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(Re) Começar

31.07.12

Estamos felizes. Em Setembro a miúda começa o pré-escolar na escola pública e não podia ser melhor. Vai ser integrada no agrupamento onde queremos que faça o ensino primário, vai ter tempo para se habituar. E vai poder fazer uma ou duas actividades que consideramos fundamentais. O que não vamos pagar por uma escola privada vai dar para a pôr a fazer um desporto e para uma actividade intelectual. Andamos indecisos entre ballet, natação e karate (há-de experimentar as três e depois logo se vê) e música ou inglês.

 

É bom, mesmo bom, ver os filhos crescer. É provavelmente o maior cliché da humanidade mas... ainda há tão pouco tempo era uma bebé de colo, que só chorava e mamava, e agora está com um pé no início da vida escolar oficial... Crescem tão depressa...!

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Ídolos

31.07.12

Não acompanhei regularmente esta última edição do Ídolos. Acompanhei a fase de castings (sim, para ver as desgraças!!) e fui picando aqui e ali durante as galas. O suficiente para perceber várias coisas: a Mariana era a melhor cantora que lá estava, a par com a Inês. O Diogo canta bem, sim senhor, mas não me parece que tenha ganho pelo que canta.

 

Posto isto, sou completamente a favor de uma lei qualquer que proíba as miúdas com menos de 25 anos de votar em programas destes. Aquilo não era um concurso de beleza, era um concurso de talento vocal. Aquilo não era um desfile de misses, era um concurso de cantores. Não devia ter ganho o mais bonitinho, mas sim quem cantava melhor. E o Diogo não era quem cantava melhor... (não canta mal, obviamente. Tem carisma, e tal... mas ganhou por ser bonito e não por saber cantar).

 

Generalizando: toda a gente sabe que as miúdas com menos de 25 anos avaliam, em primeiro lugar, a beleza. Só depois vem o resto. Depois dos 25 anos, começamos a valorizar mais outras características em detrimento da beleza. Porque é também quando começamos a sentir na pele a mais transparente das verdades: a beleza morre com o tempo. Tudo o resto, nem por isso.

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...

30.07.12
Valores que interessam em descida acentuada. Tiroide de volta ao normal. Na próxima semana vou só fazer análises. Nova consulta daqui a 2 semanas. Está tudo bem... Yay!

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Best blog ever

30.07.12

Em deambulações por blogs americanos, encontrei O BLOG. É o blog de uma mother-of-two, que calha em estar em casa a tomar conta da descendência. O marido é obstetra e está a fazer o internato. O blog é sobre eles. Ela escreve as peripécias do dia-a-dia, escreve sobre os filhos, sobre o marido, sobre tudo e sobre nada. E é genial. A forma como ela escreve é fenomenal. Passo que tempos a rir à conta daquilo e acredito que não entenda nem metade das piadas. Genial.

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Discos pedidos: um post sobre livros

28.07.12

Ando numa de policiais. De vez em quando apetece-me não ter que pensar muito enquanto leio ou acerca do que leio e lá voltam os policiais para a mesa de cabeceira. Honestamente, depois de ter lido a trilogia Millennium há uns anos (há três anos, na lua de mel, lembrei-me agora), nunca mais voltei a encontrar um policial tão bom como aqueles. Aquilo é praticamente imbativel. Mas nem tudo o resto é mau, bem pelo contrário.

 

Li recentemente os dois livros de Lars Keppler (que, para quem não sabe, é o pseudónimo de um casal, sendo que a senhora é metade portuguesa, metade sueca e ele é sueco por inteiro). Gostei mais d'"O Hipnotista" do que d'"O Executor", mas nenhum é mau. De zero a dez, oito para o primeiro e sete para o segundo.

 

Há dois anos tinha lido um livro que adorei e de que nunca felei aqui. Chama-se "Messias" e é de um senhor chamado Boris Starling. Policial, pois claro. Dos bons. Um nove claríssimo.

 

Já li muitos livros da Patricia Cornwell, que é uma brilhante escritora do género. Leio-os em inglês porque são fáceis de ler e porque as traduções para português são manhosas. Foram-me emprestados por uma amiga (olá, Sara!) e tenho uma data deles por devolver... há cinco anos! Todos os livros que li desta autora têm como personagem principal Kay Scarpetta, uma médica legista de Richmond, Virginia, EUA. São muito bons e convém lê-los por ordem, porque há um fio condutor, apesar dos crimes serem mais ou menos independentes de livro para livro.

 

Assim que acabar de ler o livro que ando a ler ("Cause of Death", Patricia Cornwell), atiro-me ao primeiro da tetralogia do Mons Kallentoft, que é mais um sueco inspirado. Hei-de ler também os da Camilla Läckberg, que é mais uma sueca dada ao crime (a sério, aquela gente tem tanto dia de escuridão profunda que solta a alma "dark" em policiais bons, mas bons). Isto é o que dá ter uma amiga com um gosto literário igualinho ao meu, que vai comprando e emprestando!

 

Mas nem só de policiais se vive por aqui. Li o "As Serviçais" e amei. Tenho aqui para ler "O Prisioneiro do Céu", do Carlos Ruiz Zafon (nas férias, maybe) e o segundo volume do "1Q84", do Murakami, vai a meio (abandonado em prol de uma leitura mais rápida, ou seja, ficou a meio quando peguei num policial). Gostei muito do primeiro volume - foi o primeiro livro do Murakami que li - e estava a gostar muito do segundo... mas eu sou uma leitora sazonal e o tempo começou a aquecer...

 

Quando vierem as chuvas e os dias mais frios já sei que me vai apetecer mudar de ares. Costuma ser por essa altura que me agarro aos romances históricos (tenho aqui três da Robyn Young para ler... há taaaaanto tempo!). Hei-de ler o "A Mão de Fátima", do Ildefonso Falcones (que comecei a ler antes do policial, mas que está demasiado bem escrito para ler agora. Ou seja, o senhor Falcones não brinca em serviço e, quando escreve, escreve como deve ser. Nota-se muito bem todo o trabalho de pesquisa que faz para escrever, o que resulta em livros cheios de termos da Idade Média, que nem sempre são fáceis de descortinar...)

 

Quero muito voltar a Saramago e quero muito ler o "Anatomia dos Mártires", do João Tordo (livro de que o meu marido se apropriou e que ainda não me devolveu!).

 

Agora o reverso da medalha: a minha querida Analog Girl emprestou-me os dois primeiros volumes do "A Guerra dos Tronos"... e eu não consegui passar dos primeiros capítulos. Aquilo lembra-me demasiado J. R. R. Tolkien. E "O Senhor dos Anéis" é giro, sim senhor, mas foi coisa que li aos 20 anos e que não conseguiria ler agora... Não sei porquê, mas é demasiada fantasia para mim... Ou então acontece o que é costume e eu só pego naquilo quando a febre já tiver passado em Portugal...

 

Um clássico: li há muitos (demasiados!) anos "Os Miseráveis" do Victor Hugo. Genial... não consigo encontrar outra palavra para descrever o livro senão esta. Se nunca leram, experimentem... é mesmo muito, muito bom!

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O vestido (e o regresso)

28.07.12

 

Uma das coisas que a depressão e a gravidez me trouxeram foi aversão a costurar. Perdi a paixão pela criação, deixei de ter prazer em estar sentada à máquina a fazer coisas. Por muito que gostasse dos resultados finais, o processo de criação era penoso. Fui parando. E sentindo cada vez mais aversão. Depois a máquina avariou. Esteve que tempos a arranjar. Voltou agora, como nova. E eu, como nova, sentei-me e procurei aquela réstia de prazer que isto me dava. E encontrei. Peguei neste tecido que tinha comprado com o intuito de fazer um vestido para a miúda. Não me apetecia fazer um pillowcase dress, que é o modelo mais básico, simples e fácil de fazer do mundo. Queria uma coisa mais complexa (sem que chegasse a ser rocket science, óbvio) e menos banal. Encontrei um modelo que me agradou, ignorei a aversão e deitei mãos ao trabalho. No dia em que comecei dei por mim a costurar noite fora, como nos good ol'days. Soube tão bem... Hoje tenho o vestido para acabar. e, devagarinho, vou voltando a isto que tanto gosto de fazer. Sem pressões, sem stresses, só com o prazer que isto me dá.

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Hoje

28.07.12

Com o homem da casa ausente num casamento, ficámos só eu e os miúdos em casa.

 

A manhã foi pacífica: pequenos-almoços e ida à rua para comprar jornal e carne. Agora almoçaram e estão deitados para ver se dormem uma sesta (mínimo três horas, pleeeeeeeeeeeease!!). Eu já arrumei a cozinha e agora estou aqui indecisa entre arrumar tralhas que andam espalhadas pela sala há demasiado tempo, acabar o vestido da princesa, ir fazer cinnamon rolls ou ver um filme...

 

Provavelmente faço tudo! Basta que não ande a engonhar e que meta o turbo. Mas engonhar é o middle name do sábado à tarde... Oh well... Tenho que começar por algum lado!

 

Mais logo, quando eles acordarem, havemos de ver o Madagascar 2. E depois banhos, jantares, brincadeira e cama. Muito interessante, esta nossa vidinha...

 

UPDATE: Sala arrumada! Desapareceram os tecidos perdidos, os moldes, os acessórios por aqui espalhados. Prossigamos!

 

UPDATE 2: Já avancei com o vestido (o resto vai logo, quando já não tiver pestinhas a cirandar atrás de mim). Os cinnamon rolls... até não iam acontecer, mas depois recebi uma mensagem via facebook de uma amiga que os fez hoje e... a vontade voltou! Vou fazer para aí meia receita, pronto... Os miúdos dormiram uma hora (arghhhhhhhhhhh!) e agora vamos à rua, que eles estão a precisar de gastar energias... Depois, no regresso, Madagascar para eles e cozinha para mim!

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O meu filho é um doce!

26.07.12

Há bocado, já sentado no seu trono para almoçar, viu-me dar um beijo à irmã. E disse imediatamente "mãe, qué beichinho!". Encostou-se a mim para que o mimasse. E eu mimei. E ele sorriu derretido... É tão fofo... e bruto. Mas a meiguice supera a brutalidade que, quero crer, é apenas reflexo da testosterona que lhe corre por dentro.

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Run, Forrest, run...

25.07.12

Desde Março ou Abril que não me mexia, exercício-fisicamente falando. Desde que saí do hospital que só pensava em voltar a correr. Voltar a sentir aquela adrenalina de estar quase a cumprir o objectivo do dia. Voltar a suar na estrada, passo após passo, metro após metro. Voltar a sentir aquela coisa boa que se sente depois do dever cumprido (endorfina power, eu sei). 

 

Hoje, fim de tarde, menos vento do que é costume aqui para os meus lados, e lá fui eu. Sem aquecimento (burra!), só uma vontade louca de dar quilómetros às pernas. Corri 1km certinho. Não pensei que conseguisse. Porque não corria "a sério" há dez meses. Porque passei pelo que passei há vinte e dois dias. Mas consegui. Pus naquele quilómetro a minha meta e consegui. Regressei a andar, feliz, cansada, com sede, mas tão, tão realizada. Amanhã não corro mas na sexta volto à estrada. E vai ser assim, se a minha vidinha me deixar: dia sim, dia não, corridas intercaladas com exercicios localizados, para ir tonificando o que a corrida não mexe muito. Vai ser assim até Setembro, na Ponte Vasco da Gama. Quero correr os cerca de 6km da mini maratona. Não é nada de especial, devem ser uns 30 minutos a correr, mas para mim, lontra-mor com elevadíssima taxa de preguiça, significa muito... E depois? Depois logo se vê...

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Filmes #7

25.07.12

 

Desilusão é a palavra que caracteriza este filme... A versão sueca é MUITO, MUITO melhor, muito mais fiel ao livro (a sério, onde é que foram desencantar aquela versão do que aconteceu à Harriet???). A única coisa que se safa é um Mikael Blomkvist muito mais bonito do que o original. Tirando isso, conselho de amiga: se querem ver esta história no ecrã, procurem a versão sueca. E os outros dois filmes da saga também são muito, muito bons.

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Pergunta

24.07.12

Ó pessoas de Lisboa e arredores: alguém interessado numa demonstração da Bimby completa, absoluta e extremamente livre de compromisso? A minha agente (uma querida, só vos digo!) está disponível para vos fazer o jantar! Dá para quatro a seis pessoas e fica fabuloso...! E sempre é uma forma de terem um jantarinho dos bons, sem terem trabalho nenhum!

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Walking down Memory Lane #1 - os livros escolares

24.07.12

Quando andava na escola, era por esta altura que os livros novos chegavam lá a casa. Os meus pais iam-nos comprando à medida que estavam disponíveis nas papelarias e iam-nos levando para casa. Sempre que aparecia um livro novo era uma excitação. Eu agarrava naqueles livros e delirava com o cheiro de papel por estrear (ainda hoje adoro o cheiro dos livros novos). Depois folheava-os um a um, devagar. Via a matéria que ia dar, lia algum texto que me chamasse a atenção, antecipava o ano que estava quase a começar. Via os livros de fio a pavio, mesmo que levasse dois ou três dias a fazê-lo. Dedicava especial atenção aos livros de Português e de História, que sempre foram duas das minhas disciplinas preferidas. Eram dias felizes aqueles. Esta mania começou na primeira classe e terminou... no 12º ano.

 

E sim, eu era geek. Era a betinha feia (muito!), de óculos de massa de tartaruga (pavorosos!), cabelo estranho (várias permanentes mal sucedidas...), mal vestida (mas esforçava-me...), sem nada que me destacasse da multidão. Era a betinha feia que tinha sempre boas notas, que não faltava às aulas, que era relativamente bem comportada. Não era super popular, mas também não era ostracizada. Era faladora, divertida e extrovertida. Mas tinha sempre boas notas, daquelas que dão direito a cartas enviadas para casa e nome afixado na moldura especial da escola. E adorava gastar dias das férias a folhear os livros que haviam de acompanhar-me nos meses seguintes, até ser de novo verão e começar tudo de novo...

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A tarde de hoje

24.07.12

... divide-se entre:

 

- passar a ferro

- apertar um vestido meu

- ver um filme

- dormir um bocado

 

Não sei qual das quatro opções vai ganhar...

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Dissonâncias cognitivas

23.07.12

Vi há pouco tempo os filmes da saga Millennium na versão sueca. Agora estou a ver o primeiro na versão americana e... estou sempre à espera que apareçam o "verdadeiro" Blomkvist e a "verdadeira" Lisbeth. O Daniel Craig e a Rooney Mara não me convencem... Vamos ver se o David Fincher safa o filme. More on this subject soon...

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Filmes #6

23.07.12

 

Um daqueles filmes que, visto superficialmente, não acrescenta muito. Mas este não é um filme superficial. Não é uma história sobre sexo. É tão, tão mais do que isso...

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Lavar a alma

23.07.12

Fomos passar o fim-de-semana à terra. Precisava de levar para lá uma carrada de sacos com coisas dos miúdos que eles já não usam e lá fomos, bagageira cheia até cima, como se fossemos de férias por um mês. Chegados lá, separei as coisas, vi o que era para deixar à mão para o próximo inverno, fiz uma busca ao sótão e peguei no carrinho, no ovo, em três banheiras, num encosto de banheira, numa espreguiçadeira e em três sacos de roupa e entreguei tudo à nossa prima que vai ter bebé em Novembro. Foi terapêutico. E foi preciso lutar contra os olhares de "oh, coitada,m isto deve custar-lhe imenso" que tive por parte de quem assistiu à "trasfega" do material. A mim não me custou nada. Soube-me bem emprestar o que foi dos meus miúdos e saber que está tudo bem entregue e que vai dar jeito.

 

Depois aproveitei o tempo para dormir, ler, ver filmes (de treta, nem vou incluí-los na listagem!) e brincar com os miúdos. Soube bem... e apetece-me mesmo é ir para lá uma semana, para descansar a sério! Férias... está quase!

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Anita no hospital

20.07.12

Ontem foi a primeira consulta de seguimento pos gravidez molar. Cheguei ao hospital às 8h15 para fazer análises. Consulta marcada para as 10h40. Seca descomunal até às 12h30... Li uma revista, li 50 páginas do meu livro, matei a bateria do telemóvel... e nada de ser chamada para a consulta. Depois lá percebi: médica chamada de urgência ao bloco para uma cesariana.

 

Entretanto, na sala de espera, dois casais. As mulheres não se conheciam, os homens sim. Sentaram-se lado a lado (eles), exactamente ao meu lado, e estiveram uma hora e tal a conversar animadamente. Mal se ouviam os nomes que eram chamados para as consultas, tal era a algazarra que faziam. Às tantas, aquando de uma chamada que ninguém percebeu para quem era, soltei um "shiuuuu!" que fez um dos senhores zangar-se...

 

Ele: não é preciso mandar calar ninguém!

Eu: aparentemente é. O senhor está há uma hora e tal a conversar. Isto aqui não é o café nem é o bar. É uma sala de espera de uma consulta de ginecologia e obstetrícia. O senhor vem acompanhar a sua mulher, nem sequer é o senhor que está doente. Respeite quem aqui está à espera de uma consulta. Quer conversar? O bar é lá em baixo!

Ele: os médicos que falem mais alto!

Eu: os médicos é que têm que falar alto? Não! O senhor é que tem que falar baixo ou não falar de todo!

 

Bom... entretanto, à minha volta, muitas grávidas com barrigas enormes, narizes inchados e caras de felicidade. E a dada altura dei por mim numa angústia tremenda, com uma vontade de chorar gigante. Também eu queria estar ali, barriguda, disforme e feliz, a esperar por um CTG ou por um toque.

 

Em vez disso esperam-me seis meses de consultas semanais ou, caso a coisa corra muito bem, quinzenais. Esperam-me análises sempre antes das consultas. E espera-me uma médica novinha, muito querida, que conheci por altura dos toques-antes-do-parto do meu filho. Fez-me uma consulta calminha, respondeu a tudo o que perguntei, percebeu que estou informada, não me atirou areia para os olhos, disse-me o que esperar... Disse-me que a betaHCG está a descer bem, que já não estou anémica (yay!), que posso voltar a correr (duplo yay!), que posso fazer a minha vida normal... e que a minha tiróide ainda não está boa, pelo que posso mesmo aproveitar para perder os 5kg que me faltam...

 

Marcou-me os exames todos para as próximas duas semanas, para eu não ter que me preocupar com nada. É só mesmo ir lá and pray for the best!

 

[Falou-me em três a seis meses de acompanhamento semanal. Significa que, estando tudo bem, daqui a seis meses posso - se quiser... e ainda não sei se quero! - voltar a engravidar... Fiquei feliz. Mesmo que não engravide, só o saber que posso já é maravilhoso!]

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Moving on...

19.07.12

Agora que já escrevemos o que pensamos, lemos o que foi escrito, lemos inclusive o que NÃO foi escrito, interpretámos o que lemos, interpretámos o que NÃO lemos, concordámos e discordámos, argumentámos e debatemos...

 

Sigamos em frente.

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58

18.07.12

Hoje o senhor meu pai faz 58 anos. Está um jovem. Continua igual ao que sempre conheci: open-minded, modernaço, simpático e pouco conversador. Continua a ser o meu pai e continua a ser um dos meus quatro homens preferidos (a par com o meu avô, que era pai dele, com o meu marido e com o meu filho).

 

Que faças muitos mais anos ao pé de nós. E que tires, de uma vez por todas, essa porcaria desse bigode!! Se eu pedir publicamente será que tiras? Sim? Please??

 

Amo-te muito, Pai! Parabéns!!

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La crise... Esclarecendo (o que não devia precisar de esclarecimento)

18.07.12

Quando se lê o que está escrito evitam-se confusões. Quando se lê o que NÃO está escrito a probabilidade de haver mal entendidos é grande.

 

Portanto, cá vai:

 

- eu não disse, em lado nenhum, que sou a favor do corte dos subsídios. Não sou.

 

- eu não disse, em lado nenhum, que acho mal que os funcionários públicos EM GERAL se queixem dos cortes dos subsídios.

 

- eu trabalho no sector privado e, pasmem-se, no ano passado não recebi subsídios nem de férias nem de natal. Não interessam os quês nem os porquês. Interessa que, apesar de não ser funcionária pública, no ano passado não entraram na minha conta bancária quaisquer subsídios. Portanto sim, sei o que é ficar sem os receber. Mais até do que os funcionários públicos que, até à data, só tiveram um subsídio retirado.

 

- é-me perfeitamente indiferente que os funcionários públicos vão de férias para a Caparica, o Algarve, as Bahamas ou o Burkina Faso. Mas se vão é porque podem. E isto não é a minha noção de viver muito mal. Para mim, viver muito mal é não ter dinheiro para pagar contas, para comer, para comprar manuais escolares dos filhos ou para comprar medicamentos, por exemplo.

 

- aquilo que disse foi que não tenho pachorra para gente que se queixa de viver muito mal graças ao corte dos subsídios e depois vai de férias como se nada fosse.

 

Portanto, queixem-se do corte dos subsídios pelo que ele é: uma injustiça e uma ilegalidade. Não se queixem porque isso faz com que vivam muito mal quando depois fazem coisas típicas de quem não tem problemas financeiros nenhuns.

 

[E se escolhem passar o ano a jantar sopa de batata com cenoura para depois poderem ir uma semana para a Quinta do Lago é problema vosso. Mas é idiota queixarem-se de quão mal se alimentam se o fazem em prol de uma semana de férias que vos fica num balúrdio!]

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Cinnamon Rolls - a receita

17.07.12

 

Portanto, não sei se sabem mas canela é capaz de ser a minha especiaria preferida. Há uns anos provei (não sei onde, não me lembro) Cinnamon Rolls, que é como quem diz Enrolados (ou Rolos) de Canela. Entretanto chegou o Starbucks aqui à cidade e com ele mais cinnamon rolls. Andei que tempos até descobrir uma receita que me agradasse. É esta, descoberta no fim-de-semana passado. A foto (instagramada) não faz jus à coisa...

 

Ingredientes Massa:

 

175gr de leite

1/2 chávena de óleo

1/2 chávena de açúcar

5 chávenas de farinha

7gr de fermento em pó tipo Ramazzoti (do que se usa para fazer pão)

1 colher de chá rasa de bicarbonato de soda

1 colher de chá rasa de sal

1 colher de chá de fermento para bolos (tipo Royal)

 

Ingredientes Recheio:

 

Manteiga derretida (a olhómetro - eu devo ter usao uns 80gr)

Açúcar para polvilhar (a olhómetro)

Canela para polvilhar (a olhómetro)

 

Preparação Bimby e Tradicional:

 

Juntar o leite, o óleo e a meia chávena de açúcar na Bimby e programar 3 min/90º/vel 1. 

Se fizerem em modo tradicional, levar estes ingredientes ao lume, sem levantar fervura, e mexer até derreter o açúcar.

 

Juntar o fermento "Ramazzoti" e deixar estar durante um minuto (sim, eu sei que este fermento não é suposto contactar com líquidos. Mas façam como diz a receita...).

 

Juntar 4 chávenas de farinha e amassar na bimby ou à mão ou com uma batedeira, até estar bem envolvida com o líquido. Deixar repousar a massa durante uma hora, com um pano por cima, num local quente.

 

Pré-aquecer o forno a 200º.

 

No final do tempo, juntar a chávena de farinha que sobrou, o bicarbonato, o fermento e o sal e envolver. Se acharem a massa muito dura juntem mais um pouco de leite até a massa estar elástica, mas não peganhenta.

 

Numa superfície lisa polvilhada com farinha estiquem a massa até ela estar fina (não é preciso fazer buracos!). Estiquem-na num rectângulo de cerca de 40cm x 20cm (não é científico...!).

 

Espalhem a manteiga derretida por cima, depois o açúcar e depois a canela. Comecem a enrolar o rolo pelo lado que está mais longe de vocês. Vão apertando (a ideia é ficar com um rolo não muito grosso no final). É capaz de sair um bocado do recheio para fora. Não faz mal! No final, cortem o rolo em pedaços com cerca de 5cm de largura e disponham-nos num tabuleiro ou numa forma redonda, sem os apertar uns contra os outros. Se tiver sobrado recheio podem pô-lo por cima dos rolos antes de os levarem ao forno. Deixem-nos cozer durante cerca de 15 a 18 minutos, até estarem dourados, mas não demasiado cozidos.

 

Há quem ainda ponha uma calda de açúcar em pó, leite, café e aroma de baunilha por cima dos rolos, assim que eles saem do forno. Eu dispenso... fica demasiado doce para mim!

 

Et voilá... Cinnamon Rolls, best version ever!

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Come on!

17.07.12

Join the club!

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Anita vai à praia e leva o irmão mais novo

17.07.12

No ano passado o infante cá de casa foi à praia no ovo e de lá não saiu. Não conta para experiência, portanto. Ontem, na estreia oficial, mostrou ao mundo (não ao mundo, apenas àquela praia) de que fibra são feitas as suas cordas vocais. Pé na areia? Não gosta. Água gelada? Não gosta. Creme no corpo? Não gosta. Demorou um bom bocado a perceber que a areia não o ia comer. Às tantas estava ele a comer areia, nesse clássico das estreias balneares que é ver uma criança a devorar aquilo como se o mundo fosse acabar. Bebeu água salgada do balde da Kitty, coisa que o fez rir muito... e pedir muita água (doce, entenda-se) a seguir.

 

Hoje foi menos complicado. Voltou a chorar quando levou com água nos pés (mas eu percebo... eu própria tenho vontade de chorar perante a temperatura da água este ano!). Não chorou com os pés na areia. Foi, aliás, um valente que se arriscou a explorar os vinte centímetros à volta da toalha dele, passeio esse onde treinou o equilíbrio (quase inexistente). Foi com o rabo à areia porque parece que aquilo se mexe quando nós pomos os pés lá em cima...

 

A princesa: viciada em praia (não sei a quem sai...). Viciada em estar na água (não sei a quem sai...). Por ela estava ali o dia todo, todos os dias do ano. Inverno incluído. É um caso a considerar...

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Praia - dia 2

17.07.12

Hoje fui à praia e não tive uma travadinha!! Estive o tempo todo com um chapéu (parolo, obviamente!) na cabeça, bebi café de manhã, dormi mais do que as três horas que dormi na noite anterior e a coisa correu muito bem. Ganhei, inclusive, uma corzinha nas pernas! Mais duas semanas disto e estou como se tivesse feito um dia de praia-sem-filhos...!

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Facto deveras importante do dia de ontem

17.07.12

Comprei umas calças de pijama tamanho S. 36-38, portanto. São umas calças de pijama da Primark, custaram seis euros, têm uma perna mais curta que a outra, but who cares? São um S e isso é que é importante!!...

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La crise...

17.07.12

Ouço hordas de funcionários públicos a queixarem-se da falta dos subsídios de férias. "Ah, se isto fosse um país civilizado recebia o subsídio este mês". (Em Inglaterra, por exemplo, não há subsídios. E, tanto quanto sei, é um país civilizado).

 

Depois, de caminho, ouço-os contarem dos planos de férias: Algarve, Costa Alentejana, quiçá um salto ao sul de Espanha. Pedem sugestões de hotéis, de restaurantes, de coisas para ver e de sítios onde ir. Mas "ah, se isto fosse um país civilizado...". E queixam-se da falta dos subsídios, do quão mal têm que viver por não ter direito ao subsídio de 2012.

 

Cá em casa somos quatro. Vivemos com o equivalente a um (UM) ordenado que, não sendo o ordenado mínimo, não é um ordenado fora do comum. É um ordenado mileurista, normal. E somos quatro pessoas a viver com esse dinheiro. Desse ordenado só a sexta parte recebe subsídios. Equivale a cerca de metade de uma prestação da nossa casa.

 

Ou seja, obviamente, não dá para férias no Algarve, nem na Costa Alentejana, muito menos no sul de Espanha. Dá para que vivamos todos os meses, sem extravagâncias. Ninguém passa fome, ninguém anda sem roupa, ninguém dorme ao relento. E ninguém se queixa do que por aqui se ganha. Porque, em primeiro lugar, não é impossível viver assim. É até um óptimo exercício de criatividade e sobrevivência. A minha filha, por exemplo, sabe o que pode e o que não pode pedir. E respeita os nãos, da mesma forma que celebra os sins, quando acedo a dar-lhe um mimo na forma de um chupa ou de um gelado. Não somos infelizes por viver assim. Em 2007 vivíamos com o dobro do que temos agora. Não nos queixamos. Somos felizes. Não temos o último iPhone, não pomos os pés num avião desde 2010, não vamos ao Algarve desde 2008, não jantamos foram mais do que duas vezes por ano, não fazemos festas de aniversário aos nossos filhos. Mas todos os dias há comida na mesa, sorrisos e tema de conversa.

 

Este ano, como nos últimos anos, a praia faz-se quase à porta de casa. As férias são repartidas entre a terra dos meus pais e a terra dos pais dele, onde temos gente que nos dá dormida. Não perguntamos por restaurantes onde ir porque não podemos ir a nenhum. Mas somos felizes na mesma. Portando, lamento, mas não tenho a mínima pena de quem se queixa da falta de subsídios e a seguir pergunta por um bom hotel algures a sul do país. Que pariu é, na verdade, o que me apetece responder.

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Filmes #5

17.07.12

 

Sou fã dos livros e queria muito ver os filmes suecos. Vi-os há uns dois meses. Tão, tão bons...

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Filmes #4

17.07.12

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Marianne vai à praia

16.07.12

Nos idos anos em que eu era uma miúda desprovida de filhos passava dias a fio na praia. Grelhava de um lado, grelhava do outro, lia, ouvia música, dormia... vidinha produtiva, portanto.

 

Desde que tenho miúdos passei a ter respeito ao sol e só lagarto às horas permitidas a crianças (mais ou menos, vá). Hoje, por exemplo, chegámos às 9h30. Altercação verbal com a condutora da viatura à nossa frente, que tirou o dia de férias para pensar calmamente para que lado ir, parando e não indo para lado nenhum. Empatando o trânsito, portanto. Tirar a tralha do carro, descer para a areia com mamãe a levar o neto ao colo e eu a levar ao colo as coisas. Praia semi vazia, óptima para se estar. Zero vento, calorzinho bom, bandeira verde. Água gelada, mas isso é um pormenor.

 

Entre brincadeiras com areia e com água, duas páginas lidas, zero minutos dormidos (e o que eu gosto de dormir na praia, caraças...), onze e meia, hora de regressar. Três viagens à água para lavar baldes e formas e tralhas. Despir miúdos, vestir miúdos, lavar pés, secar pés, alancar com as coisas... e mundo a começar a girar sobre a minha cabeça. Subimos para o estacionamento e à primeira sombra que apanho, eis que me sento no chão, cabeça entre as pernas e uma quebra de tensão a pairar. Como é deus é meu amigo através das pessoas que cruza no meu caminho, tive a sorte de ir a passar um médico. Não fez nada além de me mandar deitar e de me puxar as pernas para cima, enquanto eu comia uma bolacha de chocolate a ver se a coisa se dava. Entretanto chegaram os donos do carro cuja sombra eu estava a aproveitar... Esperaram, lá me recompus, fomos para o carro e siga para casa.

 

Lesson learned: não voltar a ir para a praia sem um chapéu na cabeça. Estive a manhã toda debaixo do chapéu de sol, mas preciso de mais do que isso.

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Aviso

16.07.12

Pode dar-se o caso de, por força da minha recente perda de peso (nove quilos, já disse?), de repente começar a apetecer-me partilhar fotos dos meus "looks" diários...

 

[Nah...! Não mesmo! Até porque toda a roupa que tenho e que serve a este meu novo peso é de... 2008 para trás. Nada que ainda se use hoje em dia... Ah, espera, eu uso. E não me chateio nada por isso...!]

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