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Gata borralheira mode: ON

23.12.11
Passei o dia a limpar, a lavar, a aspirar, a estender roupa e a pôr roupa a lavar. Faço a coisa por objectivos, para custar menos (ou para dar a ideia de que custa menos). Só me falta um pontinho para dar a coisa por concluída. A cozinha. Que está de amar e querer, como se diz na minha terra. Antes disso, cupckaes moka para o forno. É (quase) Natal... 

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Poupar

23.12.11
A Triss pôs, aqui há dias, um link com uma receita de detergente para loiça eco: ecológico e económico. Vi o video e fixei-me naquilo. Tinha que experimentar. Adaptei a coisa à Bimby. Fiz o detergente. Lavei loiça à mão. Resulta! A máquina está a lavar... e acredito que vá resultar também!!

Cá vai:

3 limões
200gr de sal fino
200gr de vinagre de vinho branco
400ml de água

Na Bimby coloca-se o sumo de 3 limões (esta parte de "produzir" o sumo tem que ser cá fora, à moda antiga), o sal fininho e as cascas dos limões (parte amarela e parte branca, mas SEM AS PELES DOS GOMOS, que têm que se tirar à mão, com a ajuda de uma faca). Tritura-se tudo 1min / vel 5-7.
Junta-se a água e o vinagre e programa-se 15 min/100º/vel 1. No final tritura-se 1 min / vel 7-8-10.
Está feito.

Para a máquina, usar 2 colheres de sopa (no caso da minha, isso encheu o depósito do detergente). À mão, é usar a olho. Não faz espuma (obviamente!), mas deixa tudo desengordurado e a brilhar. E gastei, a produzir isto... uns cinquenta cêntimos.

[Obrigada, Triss!!]

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Natal

23.12.11
Que este seja um Natal feliz, pleno, de corações cheios e sorrisos sinceros. Que seja um tempo de agradecimento, de família, de amizade. Que traga tudo o que desejam, seja lá o que for.

Feliz Natal, a vocês que me lêem e o agradecimento de sempre: obrigada por fazerem do meu mundo um sítio melhor de se estar!

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Alive!

22.12.11
Snow Patrol no Alive!!

E eu, que não sou nada de concertos, estou disposta a fazer o sacrifício e deslocar-me uma noite ao Passeio Marítimo de Algés só para ver isto.

De maneiras que... aceito donativo de bilhete para o Alive, dia 13 de Julho. Podia organizar aqui todo um passatempo para isto. Mas ao contrário: ganha quem me oferecer um bilhete primeiro! E não precisa de ser duplo nem nada disso!

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Último dia

22.12.11
Hoje é o último dia de trabalho do meu pai. Amanhã será um senhor reformado. Amanhã não se levanta para ir para o Banco, onde trabalha desde 1980. Amanhã não vai ter que aturar uma chefe idiota, nem vai poder ensinar o (muito) que sabe aos novos que vão substituir uma equipa que se reforma amanhã.

Para mim, que sempre o vi trabalhar, está a ser muito complicado gerir sentimentos em relação a isto. Uma estupidez, eu sei. Devia era estar contente por ele ir para casa, por passar a estar com os netos, por poder descansar e levar uma vidinha calma, que não implique chegar a casa às duas da manhã todos os dias (sim, de há uns anos para cá o meu pai entra às 10h e sai à 1h. E não, não é treta dele... não há amantes envolvidas na equação. É trabalho no banco mesmo).

Mas olho para esta reforma e vejo-a como um atestado de velhice (que não é; o meu pai tem 57 anos, apenas). Olho para ela e vejo-a como um sinal de finitude. E se há coisa que me arrefece por dentro é saber que um dia perderei o meu pai, que é uma pedra basilar para mim. Sei que ninguém está preparado para lidar com isto. Eu não sou diferente.

E é isto: quarenta e tal anos depois, o meu pai vai poder abrandar e curtir um bocadinho. Bem merece.


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Paralelos (coisas que não se cruzam)

22.12.11
O mal de algumas pessoas é cuidarem que uma televisão, uma rede social e um bom livro lhes bastam para falarem com propriedade da dimensão humana, do volume de certas dores, da área ocupada por uma perda irreparável, da largura da miséria, do perímetro da solidão e ainda do raio que os parta e piiiiiiiiiiiiii. 
 
Falei aqui de uma perda irreparável. Aqui da miséria. Aqui da solidão. Não me basta uma televisão nem uma rede social nem um bom livro para falar disto com propriedade. Bastou-me perder uma pessoa fundamental para mim. E não comer sempre que me apetece (e não, não é dieta. Tem outro nome, na verdade). E bastou-me viver uma solidão que, como todas as outras, não pode ser comparada a nada porque só vivi esta e só sei falar desta que eu vivi - haverá solidões mais agudas, mais geladas do que a minha. Mas dessas não sei falar.
Nem todas as "matemáticas" são ciências exactas. E há assuntos de que só se fala tendo passado por eles. Porque alvitrar de longe é passatempo e falar com propriedade às vezes é só exorcizar fantasmas que nos perseguem. 

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E agora algo bom

22.12.11
Hoje é o dia mais curto do ano (ou foi ontem, nunca sei). E isto significa que, daqui para a frente, é sempre a subir. Adoro, adoro, adoro sentir o calor cada vez mais perto... saber que mais uns tempinhos e estão de volta os dias longos e as tardes de sol até ser hora de jantar.

E sim, isto foi só um post banal.

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Espírito

22.12.11
2011.
Espírito de Natal: zero.

Não me apetece nada. Não me apeteceu comprar presentes (comprei três: filhos e marido e nem esses me apeteceu comprar). Não me apetece fazer as compotas nem as bolachas nem os bombons. Não me apetece embrulhar nada. Não me apetece imprimir etiquetas para nada. Não me apetece pensar em sobremesas para a consoada. Não me apetece que haja uma consoada. Nada.

Este ano, o peso sobre nós é imenso. Valem-nos os risos deles, para animar os dias. Vale-nos a esperança. E a certeza de que, podendo melhorar, a vida também pode sempre piorar. E não, não sou pessimista. Sou realista e acho que tudo pode sempre ser pior.

E já só faltam três dias para o Natal. E nunca, como este ano, me apeteceu tanto passar ao largo de tudo isto.

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O lado egoísta da solidão

20.12.11
Sempre fui uma solitária. Nunca me assustou o estar sozinha, o passar tempo só comigo. Aprendi a gerir a solidão no adn de filha única com pais trabalhadores. Houve muitas alturas em que não tive outra escolha a não ser estar sozinha. Cresci habituada ao silêncio, a vivê-lo sem dramas. Foi por isso que sempre quis viver sozinha. Vivi assim quatro anos. E houve, nestes quatros anos de solidão, muitos momentos de puro egoísmo.

Meti na cabeça que haveria de passar um Natal e uma passagem de ano sozinha em casa. Lareira acesa, um filme na TV, telefone desligado e toda a paz do mundo. Nunca me ocorreu que houvesse quem queria estar comigo. Os meus pais. Nunca me ocorreu que, para eles, eu era a peça essencial nessas noites tradicionais. Para mim, o que interessava era o cumprimento dos meus desejos.

Em 2004, com o meu avô doente, não fomos passar o Natal ao Alentejo, como fizemos toda a vida. Jantámos com os meus avós e, perto das 23h, vim para casa, sozinha. E achei que aquilo era o máximo: estar sozinha naquela noite em que milhões de pessoas estavam com os seus. Calculo agora que os meus pais tenham sofrido um bocadinho nessa noite. Nunca lhes perguntei.

Acho - mas não tenho a certeza - que passei uma passagem de ano sozinha (a de 2004, também). Não posso jurar acerca desta. Menos grave, contudo.

E isto porquê? Porque hoje dei por mim a pensar como seria se a minha filha quisesse passar um Natal sozinha, absolutamente sozinha em casa. A mágoa que isso seria para nós, pais. O quanto gostaríamos de a ter sempre connosco, a mimar os nossos momentos. Mesmo quando ela for adulta, será sempre a peça fundamental (ela e o irmão, bem entendido).

Em 2004 só vi o meu lado. Nunca imaginei sequer que pudesse haver duas pessoas tristes por eu não estar com elas. Estive simplesmente feliz por estar sozinha. Num momento tão egoísta que agora perdeu todo o significado e passou a ser só mais uma das parvoíces inconscientes que eu fiz.

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Avô

19.12.11
4 anos sem ele. Sem um dos grandes pilares da minha vida. Sem o homem que me ensinou da doçura e da brincadeira. Sem o homem que me ensinou a carregar cartuchos (e se eu odeio caça). Sem o homem que me ia buscar à escola, que me deixava fazer o caminho para casa sempre em cima de todos os muros que encontrávamos. Sem o homem que vi adoecer e recuperar e adoecer novamente. Sem o homem cujos olhos azuis foram sempre os mais bonitos. Cuja doçura foi sempre a mais quente. 4 anos sem o meu avô.

Teve seis netos. Deixou de ver três deles uns anos antes de morrer e foi essa a mágoa que levou consigo, a de não saber nada daqueles netos, a de saber pouco daquele filho, o mais novo, que emigrou e se perdeu por Angola. Teve uma bisneta, que nasceu dezassete dias antes de ele morrer. Não a conheceu. Se cá estivesse, teria três bisnetos. Dois acompanharia mais de perto. A terceira, filha de uma das netas distantes, acredito que haveria de conhecer. Ele, o meu avô preferido, está perpetuado em todos os nós, que o guardamos no peito, no coração e no sangue. E temos, os três netos que o acompanharam de perto, a mesma mágoa e a mesma saudade. E a mesma certeza de que ele foi e será sempre um dos pilares do que nós somos. Obrigada, avô.

[Aqui tatuado no antebraço da minha prima mais nova, uma corajosa a quem invejo o que gravou na pele. Ficou exactamente igual ao que ele era. Tão igual que choro sempre que olho para esta tatuagem com olhos de ver.]

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Da crise

19.12.11
Vou-me mantendo calada acerca da crise. Tenho à minha volta muita gente que se queixa da crise. Deixaram de poder comprar malas e sapatos e blusas todos os meses e por isso sentem a crise. Deixaram de poder ir ao cinema todos os fins de semana e por isso sentem a crise. E dizem isto com propriedade e auto-comiseração, ai que eu sinto imenso a crise, queria tanto aquelas calças da Zara e não posso mesmo comprar.

Put@ que pariu. A única crise que percebo aqui é de neurónios. De bom senso. De tento na língua. Porque ao lado (se calhar bem mais perto do que se pensa) há uma crise (a verdadeira) que não se prende com malas nem com sapatos nem com blusas. É a crise que impede que se almoce todos os dias. Que obriga a que o jantar seja apenas sopa. Que faz com que se evite uma ida ao médico. Que faz com que as deslocações sejam reduzidas ao essencial, porque a gasolina não nasce nos depósitos. Uma crise que faz com que a conta bancária chegue a meio do mês com saldo de dez euros. Uma crise que impede (obviamente) que se escolham presentes de Natal. Uma crise que, na noite da Consoada, vai pôr apenas o essencial na mesa (e se calhar não vai ser bacalhau), sem sobremesas, sem frutos secos, sem bombons nem nada que se pareça.

Era isto. Há por aí uma crise, sim. Mas não é isso (ainda) que vive quem não pode comprar todas as malas e sapatos e blusas que comprava há dois ou três anos.

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Behave

19.12.11
A minha filha, que de anjinho tem muito pouco, no sábado surpreendeu-nos. Levámo-la ao Cascais Christmas Wonderland (nos jardins do Casino Estoril - obrigada pela dica, Joana!!). Adorou ver a pista de gelo - disse logo que não queria andar. Pediu para escorregar na rampa das bóias. Estive um quarto de hora na fila para comprar as viagens. Subi a rampa com ela, para levar a bóia dela. Sentou-se naquilo e desceu. Quis repetir - eu tinha comprado três viagens. Desceu as três vezes e surpreendeu-nos que ela, mariquinhas quando lhe apetece, não tenha desatado num pranto no final da primeira descida (se tivesse acontecido, aproveitava eu as viagens, que aquilo parecia divertido!). No final, disse-lhe que já não havia mais viagens, já a antecipar a birra do "eu quero mais...!". Nada disso. Aceitou. Dissemos que íamos embora e ela aceitou sem problemas. E nós sempre à espera do momento em que ia estalar a birra. Não estalou. 

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Sábado à noite

19.12.11
Do secundário guardo memórias residuais. Não foi a melhor fase da minha vida. Andei seis anos na mesma escola. Fiz o preparatório noutra escola e quis mudar. Queria conhecer pessoas novas e queria ir "subindo" naquela escola nova. Sabia que ia chegar lá como arraia miúda e que, só ao fim de três ou quatro anos estaria mais à vontade. Fui. Foi a minha época patinho feio. Sim, eu era (sou, whatever, não quero saber) feia. A miúda sem graça, nem magra nem gorda, nem alta nem baixa, de óculos, olhos rasgados e um ar que nem é de cá nem é de lá. A juntar a esta óbvia falta de beleza (que, já de si, me obrigava a esforçar-me em prol da integração no rebanho), era a melhor da turma (e isto é apenas a constatação de um facto, nada mais). Não me sentava na fila da frente, passava a vida a desestabilizar, mas apanhava tudo e sabia ao que ia. Não estudava e mesmo assim tirava notas de gente. O tipo de coisa que não ajuda nada a subir nos rankings de popularidade, está bom de ver. Depois, no 10º ano, apanhei um grupo de miúdas burras na turma. O tipo de miúdas que massacram quem é melhor do que elas, seja lá no que for. Foi aí que conheci o bullying, embora na altura a coisa não tivesse nome. Fui massacrada durante dois anos. Houve episódios de ter uma dessas miúdas com o nariz encostado ao meu, a ameaçar que me batia. Nunca respondi a nada, nunca fugi de nada. Dizia-lhes só que eu não tinha culpa de elas serem burras e eu não. Obviamente, estava longe de ser a miss popularidade. Nunca me importei com isso. Sempre acreditei na lei de Darwin: os fortes sobrevivem, os fracos morrem pelo caminho.

Na mesma altura, havia outro grupo onde eu andava. Quer dizer, na verdade era uma turma bastante ecléctica e dávamo-nos todos bem (excepção feita às tais miúdas burras). Havia jantares de turma, havia aquelas saídas normais. Entretanto, em 1997, acabámos o 12º ano e fomos à nossa vida. Em 2004 (acho) combinámos o primeiro jantar de Natal. Não me lembro se fui ou não. Sei que, de há 4 anos para cá, a coisa tem sido complicada. Ou estou grávida ou estou na maternidade e não vou aos jantares. Já gozam comigo: então, este ano ainda não sabes, não é? Sei, sei, este ano não estou grávida nem acabei de parir.

No sábado lá fui eu, beber café com eles. Acabamos sempre por estar umas duas horas na rua, a rir que nem perdidos. E só repetimos no ano seguinte. Mas é bom. Principalmente porque, nestes jantares, não há aquela coisa de repetir até à exaustão histórias de 1996. Mas até podia, porque temos histórias bem giras. Como as das tardes no café, a jogar à sueca. Ou das idas à Dinamarca. E do que é que gosto mais neste grupo? Da heterogeneidade. Há militares, veterinárias, actrizes, bailarinos, administrativas, operadores de câmara e costureiras. Há pais de um e de dois filhos. Há solteiros, casados, amantizados e divorciados. Hetero e homo. Simpáticos e arrogantes. Como na vida.

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Do cabelo novo

19.12.11
Tudo muito bonito à saída do cabeleireiro. O verdadeiro desafio chega com a primeira lavagem em casa. Este corte fez uma coisa que andava a massacrar o meu marido: dei finalmente uso ao ferro de alisar (não sei o nome daquela coisa, é uma daquelas chapas que tem umas placas de cerâmica) que comprei, há coisa de dois anos, com uma revista espanhola qualquer.

Bottom line: mesmo depois de lavado em casa, gosto deste short-cut que arranjei. E o que poupo no champô e no amaciador? Paga o corte em pouco tempo!

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So what's new...

16.12.11


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À Niki que comentou agora

15.12.11
Ora manda-me lá um mail para a gente conversar sobre isso que te passou pelas mãos e que te pareceu meu...

(marianne.notsofast@gmail.com)

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Erros

15.12.11
Premissa: toda a gente erra.

Todos, a não ser que sejamos a Madre Teresa de Calcutá (anyone? Não? Bem me parecia), tendemos a olhar mais para o nosso umbigo do que para o que o rodeia. Ou seja: vemos o nosso lado da história antes de qualquer outro lado. Olhamos a vida da nossa perspectiva e pormos os pés nos sapatos alheios não é tarefa fácil nem que ocorra muitas vezes. E, nisto, acontece repetirmos erros que apontámos a outras pessoas quando elas os cometeram. Mas agora, que somos nós a cometê-los, não somos capazes de os perceber e muito menos de os assumir.

Um exemplo: tive alturas, em namoros idos (coisas quase do milénio passado) em que, assim que a coisa se dava, eu morria para o mundo. Deixava de estar com os meus amigos, deixava de ter disponibilidade para programas de amigas, telefonava muito menos. É normal e expectável. Não quer dizer que seja correcto. Demorei muito tempo a perceber a dimensão do meu erro. Afastei-me das minhas melhores amigas e na altura nem me apercebi, entretida que andava com o meu umbigo (e com o do namorado, já agora). Bati com os pés na terra, não quando elas me chamaram a atenção para o facto (porque aí tive sempre justificação e resposta e mil maneiras de explicar o que se andava a passar, mas assumir a verdade... não), mas apenas quando a relação terminou e eu percebi que, agora que estava numa dança a solo, estava, na verdade, sozinha. Elas, com razão, tinham ido à vida delas. Não deixaram de ser minhas amigas, mas deixaram de estar lá todos os dias. Não, na verdade, não deixaram. Eu é que deixei de as procurar e comecei a achar que elas não estavam lá. Mas estavam. E eu aprendi com o erro. No dia do meu casamento, lembro-me perfeitamente de me terem pedido que não me afastasse e de eu ter respondido que não ia voltar a cometer aquele erro.

Hoje, casada e com filhos, os programas com amigas são muito mais raros, cortesia da falta de tempo e do excesso de tarefas. Mas, curiosamente, sinto-me muito mais próxima delas agora do que noutras alturas. Estamos perto, é fácil combinar qualquer coisa, nem que seja um cafézinho rápido. Tenho, acima de tudo, disponibilidade mental para isso: sei que me apetece estar com elas, sei que elas fazem parte da minha vida e sei que consigo arranjar meia hora para pôr a conversa em dia.

Mas é por já ter estado do outro lado, cega e só com olhos para o namorado da altura (e com trabalho e o resto da vida a correr) que me custa que, quem já me apontou (e bem!) o dedo agora faça a mesma asneira que eu fiz e ande longe. E custa-me essencialmente porque sei que há-de haver um dia em que a ficha cai e a pessoa se apercebe do tempo que perdeu. A amizade não desaparece nem se transforma (porque essa é a espinha dorsal das amizades verdadeiras). Mas as saudades magoam. E é isso que sinto: saudades das minhas amigas que, engolidas pelo vórtice da paixão e do trabalho e tudo o mais, delegaram para último plano a amizade que sabem que está lá para o que der e vier.


[Resumindo: tenho saudades tuas, miúda. Volta!]


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YES!

15.12.11
Acabei de receber "O" mail. O pontapé de partida. O início. A estaca zero. O começo do que sempre quis fazer... (nem vale a pena falar de felicidade nem de sorriso brutal cravado no rosto, pois não??)

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Para a Niki (e não só)

15.12.11
Estive a estudar a ideia de criar um workshop meu (já lá há os da Cláudia Borralho) de iniciação à costura, com um projecto simples, que permita ensinar o básico. E chegámos a um projecto e a uma data.

7 de Janeiro, 10h: bolsinhas básicas (modelo com um tecido e com dois tecidos). 25 euros (tecidos incluídos).

Agora o pormenor (pormaior, na verdade): este workshop só se realiza com pelo menos 5 participantes (e o máximo são 7).

E o modelo das bolsinhas básicas é este:
Inscrições via bolodepano.campodeourique@gmail.com

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E voltando aos workshops de costura...

15.12.11
Inscrições e informações via bolodepano.campodeourique@gmail.com (eu só defino mesmo os projectos e tal!)

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Antes da TVI

15.12.11
A ver se consigo chegar antes da TVI.

Pois que hoje de manhã, quando estava a chegar à rua da minha mãe para deixar o meu mai-novo, uma coluna de fumo preto aparece atrás de mim. Olho e... um carro em chamas. Labaredas altas, fumo e mais fumo. Por sorte, estava na bomba de gasolina um carro da polícia. Fecharam a rua, chamaram bombeiros e em menos de 5 minutos chegou o carro. Fogo apagado em mais 3 ou 4 minutos. Chega a primeira ambulância. Depois uma do INEM. Depois um carro do INEM. Depois outro carro do INEM. Aparato brutal.

Entretanto mamãe, movida da sua curiosidade (mórbida) foi ao pão lá mesmo ao lado. Aparentemente iam no carro uma mãe e uma criança. A criança saiu ilesa. A mãe saiu queimada. Agora, quase duas horas depois, ainda há uma ambulância e um carro do INEM aqui. E é isto. Daqui a pouco, na TVI (aposto!). Ou, vá, amanhã no Correio da Manhã.

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Sobre os workshops de costura

14.12.11
Em princípio será assim:

5 de Fevereiro (e não de Janeiro), às 10h e às 15h: carteira de documentos
4 de Março, às 10h e às 15h: mala (depois mostro o modelo, é giro!!)
27 de Maio, às 10h e às 15h: carteira com compartimento com zipper
1 de Julho às 10h e às 15h: top de verão (versão criança, mas perfeitamente executável para gente crescida)

Haverá mais aqui pelo meio, em datas a anunciar. E se houver alguma coisa que queiram mesmo aprender a fazer (e que não esteja na lista), digam que eu vejo o que se arranja.

Todos os workshops são na Bolo-de-Pano, em Campo de Ourique.

Sobre um WS no Porto... quem sabe?! Se se arranjar um sítio, pois que sim, terei todo o gosto em ir à Invicta!

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E ainda...

14.12.11
(a sério, eu hoje estou com tudo a saltar-me garganta fora... mas acabo já, já).

Eu acho Nicholas Sparks uma literatura parva. E Margarida Rebelo Pinto. E Paulo Coelho. E acho que só ver comédias românticas é redutor. E acho a saga Twilight uma coisinha a roçar o infantil. E acho filmes de "acção" tipo "Velocidade Furiosa" uma coisinha decadente. Mas isto sou eu. Para mim, o homem dos meus sonhos não seria nunca um iletrado, adepto do tuning, frequentador assíduo de ginásios e esteticistas, com menos pêlos no corpo do que eu. De novo: isto sou eu.

Haverá quem ache graça a este tipo de homens. Como haverá quem ache graça a intelectuais, a geeks, a metrossexuais, a retrossexuais, a homens normais. A fórmula para conquistar todos eles é a mesma? Não me parece. Um "xuning" achará (eventualmente, que aqui estamos no reino das probabilidades) muito mais graça a uma loira, burra, insuflada, daquelas que só quer é saber notícias do social e conhecer porteiros de discoteca (eu conheço uns quantos, nada contra!). Um intelectual achará mais graça a uma mulher culta, que privilegie o conhecimento em detrimento da beleza. E por aí adiante. Possibilidades infinitas, como se vê.

Ou seja: se, para uns, uma mini-saia e quilos de maquilhagem é o venha a nós o vosso reino, para outros a importância estará em que a rapariga tenha lido Kafka e Dostoiévski, de preferência antes dos 16 anos. Se para uns é importante que elas (nós) pratiquem desporto, outros acharão super-sexy uma mulher que fale em linhas de código html. Possibilidades infinitas.

Como é que é possível ensinar o que quer que seja, tendo isto em mente? A ideia é o quê? Formatar pessoas? Ou transformar as mocinhas que alinhem na alucinação em pequenas pipocas prestes a rebentar?

Não entendo. Juro.

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E o segundo workshop

14.12.11
... acaba resolvido com o primeiro. Como tornar o seu blog rentável? É inventar workshops inomináveis e absurdos e esperar que a coisa pegue. E, de caminho, transformar o blog num livro ou, quiçá, numa agenda. Tão simples...

(Continuo boquiaberta, pronto!)

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Opinando

14.12.11
Sobre o tal workshop.

Cada um é livre de fazer o que lhe der na telha. Eu dou workshops de costura porque acredito que tenho conhecimentos que posso passar. O senhor vai dar o tal workshop de engate como conquistar o homem dos nossos sonhos porque acha que sabe alguma coisa que resolva esta questão. Certo.

Acho profundamente "unethical". Acho de uma presunção tremenda. Não há duas pessoas iguais. Não se conquistam duas pessoas da mesma forma. O melhor de cada um de nós é sermos únicos. Não há fórmulas. Aquela treta de "ando a ler os livros errados, a ver os filmes errados"... mas o que é isto? Desde quando é que, para conquistar A, B ou C devemos ler determinado livro ou ver determinado filme? Desde quando, senhores?

Por exemplo: este senhor nunca na vida dele me teria conquistado a mim. Já dei para o peditório dos metrossexuais de egos inflamados e não estou para isso. Não é por ele gostar de brunches, por ler a metro, por escrever dissertações sobre o amor, por ser jornalista e usar calças amarelas que me ia conquistar. Aliás, se ele vai ensinar a conquistar um homem como ele... eh pá, não quero!

Não se ensina ninguém a amar. Não se ensina ninguém a conquistar. Não se diz a uma pessoa que, para ser mais interessante, deve ler tal livro, ir a tal restaurante, ver tal filme. Cada pessoa é única e é disso que temos, todos, que nos valer. E haverá alguém, um dia, com quem a coisa faz click. Não é preciso um curso para isto.

Para mim, esta acção, mascarada de bom samaritanismo, não é mais do que um vil aproveitamento das alminhas mais sensíveis que por ali andam. Alminhas sensíveis e crédulas, que largam 40 euros na expectativa de se tornarem na pessoa certa para toda a gente. Tudo tão ao lado... tão ao lado!

E o que mais me choca é que alguém se preste a este papel, tendo uma carreira aparentemente consolidada, tendo nome na praça... Mas, lá está, cada um sabe de si...

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A saga dos óculos

14.12.11
Eu sou uma toupeira, é sabido. E sou uma toupeira que se vê na contingência de não tolerar lentes de contacto e de ter que mudar de óculos a cada dois ou três anos. Estes que tenho acho que têm mais ou menos isso, uns três anos. Riscados que só eles, um horror. Chegou a hora de mudar. Medo. Cada vez que repito este processo a conta é astronómica: 35 euros em oftalmologista, mais uns 70 numas armações (sim, que eu estou-me lixando para os Marc Jacobs da vida e compro marquinha Multiópticas mesmo!), mais uns 130 em lentes (toupeira, lembram-se?). Depois, como é óbvio, mais umas armações para os de sol, mais as lentes. Mais uns 100 e tal euros. Uma renda!

Andava eu aqui nestas contas, a pensar mais ou menos em que mês (do ano que vem!) poderia investir nuns óculos novos... e eis senão quando abro uma gaveta da cómoda e dou com duas caixas de óculos. Numa, os ex-óculos de sol, que substitui com os que uso agora (guardo sempre os anteriores, just in case). Noutra, uns óculos novos. E fez-se luz.

Quando comprei estes óculos que uso agora, estava em vigor uma campanha "leve 2, pague 1". Trouxe os dois pares a achar que usava uns nuns dias e outros noutros, mas habituei-me a uns deles e assim fiquei. Arrumei os outros e nunca mais me lembrei deles. Até hoje. Já saíram à rua e estão óptimos. Menos uma balúrdio que vou ter que gastar. Tão bom!

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Expliquem-me

14.12.11
... como se eu tivesse 3 anos.
Expliquem-me o que é que passa na cabeça de um homem para resolver dar workshops sobre "como conquistar o homem dos vossos sonhos". A sério. Mas expliquem devagarinho que é para eu entender mesmo...

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Hoje

14.12.11
Fiz o jantar às 15h. Saí de casa às 16h45. Fui a S. Pedro do Estoril buscar documentos, que depois fui deixar a Santos. Segui para Belém/Alcântara (whatever!), para o Museu da Electricidade. Apresentação do "Anatomia dos Mártires", do João Tordo. Pacheco Pereira a debitar lugares-comuns e a dar uma aula sobre a geografia do comunismo (o comunismo no Barreiro não era como no Baleizão, nem em Serpa...). Maria do Rosário Pedreira com um discurso muito interessante. E o João Tordo...

Gostei tanto de o conhecer ao vivo, tanto! Simpático, afável... e chega. Foi bom. Para o ano, espero, há mais (ele prometeu novo livro para o ano que vem!!)

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Saber ouvir

13.12.11
Há alturas em que é apenas isso: ouvir. Saber escutar lamentos, gestos, ansiedades, hesitações. Saber ouvir para lá do que se diz. Saber entender para lá do que nos mostram. Saber sentir e confiar nos instintos e saber apenas observar e absorver informação. Não comentar, não alvitrar, não dizer absolutamente nada. Não tentar confortar um coração que não precisa de conforto, apenas de que o oiçam. Não debitar lugares-comuns que não acrescentam nada, por muito acertados que sejam. Saber ser apenas o ombro que acolhe, a mão que afaga o cabelo, o sorriso sincero. Saber que, ao escutarmos, damos ao outro o papel principal e, ao falarmos, ainda que sobre e para o outro, assumimos nós esse papel. E há alturas em que mais vale ser um digníssimo actor secundário do que um medíocre actor principal. E há tanta, tanta gente que não sabe ouvir... apenas ouvir...


("Se podes ver, olha. Se podes olhar, repara." - Livro dos Conselhos)

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Hoje

13.12.11
Vou dar uma de groupie, agarrar no meu exemplar e cravar um rabisco. Do grande... João Tordo! (Apresentação do livro dele, pois).

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