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Half a million

31.10.11
Enquanto saquei um print screen do visitante 499.999 e o fui colar ao Paint (que eu sou pra lá de pro nisto!), entraram mais uns quantos e não consegui apanhar o 500.000.

Mas era isto. Hoje, dois anos, sete meses e uma semana depois de nascer este espaço, pela mão desta que vos escreve, chegámos ao bonito número de meio milhão de visitas. Há quem tenha mais? Há. Mas a mim, interessam-me estes 500.000, que são os meus.

Obrigada por tudo. Mesmo. Vocês são aí 70% da razão da existência disto, vá.

[Mesmo os que aqui vêm com maldade, carregadinhos de fel. Mesmo esses merecem um agradecimento.]



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Como alterar os planos em menos de 3 segundos

31.10.11
Sábado por casa. Domingo: marido pega na mais velha e ruma a casa dos pais dele, para construir uma espécie de telheiro para a minha sogra secar a roupa no terraço. Logo a seguir ao almoço eis que um barrote de madeira lhe aterra no dedo, precedido de abrandamento por colisão com a cabeça dele. Faz-lhe um golpe enorme no dedo. Marido e cunhado rumam, de ambulância, a S. José. Aguardam 3 horas. Marido leva anestesia local, 3 pontos no dedo e vacina do tétano. Marido não pode conduzir.

Eu, que era suposto ficar em casa a trabalhar (e trabalhei tanto que tenho o resto da semana de trabalho de costuras cortado em cima da mesa de apoio), tive que ir buscá-lo. Não tinha o carro de papai, pelo que papai teve que me ir buscar. Pegamos no mais novo e rumamos a casa da minha sogra. Papai regressa com marido no carro de papai, eu regresso com as crias no nosso carro. Vou levar os miúdos a casa, estaciono o carro. Pego no carro de papai, levo papai a casa e regresso. Vinte e cinco minutos à procura de lugar para estacionar e acabo por deixar o carro plantado em cima de uma rotunda. Literalmente.

22h30. Chego a casa. Miúda pede para ir para a cama. Deito-a. Miúdo, com os horários todos destrambelhados, pede para jantar. Dou-lhe jantar. Ponho-o na cama. Janto, finalmente. Marido, coxo da mão esquerda, pede que lhe dê banho. Acedo, claro (até porque vem no contrato: "na saúde e na doença, blábláblá..."). Dou-lhe banho, seco-o, visto-lhe o pijama, faço um chá para nós. Bebemos o chá no sofá. Deitamo-nos. Muito mais cansados, muito mais doridos, muito mais fora do esquema do que era suposto. Se isto é um domingo calmo, venham os domingos agitados, sim?


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Cryosave

31.10.11
Caríssimos,

Uma amiga e fellow blogger está a fazer uma tese e precisa de testemunhos de pessoas que tenham feito criopreservação das células estaminais via Cryosave.

Anyone? Acusem-se aqui nos comments que eu depois encaminho, sim?

Muito agradecidas (ela e eu, obviamente!!)!

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Really?

31.10.11
Odeio, mas assim muito mesmo, que me perguntem como estou e me digam, logo a seguir "eu estou pior" ou "sei como te sentes". Odeio mesmo. Faz-me sentir que não estavam realmente interessados em saber de mim. Procuravam apenas bilhete de entrada para o mundo do "ai que eu estou tão pior do que tu".

Se não querem saber de mim, não perguntem. Não me chateia que não perguntem.
Agora, se perguntarem, tenham a gentileza e a inteligência de ouvir a resposta e de não virar imediatamente a conversa para o lado que mais vos convém: o vosso.

[Falo de mim mas isto é, obviamente, genérico. Vale para toda a gente: se não querem realmente saber como determinada pessoa está, não perguntem. Se perguntarem, ouçam, interessem-se, foquem-se no lado de lá e larguem, por três minutos que seja, o vosso umbigo.]

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tatuagem

30.10.11
Ando há quase cinco anos a pensar nisto: o que é que eu vou tatuar a seguir?

Soube, ainda antes de fazer a primeira tatuagem, que não seria a única. Demorei imenso tempo a decidir o que tatuar. Quando percebi o que queria demorei muito pouco tempo a tratar do assunto.

Na semana passada finalmente percebi. O que quero tatuar é uma coisa que me diz tanto... e que esteve sempre "aqui". Não sei como é que não percebi antes. Agora é tratar do resto. E começar a pensar na terceira...

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Pufff...

30.10.11
Desde que começou a gatinhar, desaparece-me da vista que é um mimo. E eu deixo. Sei mais ou menos onde ele anda, sei que não há nada perigoso nos arredores e deixo-o explorar. O problema é se ouço o miado dele e não o vejo. Agora mesmo fui dar com ele debaixo do sofá. Como é que ele conseguiu? Pois, não sei...

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Sonhos estranhos

30.10.11
Acordar de madrugada, fazer qualquer coisa e voltar a dormir é sempre sinónimo de sonhos estranhos. Hoje sonhei com os meus vizinhos do 6º andar. Estava algures, de férias, e quem controlava aquilo eram eles. Ela, muito submissa, uma brasileira lindíssima, com corpo de manequim top, ar meio índio, um cabelo preto de morrer. Ele português, asqueroso, feio, ar de mafioso, tudo menos aparência de ser boa gente. A irmã dela, uma fiel cópia da mais velha, com menos uns cinco anos de beleza (mas igualmente bonita). O filho deles, um miúdo giro com dois anos e picos.

E eis que a irmã dela resolve que quer ensinar-me a ser manicure. Ensinar-me a nobre arte das unhas de gel e afins. Recuso. Ela ferve. Vem o homem e decide que vai fazer-me uns sapatos por medida. Mede-me os pés, pede-me uma assinatura numa folha branca, percebo que aquilo tem esquema e assino falsamente, uma coisa que nunca poderia ser a minha assinatura e que qualquer pessoa perceberia ser falsa. Nisto vejo-me trancada no meu quarto no tal sítio de férias, os meus filhos comigo, o meu marido saído para ir não sei onde. E percebo que tenho que fugir dali.

Tento ligar para o 112 e não me lembro do número. Ligo um 102 que me dá música e eu a desesperar, a achar que para linha SOS aquilo está muito vagaroso. Percebo que não é aquele o número e ligo o 911. Mesma música. Lá vejo alguém através de uma janelinha gradeada (aquilo parecia um sítio meio ex-convento, cheio de grades nas janelas, mas era considerado normal, dada a decoração do espaço e tal). Grito por socorro. Sai-me um grasnado idiota. O tal homem que eu vi abeira-se de mim e diz-me que não vale a pena gritar, nunca vou sair dali. Desespero. Ligo novamente para o primeiro sítio de que me lembro: na TV a Fátima Lopes anuncia o número do programa dela, eu ligo, atendem e eu, em directo, peço ajuda. Ninguém me liga, querem é dar-me não sei quantos mil euros, confetis prateados a cair do tecto para cima do cabelo da Fátima Lopes (corte de cabelo horroroso, by the way) e eu a dizer que não quero nada daquilo, só quero que chamem a polícia e que me salvem a mim e aos meus filhos.

Lá consigo, não sei como, falar com a PJ, que toma conta do caso. Vão ter comigo e tiram-me dali. As brasileiras e o português agem como se eu estivesse louca. Ninguém acredita na minha versão. Até verem um papel branco com a minha assinatura falsificada.


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Ritmos

28.10.11
Cada criança tem o seu ritmo. Isto é senso comum. Ainda assim, há quem insista nas comparações. Há quem se esforce por fazer com que as mães dos miúdos cujo ritmo é menos acelerado se sintam diminuídas.

A minha filha começou a falar cedo. Começou depressa a dizer as coisas como deve ser. Começou cedo a fazer raciocínios que não eram (nem são!) para a idade dela.
A minha filha começou a andar tarde. Demorou 16 meses a conseguir dar passos sozinha. Já falava que se desunhava e ainda só rastejava. 

Nunca me preocupei com nada disso. Foi o ritmo dela, ela é que sabe. Hoje, com quase, quase 4 anos, anda e corre e pula e faz trinta por uma linha. E fala como gente grande (e isto não é eufemismo: fala mesmo como gente crescida, que é uma coisa que não me agrada por aí além).

O meu filho começou ontem, 9 meses e 6 dias, a gatinhar. Ela nunca gatinhou assim. Ela arrastava-se tipo tropa, a varrer o chão todo. Ele começou logo naquele gatinhar típico. Ela começou a sentar-se sozinha com uns 6 meses. Ele precisou de quase 8. Cheira-me que ele vai começar a andar mais cedo do que ela. E a falar mais tarde. Com 9 meses, acho que ela já dizia mais coisas (tipo água e olá, lá na linguagem dela). Ele só diz mamã e faz um barulho que tanto serve para pedir comida como para chamar o pai.

Posto isto: paremos de tecer comentários pouco abonatórios acerca dos miúdos que, com 12 ou 13 meses ainda não andam. Hão-de andar. E, com sorte, em menos de nada ganham-nos corridas como nunca pensámos ser possível.



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9 meses e 6 dias depois...

28.10.11
... eis que o meu princípe (sim, eu também uso nomes nhónhós para tratar os meus filhos!) começou a... gatinhar. 

(Acabou-se o meu sossego.)


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Happy!!

28.10.11
Ontem o meu dia teve um toque especial. Dia normal: muito trabalho, muita agitação, mil coisas para tratar, uma ideia que deverá ter consequências (das boas!) e pronto.

Mas depois, ali a meio da tarde, rasgou-se O SORRISO. Foi quase como se fosse comigo. Certamente como se fosse com uma irmã. Certamente como com uma grande, grande amiga. 

Saber-te portadora dessa pessoa pequenina dentro de ti made my day. Fiquei feliz, feliz, feliz. Incapaz de explicar quão feliz. Cheguei a casa e partilhei a notícia (aposto que foi como quando tu partilhaste com a tua mãe o nascimento da minha filha). Não te consigo explicar melhor o quanto me aqueceu o coração saber-te Mãe. 

Parabéns, minha querida. Do fundo do coração!


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Coisas avulsas

27.10.11
Eu sou uma pessoa de detalhes. Há coisas que não esqueço, por pouco importantes que sejam. Lembro-me do cheiro da primeira empresa onde gostei de trabalhar. Lembro-me do som das gargalhadas do meu primeiro "duplo". Lembro-me das tostas que íamos comer a meio da manhã, num cafezinho de bairro ali pertinho da Av. Brasil. Lembro-me de haver lá uma casa à venda por € 500.000 e de pensar que era capaz de morar ali.

Lembro-me do que senti quando fui trabalhar para a ex-empresa. Lembro-me do que o meu patrão tinha vestido no dia da entrevista (que aconteceu enquanto comíamos uns bifes com molho de pimenta numa steakhouse qualquer na Expo). Lembro-me dos tempos na Parede, de como me senti feliz lá (e sei exactamente quando é que passei a ser menos feliz ali).

Ontem tive que ir a Carnaxide, perto do ex-escritório. E voltei a sentir o que sentia lá: um conforto imenso. Gosto muito, muito da zona. Que é a minha zona actual (oh, well, mais ou menos). Sinto-me mesmo confortável aqui. Aliás, quando saímos de Carnaxide para Santos pensei (juro!) que não havia de demorar muito a voltar para aqui e que não ia estar muito tempo em Santos. Não me enganei. Sou uma pessoa de detalhes e de feelings.


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Grave

26.10.11
Há coisas graves, muito graves. Coisas graves que se passam por esta blogo-coisa e por esta internet. 

Pois que houve alguém, Einstein sem dúvida nenhuma, que se deu ao trabalho de criar um mail em meu nome, usando dados pessoais meus (nome e ano de nascimento), para, a partir dele, mandar um mail a uma pessoa, supostamente dando a minha opinião sobre a vida da destinatária da mensagem.

Acontece que a destinatária é uma pessoa inteligente, que, por acaso, até tem contactos meus, e que, antes de qualquer coisa, veio pedir-me contas sobre a tal opinião supostamente minha. E eu esclareci: aquela conta de correio electrónico não é minha, aquela opinião muito menos. 

Portanto, para vocês que me lêem, a coisa põe-se assim: eu tenho 3 mails que uso. Um é pessoal-pessoal, outro é o do blog e um terceiro o das encomendas. E mesmo estes não estão a salvo, que isto dos hackers é uma coisa por demais, também. Mas pronto, partamos do princípio que só eu acedo a eles. Tudo o que recebam em nome de um leniarufino_1979[at]hotmail.com não fui eu que escrevi.

Mais: o que eu tenho a dizer, digo. A quem de direito, com educação e civilizadamente. Não me escondo atrás de nada, não me ilibo de coisa nenhuma, assumo o que penso. E nunca, nunca, nunca achincalho quem quer que seja. Mesmo pessoas que odeie. Mesmo pessoas que despreze. Mesmo este ser que resolveu, sabe-se lá porquê, fazer-se passar por mim. 



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E de repente...

26.10.11
... eis que me aparece um homem pendurado na janela... (e assustou-me, o tipo!!).


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New job... new wardrobe (sigh)

26.10.11
Maneiras que é isto: eu não sou nada de andar enfiada nas lojas a comprar tudo o que é tendência: siga snake print, siga calças não sei quê, siga color block, siga aqueles sapatos horrorosos qualquer-coisa-campbell. Não sou nada, nada assim. Compro roupa quando... errr... preciso. 

É o caso. O meu guarda-roupa é uma coisa muito mãe-de-dois-filhos-pequenos-que-calha-em-trabalhar-em-publicidade. Claro que tenho umas coisas mais clássicas e tal, mas poucas. Claro que nunca me chateei muito com isto. Claro que tenho N pares de calças que ainda (AINDA!!) não me servem. Mas, dada a envolvência do novo trabalho, pois que preciso de ir às compras. Mónica Lice, o jeitaço que tu me davas, rapariga! Aposto que me ias dizer que eu tenho mil peças de roupa combináveis entre si, numa espécie de revelação bíblica que eu nunca imaginei. 

Ai, caracinhas... (bom, a parte igualmente chata disto é que... preciso de sapatos. E de botas. E de sabrinas. Vou ter que deixar de trabalhar como quem vai ao supermercado. Nem é que mo exijam. Mas acho que já tenho idade para parecer apresentável. Já não tenho 22 anos, já nem tudo tem desculpa e justificação.

A sério, Mónica Lice... a faltinha que tu me fazes!! 


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Not cool!

26.10.11
Demorar 1h10 a chegar ao trabalho é coisa para me deixar com os cabelos em pé. Humpf.


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Pontos de vista

25.10.11
Acho graça.
Aplaudes alguma coisa, és graxista, wannabe, não tens personalidade.
Criticas alguma coisa (principalmente se a dita coisa tiver uma horda de carneirinhos em filinha indiana, a segui-la sem olhar para mais nada) e tens inveja.

Não podes simplesmente criticar porque tens espinha dorsal, ideias próprias e uma opinião que, imagine-se, é oposta à opinião da maioria. Não podes simplesmente criticar porque não concordas, porque não gostas, porque não atinas com aquilo. Não. Se criticas é porque tens inveja. Está certo...

[Como se criticar algo que se inveja fosse uma atitude inteligente... Oh, well...]

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Aprender

24.10.11
Podes ter a veleidade de achar que sabes muito, que sabes mais do que te ensinaram (em boa verdade, isto será sempre um dado adquirido), que nada te assusta e que tudo está ganho.
Ou podes ter a humildade de acreditar que tens tanto para aprender, que o mundo que agora descobres é como um iceberg, com uma pontinha visível e tanto escondido, por desvendar.

Eu sou pela humildade. Sou pela aprendizagem. Sou por fingir que sou uma esponja e absorvo tudo, tudo, mesmo o que não era necessário absorver, mesmo o que só é reflexo de uma vivência já com anos e anos.

Os meus dias têm sido a mil. É bom. Trabalhoso, cansativo, mas bom. Um desafio.

(E eu espero estar à altura, pronto).

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Morning

24.10.11
Trânsito horrível. A curiosidade mórbida é um defeito genético 100% português, não é? Nunca vou perceber as filas de trânsito nos sentidos opostos àqueles em que acontecem os acidentes. Parar para ver adianta o quê, exactamente?

Bom dia! Happy week!

--
Marianne

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É domingo e o tempo parou

23.10.11
Hoje foi um acordar lento, meu e dos miúdos. Mimos, brincadeiras, Phineas e Ferb, leites e bolachas, faezr sopa para o miúdo, grelhar bifes para nós. Almoçámos no sofá, como gostamos de fazer quando estamos só as duas. Eu já costurei, ela está na segunda visualização do Musical do Panda.

Estou há horas indecisa entre scones e panquecas para o lanche. Começou a chover entretanto e eu tinha uma máquina de roupa (já seca) estendida.

Daqui a pouco vou com o meu pai organizar a "frota". Aspirar o carro que foi meu nos últimos cinco anos e meio, e levá-lo ao destino dele. Depois vamos ao armazém do marido buscar a carrinha dele, que amanhã vai andar comigo. Nos entretantos fica a avó a tomar conta dos netos, numa brincadeira pegada (aposto).

Quando voltarmos faço os scones ou as panquecas, ainda não decidi. Não, faço já, assim dona avó pode lanchar com eles a tempo e horas.

O miúdo hoje babou com bocadinhos de bife grelhado. Desconfio que este já está pronto para comer como gente, mas a idade, oh, a idade ainda não deixa.

Apetece-me não ir a lado nenhum e passar este domingo de outono no ninho. Devia enfiar o pescoço no roupeiro, arrumar tudo o que é de verão, experimentar tudo o que é de inverno, ver o que serve, o que não serve e o que assim-assim. Não posso ser muito radical nisto: estou a dez quilos do meu objectivo e quatro já morreram (estavam ali a empancar o objectivo inicial, mas já foram). Há calças que estão a voltar, mas ainda há muitos, muitos pares que esperam ansiosos por poder ver novamente a luz do dia (e porque sei que vou chegar lá, ao meu objectivo - ou muito perto dele, pronto - não deito nada fora, do que me servia na altura em que eu não tinha objectivos de peso porque já lá estava).

Tenho o miúdo a chorar. Bom domingo, pessoas.

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Ameaça cumprida

22.10.11
Andava a ameaçar. O cansaço sempre a rondar-me, aquele peso nos ombros do "tenho que trabalhar, não posso dormir, tenho coisas para fazer". Hoje, com a casa em silêncio, permiti-me descansar. Almocei sentada no sofá, encostei-me a seguir e dormi. Tão bom.

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Coisas que me chateiam um bocado (muito)

22.10.11
Perceber (via entrevistas filmadas) a antipatia e a arrogância de pessoas que escrevem em blogs e que, se avançam, é porque há pessoas do lado de lá a ler o que escrevem, a apoiar. Acho que o mínimo a fazer é permanecer de sorriso nos lábios e agradecer com humildade, simpatia e boa onda. Gente arrogante é coisa para me deixar mal-disposta. É por isso (e por não achar particular graça ao que estes arrogantes debitam) que continuo longe, muito longe de ser fã daquilo, de gostar daquilo, de apoiar aquilo. E sim, falo no plural acerca de um singular. E não, não vou ser mais explícita do que isto.

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Aranha

22.10.11
Ontem foi um dos dias em que pensei que, se pudesse ser outra coisa que não esta coisa que sou, queria ser uma aranha. Por causa da quantidade de braços, pois. (Um polvo também tem muitos mas é mole e mole... não me apetece!).

Oito braços
Quatro para segurar os meus filhos
Dois para o trabalho (nine-to-eight, ontem... glup!)
Dois para casa.

Vou mesmo ter que me organizar ainda mais. Ontem, por exemplo, saí do escritório às 20h. Impensável vir para casa e fazer jantar a essa hora. A minha filha quis ficar na avó, para matar saudades de ovos estrelados. O miúdo estava com febre, jantou lá e chegou a casa já a dormir. Eu estava com tanta fome (almocei às 13h30, comi um pastel de nata enquanto fui ao carro alimentar o parquímetro e não comi mais nada até às 20h30), que cheguei à minha mãe e comi um pãozinho com doce de tomate. Foi o meu jantar. Cheguei a casa ainda antes do senhor marido. Ele jantou um bife com arroz que tinha sobrado do dia anterior e pronto. Adormeci no sofá, estoirada. E foi só o primeiro dia.

Agora vou às compras. A ideia será pensar as refeições da semana que vem e adiantar TUDO amanhã. Vou fazer refogado de cebola com tomate, que depois vai servir de base a várias coisas: peixe de cebolada, carne guisada, arroz de tomate, frango estufado com massa. Vou deixar já coisas pré-cozinhadas para a semana. Congelo tudo e vou tirando à medida que preciso. Vou fazer duas ou três sopas para o miúdo, para ter de reserva. Vou deixar tudo o que puder já adiantado para que, durante a semana, não tenha que perder tempo com isto.

Depois há-de ser sair às 19h (ontem foi excepcional, não é norma que se saia tão tarde), chegar ao pé dos miúdos, levá-los para casa e terminar o jantar enquanto eles tomam banho. Espero continuar a conseguir costurar pelo menos 3 noites por semana, para tratar de todas as encomendas pendentes (e que estão muito mais atrasadas do que eu gostaria!).

E por falar em encomendas: coisas para o Natal, é encomendar até dia 1 de Novembro. O que entrar até esse dia será enviado até 15 de Dezembro. O que vier depois, não me consigo comprometer. É que tenho tanto, tanto ainda por fazer antes do Natal que sei que não vou conseguir chegar a todo o lado, se não for assim. E nem sequer vou fazer presentes para oferecer eu. O que vai ser um pouco estranho, para quem deveria receber presentes oferecidos por mim. Mas paciência... eu sou só uma e, a ficar alguma coisa para trás, fico eu, sem dúvida nenhuma.


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Entrevistas de emprego - what to do

21.10.11
[Esta é uma acção concertada com a Me, que tem um post no blog dela sobre o que NÃO fazer nas entrevistas de emprego]

A coisa começa muito antes da entrevista. Percebam o que querem, como querem, porque querem. Imponham-se limites e desafiem-se. Foquem-se no vosso objectivo. Ajam. Se querem trabalhar numa multinacional, apontem as vossas armas para aí. Comecem assim. Esperamos que não tenham que chegar à fase de estipular um plano B. Percebam o que é que fazem bem, onde é que podem ser uma mais-valia. Toda a gente tem um talento qualquer.

Peguem numa folha e dividam-na, com uma linha, ao meio. De um lado, os pontos fortes, do outro, os fracos. Analisem os vossos pontos fortes: são organizados? Perspicazes? Criativos? Assertivos? Técnicos? Escrevam tudo o que se lembrarem. Façam o mesmo para os pontos fracos (e assumam-nos): são preguiçosos? Têm medo de tomar decisões? São envergonhados? Têm pânico de falar em público?

Olhem para o resultado do que escreveram e tentem ver o que podem limar. O medo de falar em público vai diminuindo à medida que falam mais vezes em público. A preguiça contorna-se com empenho. A desorganização cura-se com ferramentas (estilo uma GTD, por exemplo, ou listas para tudo e mais alguma coisa). A procrastinação resolve-se fazendo na hora o que aparece para fazer e que pode ser feito imediatamente.

Mentalizem-se de que são os melhores para aquele lugar a que estão a concorrer. Esqueçam as cartas de apresentação hiper-formais e cheias de rodriguinhos. Resumam em meia dúzia de linhas quem são, o que sabem fazer e porque concorrem ao lugar. Ponham-se à disponibilidade. Sejam simpáticos e cordiais, mas não manientos nem empertigados.

Façam o vosso CV com cabeça, tronco e membros. Se a ideia é serem Gestores de Compras, não adianta dizer que trabalharam um verão como monitores de uma colónia de férias. Não encham páginas e páginas de informação inútil. Um CV não deve ter mais de 2 ou 3 páginas (e 3 páginas só se já tiverem muita experiência, coisa que não cabe mesmo só em duas). Uma pessoa perde-se a ler CV carregados de tralha e desiste facilmente. Aqui na empresa ajudei em vários processos de selecção, vi imensos CVs e houve muitos que nunca saíram da secretária precisamente por isto. Se são de design, apostem... no design. Sejam diferentes, mas não sejam parvos. Uma coisa é ser criativo; outra, bem diferente, é ser tonto.

No dia da entrevista propriamente dita: tentem dormir bem, tomar um bom pequeno-almoço, alimentar-se bem durante o dia. Percebam que vão a uma entrevista de trabalho e não a um sarau com a rainha de Inglaterra. Escolham uma roupa que vos favoreça, que mostre o que vocês são. Nada de saias curtíssimas nem de decotes até ao umbigo. Tatuagens à mostra podem não ser boa opção (mas isto depende muito da área a que se candidatam - na minha área, comunicação, publicidade, etc. - ninguém liga a isso). Não abusem dos acessórios. Passem uma imagem profissional mas não vulgar nem exibicionista. O meu truque pessoal para as entrevistas / reuniões importantes são os saltos altos. Nada vertiginoso, mas sinto-me mais confiante com uns saltos do que de romanas nos pés.

Sejam claros. Respondam ao que vos perguntam. Não mintam. Não passem uma imagem errada - se são tímidos não se ponham a falar como se não houvesse amanhã e vice-versa. Não se percam. Não usem palavras demasiado caras nem ponham coisas como "tipo" e "é uma cena" no meio do vosso discurso. Sorriam. Sejam simpáticos, sempre. Não mexam demasiado nas mãos nem no cabelo, sentem-se direitos e não se encolham como se fossem uma tartaruga dentro da carapaça. A ideia é que o outro lado perceba a vossa capacidade, a vossa postura, aquilo que vocês têm de melhor. Por muito nervosos que estejam, tentem não mostrar isso. Também tenho um truque pessoal para isto (mas este é mesmo muito pessoal): antes de entrar num sítio destes, onde vou ser posta à prova, relembro o Dojo-Kun, que são as cinco máximas do karate, e isso acalma-me (resultou quando fui ao concurso, lembram-se?). Fumem um cigarro, bebam uma água, respirem fundo cinco ou seis vezes. E relativizem: é um emprego, não é o fim do mundo. Mas não relativizem demasiado: se é o emprego dos vossos sonhos, deixem isso claro na entrevista. Às vezes mais vale alguém verdadeiramente apaixonado pelo que faz, do que uma pessoa que até tem mais experiência, mas para quem estar ali ou na China dá no mesmo.

Acima de tudo, acreditem em vocês. A vossa oportunidade vai chegar.

[Ajudou?]


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Dicas

20.10.11
"Àláver", por acaso os senhores meus leitores estariam interessados em que eu desenvolvesse ali a parte do "saberem vender-se", partilhando umas dicas (que valem o que valem... mas que comigo resultaram)?


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Adeus

20.10.11
Odeio despedidas. Odeio mesmo. Não gosto da sensação de separação que isso me dá. Não gosto de pensar que vou deixar de estar com aquelas pessoas de quem gosto.

O que me está a custar verdadeiramente nesta mudança é isso mesmo: deixar de estar todos os dias com duas pessoas de quem gosto muito. Uma delas tornou-se num verdadeiro amigo, daqueles com um A gigante. Esteve lá para mim quando precisei de um ombro. Deu-me na cabeça quando precisei de ouvir. Apoiou-me quando me faltaram as forças. Ensinou-me tanto, tanto, tanto.

Escrevo isto de lágrimas a escorrerem-me pela cara. Sei que nunca vou ser capaz de pagar a dívida de gratidão que tenho com ele. Sei que nunca vou conseguir agradecer o suficiente.

Nem sempre estive à altura do que ele esperou de mim. Nem sempre mereci que ele acreditasse em mim. Mas ele acreditou. Deu-me a mão, abriu-me portas, segurou-me em pé. Foi mais meu amigo do que meu patrão. E isso é impagável. Sei que levo um amigo para a vida. Sei que posso dar um pulo aqui para almoçar com ele sempre que quiser. Sei que posso ligar só para perguntar como é que ele está. Isto não é trabalho, é amizade.

Sou uma privilegiada pelas pessoas que, por via deste trabalho, me entraram na vida. E devo-lhes um agradecimento sentido.

Ao P., que me foi buscar ao fundo do poço e me abriu uma porta (também sei que nem sempre correspondi ao que esperaste de mim, mas aprendi contigo a esforçar-me mais e mais e levo isso comigo, e o compromisso de não repetir erros que fiz contigo).

Ao D., que me pôs a falar inglês todos os dias, que me massacrou com Vaya Con Dios e que me aguçou o sentido estético.

Ao Z.,que foi uma força enorme em mim, que me ensinou, que me deu colo, que me fez mudar tanta coisa em mim. Que nunca desistiu de mim, mesmo quando eu não mereci mais do que uma desistência clara e inequívoca. Ao Z., que ser tornou num amigo daqueles que são para manter.

Muito, muito obrigada. Vocês mudaram-me (para melhor, acho eu). Sem vocês, sei que não teria sido tão feliz nestes anos que passaram.

E isto não é um "adeus". É um "até já"...


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Mudar

20.10.11
Dia 6 pensei em procurar emprego. Lancei aqui um alerta, que retirei no dia seguinte. Indicaram-me três sítios onde havia vagas a que podia concorrer. Concorri. No próprio dia responderam-me (dos três sítios) a dizer que as vagas estavam preenchidas. Entrei no Carga de Trabalhos, que, para quem não sabe, é um site que tem ofertas de emprego maioritariamente nas áreas de comunicação, design e web (ou seja, a minha área). Cirandei ali um bocadinho e respondi a um anúncio. Enviei esta candidatura de domingo para segunda, às duas da manhã. Na manhã seguinte ligaram-me a marcar entrevista para dali a dois dias. Fui. Dois dias depois ligaram-me a apresentar condições e saber se me mantinha interessada. Avancei um sim, que confirmei na segunda-feira seguinte. Combinei nova ida à empresa, para segunda entrevista, no dia seguinte. Fui. Fechámos "negócio".

Demorei precisamente 12 dias a conseguir um emprego novo. Num sítio giro, com clientes giros, trabalho interessante, desafios diários, pessoas de valor. Um ordenado bom, condições perfeitas para os dias que correm.

Começo sexta-feira. Esta sexta-feira. Amanhã.

Isto para dizer o quê? Que eles, os empregos, andam aí. Não desistam. Procurem. Respondam. E, acima de tudo, aprendam a "vender-se". Podemos ser profissionais excepcionais, super-qualificados, com todas as qualidades e mais alguma, mas se não nos soubermos "vender" não vamos a lado nenhum. E isto do "vender" não implica dizer que sim a tudo nem dizer o que os empregadores querem ouvir. Implica conhecerem-se, saberem quais são os vossos pontos fortes e puxarem por eles, conhecerem os fracos e aprenderem a melhorá-los. E implica perceber que, numa entrevista, têm vinte minutos (ou nem tanto) para fazer a diferença. Se se puserem, como uma de que soube recentemente, a dizer que saíram do emprego anterior porque o chefe vos chamou burras, são capazes de não ficar com o lugar...

[Nunca acreditei na sorte. Nunca me achei uma pessoa de sorte. Agora acho. Acho que tive a sorte de estar no sítio certo à hora certa. Tive a sorte de responder ao anúncio certo. Sei de pessoas que demoram meses a encontrar trabalho. Sei de pessoas que acabam por se sujeitar a coisas que não eram bem o que esperavam. Eu tive a sorte de não estar neste grupo. Sei que vai ser diferente. Sei que vai haver ali um período de adaptação que não vai durar duas horas. São seis anos na mesma empresa, com as mesmas pessoas, a fazer basicamente o mesmo trabalho - muito trabalho, muitas coisas diferentes, mas clientes todos da mesma indústria, projectos todos muito semelhantes e ainda assim tão diferentes. Não vai ser fácil - nem eu esperava que fosse. Mas vou à luta. Vai ser bom. Wish me luck, sim?]

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Alteração

19.10.11
Porque o volume de emails recebidos com encomendas já é considerável e porque não me quero baralhar e tal... o novo mail para as encomendas é encomendas.notsofast[at]gmail.com.

(E obrigada, mil vezes obrigada pelo trabalho que me têm dado!)

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Breve dica de português

18.10.11
Benvindo é um nome.
Bem-vindo é um cumprimento.

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So, so true...

18.10.11
Good things come for those who wait.

E eu acrescento

Good things come for those who... work.
Good things come for those who... chase their dreams.
Good things come for those who... believe.

[So, so true...]

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Encantada

18.10.11
Com isto. (Muito) Mais com as pessoas do que com o estilo por detrás das pessoas.
Navego por este blog e... era capaz de escrever uma short-story sobre cada uma destas pessoas.

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