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Acerca do "Em Parte Incerta"

28.02.13

O livro é bom. Mas eu não gostei. Eu explico.

Odeio sentir-me enganada e com este livro sinto que me venderam gato por lebre. Isto foi sendo apresentado como thriller e policial e não é nada disso. Ou antes, thriller, talvez. Policial, nem pensar.

A premissa do livro é boa - uma mulher desaparece no dia do seu 5º aniversário de casamento. Se isto fosse um policial, a coisa andaria à volta das buscas por ela. Mas não é. Sim, ela vai sendo procurada, mas o foco não está aí.

O livro está dividido em três partes e os capítulos de cada parte dividem-se entre a perspectiva do marido e a da mulher. Até aqui, tudo bem. Acontece que a primeira parte do livro é chata. Muito chata. Os capítulos da mulher são entradas do diário dela de há uns anos a esta parte, os capítulos do homem são acerca dos dias que se seguem ao desaparecimento dela.

Com o decorrer do livro são-nos revelados detalhes, tanto de um como de outro, que mudam a história.

O melhor que este livro tem, na minha opinião, é a personalidade da mulher. Aparenta ser uma coisa e é outra. Só que eu percebi isso logo no início do livro, quando percebi que isto não era um policial coisa nenhuma. É um romance com laivos de mistério. Porque o livro, mais do que ser sobre o desaparecimento da mulher, é sobre o carácter dela.

A escrita é boa (a tradução nem tanto... tem lá pelo meio o já clássico "manter o perfil ainda mais apagado", claramente derivado de um "keep an even lower profile). A ideia é boa. O livro é bom. Mas não é um policial... e eu não gostei, pronto.

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E hoje...

28.02.13

Hoje o dia faz-se por aqui.

 

Não imaginam o quão feliz estou. Porque é isto, é mesmo isto que quero fazer. Isto sou eu. É o que eu amo. E nada, nada é maior do que as paixões que temos na vida.

 

[Daqui em diante, todas as quintas-feiras, uma nova short-story. Estou tão feliz, já disse???]

 

(E obrigada à equipa Papel, pela oportunidade e pelo carinho com que me recebeu! Vai ser giro, vai ser bom...)

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Ontem

28.02.13

(Foto de Mário Pires, via Instagram)

Ontem foi dia de fotografar para um projecto giro, que tem TUDO a ver comigo. O meu nome foi sugerido pela Me, o Mário fez-me o convite e fotografámos ontem. Já com uma luz de fim de tarde a morrer no rio, já com as nuvens negras a invadir o céu, mas fotografámos. Acho que correu bem, foi giro, diverti-me... e ainda está por concluir a parte que me diz respeito - hoje, em princípio. E assim que estiver online dou notícias.

Obrigada ao Mário pelo convite, e à Me pela sugestão!


E ontem também foi dia de conhecer ao vivo e a cores a querida Luísa. Tal e qual o que vemos no blog. Exactamente a mesma pessoa que transpira do que escreve. Adorei conhecer-te. És mesmo uma super inspiração, miúda!!


Ontem foi... excelente...

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Um olá e um beijinho...

27.02.13

... à menina que hoje se dirigiu ao meu marido com um "então você é parecido com o Ben Affleck??"...

 

O mundo é pequeno, Lisboa é uma ínfima cabecinha de alfinete, não é?

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Disclaimer - muito antes do acontecimento

27.02.13

Portanto, imaginemos que eu até resolvo tirar uma ou outra foto daquilo que visto e ponho aqui. A ideia não será NUNCA ditar tendências ou entrar para o rebanho das fiéis seguidoras das Zaras da vida. A ideia será sempre mostrar como é que uma pessoa normal (e por normal entendam: pessoa que tem dois filhos, que trabalha em casa, que tem contas para pagar, que tem um rendimento baixo e que não pode mudar de guarda-roupa cada vez que vira a estação, que não liga a moda, que liga ainda menos a tendências, que não é bonita e que tem peso a mais) resolve a questão "o que vestir sem parecer um trambolho e não querendo parecer mais do que aquilo que é".

 

Não esperem fotos XPTO. Ainda ontem alguém pedia um muito lógico "fotos na casa de banho é que não"... mas cá em casa o único sítio onde há um espelho grande e luz suficiente é precisamente ali... Eu também odeio fotos na casa de banho mas, até ver, é o que há... (um dia compro um espelho e ponho-o na parede do quarto... um dia, quem sabe).

 

Não esperem roupa XPTO. Não tenho. Sou básica, não tenho capital para investir em roupa nem acho que tenha essa importância toda. Só quero acordar de manhã e não pensar que vai ser mais um dia de martírio em que vou ter que sair à rua. Só quero sentir-me bem comigo, com o corpo que tenho e com o que sou.

 

E se um destes posts servir para que mais alguém aprenda um truque qualquer e se essa pessoa sorrir no dia seguinte por ter usado o dito truque e se sentir bem por isso, então já valeu a pena. É só isto. Vale o que vale.

 

[Ah, e não me levem demasiado a sério. Eu também não me levo muito a sério e acho que é o melhor que há a fazer...!]

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E depois do "com cinto e sem cinto de ontem"...

27.02.13

... e dos comentários aqui e ali... querem ver que ainda me põem a falar de roupa?

 

Mau, Maria... Eu sou pessoa que assume SEMPRE as mudanças de opinião e que assume quando antes não gostava "disto" e agora já gosta. Mas passar de anti-moda a "deixa-me cá dar uma dica ou outra sobre o que vestir e como vestir" é assim um bocadinho ir dos 0 aos 100 em 3,2 segundos, não é??

 

[Está-se mesmo a ver... vai acontecer!!]

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Com cinto, sem cinto e umas calças brancas

26.02.13

Disclaimer: fotos manhosas, via telemóvel.

 

Acho que basta olhar para perceber o porquê do cinto... Marca a minha zona mais estreita, tira a atenção das ancas e não me deixa ser um bloco, como acontece com o casaco sem cinto. E sim, vermelho, nada a ver com o resto. É de propósito, para não ser tudo demasiado matchy-matchy, que é coisa de que não sou grande fã...

Sobre as calças brancas: eu não peso 200kg. O corte das calças não é justo (são bootcut, se quiserem), não são demasiado justas na anca. E são de cintura subida, que é coisa que ajuda assim muito a conter o desastre.

(Mais abaixo, onde não se vê, estão uns botins de camurça camel, hiper confortáveis, que é o que interessa. E sim, isto hoje está assim super confortável...)

 

Rita, isto faz sentido ou nem por isso??

 

[E para quem não gosta de trapos nem de falar de trapos, sinto que estou a abusar, não é...?]

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Dicas, precisam-se!!

26.02.13

Preciso de comprar material de trabalho. Andei a pensar em comprar um netbook porque preciso de uma coisa pequena, levezinha, fácil de transportar, que funcione sem ter que estar ligado à corrente (sim, eu sei que, de início, são todos assim - mas o meu já não é e isto é coisa que atrapalha!). Depois, por alerta do marido, comecei a olhar para os tablets, visto que os netbooks rumam a toda a velocidade para a extinção. Acontece que, para mim, uma cena sem um teclado "tradicional" é coisa que está (ainda) fora de questão. Se calhar por nunca ter tentado escrever num tablet, dá-me ideia de que é coisa para demorar uma vida, entre escrever e corrigir os resultados dos dedos nos sítios errados. 

Portanto, a pergunta é: tablets-com-teclado-"analógico", há? E disto por menos de 500 euros, hum?

Agradecida!!

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Hoje

26.02.13

(Antes que perguntem, não, não estou grávida. Estou só gorda, 'tá?)

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Do fim de semana

25.02.13

Sábado, marido a trabalhar, eu em casa com os miúdos. Miúda possuída por um qualquer espírito maléfico, passou o dia a fazer disparates. A coisa foi de tal maneira que à hora de jantar, quando chegou o marido, eu comi uma torrada e fui para a cama. Já não aguentava mais... (e a dor de cabeça, e o cansaço, e a falta de energia para lutar contra as artimanhas dela... passei o dia a ralhar, que é coisa que odeio, mas acontece...).

Ainda por cima à tarde, com uma data de tralhas ligadas cá em casa, o quadro eléctrico foi abaixo e rebentou com o modem. Portanto, nada de internet e nada de televisão. Porreiro...

 

Domingo: ainda sem televisão e fartinhos de estar em casa, resolvemos ir dar uma volta. Fomos almoçar à Malveira (ao Clube Divinal - restaurantezinho ok, principalmente porque éramos os únicos clientes e a empregada resolveu fazer de babysitter dos miúdos, pelo que conseguimos almoçar super nas calmas!). Depois seguimos para Almoçageme, para o Coolares Market... que o que teve de melhor foi mesmo a burra onde os miúdos andaram a dar umas voltas (e o senhor gostou da minha miúda - que ontem estava em modo semi-angelical - e ofereceu-lhe uma volta extra e depois deixou-a ir também na volta do irmão). Dali fomos a Sintra lanchar. Andava há que tempos para descobrir onde era o CAfé da Natália. Encontrámos, lanchámos, pagámos um balúrdio, portanto é um sítio óptimo para ver de fora e não voltar...

 

Depois, jantar calminho, miúdos a sossegar rapidamente e nós a deitarmo-nos cedo. Eu, com uma insónia fenomenal, avancei 100 e poucas páginas no "Em Parte Incerta"... (melhorou, mas não me agarrou ainda. Ora eu já vou a 60% do livro, portanto se calhar já vai tarde, não é?)...

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And the Oscar goes to...

25.02.13

Melhor filme para o Argo, do senhor sósia do meu marido...

(E é o filme que mais quero ver. Este e o "A Vida de Pi". E o "Amour". E o "Paperman"*. E o "Zero Dark Thirty"...

(Estou lixada, eu sei...!)

*Depois de escrever isto, a A. do Seis Estrelas e Meia deixou-me o link no Facebook e estive a ver o filme. Delicioso! Obrigada, A.!

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Sobre os policiais

23.02.13

Para mim,um bom policial tem que ter duas ou três características obrigatórias: ritmo, uma história inesperada (e um final surpreendente) e tem que fazer uso de técnicas policiais de investigação - metam polícias, detectives privados, o que for, mas tem que haver alguém à procura de respostas. Ok, "O Nome da Rosa" é um policial e nem por isso tem polícias - não há polícia envolvida, bem entendido, mas há uma investigação.

Se pego num policial e à décima página ainda não estou agarradíssima (daquele género que é impossível largar o livro), a coisa vai mal. Ok, aconteceu num dos melhores policiais do mundo, "Os Homens que Odeiam as Mulheres", do Stieg Larsson. Mas depois percebe-se para quê toda aquela apresentação da família. E o ritmo da narrativa é suficientemente bom para que não seja uma estopada ler aquilo.

 

Tudo muito diferente do que este "Em Parte Incerta", até agora, me trouxe. Vou na página 150 e nem vislumbre de "policiação". Ok, há uma mulher desaparecida e podia dar-se o caso de o livro ser sobre as buscas dela. Que pode ter morrido, ter sido assassinada, ter sido raptada ou, simplesmente, ter ido passar uns dias a uma cabana no meio da floresta. Até ver, não se sabe.

O problema deste livro, para mim, é que ele é muito mais sobre as pessoas do que sobre os acontecimentos - e as personagens não são muito interessantes... Atentem: só ainda li 150 páginas, portanto é perfeitamente possível vir aqui amanhã escrever um post sobre quão estúpida fui e dizer que o livro é a oitava maravilha dos policiais. Mas não me parece. O problema é essencialmente estrutural. O livro está construído em capítulos relativamente curtos, todos escritos na primeira pessoa (é uma coisa que não aprecio por aí além, nem neste nem noutros livros), e intercala dois narradores: o marido, Nick, e a mulher, Amy. Há ainda uma divisão em duas partes - ainda vou a meio da primeira parte. A primeira é sobre o desaparecimento dela, a segunda, aparentemente, é sobre o aparecimento. Na primeira, os capítulos da Amy são acerca do passado dela e do marido. A ideia, suponho, é contextualizar tudo o que se passa em torno do desaparecimento dela. Os capítulos dele são sobre os dias que se seguem ao desaparecimento. E chateia-me muito aquele andar para trás na história. Pode ser fundamental - acredito que sim, ou a autora teria ido por outro caminho - mas, até ver, é uma seca.

 

Desconfio que, no fim, vou estar a defender a minha dama: isto não é um policial porra nenhuma. Será, eventualmente um mix entre romance e mistério, mas um policial... duvido. E ou a coisa muda muito nas próximas 350 páginas ou não sei. Se tivesse que ir agora ao Goodreads avaliar o livro, dava-lhe uma estrela. Talvez o problema sejam as minhas expectativas. Entendam: eu sou apaixonada por policiais, já li dezenas, tenho preferidos, já li uns mauzitos, mas sei identificar os imperdíveis e as xaropadas. Quando vejo meio mundo a gabar este livro, é natural que fique curiosa e que me atire vorazmente à leitura. Expectativas a bater no topo, obviamente. E depois começo a ler e aquilo e... meeehhhhhh... não anda, não tem um gatilho forte, parece uma sopa morna... Altamente desapontada, prossigo a leitura, na esperança de que algo ali me faça mudar de opinião rapidamente. Ainda estou à espera... porque, 150 páginas depois, o mais normal seria já ter desistido. Estou a dar-lhe (me) uma oportunidade. A ver vamos...

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Está um elefante no meio da sala...

23.02.13

Ontem à noite o senhor marido foi petiscar com uns amigos. Eu instalei-me cedo na cama, pronta para tentar perceber o fascínio que por aí anda com o "Em Parte Incerta", da Gillian Flynn (ainda não percebi, mas adiante).

A dada altura, o seguinte diálogo:

Marido: comprei um banco.

Eu: Espero que não tenha sido o BPN.

Marido: não, muito mais giro...

 

(Sim, tenho um banco de jardim no meio da sala...)

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Caríssimo Saint Peter - em funções de gestor meteorológico e não em funções de porteiro do céu

22.02.13

Eu sei que já está toda a gente farta do Inverno. Todos queremos que chegue depressa o Verão para podermos deixar de vestir 549 casacos em cima de 27 camisolas, para podermos trocar as botas pelas sandálias, para podermos ir grelhar para a praia. Certo.

Calha que a mim dava-me jeito que o Verão chegasse tipo daqui a 7 minutos, que é quando a minha máquina de lavar acaba de torcer pela segunda vez hoje. Não tenho varandas e preciso de secar roupa. É isto. Uma razão perfeitamente válida. Dá para fazer isto acontecer? Verão daqui a 7 minutos? Sim?

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Dos sonhos

22.02.13

O meu, vocês sabem, sempre foi escrever. Viver de e para escrever. Ainda não pago contas com a minha escrita. Mas a minha agenda já está preenchida com to-dos que começam com "Escrever...". São crónicas, são posts, são short-stories, é um projecto muito meu. Escrever está a tomar conta dos meus dias e isso foi aquilo com que sempre sonhei.

Se há coisa em mim em que eu sempre acreditei foi nisto, na minha escrita. Se tenho um talento, é este. Sem falsas modéstias. E acredito que um dia, talvez daqui a menos tempo do que posso agora supor, vou poder mesmo viver só da escrita. Será a escrita a minha profissão e, quando me perguntarem o que faço, direi que escrevo. Sem medo de julgamentos, sem receio de olhares desconfiados de quem não percebe como raio alguém consegue viver de palavras. Eu hei-de conseguir. E hei-de conseguir fazê-lo sem me vender, sem descer a um nível que não quero que seja o meu, sem colocar em risco um nome. Hei-de construir-me sólida, para além das dúvidas. Das minhas e das dos outros. Eu sou capaz. Eu acredito.

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Para os pais

21.02.13

Ontem ao jantar o infante pediu para ver vídeos do YouTube no meu telemóvel. Acedi. Perguntei o que queriam ouvir e, depois do debate habitual em que eles os dois não se conseguem entender, fui eu que decidi pôr um vídeo de uma coisa que apareceu no Panda há uns dias: Sónia e as Profissões.

Ora acontece que eu ainda não tinha percebido que a Sónia é a Sónia Araújo (isso, a da Praça da Alegria). Já tinha ouvido uma das músicas no Panda e pareceu-me bem. Pus o vídeo da Professora. Pareceu-me a Sónia Araújo. Mostrei ao senhor marido que rapidamente arregalou os olhos, assobiou e disse "ui, ui, é a Sónia Araújo, é...". Pois... Boazona in tha house. A seguir nova música: o Bombeiro. Sónia Araújo de leggings, tudo demasiado sexual (parece-me) para miúdos pequenos. Tudo muito bom para os pais dos miúdos pequenos. A meio da canção veio o verso que me intrigou:

"Quem vai tocar a sirene? É a bombeira Marlene!"... Ou eu estava sugestionada ou esta frase é, vá, duvidosa... Mas pode ser de mim. Só que uma Marlene a tocar uma sirene parece-me mais coisa de filme porno do que de música infantil...

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Aviso

20.02.13

Depois do mega ataque de spam de que o meu blog foi vítima esta tarde, tive que activar o mecanismo anti-spam. É temporário, juro. Não deixem de comentar, please!

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Sabores que são lugares

20.02.13

Bacalhau à brás. Caldo verde. Salsa acabada de colher. Batatas fritas pála-pála. Canja de galinha. Bifanas grelhadas barradas com Vaqueiro e temperadas com sumo de limão. Açorda alentejana. Batatas abafadas. Sopas de peixe. Tomatada. Estes sabores, estes cheiros são o meu Alentejo. Sentir qualquer um destes cheiros ou sabores é uma espécie de teletransporte para um lugar e uma época de que só posso ter saudades. Tive uma infância tão feliz no Alentejo que é difícil não sorrir quando fecho os olhos e me sinto novamente "lá", naquele sítio, há quase trinta anos. É bom ter memórias assim...

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Isto não é um baby blog

20.02.13

Os mais atentos que me lêem sabem que tenho blog há quase 10 anos. Isso, uma década. Fui mudando de poiso, mas a "linha editorial" nunca variou muito. A minha vida, sim.

 

Quando comecei o meu primeiro blog era uma miúda de 24 anos que tinha uma vida de miúda de 24 anos. Ainda vivia com os meus pais, trabalhava, ia tendo uns namorados e umas coisas parecidas, saía muito, andava sempre em jantares e sessões de copos. O normal, portanto. Era disto tudo que falava no blog, porque era esta a minha vida.

O tempo passou. Engravidei e achei que não ia deixar de ter o blog que sempre tive e que não ia deixar de falar dos assuntos de sempre, para passar a falar só da gravidez e do bebé e afins. Enganei-me redondamente. Por força das circunstâncias abandonei o meu blog público, abri um privado e continuei a escrever... mas passei a ter um baby blog em vez de ter um "lady blog". Normal, diria eu. Pois se a minha vida tinha mudado... se tudo girava em torno daquela bebé, era natural que a minha escrita andasse quase toda à volta do mesmo. Não me chateei muito com isso. Claro que fui sempre metendo outros assuntos pelo meio, porque, apesar de ser mãe, eu não era apenas mãe e continuava a ter interesses para além da maternidade, mas assumi o rótulo do blog e não quis desviar-me muito dele.

 

Em 2009, quando comecei este blog, a ideia era distanciar-me dos assuntos da órbita da maternidade. Queria sentir-me outra vez eu - não que eu fosse menos "eu" por ser mãe, mas sentia que estava a escrever num espaço que tinha um propósito mais reduzido do que aquilo que eu queria na altura. Senti que era a altura certa: a minha filha já tinha um ano e tal, já não era um absorvente ultrapotente de atenção e eu já tinha regressado ao mundo, depois de ter andado durante algum tempo naquela bolha.

Não tenho um baby blog. Tenho um my-life-blog. E a minha vida inclui duas crianças, por isso é natural que fale delas de vez em quando. Não falo só delas, mas falo muito delas porque a minha vida é assim mesmo - e o que vocês vão lendo aqui não é mais do que isto: a minha vida.

 

Não estranho nada quando um blog, até então mundano e "normal", passa a ser uma espécie de baby blog por força da parentalidade de quem o escreve. Faz parte, são coisas da vida. E, a menos que o/a autor/a se torne um/a chato/a obcecado/a com o assunto, que a escrita vire dicionário cutchi-cuthci, não é por causa disso que deixo de ler. Não tenho um radar anti baby blog nem nada que se pareça. Há baby blogs muito mais giros e divertidos do que muitos blogs ditos normais. E há, parece-me, uma nova corrente de mummy-blogs (alguns dos quais muito chatos, porque passam a vida a "evangelizar" em tom paternalista e isto, sim, é coisa que me faz deixar de ler um blog) que conseguem um bom equilíbrio entre assuntos de filhos e assuntos de mães.

 

Aqui há dias, quando a Pipoca anunciou a gravidez, deixou bem claro que o blog dela não vai ser um baby blog. Talvez não. Mas há-de ser um life-blog e mesmo que o pipoco não vire eixo em torno do qual tudo gire, há-de aparecer. É normal, é natural e o blog não perderá a essência por causa disso. Porque um blog é sempre de quem o escreve e, a menos que seja um blog ficcionado, falará sempre da realidade do autor. E nesta realidade cabem filhos, cães, gatos, canários, patos e cavalos, roupa e sapatos, viagens e refeições. É normal. Nós evoluímos, a nossa vida evolui e os blogs também. E ainda bem!

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Conto-te #10_Paralelas

20.02.13

Eu costumava pensar que me arderiam os olhos queimados pelas lágrimas. Acreditava que o tempo não curava coisa nenhuma, antes aprofundava feridas já de si apocalípticas. Costumava acreditar que a vontade não me bastava nem nunca poderia ser gatilho para uma hipotética salvação. Costumava ceder perante as intempéries, render-me às evidências, acatar e aceitar o que cruzava o meu caminho e que tantas vezes me fazia tropeçar.
Acreditei no destino enquanto rede de funâmbulo - por muito que eu caminhasse apoiado no vazio, a rede aplacaria a queda, se a houvesse. Acreditei que não valeria a pena lutar contra marés mais poderosas do que eu, que era apenas um corpo sobre a terra, uma vida e pouco mais.
Depois vieste tu. Poderia escrever mil poemas acerca da noite em que nos cruzámos, a noite gelada em que não sentimos frio nos ossos. O rio a embalar-nos as preces, a vida a correr devagar e nós parados, como numa fotografia. Deixámos que a paixão nos invadisse, não erguemos barricadas, não organizámos defesas. Acatámos todos os sorrisos acreditando que eram sinal de amor. E foram.
Demos uso aos dias que nos foram oferecidos, aproveitámos o tempo para perceber o que era isto de amar alguém além de nós mesmos. Quisémos, inclusive, perpetuar a doce magia que nos tocou gerando filhos a partir do teu ventre.
Depois, um dia, quando nada o faria prever - porque as histórias são sempre assim, improváveis e tortuosas -, não voltaste para casa. Saíste e não voltei a ver-te. Depois da angústia de não saber de ti, depois do medo de que te tivesse perdido para sempre, de que tivesses morrido de repente, veio a certeza de que a tua vontade ditou o teu caminho. Soube-o mais tarde, por um dos nossos filhos. Estavas bem e estavas longe. Disseste que te tornei a vida num inferno e que por isso fugiste. Disseste que aguentaste até ao limite das tuas forças e que depois não te restou senão seguir viagem. Sem mim. E eu chorei. Chorei porque não percebi, durante trinta anos, o mal que te fui fazendo. Chorei porque vi na minha solidão a tua, abandonada a uma vida monótona e sem sumo, anos e anos a fio. E chorei de raiva, por nunca te ter mostrado que podias partilhar comigo tudo, inclusive tristezas. E com o tempo secaram as lágrimas. Mas o sossego, esse nunca chegou.

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Eu e os bebés dos outros

18.02.13

Sempre adorei bebés (ok, crianças também, mas os bebés têm extra-cuteness e fazem menos estragos). Há nos anos era ver-me a fazer de babysitter em tudo quanto era sítio. Os filhos dos amigos eram cobaias perfeitas para eu exercitar o meu instinto maternal A.F. (antes dos filhos). Depois vieram os meus. Continuei a adorar bebés. Continuei a não me importar de ser babysitter de vez em quando. Mas deixei de achar tanta piada aos filhos alheios porque agora tenho os meus que me consomem a maioria dos sorrisos. Ainda assim, os bebés ocuparam sempre um lugar especial no meu coração. Até que.

 

Temos uma prima com um bebé de três meses. Quando o vejo pego-lhe, ando ali um bocadinho com ele e assim que ele começa a refilar é bye-bye, vai lá à tua mãe.

Este fim de semana estive com um bebé com seis meses. O máximo que fiz foi um gugu-dadá aí a um metro de distância. Não tive vontade de pegar, de mudar fraldas, de assistir ao portfolio de gracinhas. Nada.

Depois há a filha do meu best-friend, que joga noutro campeonato porque se instalou confortavelmente naquele espaço do coração reservado aos sobrinhos - por enquanto é a única. Ainda por cima é linda. E sossegada. Arranca-me sempre uns "oh pá..." quando vejo fotos dela (e quero muito ir visitá-la esta semana, que já tenho saudades da pimpolha).

De resto, nada. Zero vontade de pegar, de estar com, de brincar com, de ver bebés. Curei-me daquele bichinho que me fazia querer ter mais filhos. Yep, loja fechada. Ficamos por aqui. Temos dois, são lindos e enchem-nos as medidas. Está bom assim e é assim que a nossa vida faz sentido. Somos super abençoados com estes que nos calharam em sorte, temos tudo o que era suposto ter no campo familiar. (Claro que se viesse um terceiro era bem vindo. Mas se antes não nos importávamos com a questão, agora sentimos que estamos bem assim).

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Outra da vizinha que não é cuchulheira (faria se fosse)...

18.02.13

A senhora anda intrigada comigo. Vê-me por aqui todos os dias, às horas a que as pessoas "normais" estão no trabalho. Já por várias vezes tentou abordar o assunto. Hoje foi on spot. Fui lá à mercearia comprar fiambre. Enquanto ela fatiava o dito...

 

- Atão tu trabalhas em casa, né?

- É.

- É o quê? Informática?

- Não. É marketing, comunicação...

- Atão e isso dá?

 

Diz ela que não é cuchulheira. Se fosse, fazia o quê? Pedia-me o extracto da conta bancária??

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Eu sei de tudo... mas ainda não posso contar!

18.02.13


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Trabalho

15.02.13

Tenho uma série de ideias a florescer. Tenho muita vontade de as agarrar com força e em força e de as fazer vingar. Estou ansiosa por arrumar de vez com a semana de mini-férias e entrar de cabeça na semana que vem, que vai ser de estruturações, de planeamentos, de definição de estratégias. De progressos, espero.

 

Preciso de me sentir útil. Preciso de aplicar os meus conhecimentos e as minhas capacidades. Preciso de dar destino à criatividade. Preciso de arregaçar as mangas. Preciso de me desafiar. Preciso de apostar de novo em mim. Preciso de arrumar com o passado que tanto me deitou abaixo. Preciso de recuperar a minha energia. Preciso de voltar a ter vontade de saltar da cama para me pôr a trabalhar. Preciso de me tornar válida novamente (e sim, estou a falar do ponto de vista financeiro). Preciso de me mexer. Estou farta de me sentir incompleta e diminuída. Estou farta de não contribuir com quase nada para o rendimento familiar. Estou farta de me sentir mal aproveitada. Estou farta de estar farta. Sei que sou capaz de mais e de melhor. E sei que sou capaz de muito. Só preciso é de começar...

 

[Fingers crossed!]

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Sobre o meu Dia dos Namorados

15.02.13

Não consegui fazer frente ao Benfica. Perdi a batalha. Aproveitei para ler mais 50 páginas do livro. Jantei sopa de legumes. Não comi nem um dos suspiros que comprei para sobremesa. Aspireis os corações do lavatório (não teria feito aquele alarido todo se não soubesse como extreminá-lo rápida e eficazmente!). O romantismo é uma cena que não nos assiste. Para o ano há mais... Ou então não.

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Priceless...

15.02.13

Ontem, na mercearia aqui do bairro. (Nota prévia: a dona da mercearia é aquela pessoa que comenta TUDO o que os clientes compram. Do tipo "levas vinho?? Muito gostas tu de vinho!" ou "Levas massa? Tá-se mesmo a ver que o jantar hoje é a despachar!"...)

 

Entrei com os miúdos. Entretanto entrou outra vizinha. A conversa desenrolou-se e a rapariga lá disse que já não mora aqui, mas habituou-se a fazer as compras aqui na rua (talho, farmácia, etc.). Diz a senhora da mercearia:

 

- Ah já não moras aqui?? Vês, se eu fosse CUCHULHEIRA sabia! Mas só agora é que soube que já não tás cá. Eu no outro dia bem vi o pai do teu filho a subir ali para o prédio com um casal, até pensei se tu estarias em casa. Mas é pa veres que eu não sou CUCHULHEIRA, não sabia de nada...

 

(Não... nada cuscuvilheira, não senhora...!)

 

Entretanto, conversa sobre o meu jantar. Eu disse qualquer coisa à mnha miúda acerca de o jantar ser peixe cozido (que ela adora). E diz logo a senhora da mercearia:

 

- Oh XPTO, tens que comer peixe cozido! As meninas que não comem peixe cozido ópois ficam cas pernas tortas...

 

(Really??? Eu mereço?!?!?!?!?!)

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Happy Valentine's Day!

14.02.13

 

Deitei-me às três da manhã. Entre apagar coisas do computador e fazer corações de papel, a coisa demorou. Preparei uma pequena surpresa para hoje. Espalhei os corações na casa de banho, sítio de passagem obrigatória do marido, antes de sair para o trabalho. Enviei a surpresa na mala dele. Deitei-me, subitamente desperta, depois de ter estado quase a fechar os olhos em frente ao computador. Li. Hoje acordei com vontade de... hibernar. (Preciso taaaaaaaaaaaaaanto de dormir!! Mas em vez disso vou encarnar a Gata Borralheira e dar conta do estrago que dois pirralhos fazem em cinco dias em casa...!)

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Hoje

13.02.13

Acordar devagar, agarrada à miúda que, estando de férias, tem aproveitado para se ir enfiar na minha cama quando sol começa a nascer. Depois tratar de nós e rumar ao Ikea. Precisava de umas coisinhas e achei que conseguia fazer estas compras com eles a reboque. Não me enganei. Fomos. Portaram-se lindamente. Adoram andar enfiados no carro de compras (eu adoro menos, porque empurrar os 32 quilos dos dois, mais o peso do carro, é dose!). Ela andava há que tempos a pedir para ir almoçar "almônguedas" ao Ikea. Acedi. Comeram eles (eu, com sobras em casa e sem querer comer coisas altamente calóricas, portei-me bem e não almocei!), enquanto fomos brincando. Depois estiveram um bocadinho aos saltos naquele "coreto" para miúdos, na zona de refeições. E voltámos a casa. Agora o infante dorme, eu escrevo e ela vê o Panda (hoje, como é véspera de voltar à escola, não insisti na sesta, para ver se logo aterra mais cedo e depressa!). E é isto. Está-se bem por estes lados...! (E quem me segue no insta já percebeu que o mood e o ânimo têm sido outros!!...)

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Conto-te #9_O jogo do mundo

13.02.13

Não faças nada. Fica onde estás. Abre os olhos apenas para que vejas se é de dia ou se o sol já se pôs no horizonte. Fica inerte. Não penses. Não divagues. Não questiones. Sente os minutos que te passam pelo corpo como se fossem apenas um sopro. Não lutes. Não faças das tripas coração. Não conquistes. Não ambiciones. Não te afirmes. Sê amorfo. Sê pequeno. Sê ridiculamente pequeno. Sê invisível. Sê apenas peso sobre a Terra. Sê gigante. Vai à guerra de peito aberto e de mãos vazias. Usa cada palavra que digas como uma arma, como uma adaga, como uma seta. Atira ao alvo. Acerta. Se não acertares, atira de novo. Não quebres. Não te rendas. Não sucumbas. Grita até que te saiam pulmões pela boca. Grita até que o coração te caia ao chão. Persiste. Insiste. Vai até ao fim do mapa e, quando ele acabar, desenha um mapa novo. Inventa. Cria. Faz-te pegada sobre a Terra. Faz-te imortal. Sê razão. Sê lembrança. Sê exemplo. Sê forte mesmo quando fores fraco. Sê maior do que és. Cresce. Avança. Evolui. Encontra respostas novas para questões antigas. Dá novo significado ao mundo. Acrescenta. Transforma. Materializa. Aposta tudo o que tens. Arrisca. Arrisca de novo se perdeste anteriormente. Arrisca a vida. Arrisca a alma. Arrisca tudo. All in. Se não arriscares, arriscas muito mais. Vais ao sabor do vento. Não deixas nada de ti para trás. Não sabes com o que contar. Não sabes para que lado segues. Deixas que te arrastem. Caminhas com pés que não são teus. Falas com uma voz que não é tua. Sujeitas-te ao mundo. Submetes-te. Deixas que o mundo faça de ti um mero peão. Murro na mesa. Vira o jogo. Comanda. Guia. Decide. Vive.

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Dia de aniversário

12.02.13

1 - Acordar e fazer um bolo

2 - Pequeno-almoço com as melhores amigas do mundo

3 - Prendinha dos colegas do ginásio

4 - Os sapatos do dia, na altura em que foram trocados por umas sabrinas

(já não estou habituada a andard e saltos e aguentei até poder...)

5 - O ramo de flores, mimo do marido

6 - O bolo improvisado para os parabéns caseiros

7 - O tradicional postal de aniversário do marido



Ontem foi um dia maravilhoso! Acordei e fui fazer o bolo que tinha prometido que levava para o ginásio. Depois, mimos com a minha gente, entretanto acordada. Seguimos para o café do costume, onde tive a surpresa da presença da S., além da da Lia. Depois levámos o infante a casa dos meus pais e seguimos, eu e a infanta, para o ginásio. Fiz uma aula de hidroginástica puxadíssima enquanto ela brincava com as filhas da professora e de dois colegas de piscina. Partimos o bolo, os amigos do ginásio ofereceram-me uma pulseira gira, gira e voltámos aos meus pais para almoçar. A esta hora já o pimpolho dormia a sesta... Almoçámos e fomos ao Dolce Vita, para a miúda ir andar lá naqueles parques de diversões. Estavam apinhados, desistiu em menos de nada. Em vez disso, deixei-a andar num cavalo-com-rodas, que me puxou pelo físico (que aquilo era um bocado grande para ela e eu é que tive que o andar a empurrar). Voltámos para ir buscar o princípe, acabadinho de acordar da sesta. Viémos para casa. Ao sair do carro peguei nas tralhas todas, inclusive na boleira com o resto do bolo... acontece que mamãe não fechou bem a boleira, aquilo abriu-se e o bolo aterrou no chão... Depois encarnei o meu papel de sempre, fiz o jantar e tratei deles. No final, dada a triste morte do bolo de aniversário, foi preciso improvisar. Havia bolachas, foi isso mesmo que fez de bolo. Cantaram-me os parabéns, soprámos as velas e ficou feita a festa. Não podia ter sido melhor!!

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