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Cantiga de embalar

30.11.12

Na nossa última ida à terra o senhor meu filho habituou-se a que eu lhe cante uma canção antes de o deitar. Logo eu, que sou praticamente uma Callas...! Bom, lá na terra, perante a insistência dele em não se querer deitar, sentei-o ao colo e comecei a cantarolar. Daí até tornar isto num hábito foi um tirinho. Agora o ritual repete-se: mudar a fralda, vestir o pijama, pegar no "bié" (o boneco nojento sem o qual ele não dorme em lado nenhum), pegar-lhe ao colo, encostá-lo no meu ombro e cantar - sempre a mesma música, adaptada a ele: "ó papão vai embora, lá de cima do telhado, deixa o meu bebé dormir, um soninho descansado". 

 

Ontem, porém, o cantor de serviço foi o senhor marido. Que não conhece a música de embalar. Mas conhece outras... Portanto, crianço encostado no ombro do marido e começa a cantoria:

 

"SLB... SLB... SLB... GLORIOSO SLB... GLORIOSO SLB..."

 

Lá fui eu salvar o puto. Peguei nele, começo a cantar a canção do costume e o pigmeu vira-se:

 

"Ó MÃE, ÉXA NÃO. ÉTA: ÉX-Ú-VÊ..."

 

E ali fiquei eu, a cantar o mix SLB-papão-SLB... (e o paizinho ao longe a rir e a murmurar "está convertido"!)

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Come along #15

29.11.12

Um blog: Costureira de Palavras

 

Um texto: Perfection bores, Mary Basics (e acho que alguns de vocês vão reconhecer o braço...)

 

Um livro: "O Messias", Boris Starling

 

Uma citação:

 

Um filme: "Love Actually", Richard Curtis

 

Uma música: "Everything is embarrassing", Sky Ferreira

 

Uma receita: Pumpkin Cheesecake Bites

 

Uma imagem: Baby gigles

 

Uma ideia: Calendário de Advento

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Marmelada

29.11.12

Ontem andei na marmelada. E pois que arranjar um quilo e meio de marmelos é uma chatice. E pois que a receita a Bimby não dá para o meu gosto. Eu gosto de compotas "sólidas", portanto meia hora a 100º não dá. Tive a Bimby a rodar durante uma hora, mas a marmelada ficou uma delícia. E como sou anti-desperdício (e pro-trabalheira) hoje, às 7h, tinha a máquina a rodar novamente... para fazer geleia de marmelo. E para que quero eu geleia de marmelo? Para dar brilho a tartes, ora! Há uma tarte de maçã (cuja receita ainda não descobri) que vai ver a luz desta geleia já no fim de semana.

 

E por falar em bolos e em fim de semana... começa no domingo a nossa época das festas: aniversário dela, natal, ano novo, aniversário dele, aniversário da sogra, aniversário do marido, aniversário aqui da menina, dia dos namorados... E é isto! Boa quinta, gente!!

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Conto-te #4_Jeremias, mi amor

28.11.12

Maribel afaga o rosto com a mão sedosa. As unhas vermelho-sangue traçam um risco da têmpora ao queixo, num trejeito que se pretendia sedutor mas que é apenas patético. Ajeita a saia demasiado curta, demasiado vermelha e demasiado velha. Embeiçou-se por Jeremias, contrabandista de budas made in China, inveterado sedutor de damas enjeitadas, exímio driblador de guardas plantados em fronteiras pouco frequentadas. Maribel mora na vila que fica ali mesmo a meio quilómetro da fronteira. Nasceu de mãe pouco séria por isso ninguém espera muito dela. Entretém-se a ver quem chega de novo à vila. Enfeita-se para o caso de ser hoje que conhece o pai dos seus filhos, homem da sua vida, passaporte dali para fora, já que Jeremias não lhe dá esperanças. Exagera na pintura e na atenção que dedica aos contrabandistas, essa corja de mal-amados que não faz mais do que ganhar dinheiro ilicitamente e prometer amor a donzelas de fraca cabeça. Jeremias é presença mais ou menos frequente por aquelas bandas. Caminha depressa, de cigarro preso no canto da boca, como se o mundo não passasse por ali. Maribel chama-o num esganiço fininho, num sotaque cerrado de espanhola convicta, Jeremias, Jeremias, mi amor. E Jeremias passa ao largo, sorrindo enquanto a olha de soslaio, num movimento de jogo de gato e rato que não tenciona terminar. Passa a fronteira e deixa Maribel para trás enquanto chora em silêncio e maldiz a vida que lhe calhou em sorte. Jeremias, insuspeito conquistador, enleou-se na boca vermelha de Maribel mesmo sem nunca lhe ter tomado o sabor. Contrabandeia budas made in China como podia contrabandear peúgas ou cigarros, panelas ou drogas de fumar, apenas para passar ao lado de Maribel e sentir-lhe o perfume demasiado quente e a boca demasiado longe. Talvez um dia lhe responda ao chamado, Jeremias, mi amor, lhe passe a mão pela cintura e lhe desfaça, num beijo, o batom demasiado vermelho. 

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nsf december pic

27.11.12

E cá estão os temas para dezembro... Let's have fun, shall we?? (A tag é #nsfdecemberpic.)

 

1_happiness
2_nostalgia
3_anxiety
4_glutony
5_routine
6_sadness
7_hope
8_craving
9_satisfaction
10_power
11_broken
12_weakness
13_achievement
14_fear
15_courage
16_blindness
17_anger
18_rush
19_lust
20_awesome
21_alone
22_light
23_movement
24_celebrate
25_feast
26_faith
27_speak
28_silence
29_warm
30_thankful
31_goodbye

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Disto de acordar antes do sol nascer

27.11.12

Por uma questão de aproveitamento de tempo, resolvi tentar começar a levantar-me cedo. Muito cedo. Juntei-me ao grupo da Rita no facebook e lá fui eu (o facto de estar no grupo não altera muito o meu comportamento. Não me sinto obrigada a cumprir nada, não me sinto obrigada a dar feedback. Mas faço-o porque... sim). Comecei na semana passada. A ideia é levantar-me às 6h. Os dois primeiros dias foram um gigantesco fail. O resto da semana correu bem. Inclusive sábado, dia em que saltei da cama às 7h. Esta semana, mais do mesmo. Ontem, tirei o rabinho da cama às 7h45. Precisava mesmo de dormir, depois daquele fim de semana épico. Hoje saltei às 7h. Liguei o ferro e a televisão e tratei de deitar abaixo a roupa que lavei no fim de semana. Ainda me sobrou um montinho para amanhã de manhã.

 

E o que é que isto já me trouxe? A confirmação do que eu já sabia: o meu corpo só funciona com 7+ horas de sono. Tudo o que seja menos do que isso significa um problema ao fim de uns dias. Claro que aguento dormir só cinco horas, por exemplo. Mas ao fim de uma semana ando a bater com a cabeça nas paredes e a precisar mesmo de uma cura de sono a sério. Não serve, portanto. Posto isto, e porque quero levantar-me cedo, já percebi que, para estar a pé às 6h, o ideal é deitar-me às 22h. Adormecer às 22h, isto é. E isso, cá em casa, até é relativamente fácil de conseguir. O dia mais complicado é mesmo a segunda-feira, dia em que jantamos mais tarde porque o senhor marido dá à costa mais tarde. Ontem, por exemplo, adormeci às 23h. Cedi ao que o meu corpo me pediu e hoje só alvorei às 7h. Logo conseguirei deitar-me mais cedo e amanhã já entro nos eixos.

 

O que eu noto nisto de me levantar cedo é que chego a meio da manhã com uma energia brutal. Mas chego ao fim da tarde a desejar que sejam nove da noite para me enfiar na cama. Faz parte. Sabe-me bem esta rotina galinácea. Ou de velha, vá.

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...

27.11.12
A Rádio Comercial (de que gosto muito) consegue a proeza de "reunir" o quinteto de cantores mais chatos da história da humanidade. Mafalda Veiga (zzzzzzzzZZZZzzzZZZ), André Sardet (mega bocejo...), Miguel Ângelo (really?? Como é que este gajo ainda canta???), João Pedro Pais (ainda mexe??), Luís Represas (boooooooring!!). Com tanta coisa boa para passar, porquê a insistência nestes chatos???

[Eu sei a resposta a isto. Don't bother...!]

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O melhor brownie do mundo

24.11.12

 

Hoje de manhã madrugada fiz um brownie. É a receita que sugeri no Come Along #5. Pediram-ma no Facebook e achei melhor partilhar a versão revista e aumentada (ou seja, adaptada a medidas portuguesas e aumentada para fazer um tabuleiro de 20x30cm).

 

Ingredientes:

 

280gr de chocolate de culinária

225gr de manteiga

400gr de açúcar

3 colheres de chá de extracto de baunilha

5 ovos médios (ou 4 grandes)

240gr de farinha

1 colher de chá de sal

1 colher de chá de fermento

 

Preparação Bimby:

 

Pré-aquecer o forno a 180º. Forrar o tabuleiro com folha de alumínio, deixando um bocado para cada ponta, para ajudar a desenformar no fim.

Derreter a manteiga com o chocolate 6min/80º/vel.1. Programar 2min/vel. 3 e juntar os ovos um a um, deixando bater uns segundos antes da adição seguinte.

Juntar o extracto de baunilha. Juntar os ingredientes secos, colocando o sal e o fermento no fim, em cima da farinha. Bater 1min/vel.4, até estar bem envolvido. Deitar no tabuleiro e levar ao forno entre 35 a 45 minutos (depende dos fornos). O brownie estará bom quando o palito, espetado no meio do bolo, sair húmido, mas não com a massa a escorrer.

 

Preparação tradicional:

 

Pré-aquecer o forno a 180º. Forrar o tabuleiro com folha de alumínio, deixando um bocado para cada ponta, para ajudar a desenformar no fim.

Derreter o chocolate com a manteiga em banho-maria, tendo cuidado de não deixar queimar o chocolate. Tranferir para uma taça.

Juntar os ovos um a um, batendo bem entre cada adição.

Juntar os ingredientes secos, colocando o sal e o fermento no fim, em cima da farinha. Bater até incorporar.

Deitar no tabuleiro e levar ao forno entre 35 a 45 minutos (depende dos fornos). O brownie estará bom quando o palito, espetado no meio do bolo, sair húmido, mas não com a massa a escorrer.

 

[Isto, garanto-vos, é de ir ao céu e voltar. E depois é de passar 15 dias com o rabo enfiado no ginásio, a fazer tudo o que seja aula-para-queimar-calorias...!]

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Conto-te #3_O mundo é uma rua que termina demasiado cedo

21.11.12

Aparece por ali ao fim da tarde. O cabelo branco apanhado num nó largo, como que plantado no alto da cabeça, as mãos sempre enfiadas nos bolsos para esconder o tremor, os passos incertos, por vezes até demasiado bruscos. Idália calcorreia a rua ouvindo só o som do seu caminhar. Apesar dos carros que lhe apitam quando atravessa demasiado dispersa. Apesar das vizinhas que a cumprimentam e lhe perguntam pelo filho e pelo cão. Apesar dos cães que lhe ladram em redor das pernas. Idália ouve apenas os seus passos como prenúncio do lugar para onde se dirigem. Chega ao fim da estrada e levanta finalmente os olhos do chão. Já não sabe por onde seguir, agora que lhe roubaram o resto do caminho. Em frente, nada. Queda-se silenciosa por um instante, à procura de algo que lhe devolva o chão. Roda nos calcanhares e retorna pelo mesmo caminho, as mãos ainda afogadas nos bolsos, os ouvidos ainda fechados aos sons que vêm de fora. Regressa a casa, a primeira casa da rua, onde termina o barulho e começa o silêncio. Do filho não sabe vai para seis meses. Talvez sejam seis anos. Idália deixou de contar o tempo quando deixou de ter estrada debaixo dos pés. Esqueceu-se de si, da vida que viveu, não sabe que se chama Idália nem que tem 68 anos, um filho e três netos. Esqueceu o dia em que se apaixonou pelo marido, entretanto falecido. Esqueceu a sua doença e os dias que passou. Para Idália, o mundo é uma rua que termina demasiado cedo, e que, sem explicação, lhe desaparece debaixo dos pés.

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A propósito

19.11.12

... do post da Sílvia que linkei no Come Along da semana passada.

 

O que eu faço é simples: como tenho que ir levar a miúda à escola e o miúdo à avó, visto-me em conformidade. Na verdade, visto-me como se fosse trabalhar para um escritório "normal", excepto no que toca a calçado: há meses que não ando de saltos. Quer dizer, tenho umas botas de cano curto que têm um salto médio e uso-as muito, porque as bichas são super confortáveis, mas calçar sapatinhos todos "pipis", com saltos de 10cm, nem por isso. Acho que só fui uma vez levá-los de fato de treino, e foi porque ia correr a seguir. Só me maquilho se for a algum lado nos entretantos: às compras, à biblioteca ou almoçar com uma amiga. De resto, cara lavada para a pele descansar. E não, nem sequer um rímel, nem um blush, nem um gloss. Creme hidratante (quando me lembro) e siga a marinha. Quando trabalhava fora, a maquilhagem era imprescindível todos os dias. Agora confesso que não me apetece... (quer dizer, agora que estou a escrever sobre isso até que está a apetecer-me pôr um pó na cara, mas já me passa a vontade...). Portanto, nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

 

Depois, quando chego a casa e me preparo para trabalhar, a única coisa que faço é trocar de calçado (e nem sempre - se tiver os pés quentes fico como vim da rua, mas não consigo trabalhar sem estar confortável e pés frios, para mim, não dá): calço as minhas pantufas-maravilha, que são quentinhas e super confortáveis. E, se tenho mesmo muito frio (como hoje), visto o robe por cima da roupa (não tenho aquecedores ligados e não vou ter enquanto o robe for suficiente para me manter quente - quer dizer, gastar um balúrdio de electricidade só para não estar a trabalhar de robe parece-me parvo).

 

Depois, à hora de ir buscar os miúdos é só inverter o processo e já está. Claro que desde que estou em casa deixei de ter (tanta) justificação para comprar roupa, pelo que a coisa anda sempre pelo mesmo: calças de ganga/coloridas, uma camisola de malha/algodão, um casaco, um lenço/cachecol e já está. Zero acessórios, além do relógio, que uso por uma questão de utilidade e não de "embelezamento". E é isto.

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14

16.11.12

Há 14 anos era segunda-feira e blá blá blá... 14 anos depois fazia tudo igual.

 

Há 9 anos fui sozinha ao cinema ver o "Love Actually". Na altura estávamos separados e aquilo doeu p'ra caramba. Estar ali, no cinema, numa sala apinhada de casais e famílias (era fim-de-semana) foi tortura. Porque ele era o homem que eu queria e a vida seguido outro caminho.

 

Entretanto voltámos e este filme, e esta cena em particular, deu o mote para o nosso casamento. Sem pensarmos muito nisso, acabou tudo a girar à volta deste assunto e foi bom. Ele inspirou-se nesta cena e preparou-me a maior surpresa da história e foi melhor ainda.

 

Portanto hoje, 14 anos depois de termos começado a nossa história, a imagem serve na perfeição para ilustrar aquilo que sinto. To me, you are perfect!

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Missão cumprida

15.11.12

De vez em quando recebo mails vindos desse lado, de quem me lê. E percebo, pelo que me dizem, que me vêem exactamente como sou. Porque aqui é assim mesmo: a Marianne e a Lénia são uma e a mesma pessoa. Claro que não conto aqui todos os detalhes da minha vida. Há coisas que são privadas e que são vividas em privado e que, simplesmente, não se partilham. Mas o resto, o que aqui aparece, sou eu. Então porquê o nickname? Porque, quando criei este blog, depois de ter tido mais não sei quantos, apeteceu-me que este fosse anónimo. Mas eu sou tão... eu a escrever que fui "apanhada" muito rapidamente. Mantenho o nick porque sim, mas não escondo o meu nome nem tenho por que o fazer. Depois acontece ser tratada por Marianne por pessoas que me conhecem ao vivo (olá, Raka!) e já não me faz confusão.

 

E é isto. Quando recebo um desses mails em que percebo que as pessoas entendem exactamente o que está deste lado e me conhecem, fico feliz e com a sensação de missão cumprida. Porque não estou aqui para ludibriar ninguém, a personagem nem sequer é uma personagem na verdadeira acepção da palavras e eu não sei ser senão assim, óbvia e transparente.

 

[Obrigada a vocês, que se dão ao trabalho de me ir mandando mails! Adoro!!]

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Come along #14

15.11.12

Um blog: Dias de uma Princesa

 

Um post: "As maravilhas de trabalhar em casa"

 

Um livro: "O Deus das Pequenas Coisas", Arundhati Roi

 

Uma citação:

Um filme: "O Estranho Caso de Benjamin Button", David Fincher

 

Uma música: "My Love", Sia

 

Uma receita: Bolo Quente de Chocolate

 

Uma imagem: Books by the window

 

Uma ideia: Uma tatuagem

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Filmes #25

15.11.12

Uma palavra para este filme: booooooooooooooooooring! 4/10 (e 3 das estrelas são para o Liam Neeson que, não importa quão mau seja o filme, faz sempre um bom trabalho).

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"Prenúncio de Chuva"

15.11.12

Num dos Come Along sugeri um livro que li há nove anos e que adorei: Mystic River, Dennis Lehane. Na semana passada, na ida à biblioteca, sem ideia nenhuma do que trazer, andei a passear entre prateleiras e deparei-me com mais livros de Dennis Lehane. Resolvi trazer o "Prenúncio de Chuva". Agarrou-me logo, logo ao início. Aquilo ainda é grandote, mas foi lido em cinco dias. Impossível parar de ler! Um policial bem escrito, bem estruturado, cheio de reviravoltas e que não baixa nunca o nível de interesse. Não esperava outra coisa deste autor. Gostei imenso... e na próxima ida à biblioteca trago tudo o que lá houver dele!

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Et voilá...

14.11.12

Sempre disse que, se algum dia aceitasse alguma oferta de uma marca e falasse nisso, seria absolutamente clara e transparente com os leitores. Foi o que fiz com o post anterior. Não pretendo enganar ninguém, nem levar ninguém a crer que determinadas coisas acontecem por obra e graça do espírito santo. É essa clareza e transparência que acho que falta à maioria dos blogs que tem posts pagos e que tem textos sobre produtos oferecidos por algumas marcas. Acho que toda a gente ganha mais se houver transparência. As marcas não passam por máquinas de marketing violentas e sem escrúpulos, os bloggers não passam por vendidos que andam a ganhar dinheiro à custa da ingenuidade dos leitores, fazendo crer que não ganham nada para falar de determinadas marcas, e quem lê sabe exactamente ao que vai. Simples, parece-me...

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Groupon

14.11.12

DISCLAIMER: este post NÃO é patrocinado pela Groupon. Ainda assim, parte de uma oferta que me foi feita pela marca. A Groupon NÃO me pediu que falasse acerca deste assunto no blog. Todas as opiniões são minhas e o post NÃO foi revisto nem editado pela marca, sendo, por isso, da minha inteira responsabilidade.

 

Em Agosto fui contactada por uma pessoa da Groupon. Ofereceu-me um voucher de €50 para utilizar no site, em qualquer coisa que quisesse. Esperei até agora para encontrar uma boa opotunidade para gastar o voucher. Podia ter ido fazer massagens, mas acabava a gastar mais em deslocações do que o valor do voucher. Podia ter ido passar uma noite fora, mas acabava a gastar mais em refeições. Não queria aplicar o voucher numa coisa que me obrigasse a gastar muito mais dinheiro, por isso tive que esperar por uma boa oportunidade. Confesso que foi complicado encontrar alguma coisa que me agradasse. Se eu fosse uma pessoa diferente teria sido muito mais simples. O site tem muito onde aplicar dinheiro (massagens, jantares, etc.), mas muito pouco se encaixa naquilo que são as minhas necessidades.

 

Mas, há cerca de 15 dias, lá apareceu uma coisa que me agradou. O quê? Simples: umas frigideiras de cerâmica! Básico, eu sei. Mas útil. E que não implicava gastar dinheiro em deslocações, etc. Como o conjunto custava 39 euros e eu queria aplicar o voucher inteiro de uma vez. Optei por comprar dois conjuntos, gastando mais €19 euros (comprando dois ficava em €69, com os custos de entrega já incluídos). Um dos conjuntos ficou para mim e ofereci o outro à minha mãe, que bem merece!

 

Sobre o processo: nada a dizer. Ainda temi que o voucher expirasse, mas não foi o caso. Mesmo quase 3 meses depois não tive problema nenhum a aplicá-lo. Fiz a compra, aquilo previa 15 dias para entrega, que foi o que aconteceu. Fui recebendo mails a avisar quando seria a entrega, fiquei a saber qual era a empresa que traria a encomenda, tudo claríssimo e bem explicado. A entrega ficou agendada para ontem. Não foi indicada hora, pelo que fiz a minha vida normal e não fiquei presa em casa. Ao final da tarde, depois da natação da miúda, tinha uma chamada não atendida no telefone. Era o distribuidor, que não dava com a minha porta. Entretanto foi entregar outra coisa, mas voltou atrás para me dar o caixote. Simples e sem complicações. Não sei como teria sido se eu não estivesse em casa para receber a encomenda, por isso dessa parte não posso falar.

 

Portanto, isto correu tudo como é suposto e não tenho nada a apontar à Groupon. Tenho só que agradecer a oferta que me fizeram. Não sou de fazer compras em sites do género, e não é por não confiar - a culpa é das vacas magras, só!

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Conto-te #2_Morena de olhos tristes

14.11.12

Ana é como um mil-folhas, um doce construído por camadas. Olhando para ela, enquanto toma a bica escaldada no mesmo café de sempre, todas as manhãs, olhando-a enquanto sorri a quem a atende e já lhe conhece as preferências, não se chega a perceber. As camadas, alegres à superfície, escondem mágoas incalculáveis. O amor que lhe morreu num dia triste, os passos que deu a seguir, sempre a tentar reerguer-se, sempre a tentar sorrir com vontade novamente. Ana esconde-se debaixo das suas camadas, naquele ninho só dela, onde pode ser triste sem que esperem dela sorrisos. Ana esconde no sorriso doce todas as penas do mundo. Carrega no peito a dor imensa da perda. Ampara no colo os sonhos que sabe que não poderá cumprir. Ana sorri e quem a conhece na camada exterior diz que é menina doce, tranquila feliz. Mas as camadas ´mais fundas albergam lágrimas, saudades, uma dor fininha que lhe aperta o peito. Ana sobrevive porque acredita que um dia será capaz de voltar a sorrir com os olhos. Quem a olha mas não a vê, só repara no sorriso doce, mas não chega a ver os olhos castanhos cheios de mágoa. Os sorrisos enganam, os olhos nem por isso. E Ana, morena de olhos tristes, sorri apenas com a boca, mesmo quando os olhos choram e luz nenhuma lhe basta para a iluminar.

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I <3 Sarita

13.11.12

Ontem fui com a miúda à consulta dos cinco anos (all's well, altura de seis anos, peso de cinco, veio de lá com vitaminas para tomar que é para ver se demora mais um bocado a armar-se em manequim... Ainda bem que nisto não sai cá para os meus lados!!).

 

[Contextualizando: a vida, mesmo quando é uma valente cabra para mim, tem-me trazido pessoas boas. No caso da Sara, a vida até nem foi nada má, na altura em que ma trouxe. Ela era namorada de um colega meu de trabalho, rapidamente ficámos amigos. Isto foi em 2002. Dura até hoje, e espero que continue a durar.]

 

Depois da consulta fomos ter com a Sara. Ora a Sara é uma amiga daquelas que, não importa quantos anos passem sem nos vermos, parece sempre que estivemos juntas ontem. Foi tão bom conversar com ela, rir-me com ela... Tenho pena de estarmos geograficamente afastadas e de não nos podermos encontrar mais vezes. Foi bom. E soube a pouco!!

 

<3 you, Sarita!!

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Ohhhh...

11.11.12

Fomos visitar o mais novo membro da família. Nasceu há seis dias e é lindo. Já me tinha esquecido de quanto pesa um recém-nascido no meu colo. Mas, vinte e um meses depois, ainda sei cortar unhas-de-papel! Sou "tia" (na verdade, sou prima, mas a mãe do miúdo é como se fosse irmã do meu marido, portanto sou tia) e estou feliz!!

 

[Mas não, não tenho vontade de voltar a ser mãe... Suponho que estou definitivamente curada da vontade. Se nem ele, que é lindo, me deu vontade...]

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Música

08.11.12

Não sou daquelas pessoas que não vive sem música. Sempre que ando de carro o rádio vai ligado. Calha que tenho dois filhos e que, a maioria das vezes que circulo montada na viatura, eles vão comigo. Significa que 80% do tempo que ouço música a selecção recai sobre cantoria infantil. Nada contra. Andamos, aliás, viciados no CD das Canções da Maria (para quem não conhece, é coisa muito útil; até o pirralho já sabe os nomes dos planetas! Aquilo ensina mesmo, mete matemática, língua portuguesa, Natal e quejandos. Não é xaropada só para azucrinar os ouvidos das mães. De tal maneira que dou por mim, mesmo estando sozinha no carro a ouvir aquilo).

 

Não tenho o hábito de ter música ligada enquanto trabalho no computador ou na máquina de costura. Não me puxa para ali. Hoje, porém, apetece-me. Vai daí... ora sugiram lá coisas giras para se ouvir enquanto se produz, please! (Cenas bem-dispostas, mais ou menos comerciais, que não envolvam mulheres a cantar em modo Céline Dion, Whitney Houston, Mariah Carey e afins...)

 

Agradecida!!

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Conto-te #1_Aqui como na morte

07.11.12

Abre a janela. Espreita. Não te assustes com a chuva que cai, indolente. Não te assustes com o dia que anoitece cedo de mais. Deixa que a água que escorre pelos vidros siga o seu curso, inevitável. Aninha-te nas memórias e guarda-as, quentes, num lugar que deixes intocado. Relembra os sorrisos e os dias doces enquanto cresceste. Relembra os colos, mesmo que sejam lembranças vagas, baças. O que és é feito dessas recordações. Do que aprendeste, do que ensinaste, das lágrimas choradas no entretanto.

 

Hoje é o dia zero. Renasces. Refazes-te a partir de cinzas que agora doem mas que em breve vão ser um regato sereno. Terás sempre contigo parte desse código genético, dessa maneira de ser. Terás sempre contigo a memória, mais do que outra coisa qualquer. Deixa que a chuva te lave por dentro. Deixa os lamentos para mais tarde. Agora é tempo de recordações. 

 

Podia ter sido noutro dia qualquer. Ninguém foge da morte, nem a morte foge de nós.

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Coisas de que gosto muito no meu ginásio novo

07.11.12

  • Não é um ginásio-talho, daqueles onde as pessoas vão, escolhem a peça de carne que querem e, mais tarde ou mais cedo, estão a comê-la.

  • Não há freaks do exercício, daqueles que batem as aulas todas e que se equipam como se fossem para o campeonato mundial de cromos do ginásio.

  • Há chocolates à venda no bar (mas nunca comprei).

  • O café é bom, não é nenhuma zurrapa manhosa.

  • Há revistas actualizadas no bar.

  • Não estou constantemente a dar de caras com gajas boazonas a desfilar os abdominais, fazendo-me sentir inveja (da má!).

  • As minhas colegas de ginásio são todas simpáticas (e qualquer dia estamos a trocar diagramas de crochet).

  • As minhas colegas de ginásio são avós dos colegas da natação da minha filha.

  • Os funcionários não são action-men bombados, carregadinhos de esteróides, são pessoas normais, a maioria com mais de 40 anos.

  • É muito mais barato que os ginásio-talho.

  • Os professores são simpáticos (mas têm abdominais daqueles bons para lavar roupa à mão, o que só prova que o exercício que fazem resulta).

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Come along #13

06.11.12

Um blog: Doce para o meu doce

 

Um post: FAQ sobre cabazes de Natal (ideias, montes de ideias homemade para oferecer no Natal!)

 

Um livro: "Ensaio Sobre a Cegueira", José Saramago

 

Uma citação:

 

Um filme: "500 Days of Summer", Marc Webb

 

Uma música: "Hang Out", Best Youth

 

Uma receita: Bolo de Banana e Iogurte

 

Uma imagem: Mother and Daughter

 

Uma ideia: Massa de moldar, aka plasticina

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Ana Karenina

05.11.12

Desisto. Andava a ler isto, mas desisto. E porquê? Porque as letrinhas do livro são tão mas tão pequenas que... não dá. Hei-de pôr este livro na minha whislist, na versão cara e com letras de jeito, edição mais recente onde coisas como "sozinha" e "praticamente" já não levem acentos (sim, assumo, faz-me confusão).

 

Portanto, moving on. Continuo a ler "A Cidade Impura", de Andrew Miller e peguei no "Déjà Dead", primeiro livro da Kathy Reichs (aconselhado por uma leitora aqui do tasco - obrigada, by the way). Depois... logo se vê.

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O dia do regresso

05.11.12

Voltei ao ginásio. Sou demasiado preguiçosa para me safar sozinha e está demasiado frio para eu conseguir combater a preguiça e tentar safar-me sozinha. Posto isto, se ando certinha a levar a miúda à natação duas vezes por semana, não há por que não fazer o mesmo comigo. Que é como quem diz, tolerância zero para desculpas da treta e para tentativas de auto-boicote.

 

Levei a coisa ao limite do ridículo e, antes de sair de casa, pesei-me, medi-me e fotografei-me. Se é para a desgraça, é para a desgraça! Que se lixe. (Vou ficar com provas da foquice, mas adiante!). Cheguei lá e comecei bem: a olhar para um espelho gigante e a pensar que tenho alforges. Ah, afinal não... são só as minhas ancas. Bifes a eliminar, bem entendido.

 

Portanto, miss Marianne toda feita para ir fazer a aula de spinning e... horário novo. A aula de spinning já estava a acontecer e o que havia a seguir era localizada. Seja, localizemos. Calha que o ginásio é pequeno (não é nenhuma super-potência dos ginásios, daquelas que mete holmes e place no nome, nem nada que se pareça - os preços, thank god, também não têm nada a ver!) e que o material é, vá, escasso. Não havia elásticos fraquinhos para toda a gente. Adivinhem a quem calhou o brutamontes dos elásticos? Pois. Puxa daqui, levanta dali, aperta o abdominal, flecte as pernas, senta nos calcanhares, agacha... ó porra, no que é que eu me vim meter??? Bom, sobrevivi. Toda empandeirada, mas sobrevivi.

 

Já no balneário, a professora apanhou-me de surra, conversámos um bocadinho. Amanhã, mais do mesmo na versão body balance, que é aquela coisa que, parecendo fraquinha e inofensiva, mexe em músculos que não sabemos que temos. Been there, done that. E vou repetir.

 

Eu achava que ia ao ginásio 5 dias por semana. Com a mudança de horário, não. Vou 6 dias - SEIS! Ah, granda maluca... Vamos ver até quando é que isto dura. Para já a ideia é fazer aulas à hora de almoço e depois ao sábado de manhã, na companhia da BFF. O sortido inclui spinning, localizada (arghhh!), balance e pump. Se não morrer do mal, morro da cura.

 

Para já, só não sinto os quadricepes. Nem os trícepes. Nem os abdominais. Maravilha...!

 

(Já sei, já sei: é sinal de que fez efeito...!)

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01.11.12

(A hora a que chegaram os primeiros miúdos a pedir o pão por Deus)

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