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Praiando

29.06.10
Hoje de manhã matei saudades da praia. Brinquei, fiz castelos de areia e "nadei" numa piscina com 15 cm de profundidade. Apanhei conchas e mexilhão vivo. Só não deu para ler nem para dormir... mas foi tãããããão bom!!

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Férias!!!!!!

28.06.10
Estou de férias!! Uma semaninha que me vai saber pela vida!

E para começar nada melhor do que acordar às 6h45 para ir a Lisboa, tratar de um assunto da empresa! Valha-me o facto de ser veículo prioritário!! Depois fui ao escritório. Um dos meus colegas ficou admirado por me ver lá... devia era admirar-se se não me visse lá, no meu primeiro dia de férias (é tradição: o primeiro dia de férias mete sempre trabalho e uma ida ao escritório, seja lá por que razão for!).

Depois almoço com a mãe e compras. Agora, sofá, um episódio e esperar que eles regressem!

Amanhã... praia!!!

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200

28.06.10
E não é que já são 200??

(Os seguidores cá do sítio, pois!).

Be very welcome!

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Serviço público

24.06.10
Vá, não custa nada. Aprende-se uma vez e pronto:

- Advérbios de modo NÃO levam acentos (são aquelas coisas terminadas em -mente: obviamente, possivelmente, flexivelmente, etc.).

- O "à" refere-se a alguma coisa ou a alguém: "fui à escola", "disse à Ana". O "há" refere-se a coisas temporais: "há muito tempo", "há bocado" mas não se usa quando se diz, por exemplo "foi à hora marcada" (porque aqui nos estamos a referir a uma coisa que, por acaso é uma medida temporal).

- "Fala-se" é diferente de "falasse". "Agora fala-se de Saramago" não é o mesmo que "Se aquela pessoa falasse". O truque para saber quando usar o quê é simples: se pudermos pôr o "se" antes do resto (ainda que textualmente não seja o mais correcto), então a palavra é hifenizada. Caso contrário, não é. Exemplo: "Agora se fala de Saramago". "Se aquela pessoa se fala" não faz sentido nenhum... logo, é sem hífen.

- Voo e ler não levam acento circunflexo.

- Ontem não tem acento nenhum.

- "Dispor", "supor", "contrapor", "compor" e todos os outros verbos que terminem em "por" NÃO têm acento circunflexo.

A sério... escrevam, mas como deve ser (porque às vezes - muitas vezes - a vontade que dá, por mais interessante que seja o conteúdo, é deixar de ler determinados blogs, tal a carrada de erros e gralhas que têm).

Adenda: e claro que eu tinha que meter uma gralha no meio do post - é o que dá escrever em prestações!... Thanks, Strawberry.

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Dicotomias

24.06.10
(Aguentem-se. De vez em quando saem-me umas coisas sobre a maternidade. Podem sempre fazer "scroll down").

Se há coisa que me transcende são as dualidades de critérios com os filhos. Neste sentido: há pais que se revoltam se alguém constata o óbvio - que os filhos deles são terroristas. Mas se vem alguém dizer que a criança (a mesma ou um irmão/irmã) é um doce, uma maravilha, é vê-los de sorriso posto, verdadeiramente orgulhosos. Não me faz sentido, lamento.

Se somos pais para ficar babados com os elogios que fazem aos nossos filhos, também temos que ter poder de encaixe para aceitar as críticas e/ou realidades. Custa ouvir alguém (um amigo, uma educadora, um professor) dizer que o nosso filho é um terrorista? Custa. Mas, se for a verdade, só há que aceitar.

Educar não é fácil. É um braço de ferro constante com pinchavelhos de meio metro, que nos tiram do sério e nos fazem questionar coisas que tínhamos como verdades inabaláveis. É preciso ceder em muitas coisas e fazer finca-pé noutras, que se calhar nem são assim tão vitais (mas eles não podem ganhar sempre). É preciso ganhar estômago e pulso firme, senão o desastre é garantido.

O mimo é bom. As regras também. Educar é encontrar o equilíbrio entre estes dois pontos e não perder nunca de vista que quem manda somos nós (sim, a maternidade é a coisa mais parecida com uma ditadura que eu conheço). Há crianças que são simplesmente difíceis. Não quer dizer que sejam mal-educadas ou fruto de uma educação demasiado permissiva. São difíceis porque é essa a sua forma de ser e aí não há nada a fazer. O que se pode fazer tem a ver com a educação e só será visível, eventualmente, daqui a uma data de anos. Mas os pais não podem fechar-se na concha e recusar ouvir alguém dizer a verdade sobre o seu filho. Porque os filhos não são só nossos, são do mundo. E não somos só nós que os influenciamos nem que convivemos com eles. E isso, embora não dê às outras pessoas o direito de ditar ordens sobre como devemos educá-los, dá-lhes o direito a ter uma opinião que pode ser diferente da nossa.

Alguns de vocês podem pensar um "dizes isso porque a tua filha é uma anjinha que não te dá trabalho nenhum". Semi-verdade. Não é rebelde, não é difícil, não é terrorista. Mas está na idade de esticar a corda a ver até onde vai. E nunca vai muito longe, porque nós não deixamos. Mas quando a minha mãe me diz que ela tem um feitiozinho complicado, igual ao meu, eu só tenho é que comer e calar porque é verdade. Faz birras, tem dias lixados e eu sou a primeira a saber isso, a assumir isso e a dizer isso. E aceito sem problemas que sejam outros a dizer-mo porque é verdade e não há volta a dar. Não vejo porque é que deva ficar contente e agradecida quando me dizem que ela é um espectáculo e depois não consiga aceitar que alguém me diga que ela é bera. Se estamos cá para uma coisas temos que estar cá para as outras. É uma questão de justiça, acho.

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Eleven

24.06.10

Eu, miss-go-with-the-flow-relax-and-enjoy-the-ride, ando assim a modos que a atrofiar por não saber às quantas ando. Estas 11 semanas são suposições. Podem ser 10. Podem ser 12. Ou 13. Não se sabe...

Entretanto, desencantei uns jeans parados lá em casa. Depois lembrei-me da razão para os ter posto de lado: apertavam-me por todo o lado. Resolvi brincar com o universo e vesti-os, só naquela de comprovar a lontrice instalada. Espanto: servem-me. Mais espanto ainda: não me apertam em lado nenhum. E é nestas alturas que eu dou graças por preferir calças de cintura descida. É que, como quem não quer a coisa, tenho pelo menos 3 pares de calças que me servem e que vão continuar a servir até... aos 6 meses de gravidez - e sim, isto é uma aposta! Já na gravidez da minha filha eu dizia que só começava a vestir calças de grávida aos 6 meses e ninguém acreditava. Mas foi precisamente aos 6 meses que comecei a usá-las. Desta vez vai ser igual. Porque NÃO vou engordar horrores (até ver, só emagreci!) e porque consigo apertar as calças por baixo da barriga. Lucky me!

De resto... enjoos, sim. Más-disposições, sim. Posições estranhas para dormir, sim. Mas podia ser bem pior...

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A classe médica

23.06.10
Na semana passada tive que levar a minha cria ao hospital (problemazinho mínimo que ficou logo resolvido).

Depois da costumeira espera lá fomos chamadas. Entramos no gabinete e estavam dois médicos, uma interna e um jovem que eu não percebi se era estudante ou interno também. Olhei para o homem e gelei... LINDO de cair para o lado. Mesmo. Moreno, barba de 3 dias, alto, magro, de jeans e Merrell. De cair para o lado, já disse?

A interna observa a miúda, ele também. A miúda muito compenetrada na consulta. A dada altura ele, para a auscultar, manda-a respirar fundo. Sem conversa-para-criança, que foi o que me fez pensar que ele não deve ser da especialidade.

Lá chamaram uma outra médica, mais experiente. E puseram-se os três em frente à minha filha, a olhar para os olhos dela (que foram o motivo da consulta). E ela, palhacita, começa a piscar os olhos. Eles desataram os três a rir ao mesmo tempo e o médico fechou dizendo um "tens uns olhos muito bonitos".

Ela chegou a casa e disse ao pai que o médico era lindo. O pai perguntou quem é que era mais bonito, ele ou o doutor. Resposta dela: o doutor. Passado um bocado, ele voltou ao ataque e perguntou quem era mais bonito, o doutor ou ele. Resposta dela: o doutor.

Eu cá acho que aquele médico é mal empregado para pediatria. Devia ir para uma especialidade onde apanhasse mulheres solteiras. Agora em pediatria vai passar a vida a esbarrar em casadas, o que é pena (para ele, claro)...

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Intimidades

23.06.10
Há coisas que só uma relação longa, estável e sólida traz. A intimidade. Ontem tive um momento que me marcou.

O meu marido anda, com o alto patrocínio do trabalho que tem, com um ombro lixado. Ontem, onze e tal da noite, ele deitado, eu a pôr-lhe um saco quente no ombro, depois a massajá-lo com Voltaren, depois a ajeitar-lhe o lençol para dormir. Eu, de pijama (parte de cima descombinada da de baixo, que eu não aguento as calças de um pijama nem a camisola do outro), meias a prender as calças, cabelo amarrado num rabo-de-cavalo mal feito. Sexyness? Zero.

Mas sei que ele me ama. Sei que não me troca por nada. Sei que é comigo que se sente bem. Não se importa que eu esteja mais gorda, mais magra, de cabelo mais curto ou mais comprido. Não se importa de me ver com a maquilhagem por tirar nem de pijama vestido, na tal figura que descrevi. E isso eu nunca tive com mais ninguém. Nunca me senti à vontade com mais ninguém para ser eu, para estar confortável em casa, para não pensar no que o outro iria pensar. E isto não é desleixo. É intimidade. Desleixo seria se eu só andasse assim. Não é, de todo o caso (ainda ontem, ao chegar a casa, ele tratou de elogiar o vestido que eu tinha posto). Chegámos (há muito tempo, não é de agora) àquele ponto em que a outra pessoa é parte de nós, em que, não sendo nós apenas uma pessoa, somos um do outro como de mais ninguém. E a isto também se chama felicidade.

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Sobre "A Décima Sinfonia"

23.06.10
Tinha saudades de ler um livro a este ritmo. Bem escrito, com ritmo, interessante, bem estruturado. Só encontrei uma "falha de raccord", mas nada de grave. Irrepreensível. A história prendeu-me porque conhecia mal o universo Beethoven. Fiquei a conhecer melhor. O livro, sendo um policial, consegue o que poucos conseguem: surpreender. Não estava nada à espera do final... Vale a pena ler!

Entretanto continua a saga d'"O Físico" e peguei n'"O Ano da Morte de Ricardo Reis", que estou a adorar (óbvio... ainda está para nascer um livro de Saramago de que eu não goste!).

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Breve nota

23.06.10
Todos os comentários aqui deixados caem na minha mailbox, onde eu os leio.

Todos os comentários de publicidade são imediatamente apagados, com mais força ainda no carregamento do botão "delete" se quem os deixa aborda a coisa neste estilo "venho dar a conhecer o blog tal e tal, torne-se seguidor ou indique-o aos seus amigos". Não só não me torno seguidora porra nenhuma como não falo, não menciono, não refiro e nem sequer vou espreitar o dito blog. Escusam de tentar. Era só isto.

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A questão da prioridade

22.06.10
Há pouco, num Office Centre, apenas uma caixa aberta, com umas 5 pessoas na fila, e um rapaz a atender um senhor no balcão de apoio a clientes. Vou para a tal fila grande. O senhor à minha frente vai ao balcão de atendimento perguntar se não abrem outra fila. O moço diz que sim e que já chama pela mesma ordem. Como a coisa demora eu vou ter com o senhor e pergunto como é com as pessoas prioritárias. Ele pergunta porquê, eu digo que estou grávida, ele diz que me atende. Nisto estacionam atrás de mim mais umas quantas pessoas.

Estava já o senhor a passar as minhas compras quando vem o tal outro que estava à minha frente na outra fila, de mão na anca. E passa-se o seguinte:

Senhor: ouça lá, então eu venho aqui perguntar se não abrem mais uma fila, o senhor diz que sim e que vai chamar pela mesma ordem, e vem esta menina e passa à frente de toda a gente??
Eu: a menina está grávida. Se o senhor também estiver grávidA, pode passar à minha frente, sem problema nenhum.
Senhor, para o funcionário: eu até percebo que a menina seja mais bonita do que eu e que o senhor a queira passar à frente, mas acho inadmissível...
Senhora atrás de mim: mas o senhor não sabe que as grávidas têm prioridade?
Senhor: ah a menina está grávida? Não tinha percebido...
Eu: estou. Foi a primeira coisa que lhe disse.
Senhor: pronto, mas sempre quero ver o que é que o senhor vai fazer a seguir...
Senhora atrás de mim: ah quer? Eu digo-lhe: vai-me atender a mim, que tenho deficiência. Quer ver o cartão?

Claro que o homem deu meia volta, a bufar...

(Eu não faço finca-pé com as prioridades a não ser que a) esteja com a minha filha e ela esteja impaciente; b) me esteja a sentir mal; c) esteja aflita para ir à casa de banho, que foi o caso agora.)

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Inspirações

22.06.10
Aqui há uns anos grande parte do meu tempo livre era passado de linhas e agulhas na mão (ainda não caíram da cadeira?), a trabalhar feltros e aplicações que depois ornamentavam t-shirts e afins (ainda sentados?). Depois com a primeira filha vieram as prioridades alteradas e veio a falta de tempo e as agulhas, as linhas e os feltros ficaram arrumados em caixas.

Ontem decidi que me apetecia criar para mim. Cheguei a casa cedo, adiantei o jantar e sentei-me de volta daquilo, a desenhar, a cortar e a coser. A minha filha adorou o desenho. Eu adorei o desenho. Ficou exactamente como eu queria. Espelha exactamente a forma como me sinto neste momento.

(Depois mostro).

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Das atitudes do sr. presidente da república

21.06.10
Subscrevo, assino por baixo, não podia concordar mais:

"O presidente da República não estará presente nas cerimónias fúnebres de um dos maiores escritores portugueses de sempre. O primeiro português a ganhar o Prémio Nobel da Literatura, um homem que divulgou de forma indelével a língua e a literatura portuguesas.
É uma pena. Uma lástima. Um retrato do país que somos. Primário.

Nota sobre a hipocrisia: Se Aníbal Cavaco Silva não fosse Presidente da República, não tinha de ir ao funeral. Não precisava. Se fosse, aí sim, poder-se-ia falar em hipocrisia. Mas Aníbal Cavaco Silva não é só um cidadão nacional. Não é um homem qualquer. É a mais alta figura do Estado. E, nesse sentido, é impensável que não esteja presente. Esta é a minha opinião. Vale o que vale. Ou seja: nada."


Sónia Morais Santos, in Cocó na Fralda

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Esta noite, 1 da manhã

21.06.10
Menina com a cabeça enfiada na sanita, a vomitar o almoço. Coisa linda...

(E o resto da noite foi dormida aos bochechos, sempre em modo pára-arranca...)

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As bases

21.06.10
Nós não somos feitos apenas de nós mesmos. Somos feitos do mundo que nos cerca, do que nos ensinam, do que nos dão, ainda que despropositadamente.

No que toca a livros, eu sou feita de várias coisas. Sou filha única e o facto de, em miúda, não ter com quem brincar, fez com que me refugiasse nos livros. O meu pai ensinou-me a ler e a escrever com 4 ou 5 anos, o que fez com que pegasse em livros muito cedo. Tive sempre a sorte de ter bons professores de português, que, mesmo sem quererem, me incentivaram a leitura. E tive a sorte de, no 10º ano, o programa que a minha escola seguiu ter Saramago como leitura obrigatória. Li o "Memorial do Convento". Os primeiros dois ou três capítulos custaram-me horrores, demorei uns 2 meses a ler aquilo. Foi o tempo que demorei a interiorizar a peculiaridade da escrita de Saramago, a pontuação diferente. Daí em diante foi simples.

Fui lendo os livros dele e guardando alguns para ler depois. Até que cheguei ao "Ensaio Sobre a Cegueira". É o meu livro preferido de sempre. Nunca mais li nada de Saramago que me abanasse como aquele livro. Nunca li nada de outro autor que andasse sequer perto daquela genialidade. Gosto muito do "Evangelho Segundo Jesus Cristo", do "Todos os Nomes" e do "Caim". Ainda não li o "Levantado do Chão", nem "A História do Cerco de Lisboa", nem o "Ensaio Sobre a Lucidez", nem "As Intermitências da Morte", nem o "Manual de Pintura e Caligrafia". Estou a ler "O Ano da Morte de Ricardo Reis" e começo a perceber porque é que Saramago diz que é um dos seus três livros preferidos. Duvido que alguma vez me cruze com outro escritor melhor que Saramago.

Tenho, contudo, outro escritor português preferido, de entre todos os lusos que já li. José Luís Peixoto que, para mim, tem uma escrita "saramáguica", que, a espaços, me faz lembrar Saramago. Talvez por ter as mesmas raízes rurais. Talvez por ter uma mestria semelhante na forma como manobra a língua. Gosto também muito dos livros do Rodrigo Guedes de Carvalho, que, acho, anda mais próximo do Lobo Antunes do que qualquer outro escritor português.

Tiago Rebelo, Margarida Rebelo Pinto e afins não serão nunca, nem de perto nem de longe, tão bons quanto Saramago. Não serão nunca tão bons como os escritores portugueses medianos. Falta-lhe a substância, o conhecimento, o mundo. Falta-lhes, acima de tudo, aquela célula diferente de que são feitos os génios. Saramago é, ele sim, o grande génio da literatura portuguesa, a par com Camões e com Pessoa. E não foi o Nobel que fez dele esse génio. O génio dele é que lhe deu, muito merecidamente, o Nobel (o prémio não é a causa, mas sim o efeito).

As saudades que tenho de Saramago podem colmatar-se com os livros que posso ler e reler. Mas nada me apaga a angústia de saber que, daquelas mãos, não sairão mais obras geniais. E é isso que lamento.

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Vale a pena ler

18.06.10
Este artigo, sobre Saramago.

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"Se puderes olhar, vê. Se puderes ver, repara."

18.06.10
"O medo cega, disse a rapariga dos óculos escuros, São palavras certas, já éramos cegos no momento em que cegámos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos, Quem está a falar, perguntou o médico, Um cego, respondeu a voz, só um cego, é o que temos aqui. Então perguntou o velho da venda preta, Quantos cegos serão precisos para fazer uma cegueira. Ninguém lhe soube responder."


José Saramago, in "Ensaio Sobre a Cegueira"

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Duas horas

18.06.10
Foi o tempo que decorreu entre Saramago morrer e a livraria Europa-América aqui da terra meter um cartaz na montra com a foto dele, a dizer José Saramago, 1922-2010, Prémio Nobel da Literatura e espetar com vários exemplares do Caim, do In Nomine Dei e do Cadernos de Lanzarote na montra...

Não me pareceu uma homenagem. Pareceu-me um aproveitamento da situação.

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Triste, triste, triste

18.06.10
Eu não estou preparada para um mundo sem José Saramago. Não estou preparada para um sem o melhor escritor português de todos os tempos. Andei a guardar "O Ano da Morte de Ricardo Reis", para ler só quando o Saramago morresse. Hoje será o dia de pegar nele e saborear aquele que o autor considerava o seu melhor livro. Em jeito de homenagem. Até sempre...

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Divagando...

17.06.10
A maternidade não me define, não me reduz, não me limita, não me adultera. Uns meses depois de a minha filha nascer percebi que a maternidade me tinha melhorado enquanto pessoa. Não me tornou melhor do que ninguém, porque não me avalio em comparação a ninguém. Tornou-me, isso sim, melhor do que eu era antes de ser mãe. Porque me mostrou novas capacidades, novos limites, nova tolerância. Mostrou-me que posso ser paciente, compreensiva e que posso colocar alguém acima de mim mesma, coisa que, antes da maternidade era uma noção algo turva em mim.

Mas eu não sou apenas mãe. Aliás, ser mãe é o complemento de tudo o resto. Antes de ser mãe sou pessoa, sou a mulher que já era antes. Apesar disto, a minha filha é mesmo a coisa mais importante do meu mundo. Acontece-me o típico: fico feliz se a sinto feliz, preocupada se a sinto mais em baixo, desorientada se ela não está bem. Mas vivo e respiro para além dela.

Outro detalhe, que não sei se acontece às mães de mais do que um filho, ou se só me acontece mesmo a mim. Até ver, a barriga é apenas isso mesmo: uma barriga. Na outra gravidez passava a vida a fazer festinhas, olhar para ela, a pensar nisso. Agora não. Não quer dizer, obviamente, que esteja menos entusiasmada agora do que na outra gravidez. Quer apenas dizer que agora tenho outras coisas igualmente importantes em que pensar, que me ocupam tempo e espaço. E isto tem o seu lado bom: a coisa flui de outra forma, vamos indo em velocidade cruzeiro e, sem eu saber bem como, estamos à beira das 12 semanas.

A gravidez da minha filha foi inesperada, completamente fora do programa. Por isso, levei-a com uma enorme descontracção. Nunca andei ansiosa com nada, nem com ecografias, nem com exames, nem com nada. Agora, que quis muito engravidar, que foi um filho planeado, a coisa não é bem assim. Noto-me mais ansiosa, mais preocupada. Mas controlo isso e não deixo que as hormonas me controlem...

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Status: erudição

16.06.10
A ouvir a 9ª sinfonia de Beethoven no youtube e a ler sobre... figos... how cool is that??

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"A Décima Sinfonia"

16.06.10
Eu compro muitos livros pela capa - design addicted, é o que é! Claro que não compro livro nenhum SÓ pela capa, mas há uns quantos que me chamam a atenção por isso e que depois mantêm o interesse pela contracapa, pelo autor, pelas críticas, etc.


Este foi comprado há mais de um ano, num desses ímpetos. Esteve um ano e tal estacionado lá em casa, cortesia do facto de eu não comprar livros à medida que preciso de livros para ler (na verdade, devo ter mais de 100 à espera). Até que agora, farta do tal que ando a ler (e que continuo a ler em casa), resolvi pegar-lhe. Comecei ontem à hora de almoço. Peguei nele novamente hoje à hora de almoço. 82 páginas já foram... é daqueles que vicia! Bem escrito, fluido, com muita coisa para me ensinar (é sobre Beethoven, que é tema sobre o qual eu sou uma nulidade - e isto estende-se a toda a música clássica). Estou a gostar muito...

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Coisas que não interessam nada mas...

15.06.10
... em dia de bola, lembrei-me.

Tenho um primo que é um clone (quase) perfeito do Mourinho. Barba de 3 dias, cabelo grisalho, pele morena, o mesmo tipo de feições. É treinador de futebol e tudo (versão putos, centro do país, num clube que nem eu sei como se chama). Não se veste como o Mourinho (mas é pena) e pesa mais um bocadinho do que o dito (o que também é pena). Mas é o mais parecido com o The Special One que eu já vi.

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Surreal

15.06.10
O país está em crise, toca de medidas de austeridade para cima.

Mas eis que chega o dia 15 de Junho e subitamente a crise atenuou. Tanto assim é que às 15h uma série de empresas e de organismos do Estado podem parar para ver o jogo entre Portugal e a Costa do Marfim. Bonito.

Como é que há quem ache normal que isto aconteça? A mim dá-me cabo do juízo ver o Estado a trepar para cima de toda a gente (mas o TGV avança, não nos podemos esquecer) e depois dar abébias aos funcionários públicos para poderem fazer uma pequenina pausa de duas horas para ver um jogo. Em que é que isto contribui para a resolução da crise?

É por estas e por outras que desta vez estou ainda mais patriótica do que por alturas de outros campeonatos e desejo com todas as forças que Portugal perca tudo o que é jogo e não passe à fase seguinte. Para Portugal inteiro não parar não sei quantas vezes nas próximas semanas. Para Portugal continuar a trabalhar para ver se sai da crise. Isso sim, é gostar de Portugal, é ser-se patriótico. O futebol é, nesta altura, areia para os olhos da nação.

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Avarias

15.06.10
Umas pessoa anda aqui de t-shirt e casaco porque não aguenta o frio. Vem de calças e o seu rico corpinho ainda só viu um vestido, num dia de especial calor, porque não aguenta o frio. Dorme de pijama (de inverno) e de meias porque não aguenta o frio.

Contudo, daqui a 6 dias (SEIS) começa o Verão. Dia 21 é o Solstício de Verão e entramos na (suposta) estação mais quente do ano. Quer-me cá parecer que os dias mais quentes do ano ou já foram (já houve aí dias de 30 e tal graus) ou vão aparecer lá para Setembro...

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...

11.06.10
Como explicar isto... estou a gostar muito do livro que estou a ler mas já estou farta dele... Apetecia-me mudar de ares, de temáticas... E só de pensar que ainda me falta quase meio livro... e que não vou ter horas de espera em aviões que me valham... buáááá!

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Do verbo emalar

11.06.10
Odeio fazer malas à pressa. Odeio fazer malas sem uma lista escrita do que tenho que levar. Odeio fazer malas à noite, para pôr no carro de manhã, sem hipótese de "retoque". E odeio os 50 sacos que tenho que preparar a seguir, para conseguir meter tudo o que me esqueci de meter na mala.

Hoje, por exemplo, já estava no carro, filha sentada e cintada, sacos no porta-bagagens, quando me lembrei que me faltava a clutch para amanhã. Toca de tirar cintos à filha, tirá-la do carro e subir a casa novamente. Apanhei a clutch e a boneca preferida dela, volto para baixo, filha sentada e cintada e... apercebo-me de que me esqueci do biberon dela. Que se lixe, levo um de casa da minha mãe...

Entretanto já me lembrei de duas ou três coisas que ficaram em terra... Que bom!

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Grrrrr...

11.06.10
Eu sou muita carneirinho manso quando me deixam cá estar no meu cantinho. Agora experimentem começar a beliscar-me, a contorcer-me e vão ver o que acontece...

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Sorte ao jogo...

11.06.10
Tenho (alguma) sorte ao jogo, quando o jogo não depende unicamente de ter sorte. Explicando: coisas como Euromilhões e afins, que dependem só mesmo da sorte, é para esquecer. Coisas como concursos de TV, que também dependem um bocadinho de mim, a coisa não corre tão mal. Passatempos que impliquem escrever frases e tal, também lá me safo de vez em quando. No último a que concorri ganhei uns jeans da Salsa, e isto foi coisa para me deixar contentinha, pronto.

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Hoje ando...

11.06.10
... lá para os lados da Mini-Saia.

(Obrigada, Mónica. Obrigada, Elite!)

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