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A revolução continua

28.04.11
A revolução que hoje começou promete. Promete e tem que cumprir, que isto não é política de trazer por casa. Portanto continua amanhã. Mas para que isto seja um movimento sério, levado a sério, ouvido - que é esse o objectivo, não é só vir aqui largar umas larachas e continua tudo como antes, amanhã é outro dia - temos que ser mais. Temos que nos unir e falar. Temos que explicar porque é que as coisas deviam ter por espinha dorsal a flexibilidade.

É fácil fazer leis estando por fora das realidades. Há uns tipos iluminados que acham que é assim. Mas não sabem se é efectivamente assim porque não vivem aquela realidade na pele. Nós vivemos na pele a pressão para sermos perfeitas em todos os papéis que assumimos. Vivemos na pele a injustiça de quererem que trabalhemos 70 horas por dia, não nos sobrando tempo para os filhos, mas a seguir criticam-nos a educação que damos a esses mesmos filhos. Ora bolas, omeletes sem ovos é coisa complicada de fazer, não?

Portanto, pessoas, toca a escrever. Partilhem as vossas ideias, dêem o vosso ponto de vista, contribuam para esta causa que se quer cada vez maior, mais forte, mais importante. Usem os vossos blogs. Se não tiverem blog, usem o mail. Pode ser este (marianne.notsofast@gmail.com). Depois junta-se tudo num blog que A Mãe Que Capotou criou para o efeito. E depois, quem sabe, havemos de conseguir que se perceba que, quando estivermos felizes com a forma como somos mães e pais e pessoas e cidadãos, havemos de dar muito mais nos empregos, havemos de produzir mais. Ciclo vicioso, pois claro.

Siga a revolução!


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Era uma vez...

28.04.11
... uma rapariga que trabalhava. Solteira, sem filhos, sem compromissos de maior, trabalhava e isso era tudo na vida dela. Entrava às 10h e saía quando calhava, às vezes às 19h, outras às 22h, outras à meia-noite. Era conforme o trabalho que havia e estava tudo bem.

A rapariga teve filhos, casou, tem uma família. Sair às 19h é dramático, depois disso é impossível. Não é suposto acontecer, mas acontece quando há mais trabalho. O próprio horário "oficial" já deixou de ser compatível com a realidade desta rapariga, mas aí nada a fazer... por enquanto.

Se pudesse, esta rapariga teria um horário que lhe permitisse ser mãe e mulher e dona de casa e trabalhar com igual motivação. Qualquer coisa como 9h30 - 17h30, com meia hora de almoço. E sem resvalar, não era ter este horário e depois ficar todos os dias a trabalhar até às 19h, que aí era pior a emenda que o soneto. Se pudesse, esta rapariga trabalhava meio tempo no escritório e o resto em casa, que no que faz é perfeitamente possível trabalhar em casa. Se pudesse, esta rapariga não se sentia culpada por uma coisa que é natural e de que não tem culpa nenhuma. É desumano que nos sintamos culpados por estar a cumprir horários à risca e não andar a dar meias horas todos os dias, porque temos uma família que também precisa de nós.

A rapariga precisa de trabalhar, porque tem contas para pagar e filhos para alimentar. A empresa precisa da rapariga porque há trabalho que tem que ser feito. Os filhos dela precisam dela porque... bem, porque é mãe deles e não precisamos de ninguém como precisamos de uma mãe.

Vai daí, flexibilizar a coisa era o ideal. Haver um ajuste da realidade do trabalho à realidade dos funcionários, não prejudicando o empregador e não prejudicando o empregado. É óbvio que, prejudicando o empregador, a questão não se põe, porque a ideia não é fazer de cada empresa uma pequena sucursal da Santa Casa da Misericórdia. Mas fazer dos empregados putas sempre disponíveis também não me parece nada bem.

Por isso, no mundo ideal desta rapariga, os horários seriam ajustados sem perdas para nenhum dos lados. Nas sete horas e meia que tem que trabalhar, trabalha. Depois disse está em horário pessoal e tem mais que fazer: filhos para ir buscar à avó e ao colégio, banhos para dar, jantares para fazer, brincar com os miúdos, deitá-los, ler-lhes uma história, dizer-lhes que os ama sem ter um relógio a bater-lhe na cabeça e a gritar "despachem-se que já são onze da noite". Porque, no meu mundo real, sem esta flexibilidade de que falo e que seria ouro sobre azul para mim, daqui a dois meses hei-de andar assoberbada, a correr todos os dias, a desesperar com os miúdos porque precisam de dormir e já é tarde e eu só cheguei às tantas e assim é impossível chegar a todo o lado. E, para mim, a família está em primeiro lugar. Não estava, quando comecei a trabalhar naquela empresa, porque na altura vivia sozinha e tinha todo o tempo livre para mim. Isso acabou e agora é pelos meus filhos que tenho que me reger e eles não se compadecem com uma mãe que aparece em casa às tantas, esgotada, stressada e em parafuso com tudo o que ainda há a fazer depois de sair do escritório.

A revolução industrial foi uma coisa boa, a ideia de as mulheres trabalharem como os homens também, mas a realidade vai um bocado mais além destes dois factos. A realidade é que as mulheres têm que chegar a todo o lado e isso não é fácil. Não é fácil compatibilizar dois papéis tão absorventes e ser irrepreensível em ambos. Não é fácil porque o tempo não estica, o dia só tem vinte e quatro horas. E depois é ver-nos frustradas porque não conseguimos chegar a todo o lado. É por isso que sou pela flexibilização. Porque uma mulher que sente que cumpre tudo o que se espera dela é uma mulher realizada, que depois acaba por conseguir fazer mais e melhor. E não é isso que se quer, que façamos tudo o que podemos, de maneira excelente e sem falhas?

A vossa,
Estemerinda


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Me

28.04.11
Tu és daquelas pessoas que agitam. É fácil gostar de ti. Eu gosto. Gosto da tua sinceridade, da tua crueza, da tua meiguice, da tua elegância, da tua amizade. Gosto de ser tua amiga e gosto que sejas minha amiga também. E hoje fazes anos e eu não podia não te mandar um beijinho pelo meio que te pôs na minha vida!

Que sejas muito feliz sempre. Parabéns!


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A revolução

27.04.11
Este ano não falo do 25 de Abril que já passou e tudo.

Mas é já amanhã que acontece a revolução cibernáutica organizada pel' A Mãe Que Capotou. Está tudo explicado no blog dela e aqui fica a transcrição para não se perderem pelo caminho entre o link e o destino do link.

Por um mercado de trabalho mais flexível, part-time lovers, uni-vos !

Homens e mulheres, pais e mães, trabalhadores , trabalhadoras, empregadores, empregadoras o que é que temos de fazer ? Talvez ...Flexibilizar.*



Venho aqui hoje, na qualidade de senhora da recepção com pbx, apelar a uma acção cívica séríssima, séríssima - A luta armada** por uma maior flexibilidade no mundo do trabalho!
Hoje a ideia é fixar uma data ao azar, tipo o dia 28 de Abril, quinta-feira, e desatar-se a dizer de sua justiça sobre a vantagem (ou não)(este parêntesis é para a oposição) de uma maior flexibilidade do mercado de trabalho. Cada uma/um (um ? não liguem, estou a divagar) terá o seu tempo de antena no seu blogue, e mais digo, empresto o meu a quem não tenha. E depois é vir aqui dar o link, o litro ou a sua sentença.
Nesse dia, no terrível 28, como vai ficar conhecido na história cibernáutica, vou estar aqui no pbx, numa pose muito glamour, muito anos 50, na pausa para café vou fumar no local de trabalho e tudo, a controlar o tráfico de influências poderoso e massivo e os lobbys irresístiveis que vai haver à molhada. E vai ser uma postaria pegada, com links a disparar em todo o sentido e alguns tomates (oh ! sim, tem que haver tomates, a reforma agrária também há-de passar por aqui).
E vocês nos vossos blogues nem vão ligar ao tom algo duvidoso que utilizo aqui e vão e falam das maravilhas do part-time, do que pode fazer pelas vossas vidas, ou pela do vizinho do 2° esquerdo, ou à sociedade em geral, aos vossos filhos em particular, também podem explicar tintin por tintin porque é que acham que eu sou uma lunática (que, eventualmente, este plano vai colocar Portugal numa situação ainda titanesca do que já está e que nem o aquecimento geral o vai safar do iceberg e sem direito ao Di Caprio, coisíssima nenhuma. Quanto à Kate eu até podia perfeitamente substitui-la, mas hélas ! já aceitei o role de senhora recepcionista do pbx. Só por isso não vou poder assumir este papel) ou podem dizer que ficar em casa para sempre com os filhos é que é, ou que só o trabalho a tempo inteiro ou o esclavagismo pode satisfazer-vos ou fazer comentários anónimos a perguntar porque raio tive filhos se me estou sempre a queixar ou ...
Agora é aqui aquela parte dos filmes em que o herói - eu - se afasta de costas a falar sozinho e o plano fecha com um to be continued ...
Opá, como o Lucky Luke é que não ! Não me deixem aqui a falar sozinha.

O Stevie está connosco ! Alguém conhece o endereço do blogue do Stevie ?

Agora vou tentar ficar este tempo todo caladinha, até ao fatal 28, para que este post-apelo fique bem visível e a marinar. Avisem toda a gente !

*Aqui, os tomates vão para o Pedro Abrunhosa
**tomates

Eu alinho, claro. E vocês?

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Maternidade (em HD) - Os erros

26.04.11
Andei a ver a tal série da RTP, Maternidade. Gostei muito, foram 13 episódios porreiritos, com coisas boas e outras nem por isso. Os erros. É fácil cair em erros quando a coisa trata a maternidade. Era fácil não cair neles se se investisse um bocado em pesquisa. Nem era preciso muita coisa, toda a gente tem amigos que já foram pais, é básico.

Recém-nascidos ali acabadinhos de sair das barrigas, mães a transpirar (eu não suei as estopinhas, no sentido literal do termo, mas admito que aconteça muito). E os miúdos saem de umbigo sarado. Não é só o ar redondo de bebés com um ou dois meses. Não é só o virem limpinhos, regados com uma coisa qualquer em tons de vermelho a fazer as vezes de sangue. É o umbigo sarado. Demora entre 5 a 10 dias a cicatrizar e toda a gente sabe que, mal nascem e o cordão umbilical é cortado, os bebés levam com um "clamp" a prender-lhes o coto. Umbigos normais só dali a uma semana ou duas.

A série tinha presença de produto dos patrocinadores: Chicco e Cytotera. Cenas forçadas de frasco na mão "tem que hidratar bem a pele do seu bebé" são más. Mas uma super-grávida a dar entrada para o filho nascer, parada da recepção e, enquanto espera pelo médico, agarra no folheto da Cytotera e "temos que tratar de criopreservar as células do cordão da nossa filha", "sim, é muito importante, pode salvar-lhe a vida mais tarde" e pousa o folheto e segue caminho para a sala de partos. Para receber o kit são precisos uns dias. Para tratar de tudo convém fazê-lo com antecedência. Ali, à beira da sala de partos... tarde piaste.

Resultado: um guião com muitas falhas. Coisas escusadas, que podiam ser bem feitas sem grande dificuldade. Tirando isso, foi bom, gostei, se houvesse segunda temporada eu via na mesma.


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Um pedido de desculpas

26.04.11
Eu meti a pata na poça. Não gosto de generalizações e fiz uma. Errei e daí este pedido de desculpas a quem de direito. E falo de quê? Desta frase infeliz:

"Esses - que continuam a pagar impostos - financiam folgas desnecessárias de gente que já de si faz pouco."

Nem todos os funcionários públicos fazem poucos. Conheço muitos que trabalham na base dos turnos duplos (médicos e enfermeiros). Conheço muitos que se empenham verdadeiramente no que fazem. Mas também é certo que conheço muitos outros que, efectivamente, fazem muito pouco e quanto menos melhor. Ainda assim, a generalização era escusada. 


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Há coisas que me ultrapassam...

21.04.11
Maneiras que é isto: temos cá hospedados uns senhores estrangeiros. Diz que são do FMI e do FEEF. Parece-me que não vieram cá fazer turismo, embora não haja país na Europa mais dado a esta actividade. E não falo da indústria hoteleira. Falo mesmo de todos nós, que de vez em quando (não sempre) somos muito, muito bons a fazer turismo. Adiante.

Ora diz que os senhores vieram cá para nos endireitar. Porque descambámos, gastámos 1000 quando só ganhávamos 100 e a coisa deu-se. Não há dinheiro. Portanto estes senhores, sabedores e avalizados, vieram cá para nos pôr na ordem.

Temos, contudo, um governo demissionário que se prepara para ir a eleições novamente. Ainda assim, continua em funções. E foi por essa razão - e por ser totalmente irresponsável, estou em crer - que o dito governo decidiu que sim, senhor, havia 20 milhões de euros para queimar num dia de tolerância de ponto. Dia esse que fica encostado a um fim de semana de quatro dias. Parece-me bem (sarcasmo, obviamente).

Ora, não era de mostrarmos aos senhores que cá temos hospedados e que não vieram em turismo que sim, senhor, estamos dispostos a fazer sacrifícios? Que o tempo não está para ofertas e cada dia de trabalho importa? Bom, aparentemente não. É mais importante que a função pública tenha mais um dia de folga. Isso sim, é de valor. Até porque quem paga somos nós todos, incluindo aqueles que já não têm emprego nem o que comer ao fim do mês. Esses - que continuam a pagar impostos - financiam folgas desnecessárias de gente que já de si faz pouco. Mas são muitos e são capazes de ir votar no Sócrates que é o gajo que dá umas folgas de vez em quando. Imbecilidade.


E o mais curioso, quanto a mim, é o PS ter subido 11% nas intenções de voto entre Março e Abril. Está tudo doido?? Eu sei que as alternativas não são grande espingarda, mas daí a dar colo a quem nos afundou... não sei, parece-me estúpido, vá.

Boa Páscoa, gente, boa Páscoa...


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Sneak Peak

20.04.11



Na loja e no blog ou encomendas via marianne[dot]notsofast[at]gmail[dot]com.


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Days go by

20.04.11
Os meus dias avançam mais depressa do que eu gostava. Tenho mesmo que comprar uma máquina de costura, para evitar as horas que gasto só para chegar a casa da minha mãe. Ando entretida a costurar. Já me entendo bem com aquilo: com a máquina, com os moldes e com a coisa que eu achava que não ia ser capaz de fazer logo que aprendesse a costurar: coser direito e não andar aos ésses. Pois que coso direito e não ando aos ésses. Daqui a dias vou comprar tecido para fazer um vestido para a miúda. Ela pediu e eu já me sinto capaz de o fazer.

Anda torcida, a miúda. Nós achámos que ela não ia acusar ciúmes do irmão e enganámo-nos. É um desafio constante, todos os dias a esticar a corda, todos os dias a pisar o risco. Vale-me a certeza de que é apenas uma fase, que há-de passar em breve.

Ele parece uma tartaruga, a esticar a cabeça sempre que me ouve. Conversa imenso, tem um sorriso lindo e é um bebé muito calminho mesmo. Dorme noites inteiras, come que nem um desalmado e está óptimo.

A mudança dele para o quarto deles não foi pacifica. Também não foi um desastre, mas podia ter sido mais simples. Ela não lida bem com o barulho e ele faz barulhinhos antes de adormecer. Ele tem um sono super leve e ela fala, canta, brinca já deitada na cama, antes de adormecer. O que faz com que tenhamos que os deitar um de cada vez. Ele só pode ir para a cama depois de ela estar a dormir ou nenhum dos dois dorme. E sim, ele faz amanhã 3 meses e já dorme no quarto deles (há duas semanas, na verdade). Ele já dormia a noite toda e eu não sou a favor de berços só porque sim. Sei - explicado pelo pediatra deles - que eles não sentem a mudança de quarto até cerca dos 5 meses. Daí em diante começam a ter uma maior noção de espaço e pode ser mais complicado. Já com ela foi igual: com dois meses já dormia no quarto dela e não lhe fez mal nenhum.

Andamos bem. Felizes e saudáveis, que é o que se quer.


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Os domingos querem-se serenos

17.04.11
Já estendi roupa, já apanhei roupa, já fiz o almoço, já arrumei a cozinha, já terminei duas t-shirts, já brinquei com os miúdos, já vi um episódio do Castle. Agora vou passar a ferro e logo há lanche de cunhados. Tudo com muita calma e serenidade. Gosto muito de domingos assim.


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Recordar

15.04.11
Aqui há dias fui reconhecida pela minha professora de Português do 12º ano. Nunca me esqueci dela: alucinada, apaixonada pelo que fazia, instável. E deu-me uma nota catita, que não pôde oficializar (porque tinha que explicar muita coisa em conselho de turma e como a mim me interessava mais a nota que eu sabia que merecia do que a nota que ela me podia efectivamente dar, a coisa andou sem problema). Gostei das aulas dela, foi mais uma das professoras que tive a sorte de ter que me ensinou a gostar ainda mais da literatura portuguesa. Mas dizia eu: reconheceu-me. Eu com os meus filhos, num café de bairro e ela a levantar-se e a dizer um "olá, Marianne". Eu era capaz de jurar que nenhum professor meu se ia lembrar do meu nome ao fim de 14 anos. Afinal parece que não é bem assim.

E de repente, a pensar nisto, também eu me lembrei de alguns dos professores que fui tendo. Uma professora de francês que era um doce. O melhor professor de filosofia do mundo - que, mundo pequeno, é primo de uma grande amiga minha e que reencontrei no casamento dessa amiga. O professor de história que me levou para o teatro e que me ensinou a estudar. É giro pensar como, mesmo passado tanto tempo, estas pessoas continuam a ser importantes para mim. Porque me moldaram, porque me ajudaram a ser o que sou hoje. E só tenho a agradecer-lhes por isso.


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Friday's mood

15.04.11


A cheirar a praia, a dias intermináveis, a mojitos e a noites quentes. Já apetece!

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Coisas raras

15.04.11
Encontrar €10 euros na rua. Não me acontecia há anos. Peguei neles e investi €4 no Euromilhões. Pode ser que a coisa gere uma reacção em cadeia e que hoje à noite eu seja uma mulher um bocadinho mais feliz.


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T-shirt #1

14.04.11
A 1ª t-shirt da nova "colecção". Aqui.


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A estrear

14.04.11
Ainda só tem um item, mas já é uma loja.

Aqui.


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Orgulho

13.04.11


A minha primeira mala. Para usar a tiracolo, como me dá jeito. Com um fecho, como me dá jeito. Com forro. Com entretela na alça. Com pregas. Tudo cosido à máquina excepto o forro à parte de fora, que vai ser cosido à mão - é o que falta fazer. Tudo direitinho. A minha mãe, costureira de mão cheia (tanta roupinha do Augustus que ela fez, tanta!), ficou orgulhosa da sua filha de peixe que afinal parece que sabe nadar. E eu só lamento os anos desperdiçados. Podia ter aprendido a costurar há tanto tempo... Mas estou orgulhosa do que tenho feito, pois estou!

Agora é continuar. Lá para o fim de semana haverá novidades. E uma loja.

Mas antes disso... opiniões, please. Que vos parece?


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DOC

12.04.11
Apercebi-me há pouco tempo de que tenho uma espécie de distúrbio obsessivo-compulsivo: sou incapaz de estar sem fazer nada, a sentir que estou a desperdiçar tempo. Exemplos: se vou a algum lado onde sei que vou ter que esperar, levo sempre um livro. Não consigo estar num sítio sem fazer nada, sinto sempre que aqueles minutos podiam significar mais umas páginas lidas. Outro exemplo: não sou capaz de estar só a ver televisão. Tenho que estar a ver televisão e a passar a ferro ou a crochetar ou a coser, qualquer coisa que me ocupe as mãos. E se isto não é muito chato - porque é um DOC que não incomoda ninguém à minha volta - para mim é incómodo porque me dá sempre uma sensação de que me falta qualquer coisa.


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Lovely sunday

10.04.11
Agradeço a quem de direito o facto de ter dois filhos que aprenderam depressa que a noite é para dormir - têm tempo para saber que não é bem assim...

Hoje a alvorada foi às 7h, com o mais novo a clamar por leite. Ia pô-lo na nossa cama quando dei conta de que a mais nova já lá estava, a ocupar o lugar do meio. Nem dei por ela se instalar... Fui, portanto, para o quarto deles. Deitei-me com ele na cama dela. Ele mamou e ficou a dormir. Fui dormir mais um bocado. Consegui só me levantar às 10h, coisa cada vez mais rara - mas que hoje era mesmo uma necessidade básica para mim.

Depois disso ainda não parei. Estendi uma máquina de roupa, pus outra a lavar, estendi esta última, arrumei camas, tirei loiça da máquina, pus loiça na máquina, fiz sopa. Pelo meio disto tudo dei dois banhos e pequenos-almoços. Ainda não parei, já disse? Vamos almoçar, eu e ela. O pai foi trabalhar. É a única parte triste deste meu domingo. Sinto-me órfã de marido e não gosto.

Daqui a bocado vai haver mais roupa a lavar, bacalhau a descongelar para o jantar, um ferro a engomar roupa e um bolo no forno. Os nossos domingos são assim: básicos, banais, suburbanos. Iguais a milhares de domingos. Uma rotina boa que nos adoça a alma. Para mim, está óptimo assim (menos a parte de o marido ter ido trabalhar).


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O dia em que resolvi aprender a... costurar

06.04.11
Já que ando numa de aprender, aprendo tudo. Quis aprender a costurar. Podia ter aprendido há muitos, muitos anos, mas tinha mais que fazer. Agora, com tempo livre, deu-me (também) para aqui. No domingo agarrei-me à máquina da minha mãe e andei a fazer "estradas", a coser para cá e para lá, a endireitar o ponto, a perceber o que faz cada um daqueles botões. Ontem cheguei lá a casa a dizer que queria fazer uma coisa.

Ando sempre com uma carteirinha com aqueles cartões de cliente que não me cabem na carteira principal. É o da Chicco, o da Sephora, o da Prénatal, o do cabeleireiro, o da engomadoria, o do clube de vídeo e mais uns quantos cartões que de vez em quando dão jeito. Acontece que a carteirinha que eu tinha se estava a desfazer. Vai daí achei que uma carteirinha era um bom primeiro projecto. E foi.



Foi simples: pegar num resto de tecido de umas almofadas, talhar, alinhavar, coser, descoser (porque a minha mãe enganou-se na forma como aquilo devia ser cosido), voltar a alinhavar, voltar a coser, fazer casas e pôr botões. Estou muito, muito orgulhosa da minha carteira. Não é nada de especial, mas é a prova de que, quando queremos, aprendemos.


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WIP

06.04.11

Ao longo da vida vamos cuspindo para o ar. Depois há um dia em que o que cuspimos para o ar nos cai em cima.
Durante anos "gozei" com a minha mãe. Chamava-lhe aranha tecedeira. Ela passava a vida a fazer crochet e eu não percebia qual era a piada daquilo. Até que decidi que queria aprender. E aprendi. De caminho, pedi-lhe desculpa por todas as vezes em que a critiquei. E ela só me respondeu, sabiamente, como sempre, que sabia que o meu dia havia de chegar. Chegou há umas semanas. Agora ando entretida a brincar com cores. Isto que aqui se vê vai ser a minha manta do sofá do inverno que vem. Gosto muito de fazer isto. Relaxa-me, não me deixa pensar em nada. É terapêutico, pois. E no fim vai ficar giro.


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Antes e depois

06.04.11
Eu, uma pistola de cola quente, uma fita de cetim, dois copos, um branco e um preto.




Daqui a uns tempos farto-me da fita cor de rosa, tiro-a e ponho outra coisa qualquer. Simples, não?

(Isto demorou mais ou menos 4 minutos a fazer, incluindo fazer os laços, colar a fita, colar os laços e pôr tudo no sítio.)


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Ando caladinha...

06.04.11
... porque ando dedicada a aprender umas coisas.


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Do Benfica

04.04.11
Pois que acho que sim. Se não ganhamos, quem cá ganha fica a festejar às escuras. Só as luzes dos sectores do Benfica é que se foram acendendo. E as da publicidade, que nunca se apagaram, que isto os anunciantes têm que se ir mantendo contentinhos. Agora o resto, esses outros que vêm à nossa humilde casinha ganhar campeonatos e têm a ousadia de celebrar... ná. De luz apagada e é se querem.

Ou isso ou o Benfica começou já a fazer contas à vida e toca de desligar os interruptores quando a luz deixa de ser precisa. Chama-se poupar, pois.

[Pode ter sido avaria, não faço ideia se foi ou não. Mas a mim soou-me a mau perder.]


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Friday's mood

01.04.11


(Chega o calor. Chega o fim de semana. Chega o tempo de ouvir isto...)

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