ou pedreiros (confesso que fiquei a espumar quando li isto!). Acho que quem pensa assim não esteve com atenção ao filme. Aquilo não pretende denegrir ninguém, bem pelo contrário. Aquilo fala de alma, de saudade, de esforço, de trabalho, de humildade. É ternurento, está bem escrito, tem piadas inteligentes, é comovente... dá para tudo, para rir e para chorar.

Não tenho emigrantes na família, mas reconheço muito dos meus pais e dos meus tios naquelas personagens. A dedicação ao trabalho, o esforço para que nada falte aos filhos, a simplicidade.

Depois tem ali a Rita Blanco, que é uma excelente actriz e que dá coração ao filme. O Joaquim de Almeida menos (confesso: acho-o um canastrão) - enquanto fala francês tudo lhe sai naturalmente; começa a falar português e parece que está a declamar poesia. A Maria Vieira não consegue descolar daquele registo "Herman José" e acaba por parecer que está a fazer uma rábula e não a representar um papel. O próprio do Ruben Alves faz um personagem e, apesar do pouco tempo de actuação, a coisa corre bem.

Para mim, foi uma hora e meia muito bem passada. Não dou o tempo por mal empregue e é daqueles filmes que se instalam facilmente nos nossos corações. Gostei muito!

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06.09.13

Apeteceu-me mudar de ares, abraçar Lisboa e recordar uma tarde perfeita de Verão...

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Momento "borboletas na barriga"

06.09.13

Não sei há quanto tempo não temos um serão só a dois. Hoje vamos ter! Havemos de ir jantar e ver o "A Gaiola Dourada" (devo ser a única pessoa que ainda não viu o filme... ah, espera! Ele também ainda não viu! Olha, já somos dois!!). E amanhã de manhã vamos ao Ikea, para comprar a secretária e a cadeira da nossa estudante. Depois (menos bom) será altura de limpar o castelo, de dar nova cara ao quarto deles (Sofia, o mudador vai ficar "despachado") e ao hall, que também vai sofrer aqui uma alteraçãozinha. Tão bom!! Can't wait!!

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De volta ao Sapal!

06.09.13

Durante uns tempos as minhas crónicas no SapoCRESCER estiveram interrompidas mas... já voltaram! De agora em diante é à sexta-feira.As duas mais recentes aqui e aqui.

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MEDO!

04.09.13

Chegou o dia mais temido do ano: o dia em que o catálogo do Ikea chega à minha caixa do correio!!!

 

[Vem mesmo a calhar! Sábado é dia de romaria, para ir comprar a secretária e a cadeira para a miúda que está prestes a estrear-se no 1º ciclo!]

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Panquecas, celulite e um livro

04.09.13

 

Adoro panquecas. Mas farinha de trigo e perda de peso não são as melhores amigas do mundo. Então pus-me a misturar coisas até chegar à fórmula que adoro. Faço duas ou três variações, todas muito boas. Cá vai...

 

Ingredientes (2 panquecas):

1 ovo

Leite (uso magro sem lactose e ponho a olho, sem exagerar, para não tornar a massa muito líquida)

1 colher de sopa bem cheia de farinha de aveia

1 colher de sopa bem cheia de farinha de milho
Adoçante a gosto (ou sal, caso queiram usar isto como wrap - faço-o de vez em quando e também gosto muito)

 

Bate-se o ovo, junta-se o leite e as farinhas, põe-se o adoçante ou o sal e bate-se até envolver. Depois põe-se uma gota de azeite numa frigideira anti-aderente (há frigideiras que nem precisam de gordura nenhuma, mas não é o caso da minha), pincela-se para espalhar e junta-se metade da massa. Deixa-se dourar até o topo já estar pouco líquido e vira-se. Deixa-se alourar e já está. Repete-se o processo para o resto da massa e está feito.

 

Como podem ver nas fotos, eu costumo juntar fruta a isto... e adoro!

 

Variações disto: às vezes, em vez da farinha de aveia ponho farelo de aveia, só que a massa não engrossa tanto. Outra vezes troco a farinha de milho por polvilho doce (que é farinha de mandioca). Outras vezes ainda dispenso a farinha de aveia e faço com farinha de milho e polvilho doce.

 

Como sabem, preguiça é o meu nome do meio. Sou a pior pessoa do mundo no que toca a disciplinas com cremes e afins. Mas há uns meses achei que merecia investir num creme anti-celulítico. Só que como já me conheço achei por bem moderar o investimento e comprar um creme barato (afinal de contas, nunca acreditei muito nos resultados destas coisas e nunca tinha levado uma embalagem que fosse até ao fim - e sim, já usei cremes caríssimos, mas nem assim...). Comprei uma primeira embalagem, que pus na mala do ginásio. Ali não há como me esquecer: tomo o duche e besunto-me a seguir. Como percebi que até conseguia disciplinar-me, quando essa embalagem acabou comprei mais duas, uma para ter em casa e outra para levar para o ginásio. Já acabaram estas duas e hoje fui reabastecer-me. E porquê?
Porque, há coisa de uma semana, estava eu sentada de perna cruzada no sofá quando me lembrei de olhar e os milhares de buraquinhos que habitavam as minhas pernas estão muito (MUITO!) reduzidos! Não acreditei e achei que era eu que estava a ver mal. Tirei fotos. Não, não era eu que estava a ver mal: a minha celulite está mesmo a desaparecer. Acredito que seja uma combinação de tudo: da água que bebo, do exercício que faço, da alimentação mais cuidada que tenho. Mas acho mesmo que este creme tem ali uma quota-parte de responsabilidade. Custa €3,55 (agora a segunda unidade está com 20% de desconto), não é um rombo no orçamento e, aparentemente, é eficaz.
Um bocado cansada do ritmo mais lento de "O Leitor de Cadáveres", resolvi meter um policial pelo meio. Trouxe isto da biblioteca ontem. Já li quase metade. É viciante. Levezinho, descomplicado, mas um verdadeiro page-turner que não apetece largar.

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Uma promessa em forma de piquenique

04.09.13

No ano passado prometi à piolha que fazíamos um piquenique. Não fizemos. Prometi que seria este ano. Foi no sábado. Não complicámos: frango assado com arroz, batatas fritas e salada, fruta e bolo de chocolate. Um saco do Pingo Doce a fazer as vezes da cesta, uma toalha, pratos, talheres, guardanapos, sumos de pacote e garrafas de água. Fomos para o Parque do Alvito e aproveitámos uma mesa à sombra. Enquanto eu pus a mesa eles andaram nos baloiços. Almoçámos. Enquanto eu arrumei eles voltaram aos baloiços. Voltámos para casa todos de coração cheio. Foi divertido, os miúdos adoraram. A repetir, sem dúvida!

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