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Moving...

03.03.14

Tempo de mudança. Instalei-me aqui:

 

www.notsofastblog.com

Sigam o link e bora lá...! (E sim, a ideia é escrever mais, muito mais... e não ficar com posts por publicar simplesmente porque estou longe de um computador!)

 

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Time lapse

28.02.14

Eu tenho um "problema" com o tempo que vai passando. Nem sequer consigo explicar isto muito bem, mas cá vai. Quando reencontro pessoas do meu passado, que não vejo ou com quem não falo há 15 ou 20 anos, custa-me muito dar o salto para os dias de hoje. Ou seja, para mim, aquelas pessoas continuam a ter a idade que tinham quando nos vimos/falámos pela última vez (e eu também, lógico).

 

Há dias percebi, por um comentário aqui, que uma ex-colega de secundário me lê (olá, V.!). Trocámos uns comentários e quando ela me diz que tem uma filha com dois anos e meio... aquilo não ligou. Fiquei ali, a pensar como é que é possível que nós, aquelas miúdas que passavam tardes no café, em torneios de sueca e a beber cerveja só porque sim (pai, mãe, é um facto... mas não faltei a muitas aulas por causa disto!), aquelas miúdas sem preocupações nenhumas, já sejamos mães de pessoas pequenas, já tenhamos vidas construídas, já não sejamos as tais miúdas de 15 ou 16 anos, completamente inconsequentes.

 

Eu tenho mesmo um problema com o tempo que vai passando. Custa-me aceitar que já lá vão 35 anos. Custa-me aceitar que há coisas que não voltam e que passou tão depressa. Não é que eu seja saudosista. Mas gostava muito de saber que dá para andar cá uns 200 anos e que 35 são só um pedacinho muito pequeno da vida que tenho para viver.

 

[P.S.: V., adorei reencontrar-te!!]

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Mais 5km

28.02.14

Já aqui disse: nunca quis correr uma Maratona. Mas sou exigente e acredito em mim, portanto tenho uma Meia-Maratona debaixo de olho. Está para breve? Não. Até lá, tenho muitas provas mais pequenas para correr. A começar no próximo Domingo: Rapidinha de Cascais, 5km. Mas achei que, mesmo para correr 5km, precisava de treino como deve ser. Não me ia mandar a correr 5km sem nunca os ter corrido fora de provas. Portanto tenho andado nisto. Esta semana corri os 5 na terça e hoje. Na terça a 33'40''. Hoje a 31'52''. Também acho que já aqui disse: quero muito correr os 5 abaixo dos 30'. No Domingo vou tentar. Tenho andado a retirar quase 2 minutos por treino, portanto acho que é possível. E se não for? Sem problema. Quero mesmo é correr na rua, em ambiente de prova, só porque sim. Objectivo? Desafiar-me. Ir para além daqueles que acho que são os meus limites (mas que sei que não são). 

 

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Conversas de homens

28.02.14

Isto foi o que o meu marido partilhou ontem no facebook dele. Acho a conversa demasiado deliciosa (e memorável!) para não partilhar...

 

5 da manhã. Estou para sair de casa e ir trabalhar, mas antes o ritual de todos os dias: dar beijo à mulher, à filha e tirar o mais novo da cama para fazer xixi.
Enquanto se alivia, toca na masculinidade e exclama:

 

- Pai, a minha pilinha tá muito grande e dura.
- Pois é.
- Porquê?
- É mesmo assim, 'tá tudo bem.
- A tua pilinha também fica assim grande e dura?
- Às vezes, filho.
- BOA, PAPÁ!!!!!

 

 

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Frente & Verso - Surpresa!

27.02.14

A Margarida adora surpresa...

 

Eu adoro surpresas. A sério. Na verdade nunca tive muitas, mas adoro. Acho que ser surpreendido é das melhores coisas que nos pode acontecer – mas admito que nem toda a gente fique tão entusiasmado com o desconhecido como eu. Por exemplo, sou incapaz de ver um presente de Natal antes do dia 24. Adoro guardar tudo o que me dão, embrulhado, e nem sequer tento descobrir o que é – há excepções quando os embrulhos são estranhos!!:) – porque adoro a surpresa da noite.

Adoro que me levem a jantar a lugares que não conheço, que me ofereçam bilhetes inesperados, e aposto que adoraria que me organizassem uma festa surpresa – não, isto não é um pedido. Este ano vou passar o aniversário fora. Está tudo bem ;)

Este gosto faz com que adore organizar festas surpresa para as pessoas. Adoro. Nada me dá mais gozo do que organizar uma super festa, fingir que não vai acontecer algo de especial e ver a expressão do surpreendido na hora certa. Já ia matando o meu marido do coração, já vi pessoas a recuar três passos, já vi amigas ficarem todas a tremer. Já levei os meus pais à Opera de surpresa uma vez, com eles a refilar o caminho inteiro – acho que lhes disse que íamos a uma loja qualquer. A expressão de enfado do meu pai e a de irritação da minha mãe desfizeram-se no final do primeiro acto, depois de terem entrado no Teatro um pouco a contragosto. Adoro que as surpresas façam as pessoas felizes. Adoro poder encontrar pessoas inesperadas para fazer surpresas e pedir ajuda de toda a gente. Por exemplo, oferecemos há um tempo um jantar em pleno Rio de Janeiro a uns amigos nossos. Estava tudo programado por uma amiga carioca. “Só tu é que farias uma coisa destas” é, possivelmente, a frase que mais gosto de ouvir.

Gosto realmente de surpreender as pessoas. E adoro ser surpreendida. Ainda sabendo que não é fácil – sou demasiado atenta. Mas lembro-me que quando o João me pediu em casamento, por exemplo, fiquei tão contente [e aparvalhada] por ter sido surpreendida que quase me esquecia de lhe responder.

Adoro, adoro, adoro surpresas. Se eu pudesse, era surpreendida todas as semanas e arranjava uma surpresa todas as semanas. Mas depois talvez se tornasse um pouco óbvio. O que era uma pena. Porque eu gosto mesmo mesmo!

 

[Já eu... bom, o meu lado da história está aqui...]

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Coisas boas

26.02.14

Ando bem disposta. Apaixonei-me por mim novamente. É um bocado narcísico, sim, mas faz falta. Ando orgulhosa das pessoas que sei que vou tocando com esta história que estou a viver. Quem lida comigo sente-me mais feliz. Ainda bem. Estava cansada do cinzentismo, do morno, do assim-assim. Eu mereço mais do que o assim-assim.

 

Tenho corrido mais. No domingo que vem vou fazer a Rapidinha de Cascais. São só 5km, mas isso para mim é épico. Até hoje, corri 5km três vezes, sempre na passadeira. Não custa? Claro que custa! E não é pouco! Mas no final, a sensação é inexplicável. Dia 16 volto a correr na rua, na Mini Maratona da Ponte. Vão ser 7km... mais puxado, é certo, mas não me preocupa tanto, porque vou ter uma lebre das boas nesse dia.

 

Os bolos... tantos, tão bom! Tem sido uma aventura (que tenho mostrado no Instagram, só). Tenho aprendido tanto! E tenho tentado sempre superar-me... e acho que não me tenho saído mal.

 

Entretanto, o blog. Acontece-me imenso durante o dia: aparecem-me posts à cabeça o tempo todo. Só que, graças à tecnologia, que me obriga a ter que ligar um portátil para escrever, eles ficam ali mesmo, na minha cabeça. Já disse: ando a pensar seriamente em mudar isto de plataforma e em voltar à base. Calha que ainda não consegui importar lá (no Blogger) os posts deste ano e meio de Sapo. Mas estou a tentar. E às tantas ainda mudo na mesma, mesmo sem posts importados! Queria ter tudo junto bonitinho, direitinho e tal. Mas se não der, que se lixe! Não posso e nem quero deixar isto ao abandono. Quero escrever mais, contar-vos mais, partilhar mais. Mas tem sido complicado.

 

[Vanessa, chama lá aí o Daniel, please, para ele me dizer que não ha nada a fazer...]

 

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Para abrir a pestana

20.02.14

Logo de manhã, à chegada à escola da miúda, um pneu furado. Rasgado, na verdade. Tau, assim, de chofre. Para acordar. Toca de desmontar o porta bagagens em busca dos apetrechos necessários e de começar a dar conta da situação. Porcas do pneu completamente agarradas, eu sem força para resolver aquilo. Ligo ao meu pai, numa de SOS. Entretanto aparece um senhor que ia a passar e que resolve tomar conta da ocorrência. Demorou uns 20 minutos a resolver o problema. Agradeço, entro no carro e ligo ao meu pai, para lhe dizer que já não é preciso ir ter comigo. Já ia a caminho e foi a minha mãe que atendeu. Cruzei-me com ele na estrada, voltou para trás. Troco de carro com ele (vou passar o dia a fazer piscinas e não confio naquele pneu suplente). Vou ao ginásio, treino, tudo normal. Chego a casa, almoço, começo a fazer um bolo, pego numa chávena que se engata numa flute (não sei como) e vai a flute pelo ar. Vidro all over the place.

 

Boa tarde.

 

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Frente & Verso - Aborto

20.02.14

Verso - a opinião da Margarida

 

Compreendo-o em três situações. Violação. Risco de vida para a mãe. Malformação do feto. Por principio!, sou contra. Não o considero uma questão de "liberdade de escolha", de "eu é que decido o que fazer com a minha barriga". Não consigo.

Também não acho que deva ser criminalizado - conheço pessoas que o fizeram e, embora discorde delas, não deixam de fazer parte da minha vida. De ser minhas amigas. Porque sei que o não fizeram de ânimo leve- e não!, isso não desculpa nem justifica mas ameniza a minha estranheza.

Custa-me, sinceramente, olhar para uma gravidez e considerar que só a mulher tem direito a decidir sobre ela: quem sou eu para 1) passar à frente do pai; 2) decidir matar um ser indefeso - e não vamos entrar na discussão sobre se é um bebé!, um monte de células ou coisa alguma. Nunca vamos chegar a conclusão nenhuma totalmente unânime sobre isso. Para mim é um bebé desde a concepção.

Sou realmente contra o aborto. Por principio. Como sou contra um homicídio premeditado. Não se é ou não a mesma coisa. Se podem ou não ser comparáveis. Sei que sou contra. E que a minha sensação de estar certa se adensa quando leio as notícias sobe o número ridículo de abortos que algumas mulheres praticam - como se fossem contraceptivos. Sei que sou contra o facto de pagar por eles, e de dar a uma mulher que aborta o mesmo tempo de baixa paga que a uma mulher que foi mãe - que sentido faz isso?

Sou contra, não o "direito de escolha" mas contra uma decisão que para mim é realmente acabar com uma vida. O direito de escolha começa - tem que começar - antes. Quando se tomam todas as precauções para não ter que o "sacar" quando já há um bebé - lá está!, para mim é um bebé.

Sei também que nunca tive que pensar, pessoalmente, sobre isso. Mas muito sinceramente? Duvido fortemente de que a minha opinião de alterasse.

 

[E a minha opinião, aqui.]

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"A Dieta das Princesas"

19.02.14

Ontem fui à apresentação do livro da Catarina - nem poderia não ir!

 

Há uma coisa que me aquece sempre o coração nos eventos-da-Catarina: ver sempre as mesmas caras. Caras que só vejo ali e que não conheço pessoalmente (de ter sido apresentada, isto é). São os amigos dela de sempre. Estão sempre lá. A rede é enorme. E forte. Invejo-lhe isso: a rede de amigos de sempre, que não tenho (assunto para outro post, voltemos à programação inicial).

 

Bom, casa cheia para aplaudir as conquistas da Catarina: o livro e o objecto do livro - a nova Catarina. Ouvir a Isabel Zibaia Rafael foi uma delícia. Ouvir a Catarina é sempre uma delícia. Claro que me emocionei (o termo certo é "chorei"). Claro que me revi numa data de coisas. Agradeci-lhe mentalmente por também eu já ter feito parte do percurso, muito impulsionada por ela - vide o post sobre a inspiração que está mesmo abaixo deste. Um percurso feito com recursos diferentes, mas ainda assim com conquistas feitas. Deliciei-me perante o beijo e o abraço que o Gonçalo, filho mais velho da Catarina, lhe deu quando ela terminou o discurso. Ri-me entre amigas, entre conhecidas, entre gente que gosta da Catarina a sério.

 

À noite, no silêncio, agarrei o livro e li metade. Lembrei conversas que fomos tendo durante o percurso dela, celebrei as vitórias dela "para dentro". Aprendi. Tive ainda mais vontade de não desistir, de me manter aqui, onde estou, a tentar ser mais saudável e mais feliz.

 

Obrigada, querida.

 

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Inspiração

19.02.14

Há muita gente que me inspira. Várias pessoas, várias áreas da minha vida, ums inspiração constante. São pessoas que, sem se aperceberem (a não ser que eu lhes diga - e eu faço questão de lhes dizer, em jeito de agradecimento, porque merecem saber), me fazem ser melhor. A questão não é ser melhor do que ninguém - não é isso que eu quero. É ser melhor do que já fui. Superar-me. Crescer. Evoluir. Sozinha não seria capaz - até porque não vivo numa caverna e tudo o que nos rodeia acaba por nos influenciar. Às vezes basta uma palavra, que pode nem ser dirigida a mim, mas que absorvo como se fosse. Basta um exemplo. Basta ver a felicidade nos olhos das outras pessoas.

 

Andei tanto tempo à procura de mim que às tantas deixei de saber onde me procurar. Estas pessoas, as minhas inspirações, foram uma espécie de farol: foram-me guiando, foram-me conduzindo aos caminhos que eu precisava de percorrer. Lido muito bem com o facto de ter estas pessoas a apoiar-me, ainda que seja eu a apoiar-me nelas.

 

O que me é totalmente estranho é ter alguém a dizer que eu também sou esta inspiração. Ter gente a ver o meu exemplo e a guiar-se por ele. Fico assim meio sem reacção, sabem? Dou por mim a perguntar-me como é possível que isto aconteça. Fico ali com cara de pescada, meio nhec, sem saber o que dizer, quando me dizem que se inspiram no meu exemplo. Agradeço, claro. E fico feliz - muito. Faz-me crer que tudo isto vale muito a pena, não só por nós, mas também pelos que nos rodeiam. Não recuso este papel nem me assusto com ele, mas ainda estou a aprender a aceitá-lo (um bocadinho o que acontece com os elogios, com os quais ainda não sei lidar e que me deixam sempre sem chão).

 

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A idade e o tempo

14.02.14

Há uns anos, perante uma paragem da chuva como a de hoje, agarraria em mim e rumaria a um dos meus sítios: uma esplanada perto da praia, Sintra ou Lisboa.

 

Hoje, perante a mesma paragem da chuva, fui pôr roupa a lavar porque, com a ventania que está, isto é coisa para secar até ao fim da tarde...

 

[E sim, isto tem o seu quê de deprimente...]

 

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Frente & Verso - Acampar

13.02.14

Verso - da Margarida

 

Quanto eu tinha oito ou nove anos pedi à minha mãe para entrar para os escuteiros. Durante dois anos tinha resistido à ideia – “A sério? Dormir no chão? – mas depois de visitar um Acampamento Nacional (ACANAC) em que as minhas duas irmãs participavam rendi-me às evidências: aquilo era muito mais que dormir no chão.

 

A minha experiência de campismo sempre foi a do selvagem: se fiquei uma ou duas vezes em parques de campismo foi muito. Mochila às costas, tendas e roupa para cinco (ou dez) dias e lá íamos nós, dormir ensanduichados numa tenda, durante o Inverno, e dormir ao relento, se preciso fosse, no Verão.

 

Os acampamentos tinham todos uma logística e uma ordem muito própria: chegar, despir a farda, montar a tenda. Estender os sacos-cama, fazer as construções. Se fosse um acampamento grande haveria chuveiros – e banhos em equipa… -, se não, banho de jerrican, ao frio – “O frio é psicológicos, o frio é psicológico, o frio é psicológico”, repetíamos enquanto sentíamos o sangue gelar nas veias – com a ajuda dos amigos que nos atiravam água pela cabeça abaixo.

 

Partilhei, em praticamente todos os acampamentos de Inverno, o saco-cama com a Francisca. Era a única forma de nós, miúdas friorentas até mais não, conseguirmos dormir uma noite de jeito. Aquilo implicava alguma logística e dava cabo das costas, mas sabe Deus como, conseguíamos caber as duas num saco-cama individual. No Verão, quando os dias começavam demasiado cedo, o truque era desaparecer dentro do saco-cama e fingir que continuava a ser de noite e que podia dormir mais uma hora ou duas.

 

Fui escuteira durante dez anos. Aprendi a tomar banho decentemente junto de outras pessoas e de fato-banho vestido; aprendi a dormir em cima de pedras, a fazer comida na fogueira, a fazer xixi a vinte passos da tenda se fosse de noite, a fazer caminhadas de 24h só com uma carta topográfica e uma bússola, a usar apitos e lanternas para pedir ajuda, a não me queixar e a chegar invariavelmente exausta mas felicíssima a casa. Todos os anos , acampava, pelo menos: no Carnaval, na Páscoa, no Verão – o grande acampamento) e no Natal. Fora um ou outro fim-de-semana em que também íamos. Foi assim durante cerca de treze anos.

 

Adorava acampar e sentir o cheiro do eucalipto fresco – e o sabor, quando caía dentro do arroz. Adorava a fogueira nas noites de fogo de conselho, as músicas cantadas ao luar, a mística de uma noite em campo. Adorava vestir os casacos dos outros quando estava a congelar, na certeza de que estava com, mais do que com amigos, com irmãos.

 

Tenho saudades de acampar. Tenho saudades, na certeza de que hoje não me sentiria tão confortável em campo como naquela altura. Mas tenho saudades. E aposto que quando os nossos filhos nos pedirem – e vão pedir, porque nós fomos os dois escuteiros, bem como as tias… - tenho a certeza de que vou com eles. Mas não para um parque de campismo. Vou com eles para  o meio de um pinhal ou de um eucaliptal ensiná-los a fazer uma mesa, a cozinhar num campingás – que agora não se podem fazer fogueiras – e a contar histórias bonitas ao luar. E vou odiar o dia em que voltarmos a casa, cheios de dores nas costas pelo terreno que nos esquecemos de limpar antes de montar a tenda. Por falta de prática.

 

[E a minha falta de amor pelo campismo, aqui.]

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(Nem sei que título dar a isto...)

12.02.14

Hoje, no balneário do ginásio, uma senhora com os seus 60 anos, enquanto se limpava depois do banho, começa a cantar...

 

"safada, perigosa, ela tem vontade de fazer amor"...

 

(Priceless...)

 

(E conseguir não rir perante isto?? Um esforço do caraças, só vos digo!!)

 

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35

12.02.14

Ontem fiz 35 anos. Primeira "medida": desactivar a notificação de aniversário do Facebook. Porquê? Porque sinto que preciso de quebrar um bocadinho o ciclo do egocentrismo. Eu sei que era o meu dia, aquele dia especial em que mereço ser mimada. Mas apeteceu-me descentrar. Quem sabia ligou, mandou mensagem, arranjou maneira de falar comigo. Quem não sabia não foi informado pelo Facebook (e isso não tem mal nenhum).

 

Escolhi passar o dia comigo, a fazer coisas de que gosto. Fui à loja de material de cake design aproveitar o desconto-de-aniversário. No regresso fui ao ginásio. Corri 5km em 35 minutos (menos 2 minutos do que o tempo anterior). Fiz mais uns exercícios e segui viagem. Próxima paragem: almoço em casa dos pais, com eles e com o filhote mais pequeno. Depois, à tarde, sessão de cinema a solo (eu e três casais de velhotes na sala de cinema). Fui ver o "Philomena", que amei - um filme delicioso, cheio de subtilezas e com uma Judi Dench fabulosa.

 

Depois fui buscar os miúdos e rumámos a casa. Jantar normal, em família. Serão a terminar um bolo e ler um bocado na cama. Fim de história.

 

35 anos. Não me lembro de me ter sentido tão feliz num dia de aniversário. Encontrei-me e isso nota-se. Estou bem comigo. Feliz. Mesmo feliz. Sei que sou capaz de tudo e isso é bom. Cheguei ao dia de ontem com o meu objectivo cumprido e isso rendeu-me uns quantos sorrisos. Sou feliz, já disse?

 

[Ah, e a minha mãe arranjou-me um bolo de aniversário giro: quatro pastéis de nata, com duas velas... um 3 e um 2. Era o que havia. Serviu. Não provei os pastéis, obviamente. Já nem consigo...!]

 

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Cate

11.02.14

Na semana passada estive num almoço de bloggers (que contarei depois que agora estou com pouco tempo). Uma das pessoas que conheci foi assim uma agradável surpresa: a Cate. Gostei tanto de falar com ela! Adoro gente que tem mundo, que fervilha. E ela é assim.

 

[Se não conhecem o blog dela espreitem. Vale a pena. E há por lá um passatempo bem fixe a decorrer...!!]

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Frente & Verso - Rádios

07.02.14

Verso - as preferências da Margarida

 

É automático. Assim que entro no carro a minha mão nem precisa que o meu cérebro ordena: o indicador pressiona o botãozinho da M80 e lá vou eu a ouvir as melhores músicas dos anos 70, 80 e 90 até casa. Claro que nos dias em que estou mais cansada ou triste escolho a Smooth. Mas normalmente essa é só para viagens maiores, em que preciso, por alguma razão, que a cabeça descanse e o corpo descontraia de um dia mais difícil.

Basicamente, sou uma velha. Sou. As minhas amigas gozam comigo, mas é assim que funciona: eu sou muito mais M80 e muito menos RFM. No máximo ando pela Comercial mas mesmo assim, é natural ficar farta ao fim de um tempo...se calhar nasci no ano errado, sei lá eu. Mas acho verdadeiramente que as músicas há 20 ou 30 anos eram mais giras que as de agora. A mim dizem-me mais. Não conheço metade das músicas novas que aparecem, acho péssimos metade dos hits que fazem sucesso Verões inteiros, e sou o arquétipo da amiga idiota que não conhece metade das músicas que passam numa discoteca quando vamos sair - pouco também, que, again, sou uma seca de pessoa que prefere ficar em casa, ok?

É ver-me a ouvir Abba e a saber as letras todas. Ou GNR. Ou Velver Underground. Ou The Doors. Agora, não me peçam para cantar o novo hit de Janeiro, ok? O que querem que eu faça? Tenho irmãs dez anos mais velhas e tornei-me extremamente permeável a músicas que, sinceramente, acho melhor. Melhor nem é o termo: é música que me diz mais coisas que as músicas da RFM. Matem-me por isso :)

No fundo, é difícil fazer viagens comigo. Vão ter que ouvir M80 ou Smooth FM a viagem toda, excepto à hora certa - aí mudo para a TSF e oiço as notícias. Sim, sou uma velha. Fazer o quê em relação a isso?

(Esqueci-me de mencionar que também gosto de ouvir a Antena 2 se estiver muito muito aborrecida.)

 

[E as minhas rádios, aqui.]

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Em jeito de whislist...

07.02.14

 

 [Ou então saía-me o euromilhões e eu podia comprar isto tudo na boa...!
E acho que este é o primeiro ano em que não estou nem aí para livros e afins...]
 

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[Mais do mesmo]

06.02.14

Hoje de manhã, no ginásio, um senhor levou uma balança a que só falta voar. Aquilo mede o peso, a massa gorda, a massa magra de cada braço, de cada perna e do tronco, a água, a gordura visceral, os ossos, o metabolismo basal e a condição física geral.

 

Lembram-se de eu ter dito aqui há tempos que estava com uns lindos 33% de massa gorda (ou seja, 1/3 de mim era toucinho)? Pois é: passado. Estou com 26,4% de massa gorda**, os outros níveis estão todos bons e o meu metabolismo basal* ronda as 1400 calorias/dia (na altura dos 33% andava nas 900 e tal calorias). Conclusão: vibrei!! Fiquei tão, tão feliz!!

 

* O metabolismo basal é a quantidade de calorias que queimamos em repouso. Ou seja, devemos ingerir menos do que isso, se estivermos em modo de perda de peso. O facto de o meu metabolismo basal ter subido é óptimo e deve-se ao desporto e aos termogénicos naturais que vou ingerindo e que aceleram o metabolismo. Acontece que eu não conto calorias, mas sei que ingiro menos de 1400/dia. Está explicada a perda de peso.

 

** Ainda não estou onde quero, obviamente. Quero muito chegar aos 18% de massa gorda... e hei-de chegar!

 

[A seguir, um post sobre comida maravilhosa. Só para desenjoar!]

 

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Run, Forrest, Run...

05.02.14

Primeiro dia de corrida da vida, em Junho ou Julho de 2011, 333m corridos de seguida. Ridículo, pensei eu na altura. Nem por isso: acho que é normal. Quando não nos mexemos, não é suposto correr uma meia maratona assim, sem mais nada.

 

Quando comecei a correr no ginásio a coisa foi devagar. Corria 1 minuto, andava 2, corria mais 1 e morria. Eu sabia que era temporário e que um dia havia de conseguir correr como deve ser, uma distância normal e decente. No final de Novembro estava a correr mais ou menos 15 minutos, o que dava pouco mais de 2km. Em Dezembro não treinei e sabia que o preço a pagar seria voltar à estaca zero quando recomeçasse. Não me enganei. Janeiro começou a medo, devagar. No primeiro dia acho que aguentei uns 2 minutos, se tanto.

 

Há duas semanas, já com outras duas de corridas sistemáticas, estava a correr 750m em 6 minutos e achava que ia morrer a seguir. Depois, um dia decidi que ia correr 20 minutos sem parar. E corri. Sem dramas. A cabeça a mandar nas pernas, a vontade a dominar o cansaço. Fui aumentando os tempos e as distâncias e na semana passada fiquei super feliz com 4km corridos em 29 minutos. Mas queria mais: queria os 5km. Porque quero correr na rua, quero correr provas, quero provar-me a mim mesma que sou capaz de fazer uma prova "oficial" sem andar e sem ter um achaque qualquer.

 

Hoje entrei no ginásio disposta aos 5km. Aqueci 250 metros numa passadeira, enquanto a "minha" estava ocupada (só gosto de correr numa passadeira, que é velha e rija e que se parece mais com correr na rua). A outra senhora acabou a caminhada dela e eu fui. E corri 5km. 37 minutos. Um exagero de tempo, eu sei. A seguir hei-de reduzir isto porque quero chegar à rua e correr os 5km abaixo dos 30 minutos. Isso faz com que tenha que correr a 10.1km/h. Hoje corri 4km a 8.2 e o último a 8.3 (Em Novembro já estava a correr a 9.2, e nalguns dias a 9.5).

 

Corri certa de que me ia cansar. Ontem fiz um treino de pernas que não me deixou em bom estado e sabia que me ia custar. Mas corri na mesma. Os primeiros 3km foram dolorosos, as pernas a queimar e a querer desistir. A cabeça a dizer que já passa e que é para continuar. Depois dos 3km deixei de sentir as pernas e corri com a cabeça. Muito menos resistência da minha parte. Deixei-me ir. Aos 5km parei a máquina e fiquei a saborear aquela minha pequena grande conquista. Eu quis correr os 5km e fui capaz.

 

Não estou a seguir nenhum plano de treino (há dezenas na net), estou a seguir o que me dizem as pernas e o que me diz a cabeça e o coração. E estes dizem-me que sou capaz de tudo, até da Maratona - que nunca quis correr e que continuo a não querer correr (não por medo mas porque acho que correr 4h seguidas é a maior seca da vida). O meu objectivo é correr uma prova de 5km, depois uma de 7km e depois uma de 10km. No fim disto, em calhando, inscrevo-me numa meia maratona qualquer e faço os 21. Logo se vê. Para já, conquistei o meu objectivo. E é tão, tão bom!!

 

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Um giveaway espectacular!

04.02.14

A Ana Luísa é uma fotógrafa de mão cheia e de um talento ímpar e está a oferecer um trabalho maravilhoso, através do blog dela. A sério, vale mesmo, mesmo a pena! Vão lá espreitar!!

 

 

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Aprender a ler

04.02.14

Desde que a minha filha começou a interagir com objectos que fiz questão de a rodear de livros. Já tem uma biblioteca considerável, entre livros que lhe comprei eu e livros que lhe foram oferecendo. Quando achei que já tinha idade para isso comecei a levá-la à biblioteca, numa espécie de momento mãe-e-filha, muito nosso. Ela adora. Já há muito tempo que não a levo a ouvir a hora do conto, mas tenho que tratar disso porque já temos saudades.

Ela sempre me viu a ler muito. Sempre me viu com um livro na mala, porque eu não vou para lado nenhum sem levar um livro para ler. Sempre me viu a ler nas férias e na cama, antes de dormir. Sempre lhe lemos histórias antes de dormir, e só em dias de maior cansaço saltamos a rotina e passamos logo ao beijinho de boa noite. Andava ansiosa por começar a ler. Já começou. Há umas duas ou três semanas sentei-me ao lado da cama dela, com ela já deitada, e pedi-lhe que me lesse uma página sozinha. Ela leu. Ajudei nos casos que ela ainda não aprendeu (os nhe, lhe, que e afins). Ela percebeu que é capaz sozinha.

Passou a despachar-se depois de jantar, para poder ir ler um bocadinho. Lava os dentes, veste o pijama, deita-se, acende a luz, escolhe um livro e fica a ler sozinha, até lhe dizermos que é hora de dormir.

 

Adoro. Adoro ver que ela gosta mesmo de ler. Adoro ver que ela já tem o hábito da leitura. Adoro ver que ela quer mesmo aprender mais para poder ler cada vez mais. Adoro saber que ela vai estar sempre bem acompanhada, enquanto houver livros bons para ela ler. Adoro sabe que vai passar momentos maravilhosos nas páginas dos livros que ler.

 

[Para mim, leitora compulsiva e viciada, pessoa que já se perdeu milhares de vezes nas histórias de pessoas que não existem, mulher que já foi mil coisas através das personagens dos livros que leu, é um orgulho sentir que a minha filha vai pelo mesmo caminho. Esta era a única característica que eu fazia questão que ela herdasse. Herdou outras (celulite, por exemplo - totalmente dispensável!), mas esta é a que me faz babar de orgulho!]

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Impossível não falar nisto

28.01.14

[Desculpem os que acham esta coisa de perder peso a maior chatice à face da Terra. Eu entendo-vos, a sério que sim! Já houve alturas em que revirei muito os olhos perante posts sobre este tema. Foi na altura em que estava noutra e não queria saber de quem perdia peso. Portanto, se quiserem seguir adiante não vos levo a mal - na verdade nem chego a saber, não é? Bom, falemos...]

 

Já aqui disse que entrei em 2014 com 68kg. Tenho um objectivo final, mas vou tendo objectivos pequeninos pelo meio, assim numa de não ir com muita sede ao pote e de não me desmotivar. Um desses objectivo é este: chegar ao meu aniversário com 63kg. É assim um semi-objectivo: dava-me um mês e meio para me pôr a mexer, 5kg num mês e meio não é nada do outro mund, é exequível sem ser preciso ser radical. 

 

Hoje de manhã vesti-me e não me senti bem. Peguei numas calças de ganga que uso muitas vezes e que andaram muito tempo "a gritar" (ou seja, justas de meter impressão!). Vesti-as e senti-me estranha. Calças largas na cintura, ok nas pernas, mas largas-a-cair na cintura. Há bocado pesei-me. Não estava em jejum nem nada disso, mas pesei-me na mesma. 63,5kg. Fiquei ali, a olhar para o espelho e para a balança, incrédula. Eu sinto, eu sei que perdi peso, noto na roupa e fora da roupa. Mas ver os números ali foi um baque.

 

Ainda assim, mantenho o objectivo (oficialmente, porque, por dentro, passei a querer os 62 no dia do meu aniversário). E mantenho o objectivo final, que foi mudado entretanto, mas que agora está fixado. Quando lá chegar falo nisso. Até lá... passem à frente ou comemorem comigo os pequenos degraus que vou conquistando...

 

 

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A conversa que fez o meu click acontecer

24.01.14

29 de Dezembro, eu dentro da banheira para um banho de imersão, telemóvel na mão e toca de conversar com a Erica, que foi o meu anjinho salvador. Falávamos de pesos e do meu desânimo. E dos porquês de eu não resistir a doces.

Dizia-me ela que também tinha sido assim, a maior gulosa à face da Terra, que tinha que comer doces todos os dias. Depois deixou de ser. E eu perguntei o que mudou. A resposta dela foi esta: "Tive uma epifania, um dia. Pensei: bolas, então uma tigela de leite creme vale q eu fique aborrecida, discuta c meio mundo? Mas eu vou a uma festa pelo bolo, ou pela companhia das pessoas? E disse: não, eu sou perfeitamente capaz de viver sem comer doces. E meti na cabeça que doces são PARA OCASIÕES MTO ESPECIAIS. E durante 10 meses comi uns 8 ou 9 doces."

Eu disse que era disso que eu precisava: uma epifania igual. E ela disse-me que aprendeu o seguinte: "a) sobrevivo mto bem sem doces; b) quando podes e sentes MESMO que podes comer tudo, o teu cérebro não pede nada.". Verdade.

 

"Se mudares o discurso para: não, eu como um doce MESMO quando me apetece MUITO, vai-te acontecer uma coisa espantosa que é passares por um doce, teres a possibilidade de o comer e dizeres: Hum, hoje nem me apetece muito.", disse ela. E eu respondi que me aconteceu precisamente isso... nas minhas gravidezes. "Sabes porquê? Porque se calhar nessa altura o teu inconsciente estava descansado e podias comer o que quisesse. Quem mandava eras tu e não a tua gula por doces."

 

Depois ela aconselhou-me: "Faz um exercicio: passa por todas as pastelarias e analisa o bolo que queres comer, pq sabes que HOJE vais comer um bolo, ou dois, ou três, os que quiseres. O mais provável é dares meia volta e não te apetecer nenhum." - Verdade: isso foi o que me aconteceu no Natal do ano passado: autorizei-me a estar à vontade porque decidi que lidaria com o problema em Janeiro... e a verdade é que não comi quase nada doce.

 

E foi aqui que se deu o click: no momento em que decidi que eu posso comer doces, quando EU quero. Não quando me apetece, quando tem que ser, quando estou triste ou contente, quando estou ansiosa, quando mereço, quando que se lixe é só hoje. E a verdade é que, desde dia 1, que foi o dia em que me comprometi, não voltei a tocar em doces, nem em nada que eu sei à partida que não é bom para mim. Já estive perto das tentações só que... já não são tentações. Já não tenho que lidar com a ansiedade associada a querer comer e saber que não posso. Já não tenho que fazer esforços sobreumanos para não enfiar a cara em bolos e porcarias afins. Passo ao lado do que antes gritava por mim e nem um sussurro ouço. Sinceramente, nunca acreditei que um dia isto fosse acontecer comigo. Mas aconteceu. Tem sido assim.

 

E o melhor? É libertador. Eu é que mando. Não é a comida que manda em mim, a gula passou a ser apenas uma palavra no dicionário. Se eu quiser, eu posso comer. Acontece que não tenho querido. Hei-de querer comer um bolo, claro que sim. E hei-de comê-lo, sabendo que isso não me fará refém do açúcar outra vez. Mas, por enquanto, ainda não quero comer. Não preciso. Estou bem assim. E a verdade é que estou há 24 dias sem açúcar. Aí há tempos li num dos meus blogs preferidos que a autora estava a fazer um detox de 21 dias sem açúcar. E a dar em maluca pelo caminho. Eu li aquilo e pensei "nunca na vida! Sou incapaz de estar 21 dias sem açúcar!". Surpresa: 24 dias. E é para continuar, porque me sinto bem assim, porque não me faz falta, porque não é disso que preciso para viver. E, na verdade, vivo muito melhor sem açúcar. Desapareceu a ansiedade e o sentimento de culpa quando mitigava a dita ansiedade. Desapareceu o pensamento constante em bolos e chocolates e doces. Desapareceu a vontade. Apareci eu, a mandar em mim, a decidir o que quero para mim, a escolher o que me faz bem. E isso não significa que deixei de ter prazer no que como, bem pelo contrário. Não como nada de que não goste, só que nada do que como me faz sentir culpada e ficar com peso na consciência. Repito: é libertador.

 

Portanto, bottom line: tu é que mandas. Tu é que decides. A comida, seja ela qual for, não manda em ti. E quando perceberes que tens este poder todo e que não és escrava do que comes, deixas de estar presa ao que nos faz mal e passas a escolher o que é saudável e bom para ti, com o mesmo prazer com que antes te afundavas em baldes de gelado. De novo: é libertador. O desafio? Experimenta!

 

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Mecogate

24.01.14

Tudo o que se possa dizer, além do que já se sabe, parece-me pura especulação. Só, mais nada.

 

Sou mãe, a coisa que mais pânico me provoca é pensar que posso vir a perder os meus filhos - seja de que forma for - mas o Dux também é filho de alguém. Não consigo olhar para o que se vai dizendo na comunicação social e "culpar" o sobrevivente. Teve sorte - ou talvez não, pode nem sequer ter estado em risco. Mas não sei, perante o que se vai dizendo (especulando) sobre ele, se ele a esta altura não pensará que preferia ter morrido também. Está a ser julgado em praça pública. Está a ser apedrejado porque não fala, não conta o que se passou. Não sei se está capaz ou não. Sei que, no lugar dele, eu não teria coragem nem vontade de falar à comunicação social. Aos pais dos que morreram? Talvez. Mas já pensaram que tudo o que ele possa dizer pode vir a trazer ainda mais sofrimento àqueles pais? Os pais dos que morreram precisam que haja um culpado, precisam de mitigar a angústia de alguma maneira e, dada a crueldade das mortes dos filhos (não consigo imaginar coisa mais aflitiva do que um afogamento), um culpado talvez ajudasse. Talvez precisem de saber que os seus filhos foram obrigados a entrar no mar. Talvez precisem de saber que houve dolo. Talvez precisem disso para deixar seguir em paz os seus filhos, perdidos numa morte certamente injusta, com certeza prematura, inequivocamente estúpida. Eram miúdos com muito por viver. Mas não matemos quem está vivo. Não retiremos ao sobrevivente, ao João, o direito a viver. Não o julguemos sem factos, sem saber o que se passou. O João, como o Tiago, o Pedro, a Joana, a Carina, a Catarina e a Andreia, é filho de alguém. Merece viver. Merece respeito. Também os pais dos que morreram merecem respeito. Certo. Só que nada, explicação nenhuma, justificação nenhuma, lhes trará de volta os filhos. E o João, parece-me, está a ser "morto" aos bocadinhos. E eu não quereria ter um dia que explicar aos pais do João que ele "morreu" porque foi julgado em praça pública, por treinadores de bancada que só sabem o que os jornais contam. Não atiremos pedras. Não julguemos. Deixemos viver quem está vivo.

 

[Todos são inocentes, até prova em contrário. Uma sociedade em que se pense que todos são culpados, até prova de inocência não é uma sociedade livre nem justa.]

 

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O melhor do meu dia, hoje

23.01.14

Ter feito as pazes com o meu corpo em frente ao espelho. Sentir uma espécie de amor a despontar: as coisas de que menos gostava já começo a apreciar. Começo a sentir-me bem na minha pele. Começo a estar bem com a imagem que o espelho me devolve. E isto não tem nada a ver com os outros, tem só a ver comigo. O meu marido está sempre a dizer-me que estou bem, que gosta de mim assim, que adora o meu corpo, mas eu não podia dizer o mesmo. Hoje dei tréguas e fizemos as pazes, o meu rabo e eu.

 

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Frente & Verso - Happy Birthday

23.01.14

Verso - o aniversário da Margarida

 

Acho que nasci numa quinta-feira. A minha mãe estava em casa de uns amigos, entrou em trabalho de parto e em cerca de duas horas eu já tinha nascido. Sempre fui assim, despachada. Demasiado despachada, às vezes. Nasci na Primavera, demasiado perto da Quaresma, mas demasiado longe do Domingo de Páscoa: já passei uns quantos aniversários à quinta ou sexta-feiras santas [e para quem, como eu, é católico e vive o tríduo Pascal a sério, isto é uma seca] mas nunca consegui fazer anos no Domingo de Páscoa. O que é uma seca.

 

Isto faz com que eu ache que o meu dia de aniversário é maaaais ou menos igual aos outros todos, com a vantagem de que somos o centro das atenções – perdoem-me, mas eu sou carneirinha. Ser o centro das atenções é algo que me importa mesmo quando tento que não importe. Sempre fui às aulas, e acho que só houve um ano em que não trabalhei no meu dia de aniversário. Gosto de chegar e de receber abraços e beijinhos e parabéns. Gosto que o meu telefone toque durante todo o dia e de receber mensagens de pessoa que achava que nunca se lembrariam de mim [é certo que o Facebook ajuda, mas ainda assim…]. Gosto de ter mimos durante o dia, seja em forma de email, de visitas inesperadas ou de simples telefonemas. Gosto. Gosto de fazer aniversário.

 

Há anos que me lembro de celebrar esse dia com os meus amigos. Os mais próximos, mas muitos, ainda assim. Há dois anos, estando em viagem, decidi celebrar no regresso, com duas festas: um jantar com os amigos de infância e um lanche com os outros todos. No ano passado enchi a casa com mais de vinte pessoas e fiz uma festarola com pratos e copos de plástico, comida caseira simples feita por mim e um bolo com o selo da irmã mais velha. Não me interessa ter uma festa muita elaborada. Interessa-me ter por perto as pessoas que me são importantes.

 

Este ano vai ser exactamente a mesma coisa: virei trabalhar no meu dia de aniversário, tentarei sair mais cedo e depois vou passar o final de semana fora, com a pessoa com quem construi uma nova família. Vai ser um bocadinho diferente, mas vai ser o meu aniversário como gosto dele: com pessoas, com aqueles de quem gosto, com trabalho, com normalidade. Mas não duvido de que vou sentir saudades de juntar toda a gente para celebrar comigo mais um ano. Aliás, tenho a certeza de que vou voltar e pensar se não deveria organizar um jantar tardio de aniversário para poder agradecer às pessoas estarem sempre na minha vida…

 

[E as minhas celebrações aqui.]

 

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E o fabuloso voucher de 50€ da Brasserie de L'Entrecôte vai para...

22.01.14
 
 
Rui Amador chamado à recepção! Parabéns!

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3

21.01.14

[Há 3 anos não estava este temporal. Há 3 anos saí de casa a saber que, quando regressasse, seria contigo aninhado no colo. Há 3 anos almocei sushi e comi até as dores me deixarem comer. Há 3 anos rebentaram-me as águas em cima de uma lomba, em Carnaxide, entre o shopping e a casa dos nossos amigos, o barulho de uma tampa a ser arrancada, garrafa aberta, um osso a partir. E a dor, uma dor aguda e Rebentaram-me as águas, Ai, caraças, vais-me sujar o carro todo, Não vou nada, vais ver. Não sujei. Nem uma gota sequer. Há 3 anos entrei no hospital, disse ao que ia, fui à casa de banho antes de ser internada. Ninguém me mexeu para confirmar a ruptura da bolsa, Sim senhora, vai ficar internada, vou dar-lhe as coisas para mudar de roupa, pode tomar um duche se quiser. Quis, claro que sim. Um duche e contracções. Soube-me tão bem, sabia lá eu quantas horas até poder tomar um duche como deve ser. Três e meia, três dedos de dilatação, Sala de Partos 1, a mesma onde nasceu ela, 3 anos e 1 mês antes. Quatro horas. Dr. Miguel, anestesista, a primeira pessoa que conseguiu anestesiar-me sem que eu me sentisse a morrer. Epidural que não pegou. Que se lixe, já o parto dela tinha sido com epidural-sem epidural, aquilo não há maneira de pegar em mim - achava eu; um ano e meio depois, no aborto, pegou e foi a coisa mais fácil de sempre. Quatro e meia, dilatação completa (sim, numa hora - é o que me faz a epidural), Mãe, vai fazer força mas ainda não é para ele nascer, ele está muito subido, primeiro vamos ajudá-lo a descer, não se preocupe, isto pode demorar, mas nós estamos aqui. Se ao menos me tivessem explicado isto no parto dela, talvez eu não tivesse panicado e não tivesse berrado por um médico e implorado por uma ventosa que foi mesmo a solução final. Cinco e trinta e oito, é lindo - não era nada, era muito moreno, cheio de sangue, mas era meu e estava ali, no meu peito, um parto fácil, um parto curto, um parto com dores que acabaram ali, no segundo em que ele nasceu.

21 de Janeiro de 2011, 17:38. Parabéns, filho. Parabéns, André.]

 

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O dia em que eu mudei

17.01.14

Ando há anos a dizer que é desta, que agora é que é, agora é que vou entrar na linha e comer como deve ser e mexer-me e perder o peso que me chateia. Anos disto representam um desgaste imenso. Ninguém me cobra isto, mas eu cobro. Ninguém me exige que eu perca os tais quilos, mas eu exijo. Foram seis anos de uma luta diária, de muita angústia, de muita vontade e de vontade nenhuma, de muitos falhanços e de um sentimento de culpa enorme e constante. Seis anos é muita coisa. São muitos dias com um peso maior do que consigo carregar em cima de mim. Muitos dias a sentir-me a maior fraude, a maior falhada do mundo. Eu sei: sou eu que sou exigente. Sou, sempre fui, não quero deixar de ser. Não era por aí que ia resolver o problema: baixar a fasquia para me sentir melhor nunca foi opção.

 

Cansei-me muito durante estes seis anos. Foram seis anos a gostar menos de mim do que mereço. Seis anos a cuidar mal de mim. Fartei-me de mim e da minha conversa, quis mandar tudo à real puta que pariu, quis desistir muitas vezes, quis formatar o disco e deixar de pensar. Nunca fui capaz. Lá no fundo esteve sempre aquela vontade de mudar e de chegar onde quero. Sabia há muito tempo o que precisava de fazer para conseguir mas, de caminho, fui sempre a minha pior inimiga. Boicotei-me. Usei os clássicos das desculpas, não sou capaz, é só hoje, apetece-me mesmo, eu mereço, não consegui resistir e fui-me boicotando. Durante seis anos, que são mais ou menos 2190 dias. São demasiados dias para não se ser feliz consigo mesma.

 

A Catarina disse-me muitas vezes que um dia eu havia de ter o click e só aí ia conseguir mesmo mudar. Fui sorrindo e acenando, a achar que já tinha tido mil clicks e nem por isso estava no bom caminho. Depois, no dia 29 de Dezembro, numa conversa com a Erica, o inesperado aconteceu. Um click. O click. Ali, finalmente.

 

Não vou contar o teor da conversa (hei-de contar, mas não hoje, não agora). Digo apenas que tudo, mas mesmo tudo mudou. Olhei para mim e soube que, depois daquilo, eu era capaz. Resolvi deixar passar o fim de ano e começar em força dia 1. Mesmo sabendo que ia passar o dia de ano novo à mesa, em casa dos meus pais, rodeada de coisas que adoro. Mesmo sabendo que ia ter que começar logo com uma resistência hercúlea. Mesmo assim, comprometi-me: dia 1.

 

E dia 1 cumpri à risca o que prometi. Não cedi a nada. Não foi só um bocadinho, eu mereço, eu não sou capaz de resistir, é só hoje, apetece-me mesmo. Nada. Desde dia 1 que não como carne. Nem farinhas brancas. Nem nada que tenha trigo. Nem doces. Nada com açúcar adicionado. Deixei de ver comida e passei a ver alimentos. Um bife não é um bife; é proteína. Uns cajus não são um snack; são gordura. Arroz não é arroz, é carboidrato. Deixei de comer pelo prazer que isso me dá e passei a comer para me alimentar. Não reduzi quantidades, nada disso. Também não ando a comer peixe cozido com brócolos. Ando a comer bem, a fazer refeições super saborosas, que me deixam com as papilas gustativas a bater palmas. Só que deixei de comer por gozo e passei a comer por necessidade de alimentar o corpo. Deixei de comer com o coração e passei a comer com a cabeça.

 

Voltei ao ginásio, sabendo que nisto de perder peso 70% é alimentação e 30% é desporto. Desde dia 2 acho que só não fui ao ginásio um dia. Mudei o plano de treino entretanto e esta semana estou a fazer só a parte de cardio, para secar. Mato-me ali, a correr, a subir degraus, a remar. Suo e canso-me mas nunca tive vontade de desistir, nem nunca pensei que devia ter ficado em casa. E não é depois que penso isto, é durante.

 

Desde dia 1 que não cometo nenhum deslize. Nenhum. Sem esforço - e é esta a diferença, porque antes eu até podia andar uns dias a portar-me bem, mas estava sempre em esforço. Agora não. É assim porque sim. Não penso em bolos - e já fiz vários desde dia 1, mas nunca me apeteceu sequer rapar uma taça de massa. Não sonho com chocolates. Não me apetece massa nem arroz nem batatas. Batatas fritas, essa perdição, é coisa que não me apetece. Passo em frente ao McDonald's e não brigo comigo para não entrar.

 

Se vai ser sempre assim? Não. Vai haver um dia em que me vai apetecer um bolo e eu vou comê-lo. Porque eu quero, porque eu posso e não porque não consigo resistir, é só hoje, apeteceu-me mesmo, eu mereço. Vai haver um dia em que volto ao McDonald's para comer um McRoyal Deluxe. Porque quero, porque posso. Mas ainda não. Ainda é cedo. Ainda tenho um longo caminho a percorrer. Tenho perfeita consciência de que sou uma adicta em recuperação e que, tal como os drogados a largar a droga, não posso ceder a uma dose, porque corro o risco de precisar de outra logo a seguir.

 

Não tenho feito isto sozinha. A Catarina motiva-me todos os dias, sem saber. À Erica devo a permanência nesta guerra, sinto-me em dívida para com ela e tenciono pagar essa dívida todos os dias, agradecendo e honrando o click que ela me deu. A Teresa, do blog OuiOui Saudável tem estado sempre lá, a esclarecer-me as dúvidas de nutrição. Tenho tido as minhas amigas comigo, a apoiar de uma forma ou de outra (quanto mais não seja porque não me convidam para nada que envolva calorias maradas). O meu marido compreende a mudança e acredita em mim e respeita o facto de eu não os acompanhar nas refeições deles, para comer sopas e saladas e coisas "esquisitas" como quinoa e amaranto.

 

Dizem por aí que são precisos 21 dias para quebrar um hábito mau e mais sete para instaurar outro hábito. Estou a quatro dias de quebrar o meu mau hábito e a 11 de instaurar o hábito novo. Sei que sim. Sei, finalmente, que sou capaz. Sei que estou no caminho certo. Sei que agora vou ser capaz.

 

Dia 1 pesava 68kg. Hoje peso 65kg.

 

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Frente & Verso - Tatuagens

16.01.14

Verso - da Margarida

 

Não gosto de tatuagens. Nem pequenas, nem grandes, nem médias. Coloridas ou a preto-e-branco. Não gosto. Não digo que não haja pessoas que não fiquem engraçadas com algumas – dispenso tudo o que tenha a ver com proximidade do rabo ou que ocupe as costas inteiras – mas raramente me passou pela cabeça fazer uma.

Das raras vezes que isso aconteceu, foi porque passei por alguém que tinha uma especialmente bonita e que lhe assentava especialmente bem.

 

Na verdade, não percebo muito bem o que se tenta fazer quando se faz uma tatuagem – e isto não é uma crítica, é uma confissão. Gravar poemas na pele? Nomes de pessoas? Homenagens aos filhos? É preciso escrevinhar isso na pele? Estrelinhas nos pulsos ou nos tornozelos não podem ser substituídos por acessórios que se tiram?

Juro que não percebo. E talvez por isso tenha tanta aversão a tatuagens. Por isso e por o meu querido pai ter feito uma tatuagem pavorosa quando estava na Guerra, em África. Uma tatuagem que o envergonha tanto que anda sempre escondida e que até se vê o olhar de sofrimento do senhor quando vai à praia e tem que tirar a t-shirt.

 

Não entendo – verdadeiramente – o que leva alguém a escrever ou desenhar algo na pele. Para sempre. E depois penso sempre no que será daquela pele daqui a 50 anos: é que uma tatuagem numa pele esticadinha é uma coisa. Mas quando vejo pessoas de setenta anos com borboletas derretidas e estrelas que mais parecem cometas confesso que volto a não entender por que não se lembraram de que a velhice também afecta o que temos gravado na pele.

 

E o sentido? Não se perde o sentido daquilo que se desenha? Conheço tão boa rapariga que achou lindo tatuar golfinhos nas costas – lembram-se da época dos golfinhos? – e agora morre de vergonha. A minha prima, por exemplo, fez uma tatuagem enorme há uns anos. No ano passado, para além de a tatuagem já estar a esmorecer, aquele desenho não lhe fazia já lá muito sentido. E portanto, toca de fazer outra por cima. Ela gosta. Mas what’s the point, se afinal ao fim de uns anos deixamos de gostar de uma coisa que nos está marcada na pele para sempre?

Também conheci uma miúda que tatuou nas costas o nome do namorado. Querem que vos diga como a história acabou? Pois. Ela ficou com a tatuagem e ele foi à vida dele…e portanto agora, a menos que arranje um namorado com o mesmo nome, não estou a ver como se vai safar desta.

 

Eu sei que nem toda a gente desenha nomes ou golfinhos e afins. Mas são estes casos que me fazem pensar que dificilmente eu quereria alguma vez ter uma tatuagem. Porque não me estou a ver, aos 70 anos, a achar graça nenhuma a ter o que seja escrito na minha pele. Vai ficar ridículo. Na verdade aos 40 já vou achar ridículo. O que dá um tempo muito limitado de sucesso às pequenotas que poderiam ser gravadas na minha pele.

 

[A minha tatuagem, explicada aqui.]

 

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