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Apetece-me...

15.12.09
A segunda tatuagem. Continuar a escrever pelas costas abaixo. Plantar mais cerejeiras na pele. Abraçar uma gueixa e deixar que ela domine o meu espaço. Soletrar nomes que quero trazer sempre comigo. Embrulhar-me em elementos imperceptíveis. Escrever em línguas que ninguém conhece. Suportar a dor e o depois.

Voar daqui para fora e aterrar do lado de lá do mar. Nadar com tubarões. Ver como se vive em sítios onde é impossível viver. Perceber o que move quem vira o mundo do avesso para conseguir mudar o mundo. Guardar mapas no bolso e seguir em frente, quase sem destino, mas sem perder o norte. Adormecer no deserto. Sentir o calor da Jordânia. Cruzar o Nilo. Ouvir leões rugir demasiado perto.

E o silêncio. Sempre. E o amanhecer no Alentejo, quando já é demasiado tarde para se chamar manhã. Os fins de tarde sentada à porta a ler livros que guardo no peito. E sair por aí sem rumo, sem amarras, sem medos.

Porque eu sou uma folha de papel rasgado. E um traço demasiado incerto. Uma voz demasiado aberta. E um livro. Como toda a gente.

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Dos cenários bucólicos

15.12.09
Ontem cheguei a casa e fui comprar 30kg de lenha. Ele chegou a casa e tratou de começar a queimar a lenha. Jantámos, arrumámos a cozinha, fizemos tudo como sempre. Até que.

Ele foi à sala ver se o lume estava bom. E deu com uma nuvem de fumo espesso. Um dos paus (pequeno, ainda por cima) caiu para cima do tapete. Que ficou... marcado. E fiquei com a casa a cheirar a acampamento cigano. Coisa mai linda.

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Guilty pleasures

14.12.09
Serões de Domingo a ver os episódios do Lipstick Jungle gravados de véspera. Isto sim é um presente de Natal em potência!

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(Des)Inteligências

14.12.09
Aproveitar a hora de almoço para retocar o verniz. E ir montar a árvore de Natal a seguir... árvore de Natal essa que leva quilos de bolas cheias de purpurinas... pois...

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Resoluções de ano novo

14.12.09
Porque sinto que a minha vida continua desorganizada, apesar de toda a organização que me tenho imposto; porque sei que esta organização passa muito pela desorganização de horários, achei por bem esquematizar...
1 - Deitar-me a horas decentes (23h, 00h, máximo).
2 - Acordar a horas decentes (8h máximo).
3 - Usar as horas de almoço para ler/ir às compras/ver episódios. Bater perninha no shopping não é opção.
4 - Deixar jantares preparados de véspera ou de manhã (coisas a descongelar e tal).
5 - Aproveitar os serões de 5ª feira para ler mais um bocado (é o único dia em que não arrumo a cozinha e deixo para o dia seguinte, que é dia de Dona Alice).
6 - Ao fim-de-semana a alvorada deve ser, no máximo, às 9h30.
7 - Aproveitar as manhãs de sábado e domingo para andar de bicicleta, ir ao parque, fazer compras.
8 - Aproveitar as tardes de sábado e de domingo para ler/ver filmes/ver séries.
9 - Jantar, no máximo, às 21h.
10 - Ir ao cinema pelo menos uma vez por mês.
11 - LJs com as best-friends pelo menos duas vezes por mês.
12 - Ir jantar fora pelo menos uma vez por mês.
13 - Fazer o curso de Cake Design.
14 - Acabar os trabalhos manuais que andam lá por casa, assim a modos que inacabados.
15 - Redecorar o hall.
16 - Organizar os armários TODOS.
17 - Sai de cena quem não é de cena: livrar-me de toda a tralha inútil que tenho em casa.
18 - Parar de comprar livros compulsivamente.
19 - Parar de comprar sapatos compulsivamente.
20 - Atinar com as idas ao ginásio novamente (é em Janeiro. Isso e a dieta).
21 - Perder o peso que falta.
22 - Ganhar mais oito ou nove quilos e depois "expulsá-los" num momento fantástico chamado "parto".
23 - Arranjar forma de ter aí uma hora por dia para escrever. Não é obrigação, é sistematização.

24 - Ir ajustando estas resoluções à medida que as for cumprindo (ou não)...

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Frio

14.12.09
De rachar! Dasse...

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96-97

14.12.09
No ido ano lectivo de 1996-1997 estava eu a fazer o 12º ano. Uma turma que mais parecia uma manta de retalhos: gente doida, gente má, gente normal, gente freak. Entre a gente freak e a gente normal gerou-se uma proximidade que dura até hoje. Há quem continue a ser amigo de saídas constantes, amigo de casa. E há os outros que só se vêem uma vez por ano, no jantar de Natal, mas que fazem questão de ir ao dito jantar. É o meu caso. Sábado lá fui. Éramos uns 15 e foi muito giro. Ninguém se embebedou (o que, para mim, foi novidade...). Pagámos 11 euros pelo jantar (e comemos muito bem - e não me lembro da última vez que tinha pago tão pouco por um jantar assim!). E ali ficámos, à conversa. Os empregos, as carreiras, os mestrados, os cursos, os filhos, os casamentos. Conversa de crescidos. Soube bem.

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Já ganhou!!

11.12.09
Até ver, a melhor porta de entrada aqui para o coiso, via google:

"minha mulher não gosta de mim que fazer arranjar outra é solução?"

É. Na verdade, pode arranjar logo duas ou três. Ou pelo menos tentar, porque não me parece que haja por aí muitas mulheres capazes de gostar de um homem que se põe s pesquisar no Google por "minha mulher não gosta de mim que fazer arranjar outra é solução?"...

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Da série "quem não tem cão caça com gato"...

11.12.09
Estou a embrulhar presentes de Natal com ajuda de uma faca de sushi...

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Rock 'n Roll

10.12.09
Hoje cheguei ao escritório e disseram-me "estás muito rock 'n roll hoje". E eu pensei "oh meu deus...".

Foi isto.

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O lado negro dos blogs

10.12.09
Se há coisa que me faz "espécie" é o lado negro dos blogs. Ou melhor, da blogosfera. Porque, aparentemente, há quem não perceba que um blog não é a vida de ninguém, a vida das pessoas não se resume a isto nem se resume nisto. Ninguém conta tudo nos blogs. As pessoas podem - e devem - dizer apenas e só o que lhes apetece. Ainda que isso choque muita gente e as faça pensar que aquela pessoa falta demais, não faz filtragem a nada do que diz e conta coisas que não são "contáveis" ou dá opiniões que não deveria dar. Mas o que as pessoas não percebem é que, por vezes, quando se fala teoricamente demais, na verdade não se está a dizer nada.

Um blog é um exercício de umbiguismo, ponto final. Para escrevermos só para nós abrimos um documento Word e despejamos tudo lá para dentro ou, caso se goste mesmo muito da ferramenta, cria-se um blog absolutamente privado. Os blogs revelam apenas e só o que cada um quer que se saiba de si. E por muito que possa parecer que quem escreve não tem critério - ou tem critério twisted -, a verdade é que quem controla, quem domina, é sempre quem escreve. A quem lê resta apenas isso: ler. E depois, eventualmente, comentar, opinar, concordar ou discordar. Mas escrever de forma diferente ou dizer "nunca na vida eu era capaz de dizer/contar isto" não dá a ninguém o direito de interferir no que se escreve noutros lados. Nos blogs, como na vida, cada um sabe de si.

E há sempre a solução final: botãozinho do canto superior direito (ou esquerdo, caso sejam agraciados com um MAC) e plim. Fechar janela.

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Disclaimer

09.12.09
(Mais um... agora parece que tem que sair um de vez em quando)

Não confundir "favoritos" com "coisas que leio de vez em quando". Listo ambas. Porquê? Uns, obviamente, porque gosto. Os outros porque, apesar de não ser fã, leio (quanto mais não seja para poder opinar sobre). E uma coisa é ler e, eventualmente, achar graça, outra é ver (mais ou menos ao vivo) e achar que não tem ponta por onde se pegue. São incompatíveis? Talvez. Mas ninguém disse que isto era um tratado sobre a coerência, pois não?

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Gosto vs Não Gosto

09.12.09

Gosto.

Não gosto (nada).

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Sonhos

09.12.09
Eu sonho com:

- Londres: andar por ali meio perdida, passear em Notting Hill, ir a Portobello Road, apanhar um taxi, ver museus, ver a Bridge...
- Japão: Kyoto, essencialmente. Ir ao Gion, ver as gueixas, fotografar as gueixas, ver as cerejeiras em flor, meditar...
- Copenhaga: regressar aos 25cm de neve, sentir aquele frio gelado nas mãos e no nariz, rever as casas, a Pequena Sereia, o rio gelado.
- África: mas África a sério, fazer um safari, ir ao Kruger Park, ver natureza a sério.
- Jordânia, Israel: porque sim.
- Marrocos: como deve ser, com tempo, em turismo, ver Casablanca, Fez, Chefchauen, Agadir, Marraquesh, Merzouga. Dormir no deserto. Ver tuaregues como deve ser.

Mas o sonho dos sonhos é e será sempre, até o concretizar...

Nova Iorque.

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Coated and uncoated

09.12.09

Casaco Westrags
Vestido Westrags
Lenço Lefties
Collants Primark
Botas Zara
Acessórios Stradivarius e Parfois

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Isto sim, é amor...

09.12.09
"Se tu morreres então / eu não passo o Ramadão" - B Fachada...

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5 Para a Meia-Noite

09.12.09
Ora bem, o programa de hoje tem extremos: o inteligentíssimo José Luís Peixoto e... a Ana Garcia Martins. Não vou tecer grandes comentários acerca da menina loira porque acredito mesmo que nem ela, a ver aquilo, tenha grande coisa a dizer (o "E Deus Criou a Mulher" é um blog só para gajos?? Onde?? Desde quando?? Em que planeta???).

Agora o José Luís Peixoto... nem que passasse 24 sobre 24 a ouvi-lo falar me fartava dele. Amo, amo, amo. A escrita, a humildade, o mundo, a pessoa, a postura. Amo...

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Do Natal...

09.12.09
Faltam-me as compras mais difíceis: cunhados, marido e pai. A minha mãe ainda não tem presente na árvore, mas já sei o que lhe vou dar, o que é meio caminho andado para o alívio.

Dos meus presentes: a minha mãe vai oferecer-me o 2666 (escolhido e comprado por mim) e o marido há-de oferecer-me outro livro qualquer. É a melhor forma de me fazerem feliz e ter um Natal em cheio: livros. E uma torrada feita ao lume, na noite de Natal - coisa que este ano não vai haver, porque o Natal vai ser nos sogros (e apetece-me mesmo é cortar os pulsos, cometer harakiri, armar-me em sueca e suicidar-me, pronto...)...

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O que é bom...

09.12.09
Esta semana de férias, a par com outra que tirei em Julho, foram as que me souberam melhor... Eu sou muito bichinho ddo mato e gosto mesmo é de andar à minha vontade, sem ter horários para nada, simplesmente andar ao sabor da maré. Esta semana foi assim. E foi tão bom que... tenho saudades de trabalhar. Pode sparecer contrasenso mas não é: como me souberam tão bem estes dias, sinto-me fresca para regressar ao trabalho. E é exactamente assim que gosto de me sentir!! 

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Exausta!

07.12.09
Depois das festas do fim-de-semana, de limpar os despojos e de fazer desaparecer todo o lixo que se acumula numa festa de anos, estou oficialmente exausta. A miúda está a ser uma porreira e a dormir quase há três horas... De maneiras que estou a combater a exaustão sentada em frente à televisão a ver o Breakfast at Tiffany's. Ou antes: estava, que ela já acordou e portanto agora o tempo é dela!

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Ironia

04.12.09
Devia ter colocado isto como disclaimer aqui no blog: eu sou irónica, sarcástica, acutilante, mordaz e, a espaços, azeda. Portanto por favor percebam que, de vez em quando, falo com ironia, sarcasmo, acutilância, mordacidade e, a espaços, azedume.

Quando, no post anterior falei nas "idiotas das feministas" talvez devesse ter colocado o asterisco com este disclaimer em baixo. O objectivo não era ofender ninguém, como é lógico.

Outro disclaimer muito importante aqui para este espacinho: sentido de humor. Eu tenho tendência para o disparate, não me levo demasiado a sério e falo de (quase) tudo com a tal ironia, etc., que mais não é do que falar de coisas sérias meio a brincar.

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Essa idiotice chamada feminismo

04.12.09
Eu digo muitas vezes que não dava para dondoca - e por "dondoca" entenda-se ficar em casa a tomar conta dos filhos (se calhar devia usar o outro termo que uso muitas vezes: stay-at-home-mom). Mas. Estou de férias e ainda não parei um bocadinho. Descansar - que é para isso que as férias servem -, 'tá quieto. Na semana que vem vou trabalhar mais cansada do que estava quando vim de férias. E dou por mim a repensar se não me daria bem como stay-at-home-mom.

As idiotas das feministas, quando desataram a exigir direitos iguais, esqueceram-se que, para as coisas serem realmente equilibradas, os homens teriam que abdicar de alguns hábitos (que eu acho que entretanto passaram para o cromossoma Y e, portanto, nascem todos com eles enraizadinhos). Para haver igualdade, os homens teriam que fazer tudo o que as mulheres fazem. E toda a gente sabe que isso é um mito, uma fantasia, um mero fairytale.

Antes de terem desatado a exigir os mesmos direitos em termos de trabalho, as idiotas das feministas deviam ter-se assegurado que teriam em casa quem dividisse irmamente as tarefas com elas. Não aconteceu. Portanto o que aconteceu foi que as mulheres passaram a ter que trabalhar (e, obviamente, não são todas), mas não deixaram de ter que fazer as 1500 coisas que já faziam antes de terem mais oito horas do seu dia empatadas a fingir que são iguais aos homens. Não digo com isto que as mulheres são piores profissionais que os homens. Como em tudo, há para todos os géneros.

Eu trabalho sete horas e meia por dia, às vezes mais. Antes de ir trabalhar já organizei o dia à criança pequena. Depois de sair do trabalho ainda tenho mais umas duas ou três horas de trabalho caseiro pela frente. O meu marido nem é dos que trabalha pouco e chega a casa e não faz nenhum: levanta-se todos os dias às cinco da manhã, começa a trabalhar às seis e só sai às sete e meia da tarde (com uns intervalos pelo caminho, claro) - é o que dá não ter patrões. Mas chega a casa, dá banho à miúda e senta-se para jantar. Põe a miúda para dormir e deita-se ele também. Pelo meio, ali ando eu, a ser mulher e a fingir que sou como os homens. Uma canseira.

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Seda

03.12.09
Toda a gente sabe: quando se passa a ser mãe (ou pai), as saídas reduzem-se drasticamente. E eu não sou daquelas mães obcecadas que só estão bem a menos de meio metro dos filhos, sempre, twenty-four-seven. Eu costumo dizer que eu e a minha filha não somos siamesas, portanto estamos bem se não estivermos juntas - mas obviamente estamos muito melhor juntas.

Ora eu era uma miúda que saía imenso. E por "imenso" entenda-se pelo menos uma ou duas vezes por semana. E ia a todo o lado e mais algum. E ia para onde me desse na telha, sem pensar muito no assunto, ao sabor da maré. E voltava para casa quando bem me apetecesse. Mas.

Uma pessoa avança e pronto. As saídas passam a ser alvo de briefing, de programação intensa e ginásticas complicadas. Porque o marido tem que ficar com a filha - e depois trocamos e vai ele sair e fico eu com ela, que a democracia também é isto. Acontece que o meu marido não é - nem nunca foi - homem de saídas nocturnas. Ao contrário de mim, que sou claramente arraçada de morcego.

Ontem houve uma festa num clube XPTO. Nunca lá tinha ido, não andava mortinha para ir, mas como surgiu a oportunidade fui. Ao Silk - que vocês, gente culta e actualizada, com certeza conhecem de ginjeira. Adorei, claro. Para já tem aquela vista completamente avassaladora sobre Lisboa. Depois tem uma decoração fantástica. Depois aquilo ontem era só gente gira. Depois o meu best friend fez daquilo uma festa como deve ser. E lá andava ele, alegre - que é como quem diz, loaded - a saltitar de convidado em convidado. Eu, montada nos meus sapatos-de-estar-quieta, ali estive com a minha Ana, a dar o mínimo de passos possível, sob pena de me espatifar lá do alto - coisa linda de se ver. Mas fui e não fui mascarada de mãe enclausurada. Porque, apesar da maternidade, que nos melhora imenso, há defeitos que não se perdem. No meu caso, a vaidade é um deles. Eu, que nunca fui bonita, dei nisto de querer estar bem seja lá onde for - vá-se lá perceber...

Mas pronto, isto tudo para dizer que fui ao Silk e adorei. E assim que entrei no carro troquei de sapatos que já não tenho 20 anos e elas não matam mas moem.

(A precisar desesperadamente de mais saídas destas. À razão de uma por mês, vá.)

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Filha

02.12.09
Um filho não é uma extensão de nós mesmos. Um filho não é um momento de egocentrismo. Um filho é uma entrega total. Um filho é "descentralizante": deixamos de ser o umbigo do mundo, para passarmos a ter o umbigo mais bonito do mundo fora de nós, parte de nós.

A minha filha mudou-me, como todos os filhos mudam todas as mães. A minha filha fez o favor de me tornar uma pessoa melhor do que eu era antes de ser mãe. Mais paciente, menos self-centered, mais disponível. Alterou a forma como o meu mundo gira, mas não o tirou da órbita (no sentido em que eu não deixei de ser eu depois de ser mãe). A minha filha ensina-me todos os dias uma avalanche de coisas e eu retribuo da melhor forma que consigo.

Sem lirismos: ser mãe nem sempre é fácil, ter filhos nem sempre é fácil, não há sorrisos e momentos cor-de-rosa todos os dias, há alturas em que se pensa se terá sido boa ideia, há alturas em que se pagava para se estar duas horas sossegados, há alturas em que se questiona tudo. Os filhos não trazem só coisas boas na bagagem. Oferecem-nos angústias que passávamos bem sem ter, levam-nos ao desespero e, com sorte, ao descontrolo como nunca pensámos ser possível. E são apenas pessoas pequeninas, que têm um poder imenso sobre nós. Se analisarmos bem, são eles que nos têm na mão e não o contrário. Por muito que se leia por aí sobre a maternidade cor-de-rosa de "oh o meu filho é tão lindinho e tão fofinho e tão espertinho e corre tudo maravilhosamente bem e somos tão felizes" há sempre dias em que nos perguntamos porque é que os filhos não vêm com um botão de ON/OFF e damos dois berros, uma palmada e nos passamos porque eles conseguem mesmo levar-nos ao limite da paciência. A tal que, com a chegada deles, se multiplicou mas mesmo assim nunca é suficiente.

Mas.

Há também o lado claro da maternidade. O orgulho nas conquistas dos filhos. O companheirismo. O amor que é maior do que tudo, que supera tudo e que põe tudo o resto no seu devido lugar.

Ser mãe é, sem dúvida, o concretizar de um sonho meu, de miúda. Porque sempre quis ver o que é este amor diferente de tudo o resto, sempre sonhei poder ajudar alguém a crescer e a tornar-se uma pessoa como deve ser, meiga, generosa, confiante. O meu projecto ainda é muito pequeno, está muito no início. Mas já me dá tanto, já me mudou tanto, já me ensinou tanto que sei que tudo o que aconteceu até chegar aqui faz todo o sentido.

Dois anos desta maternidade nem sempre linear, nem sempre perfeita, mas sempre feliz.

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Estar de férias é...

01.12.09
... sair do trabalho e ir às compras, quase sem hora marcada...
... arrumar a cozinha tarde...
... fazer iogurtes à meia-noite porque me apetece...
... sentar-me para ver episódios de séries quase à uma da manhã...
... ir a uma festa a uma terça-feira à noite...
... fazer planos e não fazer demasiados planos...
... saborear cada segundinho.

Amanhã: compras de natal e compras de cadeiras - ando há 5 anos para comprar 4 cadeiras. É amanhã.
Quarta: nada. Dia especialíssimo em que faremos nada.
Quinta: ir levantar o cartão de cidadão (que foi feito a 9 de Fevereiro...).
Sexta: possível almoço com amigas e depois tarde de baking and cooking a preparar o dia seguinte.
Sábado: festarola.
Domingo: festarola novamente.
Segunda: acabar com os despojos das festarolas.
Terça: descansar. Estou de férias, lembram-se?

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Coisas boas e coisas más

01.12.09
Mau: o chocolate quente do Minipreço (não é intragável, mas depois do da Nestlé...)...

Bom: Ferity Lip Project, um gloss daqueles que dá (mesmo) volume aos lábios e os hidrata (mesmo) e os deixa (mesmo) suaves e que tem cores (mesmo) muito bonitas... (comprei na Perfumes e Companhia e fiquei fã). 

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Fofa, eu??

01.12.09
Quem me conhece sabe que eu estou longe (muuuito longe) de ser a pessoa mais queridinha e fofuxa do mundo. Sou mais do género tractor em desgoverno, mas pronto... Ainda assim, a Filipa foi, ela sim, uma querida e deu-me este presente...

As regras dizem que tenho que...

1-Exibir este lindo selo no meu blog...
2-Escrever o link de quem me enviou o miminho...
3- Confessar coisas fofas na minha vida... uma pessoa depois de ser mãe tende a estreitar as vistas, não é? Portanto, a coisa fofa da minha vida é aquela miúda que me saiu das entranhas e que calha em ser minha filha. Fofa e muito atravessada - nisto sai tanto à mãezinha dela, caraças!
4- Indicar 3 blogs Fofinhos... aqui é que a porca torce o rabo... e vou saltar esta parte!

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