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Sobre o mega acidento do Angélico

27.06.11
Não há como não ficar com alguma pena quando se sabe que alguém conhecido (ainda que não seja ninguém de quem sejamos fãs) teve um acidente e está ali no limbo entre a vida e a morte.

A mim passou-me metade (ou mais) da pena quando soube que o rapaz (e 2 dos 3 outros que iam com ele) ia sem cinto de segurança. Num descapotável. Descapotado.

Não é preciso nenhum curso para se saber que o cinto está lá por alguma razão. Não é preciso ser um génio para saber que altas velocidades e ausência de cintos de segurança pode dar merda da grossa. Deu. E eu já não tenho assim tanta pena.

O único que ia com cinto tem ferimentos ligeiros. Por que será?

E juro que não percebo qual é a graça de andar de carro sem cinto. Não consigo perceber isso indo à pendura, quanto mais indo a conduzir. É uma cena tipo "uhh, vamos ser muita malucos e fazer a A1 a 200km/h, sem rede, ups, sem cinto...!"? Que sentido é que isto faz? Para mim, não faz nenhum. Mesmo.

[Tenho uma cicatriz de 7cm no braço. Acidente de carro, quando tinha 17 anos. Ia sem cinto atrás porque achava que não havia problema (e ainda não era obrigatório andar com o cinto atrás). Podia ter posto o cinto mas escolhi não pôr. O meu pai não escolheu despistar-se, mas despistou-se. Eu andei lá atrás aos esses e parti o vidro com a cabeça. Os vidrinhos cortaram-me o braço. Ia com o braço apoiado na cabeceira do banco da frente, o que fez com que deslocasse todos - mesmo todos - os ossos do braço (via o cotovelo à frente e, olhando para baixo, via o meu ombro sem ter que virar a cara). Felizmente, não foi mais grave e mais ninguém, além de mim, teve sequer um arranhão. Eu, que ia sem cinto, tive vários. Aprendi a lição e, na viagem seguinte, sentei-me no lugar do meio e pus os três cintos, uns por cima dos outros. Nunca mais andei de carro sem cinto. Simplesmente, não consigo.]

Adenda: esqueci-me de mencionar a história de o carro ser emprestado por um amigo, dono de um stand, e de não ter seguro. Como a Rita disse, e muito bem, menos pena ainda e uma irresponsabilidade brutal. Dele e do caramelo que lhe emprestou o carro sabendo que o dito não tinha seguro. Mas o seguro não garante a vida a ninguém. Os cintos podiam ter garantido. Estúpidos que dói.




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23 comentários

De Naná a 27.06.2011 às 10:32

Marianne tenho que aplaudir este post! Eu também não tive assim tanta pena... e no meu caso, sempre mas sempre usei cinto! E tive dois acidentes de carro onde ia com cinto e nem quero imaginar se não o levasse posto, o resultado daí decorrente!
E para mim andar sem cinto é como andar sem cuecas, é de um desconforto tremendo. E sou incapaz de levar alguém comigo que não leve cinto... se querem andar sem ele, façam-no nos carros deles, no meu NÃO!

De rita a 27.06.2011 às 10:41

Pois, a mim tb me passou 50% da pena quando soube isso, a ausência de cinto de segurança numa viagem tão grande e ainda por cima num descapotável.
Depois passou-me 45% da restante pena quando soube q o carro não tinha seguro. Só prova que este rapaz era um irresponsável e sofria do síndrome "Eu sou uma vedeta, sou jovem e poderoso e a mim nada me acontece"; arriscar fazer uma vigem destas sem seguro, tendo nas mãos a vida de mais 3 jovens...enfim. Chamá-lo de irresponsável é muito pouco.
Bom, sobram-me 5% de pena que é a parte da dor de mãe. Nem quero imaginar o sofrimento da mãe dele...
Dizem q já está em morte cerebral. Se ele chegar mesmo a morrer, ao menos que os jovens e não só, retirem algum ensinamento desta tragédia.

De Pandora a 27.06.2011 às 11:06

Não é fácil ver alguém assim ... mas acontece.

De Sílvia a 27.06.2011 às 12:07

Neste momento tenho pena da mãe que deve estar a sofrer horrores. De resto, é sempre muito mau ter acidentes, mas neste caso a estupidez conseguiu sobrepor-se a tudo. Como é que é possivel que hoje ainda se ande sem cinto? Pra mim já é quase um gesto automático entrar no carro e por o cinto...

De Fiona a 27.06.2011 às 12:19

O facto de ser uma pessoa conhecida faz com que seja dado um maior destaque a este acidente... Mas quanto outros não há todos os dias nas nossas estradas em que pessoas também não tinham cinto? Quantas pessoas todas os dias pensam assim "ah não é preciso cinto. Também são só cinco minutos e não vai haver nenhum problema" e depois os acidentes acontecem. Faz-me confusão que, depois de tantas campanhas que apelam à segurança rodoviária, continua a haver tanta gente que acha que o cinto de segurança não pode salvar vidas e só existe para estorvar... Quando a função dele é exactamente a contrária...

De Mia a 27.06.2011 às 12:38

Há que tirar lições de histórias como estas. Pode ser que as pessoas estúpidas que conduzem alcoolizadas ou sem cinto, pensem agora duas vezes. Mas parece que o ser humano tem sempre memória curta. Ficam com muita pena, mas só acontece aos outros.

De Dina a 27.06.2011 às 14:13

Eu sou grande defensora do cinto de segurança. Tanta gente a criticar os polícias que caçam multas quando multam a falta de cinto: é triste que não percebam que aquele bocado de pano lhes pode salvar a vida. Então quando se trata de crianças, revolta-me ainda mais...

Mas continuo a ter pena dele. Porque erros todos cometemos. Um dia ou outro. E uma vida humana, na flor da idade, continua a ser valiosa. Tenho pena por ele. Pela família. mesmo sendo ele o principal responsável pelo acidente.

De Aflito a 27.06.2011 às 15:06

Se o cinto fosse da D&G aposto que o tinha posto...

De Manuela a 27.06.2011 às 18:54

Marianne (eu chamo toda agente de querida, mas tu intimidas-me, vai-se lá saber porquê...), se fosse escrever um post sobre este acidente, depois de ler o que escreveste, desistia e pedia-te para fazer um link (como já te pedi uma vez). E levava o comentário da Rita.
Estou completamente de acordo!

De ana a 28.06.2011 às 00:28

Eu respeito as opiniões dos outros e não pretendo aqui defender ninguém até porque não conheço as pessoas envolvidas. Mas venho só deixar um contributo porque discordo totalmente da opinião dada.

Todos nós temos amigos, familiares a andar na estrada. E todos nós cometemos erros, como exemplificou com o seu caso. E se pensar que alguém poderá estar a dizer neste momento: não tenho pena alguma dessa cicatriz, não teria pena se tivesse ficado em estado muito grave? Ou se algum familiar tivesse falecido por negligência própria e alguém desse essa opinião.

Erros todos cometemos e não sabemos sequer se, caso não fossem cometidos, teria atenuado alguma coisa. São tudo suposições. Porque também há muita gente a quem o cinto de segurança prejudica em algumas situações, porque um seguro não dá a vida a ninguém, porque se não fosse aquele carro poderia ter sido outro carro com seguro a perder uma roda e o desfecho poderia ter sido o mesmo, porque não sabemos se os ferimentos ligeiros do pendura se devem ao cinto de segurança ou a alguma outra circunstância do acidente - a forma como o carro se despistou e onde embateu, por exemplo.

O que eu acho é que há um facto que não se pode esquecer: é um ser humano. E é um ser humano que com certeza não se queria matar, que, sendo irresponsável ou não, sofreu um acidente. Acho que deve ser sempre digno de respeito e há coisas que não se devem dizer, na minha opinião, nem sequer concebo sentir dessa forma.

E se pensar bem nos dois casos, o seu e o do Angélico, a única diferença poderá estar na sorte. E ele poderá não ter oportunidade para aprender com esta lição como a Marianne teve.

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